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Abadeus leva inovação social ao debate sobre cidades inteligentes

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Uma cidade pode reunir tecnologia de ponta, serviços digitais e infraestrutura moderna. Ainda assim, dificilmente será inteligente se a inovação não alcançar quem mais precisa. Foi essa a mensagem que a diretora executiva da Abadeus, Shirlei Monteiro, levou à Reunião Estratégica Regional 2026 da Plataforma Connected Smart Cities (CSC), realizada na tarde desta quinta-feira (23/7), no Centro de Inovação Criciúma (CRIO).

O encontro reuniu gestores públicos, universidades, pesquisadores, representantes do setor produtivo e organizações da sociedade civil para discutir a transformação digital na gestão pública, inovação, desenvolvimento econômico, sustentabilidade, mobilidade urbana e tecnologia aplicada aos serviços públicos. A programação integra a agenda nacional da CSC e busca estimular a troca de experiências entre municípios brasileiros, além de fomentar soluções para os desafios urbanos.

Convidada para o painel sobre impacto social, Shirlei apresentou a experiência construída pela instituição ao longo de mais de seis décadas e defendeu que a inovação social precisa ocupar um lugar estratégico nas políticas públicas e no planejamento urbano. Para ela, o desenvolvimento sustentável depende da democratização do acesso à inovação e da capacidade de fazer com que seus benefícios alcancem também as comunidades em situação de vulnerabilidade.

“A inovação social coopera com todo o ecossistema de inovação. Ela democratiza o acesso às oportunidades e transforma a realidade das famílias que vivem em territórios vulneráveis. O desenvolvimento sustentável passa, necessariamente, pela inovação social”, afirmou.

Conforme Shirlei, um dos principais desafios das cidades inteligentes é enxergar aquilo que, muitas vezes, permanece invisível nos indicadores oficiais. Famílias com acesso precário à internet, jovens sem oportunidades de qualificação digital, mulheres que empreendem sem apoio tecnológico e comunidades onde a inovação ainda não chegou de forma efetiva exigem um olhar próximo da realidade.

“Organizações como a Abadeus conseguem complementar os diagnósticos tradicionais porque convivem diariamente com essas comunidades. Esse olhar permite construir uma visão mais completa da realidade e apoiar decisões mais eficientes”, ressaltou.

Impacto que ultrapassa os indicadores

Ao longo da história, a Abadeus impactou mais de 320 mil pessoas, inseriu cerca de 12 mil no mercado de trabalho por meio de programas de inclusão produtiva, capacitou seis mil pessoas em letramento digital e tecnologia e ultrapassou a marca de 330 mil atendimentos.

Somente nos últimos quatro anos, os programas da instituição movimentaram mais de R$ 20 milhões na economia local, fortalecendo o empreendedorismo, a formação profissional e o desenvolvimento comunitário. Entre os principais exemplos apresentados está o bairro Cristo Redentor, em Criciúma, onde a atuação integrada da Abadeus se tornou referência nacional em inovação social.

Segundo a diretora, além dos indicadores econômicos, o território passou por uma profunda transformação social, marcada pelo fortalecimento do sentimento de pertencimento, pela valorização dos espaços públicos e pelo protagonismo dos moradores. Nesse período, a valorização imobiliária superou 900%, refletindo um processo de desenvolvimento construído a partir das pessoas.

Os números de segurança pública também ilustram essa mudança, já que, há cerca de uma década o Cristo Redentor era considerado um dos bairros mais violentos de Criciúma. Hoje, registra anos consecutivos sem homicídios, resultado que, segundo Shirlei, está diretamente relacionado aos investimentos em educação, qualificação, inclusão socioprodutiva e geração de oportunidades.

“Quanto mais se investe no desenvolvimento das pessoas, na inclusão socioprodutiva e na geração de oportunidades, menor é a violência e maior é a prosperidade da comunidade”, destacou.

Cidades inteligentes começam pelas pessoas

A CEO da Plataforma Connected Smart Cities, Paula Faria, explicou que o movimento nasceu há dez anos com a missão de orientar municípios brasileiros na construção de cidades mais inteligentes, humanas e sustentáveis. Depois de Brusque sediar a edição catarinense em 2025, Criciúma recebeu o encontro neste ano, consolidando o município no circuito nacional de debates sobre inovação urbana.

