Economia
Cenário econômico da pandemia faz crescer busca por empresas de descontos e benefícios
Com o atual cenário da economia mundial e, também, aqui no Brasil, vem ganhando força as opções de clubes de benefícios com vantagens ao consumidor. Por meio deles, é possível ter acesso a descontos em serviços e produtos em diversos segmentos. As mais conhecidas são as empresas de benefícios para veículos, mas o mercado está em constante evolução e os clientes estão cada vez mais exigentes, então tornou-se fundamental abranger outros setores.
Em Santa Catarina, é comum ver as redes de supermercados, comércio e varejo criarem seus próprios clubes de vantagem, estratégia que faz com que esses estabelecimentos fidelizem clientes. “Sempre foi uma ferramenta de mercado muito poderosa, agora, por causa da crise nacional causada pelos desempregos durante a pandemia, estamos sempre pensando em facilitar ainda mais a vida do cliente”, relata o vice-presidente regional Sul da Associação dos Mercadistas de Santa Catarina (Acats/Sul), Ricardo Althoff.
Poupar com comodidade
As diferentes opções agradam, embora muitas vezes exigem do consumidor diversos cadastros para ter acesso aos serviços. Uma das soluções encontradas pela empresa Poupaqui Benefícios, que chegou em Santa Catarina em 2021, foi facilitar esse processo. A Poupaqui oferece benefícios econômicos e sociais com descontos reais, vantagens diferenciadas e brindes exclusivos para seus associados – pessoas físicas ou jurídicas – através da parceria com empresas, lojas e prestadores de serviços dos mais variados segmentos.
Os benefícios são reunidos em setores como: Saúde (atendimento médico e odontológico, farmácias, laboratórios de análises clínicas); Alimentação Fora do Lar (restaurantes, lanchonetes, pubs); Varejo (lojas, shoppings, postos de combustíveis, supermercados); Beleza e Estética (salões de beleza, clínicas de estética); Segurança (empresas de vigilância); Seguros (empresas seguradoras); Automotivo (mecânicas, elétricas, serviços de funilaria, lavação, proteção veicular); além de descontos em mais áreas, como assistência jurídica, esporte, lazer, cultura, assistência técnica de computadores e celulares, construção civil, gráficas e até auxílio funerário.
“Acreditamos que o desconto é uma forma de economia e queremos que nossos associados realmente consigam economizar, ainda mais no atual momento que todos estamos vivendo. A Poupaqui é uma oportunidade para a pessoa economizar comprando, essa é a nossa essência”, afirma o presidente da Associação, Jardel Paulo Rodrigues.
Como funciona
Criada em 2019, na cidade de Uruguaiana, localizada na fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, a empresa está em processo de expansão e traz seus serviços para Santa Catarina, especialmente para o Sul do estado.
Para ter acesso aos descontos, a pessoa deve se tornar um associado da Poupaqui. Funciona assim: você realiza o cadastro e o pagamento de uma taxa única de adesão no valor de R$ 5, escolhe o plano que for mais interessante para a sua situação, paga a mensalidade referente a ele e pronto: já pode usufruir dos benefícios.
Além disso, a empresa também disponibiliza descontos nas mensalidades para colaboradores de empresas parceiras. Os associados da região de Uruguaiana (RS) podem ter, ainda, acesso à sede recreativa da Poupaqui – o local conta com parque infantil e piscinas. Em Santa Catarina, uma futura sede já está sendo planejada.
“Oferecemos planos acessíveis e possibilitamos que o associado usufrua os benefícios em toda a nossa área de abrangência e dos nossos parceiros, independente da cidade de origem do associado, ou seja, nossa atuação é interestadual e ele pode fazer uso dos descontos onde mora ou, ainda, quando viajar para outros lugares”, salienta Rodrigues.
Confira abaixo os planos disponíveis
No Plano Poupe, com R$ 20 mensais, qualquer pessoa pode ser associada e tem direito aos descontos de até 50% em todas as empresas parceiras. No Plano Life, com mensalidade de R$ 25, além dos descontos do Plano Poupe, há o acesso liberado na sede da Associação, com direito ao uso das piscinas para os associados do Rio Grande do Sul, na região de Uruguaiana e Alegrete.
Já para Santa Catarina, no Plano Life, com mensalidade de R$ 25, há os descontos de até 50% em todas as empresas parceiras, mais o auxílio funerário no valor de R$ 2,5 mil.
