Política
Consórcios de saúde pedem ao Estado ampliação de R$ 30 milhões para R$ 50 milhões em repasse anual
CIS-AMREC mostra que 80,93% da população da região depende exclusivamente do SUS; investimento dos consórcios catarinenses cresceu 587% em oito anos
O Consórcio Público Interfederativo de Saúde da Amrec e Amesc (CIS-AMREC) participou nesta terça-feira (23) de audiência pública na Assembleia Legislativa de Santa Catarina para discutir o financiamento dos consórcios públicos de saúde no Estado.
Durante o debate, a Associação dos Consórcios de Saúde de Santa Catarina (ACISSC), que reúne 14 consórcios, defendeu a ampliação do repasse anual do Governo do Estado dos atuais R$ 30 milhões para R$ 50 milhões. A reivindicação se baseia no crescimento da demanda regional e no papel dos municípios em garantir acesso da população a consultas, exames e procedimentos pelo SUS. Também foi discutida a necessidade de desburocratizar o processo de repasse dos recursos.
Para a presidente do CIS-AMREC e prefeita de Urussanga, Stela Talamini, o financiamento precisa acompanhar a realidade dos municípios. “A ampliação do financiamento estadual aos consórcios públicos de saúde representa um investimento direto na população catarinense, especialmente nas pessoas que dependem exclusivamente do SUS”, afirmou.
Mais de 80% depende só do SUS
Levantamento do CIS-AMREC mostra que, em março de 2026, 80,93% da população dos 27 municípios consorciados dependia exclusivamente do SUS — em alguns municípios, o índice passa de 96%. Os dados são do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops/Datasus).
Em 2025, os 14 consórcios catarinenses investiram cerca de R$ 317,7 milhões em consultas, exames e procedimentos especializados — em 2017, o valor era de R$ 46,2 milhões, crescimento de mais de 587% em oito anos. No CIS-AMREC, o avanço foi ainda maior: de R$ 2,89 milhões em 2017 para mais de R$ 59,3 milhões em 2025, alta superior a 1.950%.
O diretor-executivo do CIS-AMREC, Roque Salvan, destacou o papel dos consórcios na otimização de recursos. “Os consórcios permitem que os municípios comprem melhor, organizem a rede de prestadores e ofereçam mais agilidade ao cidadão que depende do SUS”, disse.
Municípios investem acima do mínimo
Segundo o Tribunal de Contas do Estado, entre 2009 e 2025 os 27 municípios da Amrec e Amesc aplicaram em média 20,8% de suas receitas próprias em saúde — acima do mínimo constitucional de 15%. Já o Governo do Estado aplicou, em média, 13,39% de suas receitas em saúde entre 2011 e 2025, segundo o Portal da Transparência.
A audiência também tratou do Programa de Qualificação dos Consórcios Públicos Interfederativos de Saúde (Qualicis), que prevê repasse mínimo anual de R$ 30 milhões. Nos últimos três anos, os 14 consórcios receberam cerca de R$ 90 milhões em recursos estaduais. O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, afirmou que o governo é favorável ao avanço das demandas apresentadas, incluindo alterações no programa.

Política
Os números do IPC para a presidência e o senado em Santa Catarina
Santa Catarina segue sendo um estado em que a maioria do eleitorado se identifica com a direita, e a família Bolsonaro mantém forte influência nas eleições gerais. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é bem avaliado pela maioria dos entrevistados. É o que aponta pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Catarinense (IPC), contratada pela Associação Catarinense de Jornais (ACJ) — da qual o Tribuna de Notícias é associado.
O levantamento foi feito de forma presencial, em domicílios e pontos de fluxo populacional, entre os dias 9 e 13 de julho, com 1.050 entrevistados de 54 municípios catarinenses, nas regiões da Grande Florianópolis, Norte, Serra, Sul, Vale do Itajaí e Oeste. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Flávio Bolsonaro lidera com ampla vantagem na Estimulada
Na pesquisa Estimulada, quando os entrevistados escolhem entre nomes apresentados em lista, Flávio Bolsonaro (PL) foi citado por 46,1%, seguido por Lula (PT), com 25%. Os demais nomes somaram percentuais menores: Ronaldo Caiado (PSD) 3,1%, Romeu Zema (Novo) 2,9%, Renan Santos (Missão) 2,4%, Samara Martins (UP) 2,3%, entre outros com menos de 2% cada. Não souberam responder 5,8%, e 7,7% votariam em branco ou nulo.
Espontânea repete favoritismo
Sem lista prévia, os resultados foram: Flávio Bolsonaro, 37,4%; Lula, 22,9%; Renan Santos, 1,2%; Ronaldo Caiado, 1%; e os demais nomes com menos de 1% cada.
Lula é o mais rejeitado em SC
Questionados sobre em quem não votariam de jeito nenhum, os entrevistados citaram Lula com maior frequência: 48,3%. Flávio Bolsonaro apareceu em seguida, com 27%. Os demais nomes somaram percentuais menores, cada um abaixo de 1,5%. Do total, 6,8% afirmaram rejeitar todos os candidatos, 5,7% disseram não rejeitar nenhum e 3,4% não souberam responder.
Disputa pelo Senado segue equilibrada
Para o Senado, a disputa principal aparece concentrada entre Carlos Bolsonaro (PL), Caroline de Toni (PL) e Esperidião Amin (PP).
Na projeção pela soma dos dois votos permitidos ao eleitor, Caroline de Toni lidera com 39%, seguida por Carlos Bolsonaro (38,6%), Esperidião Amin (34,1%), Décio Lima – PT (27%), Antídio Lunelli – MDB (11,3%), Afrânio Boppré – PSOL (7%) e Jeferson Rocha – PRD (4,7%). Não souberam responder 24,1%, e 14,3% votariam em branco ou nulo.
Separando os votos, no primeiro voto a ordem é: Carlos Bolsonaro (27,4%), Esperidião Amin (17,8%), Décio Lima (16,8%) e Caroline de Toni (14,4%). Já no segundo voto, Caroline de Toni lidera (24,6%), seguida por Esperidião Amin (16,3%) e Carlos Bolsonaro (11,1%).
Ficha técnica
- Coleta de dados: 9 a 13/07/2026
- Margem de erro: 3 p.p.
- Nível de confiança: 95%
- Entrevistados: 1.050
- Empresa contratada: IPC – Instituto de Pesquisa Catarinense
- Contratante: Associação Catarinense de Jornais (ACJ)
- Registro: BR-09576/2026 e SC-09951/2026