“Muitas pessoas associam cidades inteligentes apenas à tecnologia. Na realidade, uma cidade inteligente é aquela que promove qualidade de vida para as pessoas. E qualidade de vida precisa alcançar todos”, citou.

Segundo Paula, a participação do terceiro setor é indispensável para compreender as demandas das comunidades, qualificar os indicadores utilizados pela plataforma e contribuir para políticas públicas mais eficientes. “O tema da inclusão é transversal. Precisamos ouvir o terceiro setor e transformar esse conhecimento em políticas e programas que garantam que todas as pessoas participem do desenvolvimento das cidades”, afirmou.

Integração fortalece políticas públicas

O prefeito de Criciúma, Vagner Espíndola, destacou que o terceiro setor ocupa posição estratégica no desenvolvimento do município. “O terceiro setor tem papel fundamental na construção de cidades mais inteligentes, humanas e inclusivas. Quando o poder público, a iniciativa privada e as organizações sociais trabalham juntos, as soluções chegam mais longe e geram impacto real na vida das pessoas”, relatou.

Na mesma linha, o secretário municipal de Governança, Tiago Ferro Pavan, ressaltou que a tecnologia precisa estar a serviço das pessoas e que o trabalho conjunto entre governo e organizações sociais amplia a efetividade das políticas públicas. “Cidade inteligente é feita para as pessoas. É na cidade que a vida acontece. A tecnologia é um meio para melhorar a vida da população, nunca o objetivo final”, disse.

Para o secretário, entidades como a Abadeus demonstram que a integração entre assistência social, educação, saúde e desenvolvimento econômico potencializa resultados e fortalece a capacidade de transformação dos territórios. “Quando organizações como a Abadeus trabalham de forma integrada com a gestão pública, conseguimos ampliar o impacto das políticas públicas e entregar mais valor para a sociedade”, afirmou.

O futuro das cidades passa pela inclusão

Ao encerrar a participação no painel, Shirlei Monteiro afirmou que o convite para representar a Abadeus em um dos principais fóruns nacionais sobre cidades inteligentes simboliza o reconhecimento de um trabalho iniciado em Criciúma e que hoje inspira outras regiões do país.

Para ela, a inovação social não produz apenas indicadores econômicos. Ela fortalece o sentimento de pertencimento, amplia oportunidades, reduz desigualdades e demonstra que nenhuma cidade será verdadeiramente inteligente se deixar pessoas para trás.

“Todo o trabalho de uma cidade inteligente precisa gerar benefícios concretos para quem vive no território e ser construído junto com as pessoas. É nessa transformação que acreditamos e é por ela que trabalhamos todos os dias”, concluiu.

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Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão

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O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.

Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.

Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.

Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.

“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.

Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador

Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.

Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.

Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.

Imposto de censura

Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.

As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.

O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.

Preservação da memória de Siderópolis

A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.

“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.

Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.

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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia

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A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.

Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.

O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.

“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.

Pesquisa que gera novas conexões

Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.

Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.

“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.

A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.

Da graduação para uma conferência internacional

A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.

“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.

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Prefeitura de Criciúma assina termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos

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A Prefeitura de Criciúma assinou, nesta sexta-feira (11), o termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos (GAD). A sala, localizada no segundo andar do Mercado Público Criciumense, no Centro, será destinada a atividades assistenciais, sociais, comunitárias e de apoio à saúde. A ação é fundamentada pela Lei Municipal nº 9.008 de 22 de julho de 2026.

“Essa é uma forma de o Município apoiar uma causa tão importante e contribuir para que o GAD tenha melhores condições de acolher e atender as pessoas com diabetes. Sabemos da relevância desse trabalho e queremos fortalecer iniciativas que levam assistência, informação e cuidado para a população”, ressaltou o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.

O espaço possui 116,24 metros quadrados. Segundo o presidente do GAD, Samuel Pereira de Medeiros, a cessão representa uma conquista para a entidade e permitirá ampliar a estrutura de atendimento oferecida às pessoas com diabetes.

“Esse espaço será utilizado para dar apoio a todas as pessoas com algum tipo de diabetes. Hoje oferecemos assistência social, cestas glicêmicas, convênio médico, telemedicina e atendimento com psicólogas, e teremos esse atendimento também no local. Atualmente, atendemos uma média de 18 a 20 pessoas e queremos chegar até o final do ano a 50 pessoas”, destacou.

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