E ainda existe o Plano Premium para os moradores do Rio Grande do Sul, na região de Alegrete e Uruguaiana. Nesse caso, com uma mensalidade de R$ 35, o associado tem direito aos descontos, uso das piscinas, mais o auxílio funerário no valor de R$ 2,5 mil.
Para todos os planos, a taxa única de adesão é de R$ 5. E há o Plano Business, esse para empresas parceiras da Poupaqui, com condições especiais para os colaboradores. Ele inclui os descontos em todas as empresas parceiras, o auxílio funerário, acesso à sede recreativa, além de brindes mensais fornecidos pelos parceiros.
Aplicativo
Todos os serviços e outras informações também podem ser conferidos através de um aplicativo exclusivo Poupaqui, o qual alia modernidade e facilidade de acesso. Disponível para smartphones com sistema operacional Android ou iOS, o aplicativo APB – Aplicativo Poupaqui de Benefícios – é 100% gratuito.
Ele apresenta detalhes sobre a empresa, os parceiros, os planos, o cadastro do associado, descontos disponíveis, previsão do tempo, cotações em geral, notícias da cidade e região, entre outras novidades atualizadas semanalmente. No aplicativo, os descontos estão disponíveis apenas para os associados, mas quem ainda não se associou pode conferir as outras informações.
Economia
RetailTech reúne empresários e especialistas para debater tecnologia no varejo em Criciúma
O impacto da tecnologia no varejo foi o tema central do RetailTech, realizado nesta terça-feira (22/9) no Centro de Inovação Criciúma (CRIO). O evento reuniu empresários, lideranças, especialistas, pesquisadores e agentes do ecossistema de inovação em uma tarde de debates sobre inteligência artificial, automação, experiência do cliente e novas oportunidades de negócio.
A programação abriu com a apresentação dos resultados do InovaSul Varejo, estudo do Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação da Unesc. Na sequência, especialistas participaram de um painel sobre inteligência artificial, automação e experiência do cliente, discutindo os impactos da tecnologia no comércio e a permanência do fator humano nas relações de consumo.
“O varejo atravessa um período de mudanças marcado por novas tecnologias, inteligência artificial, automação, alterações no comportamento do consumidor e integração entre ambientes físicos e digitais. As transformações exigem novas estratégias das empresas, mas também abrem espaço para novos modelos de negócios e formas de relacionamento com clientes”, afirmou a gerente de Inovação da Unesc, Elenice Engel.
RetailTech Showcase conecta startups e empreendedores
O RetailTech Showcase integrou a programação com apresentações de startups e negócios que levaram soluções tecnológicas ao Centro de Inovação. Participaram empresas incubadas no CRIO e negócios de outras cidades, incluindo a Grande Florianópolis, em uma atividade que aproximou empreendedores e criou oportunidades de conexão.
Palestra de encerramento propõe olhar o negócio pela ótica do cliente
O evento se encerrou com a palestra “Tudo é Vitrine: Transforme cada ponto de contato em experiência e vendas”, ministrada por Francisco Issler — engenheiro civil que atua com marketing e vendas desde 2016, cofundador do projeto Vitrine Perfeita e mentor de empresários na área.
Para Issler, a vitrine deixou de ser apenas a fachada de uma loja. Redes sociais, WhatsApp, inteligência artificial, rádio e ambientes físicos também funcionam hoje como pontos de contato capazes de influenciar a percepção do consumidor. “A proposta foi levar empresários a observar os negócios a partir da perspectiva do cliente. O principal é olhar para o negócio a partir do olhar do cliente”, destacou.
O palestrante ilustrou essa dificuldade com a frase “quem está dentro da garrafa não consegue ler o próprio rótulo”. “O conceito representa a dificuldade de perceber o negócio pela perspectiva de quem está fora da operação. A mudança de olhar permite identificar pontos de melhoria e oportunidades de venda”, explicou.
Marketing x publicidade: “se não traz resultado, é só mais trabalho”
Issler também traçou a diferença entre marketing e publicidade. Anúncios, posts, banners, outdoors e campanhas fazem parte da publicidade, mas o marketing precisa estar associado a resultados concretos do negócio. “Se não traz resultado, não é marketing, é só mais trabalho”, alertou.
Ele apresentou ainda quatro critérios para avaliar ações de marketing: resultado, exposição, ação com intenção e lembrança. “A análise considera a capacidade de atrair e fidelizar clientes, alcançar o público adequado, estabelecer objetivos claros e permanecer na memória do consumidor no momento da decisão de compra”, pontuou.