Política
Pesquisa IPC/ACJ: Jorginho Mello lidera corrida ao Governo de SC em cenários espontâneo e estimulado
Pesquisa realizada de forma presencial pelo Instituto de Pesquisa Catarinense (IPC), contratada pela Associação Catarinense de Jornais (ACJ) , aponta como está a corrida pré-eleitoral para o Governo de Santa Catarina.
O levantamento foi realizado de forma presencial, domiciliar e em pontos de fluxo populacional, entre os dias 9 e 13 de julho, com 1.050 entrevistados de 54 municípios de Santa Catarina, nas regiões da Grande Florianópolis, Norte, Serra, Sul, Vale do Itajaí e Oeste. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Reeleição em primeiro turno na pesquisa Estimulada
Na pesquisa Estimulada, quando os entrevistados escolhem entre nomes apresentados em lista, o atual governador Jorginho Mello (PL) aparece com 53,3% das intenções de voto, seguido de João Rodrigues (PSD), com 26,2%. Os demais nomes somam 12% dos votos: Gelson Merísio (PSB) com 8,6%, Lais Chaud (UP) com 1,7%, Ralf Zimmer (PRD) com 0,9% e Marcelo Brigadeiro (Missão) com 0,8%. Não souberam responder 4,9%, enquanto brancos e nulos somaram 3,7%.
Pesquisa Espontânea tem 16 nomes lembrados
Sem lista prévia de pré-candidatos, 16 nomes foram lembrados pelos entrevistados, e o atual governador novamente aparece em primeiro lugar: Jorginho Mello foi citado por 42,7%, enquanto 29% não souberam responder e 18,5% citaram João Rodrigues. Outros 4,4% responderam “nenhum”. A lista segue com Gelson Merísio (2,8%), Lais Chaud (0,8%), Décio Lima (0,5%) e outros nomes com menos de 0,3% cada.
Maioria já decidiu o voto
A maioria dos entrevistados afirmou já ter decidido em quem votará em outubro: 44,8% estão totalmente decididos, 42,2% podem mudar o voto ao longo da campanha, 10,7% ainda estão indecisos e 2,4% não souberam responder.
Rejeição
Questionados sobre em quem não votariam de jeito nenhum, os entrevistados também apontaram Jorginho Mello como o nome de maior rejeição, com 16,7%. Na sequência aparecem Gelson Merísio (14,3%), Ralf Zimmer (8,3%), João Rodrigues (6,6%), Marcelo Brigadeiro (6,4%) e Lais Chaud (4,3%). Não souberam responder 13,1%, enquanto 23% afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes e 7,4% disseram rejeitar todos.
Segundo o diretor do IPC, Renato Rampinelli, ponderou que o resultado atual é apenas uma fotografia do momento. “A eleição não é hoje, ela é daqui a dois meses e meio, e até lá muitos fatores podem acontecer, que podem manter esse quadro, mas também podem alterá-lo”, comentou.
Ficha técnica
- Coleta de dados: 9 a 13/07/2026
- Margem de erro: 3 p.p.
- Nível de confiança: 95%
- Entrevistados: 1.050
- Empresa contratada: IPC – Instituto de Pesquisa Catarinense
- Contratante: Associação Catarinense de Jornais (ACJ)
- Registro: BR-09576/2026 e SC-09951/2026

Política
Frente Parlamentar em Defesa do São José é instalada na Câmara de Criciúma
A Câmara de Vereadores de Criciúma realizou, nesta terça-feira (7), a reunião de instalação da Frente Parlamentar de Defesa do Hospital São José de Criciúma. Criada por meio da Resolução nº 1/2026, a frente tem como objetivo acompanhar, fortalecer e promover ações em defesa da instituição, referência em atendimentos de média e alta complexidade para Criciúma e toda a região Sul de Santa Catarina.
Durante a reunião, foi realizada a eleição da mesa diretora da Frente Parlamentar. Por unanimidade, com três votos favoráveis, o vereador Marcos Machado, o Marquinho (MDB) foi eleito presidente. Também por unanimidade, o vereador Amaral Bittencourt (PSD) foi escolhido como secretário.
Além dos eleitos para a direção, integra a frente o vereador Neri Xavier (União).
A partir da instalação, novas adesões de parlamentares poderão ser encaminhadas ao presidente da Frente, conforme previsto no Regimento Interno da Câmara.
Com a criação da Frente Parlamentar, o Legislativo de Criciúma reforça seu compromisso com o acompanhamento das demandas do Hospital São José, buscando contribuir com o fortalecimento da instituição e com a defesa da qualidade dos serviços prestados à população da região.

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