Política
Os números do IPC para a presidência e o senado em Santa Catarina
Santa Catarina segue sendo um estado em que a maioria do eleitorado se identifica com a direita, e a família Bolsonaro mantém forte influência nas eleições gerais. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é bem avaliado pela maioria dos entrevistados. É o que aponta pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Catarinense (IPC), contratada pela Associação Catarinense de Jornais (ACJ) — da qual o Tribuna de Notícias é associado.
O levantamento foi feito de forma presencial, em domicílios e pontos de fluxo populacional, entre os dias 9 e 13 de julho, com 1.050 entrevistados de 54 municípios catarinenses, nas regiões da Grande Florianópolis, Norte, Serra, Sul, Vale do Itajaí e Oeste. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Flávio Bolsonaro lidera com ampla vantagem na Estimulada
Na pesquisa Estimulada, quando os entrevistados escolhem entre nomes apresentados em lista, Flávio Bolsonaro (PL) foi citado por 46,1%, seguido por Lula (PT), com 25%. Os demais nomes somaram percentuais menores: Ronaldo Caiado (PSD) 3,1%, Romeu Zema (Novo) 2,9%, Renan Santos (Missão) 2,4%, Samara Martins (UP) 2,3%, entre outros com menos de 2% cada. Não souberam responder 5,8%, e 7,7% votariam em branco ou nulo.
Espontânea repete favoritismo
Sem lista prévia, os resultados foram: Flávio Bolsonaro, 37,4%; Lula, 22,9%; Renan Santos, 1,2%; Ronaldo Caiado, 1%; e os demais nomes com menos de 1% cada.
Lula é o mais rejeitado em SC
Questionados sobre em quem não votariam de jeito nenhum, os entrevistados citaram Lula com maior frequência: 48,3%. Flávio Bolsonaro apareceu em seguida, com 27%. Os demais nomes somaram percentuais menores, cada um abaixo de 1,5%. Do total, 6,8% afirmaram rejeitar todos os candidatos, 5,7% disseram não rejeitar nenhum e 3,4% não souberam responder.
Disputa pelo Senado segue equilibrada
Para o Senado, a disputa principal aparece concentrada entre Carlos Bolsonaro (PL), Caroline de Toni (PL) e Esperidião Amin (PP).
Na projeção pela soma dos dois votos permitidos ao eleitor, Caroline de Toni lidera com 39%, seguida por Carlos Bolsonaro (38,6%), Esperidião Amin (34,1%), Décio Lima – PT (27%), Antídio Lunelli – MDB (11,3%), Afrânio Boppré – PSOL (7%) e Jeferson Rocha – PRD (4,7%). Não souberam responder 24,1%, e 14,3% votariam em branco ou nulo.
Separando os votos, no primeiro voto a ordem é: Carlos Bolsonaro (27,4%), Esperidião Amin (17,8%), Décio Lima (16,8%) e Caroline de Toni (14,4%). Já no segundo voto, Caroline de Toni lidera (24,6%), seguida por Esperidião Amin (16,3%) e Carlos Bolsonaro (11,1%).
Ficha técnica
- Coleta de dados: 9 a 13/07/2026
- Margem de erro: 3 p.p.
- Nível de confiança: 95%
- Entrevistados: 1.050
- Empresa contratada: IPC – Instituto de Pesquisa Catarinense
- Contratante: Associação Catarinense de Jornais (ACJ)
- Registro: BR-09576/2026 e SC-09951/2026
Política
Marcos Pontes critica pressa na votação da escala 6×1 e alerta para risco de perda de empregos
Senador defende redução da jornada, mas afirma que trabalhador e empresa devem ter liberdade para negociar a organização do trabalho
O senador Marcos Pontes (PL-SP) criticou a possibilidade de uma votação acelerada da proposta que altera a escala de trabalho 6×1 e defendeu que o Congresso Nacional tenha tempo para analisar os impactos da medida.
Em entrevista à Rádio Cidade, Pontes afirmou que considera importante garantir períodos adequados de descanso aos trabalhadores, mas questionou a imposição de uma jornada única por lei.
“Eu concordo com a necessidade e a importância de qualquer pessoa que trabalhe ter o descanso adequado”, afirmou.
Ao mesmo tempo, o senador defendeu que trabalhadores tenham liberdade para negociar com as empresas a forma de organização da jornada.
Senador alerta para impacto nas empresas
Pontes argumentou que uma eventual redução da jornada precisa levar em conta também a realidade financeira das empresas.
Segundo ele, alterações sem estudos aprofundados poderiam provocar consequências como redução de postos de trabalho, aumento de custos de produtos e serviços e pressão sobre a inflação.
“Não se pode pegar uma pauta como essa e querer votar a toque de caixa”, afirmou.
Para o senador, a discussão precisa considerar os efeitos no curto, médio e longo prazo antes de uma decisão definitiva.
“É importante ter liberdade e ter o emprego garantido”
Pontes afirmou que o debate não deveria ser apresentado apenas sob a perspectiva de trabalhar menos e manter a mesma remuneração.