Economia
Endividamento em SC bate recorde em agosto, mas inadimplência recua
As famílias catarinenses ficaram mais endividadas em agosto de 2026, mas mostram melhora na capacidade de pagamento das contas. É o que revela a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Fecomércio SC em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC).
O percentual de famílias endividadas chegou a 78,4% — o maior nível da série recente. O número representa alta de 1,5 ponto percentual sobre julho e avanço de 6,9 pontos na comparação com agosto de 2025.
Inadimplência recua e fica abaixo da média nacional
Mesmo com o endividamento em alta, a inadimplência caiu no estado. O percentual de famílias com contas em atraso recuou para 22,2% em agosto — queda de 1,4 ponto percentual em relação a julho. O índice catarinense ficou bem abaixo da média nacional, que voltou a subir e atingiu 29,9%.
Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o movimento sinaliza maior controle financeiro por parte das famílias. “A boa notícia é que a inadimplência, após mais de um ano, está retornando para próximo dos níveis históricos no estado, em torno de 22%. Ainda assim, o momento exige muita cautela, pois estamos em período eleitoral e muitas pessoas acabam adiando decisões de consumo e investimento diante desse cenário”, avalia.
Menos famílias dizem não conseguir pagar as dívidas
Outro sinal de melhora aparece no percentual de famílias que afirmam não ter condições de quitar as dívidas em atraso: o índice caiu para 8,7% em agosto e também segue abaixo da média nacional, reforçando a maior resiliência financeira do estado.
Cartão de crédito segue como principal dívida
O levantamento mostra ainda que o comprometimento médio da renda das famílias endividadas ficou em 29,9%, com tempo médio de atraso de 63,9 dias. Entre as modalidades de dívida, o cartão de crédito continua sendo a mais comum entre os lares endividados, embora com redução na comparação anual.
Economia
SindArroz-SC aponta prioridades para o próximo governo e defende redução de custos
A indústria e os demais elos da cadeia do arroz chegam ao período que antecede as eleições com demandas definidas para o próximo Governo. Em um cenário de custos elevados e margens cada vez mais pressionadas, o Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) defende medidas que ampliem a previsibilidade para as empresas, reduzam os custos de produção e contribuam para o equilíbrio entre produção, industrialização e comercialização do cereal.
Na avaliação do presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, entre os principais gargalos estão a insegurança jurídica e tributária, além do crescimento das demandas trabalhistas. Para o dirigente, a construção de regras mais claras e estáveis é fundamental para que as empresas possam planejar investimentos e tomar decisões com maior segurança. “Esse cenário dificulta o planejamento e aumenta a preocupação das empresas. Também observamos um crescimento expressivo das demandas trabalhistas, que amplia os custos e a insegurança para as indústrias”, afirma.
Além da questão regulatória, a tributação, os custos de energia, a logística e as despesas industriais pesam sobre a competitividade da cadeia. “O principal ponto de pressão está no custo total da atividade, especialmente diante do peso dos impostos. O produtor precisa ter um custo de produção mais baixo, de forma que consiga fornecer o produto às indústrias em condições economicamente viáveis. As indústrias, por sua vez, precisam ter margem para beneficiar o arroz e fazê-lo chegar à mesa do consumidor com uma logística equilibrada e custos de transporte justos”, explica Rampinelli.
Logística e exportações
Entre as medidas que podem contribuir para a competitividade do setor, o presidente do Sindicato destaca a necessidade de melhorias na logística. O transporte interfere diretamente nos custos de produção e industrialização e, consequentemente, no preço final do arroz.
Outro caminho apontado pelo SindArroz-SC é o fortalecimento das exportações. Para Rampinelli, uma política contínua e planejada de vendas ao mercado externo pode contribuir para equilibrar a produção e o consumo nacional, além de ampliar o valor agregado ao produto brasileiro.
Planejamento de longo prazo
Diante dos desafios enfrentados pela cadeia, o presidente do SindArroz-SC defende que as medidas do próximo Governo não sejam pontuais, mas façam parte de uma estratégia de longo prazo para o setor. O planejamento deve considerar a demanda nacional, a produção necessária para garantir o abastecimento, uma margem de segurança e alternativas para a diversificação de culturas.
“Uma política estruturada e construída com previsibilidade pode contribuir para reduzir os riscos e dar melhores condições para produtores e indústrias planejarem suas atividades. A integração entre produção, indústria e governo, teria impacto direto na competitividade e na sustentabilidade de toda a cadeia do arroz”, conclui o dirigente.
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