Na avaliação dele, uma mudança desse tipo pode provocar efeitos indiretos sobre o mercado de trabalho.
“É importante que se tenha descanso para o trabalhador, sem dúvida nenhuma. É importante que se tenha tudo isso, mas é importante ter liberdade e ter o emprego garantido”, disse.
O senador também citou mudanças ocorridas nas regras trabalhistas dos empregados domésticos como exemplo do que considera uma alteração que pode produzir efeitos diferentes dos inicialmente esperados.
Segundo Pontes, parte dos trabalhadores teria migrado para o trabalho como diaristas após as mudanças.
Discussão depois das eleições
Pontes defendeu que o debate sobre a escala 6×1 continue após as eleições, para evitar, segundo ele, que a pauta seja utilizada com finalidade eleitoral.
O senador afirmou que é necessário apresentar à sociedade os possíveis impactos da mudança antes da votação.
Política
Quaest: Lula lidera 1º turno, mas fica em empate técnico com Flávio
Presidente aparece com 37% contra 30% do senador no primeiro turno; Augusto Cury chega a 10% e surpreende na disputa
A nova pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança do primeiro turno, mas aponta uma disputa apertada com Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno. O levantamento divulgado nesta quarta-feira (2) mostra Lula com 37% das intenções de voto, contra 30% do senador.
O resultado mais expressivo, porém, aparece na simulação de segundo turno. Lula registra 42%, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 41%. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.
Outro destaque do levantamento é o desempenho do escritor Augusto Cury (Avante). Ele aparece com 10% das intenções de voto e ocupa a terceira colocação no primeiro turno, depois de registrar apenas 2% na pesquisa anterior, divulgada em 14 de agosto.
Veja os números do primeiro turno
No cenário que inclui Pablo Marçal (PRTB), os candidatos aparecem da seguinte forma:
- Lula (PT): 37%
- Flávio Bolsonaro (PL): 30%
- Augusto Cury (Avante): 10%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Ronaldo Caiado (PSD): 1%
- Romeu Zema (Novo): 1%
- Pablo Marçal (PRTB): 1%
- Samara Martins (UP): 0%
Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar somam 7%, enquanto 11% ainda estão indecisos.
Em uma segunda simulação, sem Pablo Marçal, Lula permanece com 37%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 29%. Augusto Cury mantém os 10%.
Lula e Flávio ficam separados por um ponto
A vantagem de Lula diminui quando a pesquisa simula uma disputa direta com Flávio Bolsonaro.
No levantamento divulgado em 14 de agosto, Lula tinha 43% contra 40% do senador. Agora, a diferença caiu para apenas um ponto percentual: 42% para o petista e 41% para Flávio.
O resultado configura empate técnico devido à margem de erro de dois pontos percentuais.
A pesquisa também testou Lula contra outros nomes. O presidente aparece numericamente à frente de Renan Santos, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Augusto Cury.
A Quaest entrevistou presencialmente 2.004 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal O Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026.
Política
Abadeus apresenta projeto “Cristo Redentor mais verde”
Na sessão itinerante desta terça-feira (25), a Câmara de Vereadores de Criciúma, contou com a presença da diretora-executiva, Shirlei Monteiro, representando a Associação Beneficente Abadeus, em sua Tribuna Livre. Durante a participação na comunidade, foi apresentado o projeto “Cristo Redentor Mais Verde”, iniciativa que visa promover a urbanização, a sustentabilidade e a preservação ambiental na comunidade, consolidando o espaço como referência em inovação social.
Durante a apresentação, Shirlei explicou que o projeto está estruturado em três módulos principais: a urbanização de praças e do entorno do Centro Comunitário, a criação de um parque sensorial integrado a uma área de Mata Atlântica e a revitalização do campo de futebol local. “Esse projeto não é recente, é uma busca que mantemos há mais de uma década e creio que agora é o momento de sair do papel. Uma comunidade bem cuidada atrai novos investimentos, valoriza o sentimento de pertencimento dos moradores e fortalece a formação de novos cientistas e pesquisadores desde a primeira infância”, destacou.
A diretora-executiva da Abadeus também celebrou os avanços da instituição na área de tecnologia e inovação, destacando o orgulho de ter a entidade como o primeiro Centro de Inovação Social com inovação aberta de Santa Catarina. Ela anunciou ainda que a associação representará o município na etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica, que será realizada em Chapecó.
A vereadora Tia Cidy destacou o orgulho de trazer essa pauta para o centro do debate parlamentar. “É uma alegria enorme trazer essa pauta para dentro do bairro. A Abadeus realiza um trabalho transformador com as nossas crianças e famílias, e apoiar um projeto como o ‘Cristo Redentor Mais Verde’ é garantir que a nossa comunidade continue crescendo com dignidade, infraestrutura e oportunidades para o futuro”, salientou.
Ao encerramento da Tribuna Livre, a equipe da Abadeus e os moradores presentes reforçaram a importância da união entre o Poder Público e as entidades comunitárias para transformar os anseios do bairro em conquistas efetivas para Criciúma.
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