Geral
“Ciência na Comunidade”: Democratização do conhecimento para transformação social
Compartilhar o conhecimento produzido na academia por meio dos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu – mestrado e doutorado – da Unesc junto à comunidade do Sul Catarinense. Esse é o propósito do “Ciência na Comunidade”, programa que será lançado na próxima quinta-feira (10/08), às 19h, na Unesc Araranguá. Interessados em participar do encontro poderão fazer a inscrição gratuita por meio do link: https://www.even3.com.br/gestao-financeira-familiar-e-superendividamento-367665/
Com o intuito de celebrar o início deste trabalho inovador, que envolverá a participação ativa da comunidade, a pró-reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação, Inovação e Extensão (Propiex) da Universidade vai trazer a temática “Gestão Financeira Familiar e Superendividamento”, que será abordada pela advogada e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico (PPGDS) da Unesc, Renata Angelis Jamardo Fiorentin, e pela administradora e mestranda do PPGDS, Adriéli de Jesus Casagrande.
A palestra busca abordar questões relevantes sobre o planejamento financeiro familiar, conscientização sobre o consumo e os riscos do superendividamento. Com linguagem acessível e adaptada ao público, a abordagem visa atender às diferentes necessidades e alcances dos participantes.
Conforme a reitora Luciane Bisognin Ceretta, essa nova ação demonstra o compromisso da Unesc em colaborar efetivamente com o desenvolvimento social e a transformação positiva da região. “A Unesc é uma referência internacional na produção de ciência e conhecimento, e o faz também por meio de seus programas de mestrado e doutorado que agora passam a compartilhar ainda mais efetivamente essa produção científica com as comunidades, promovendo, assim, a democratização de informações, inserção social e contribuição com a melhoria dos ambientes de vida da nossa região”, comenta.
Ao estabelecer essa conexão, conforme Luciane, o programa cria um ambiente propício para a formação de cidadãos informados, engajados e comprometidos com a construção de uma sociedade mais sustentável e equitativa.
De acordo com o Diretor de Pesquisa e Pós-Graduação, Ismael Gonçalves, a palestra será apenas uma das várias atividades planejadas no âmbito do projeto. “Momentos como esse, em que docentes, mestrandos e doutorandos compartilham conhecimentos com as comunidades, representam um passo significativo na democratização da ciência e na construção de uma sociedade mais informada e capacitada”, enfatiza ele, lembrando que o programa inclui palestras; rodas de conversa; eventos; e projetos de pesquisa.
“Esse programa visa estabelecer um diálogo relevante e enriquecedor, que culmine na transformação social por meio do compartilhamento de saberes”, completa Gonçalves. Na cidade do vale do Araranguá a parceria se dá com a União das Associações de Moradores de Araranguá (UAMA), que ‘abraçou’ a iniciativa.
Sobre o programa
O programa “Ciência na Comunidade” consiste em palestras; rodas de conversa; eventos; e projetos de pesquisa ministradas por um ou mais docentes, mestrandos e doutorandos dos Programas de Pós-Graduação da Unesc nas comunidades da Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc) e Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec).
Os temas abordados estarão diretamente relacionados às linhas de pesquisa desses programas, visando compartilhar conhecimentos relevantes e atualizados com a comunidade local.
Cada palestra terá a duração de 90 minutos e abordará temas pertinentes, que poderão ser adaptados conforme o público específico ou geral, garantindo a acessibilidade do conteúdo para todos os participantes.
“O programa representa uma oportunidade ímpar de promover o acesso ao conhecimento científico e estimular a participação ativa da população nos debates sobre temas fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico da região”, reforça a pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação, Inovação e Extensão da Instituição, Gisele Silveira Coelho Lopes.
Sobre as palestrantes
Renata Angelis Jamardo Fiorentin
Graduada em Direito e especialista em Direito Tributário, é também pós-graduada em Direito Notarial e Registral, além de possuir outra especialização em Direito Civil. Em 2019, obteve o título de mestra em Direito pela Unesc, e atualmente está em fase de doutorado em Desenvolvimento Socioeconômico pela Instituição. Desempenha ainda o papel de vice-presidente da Comissão Provisória do Superendividamento na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção de Criciúma.
Adriéli de Jesus Casagrande
É graduada em Administração de Empresas, tendo também obtido um MBA em Liderança, com ênfase em gestão, resultados e engajamento. Atualmente, encontra-se em fase de mestrado em Desenvolvimento Socioeconômico, buscando aprimorar seus conhecimentos em áreas estratégicas.
Geral
Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão
O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.
Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.
Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.
Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.
“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.
Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador
Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.
Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.
Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.
Imposto de censura
Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.
As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.
O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.
Preservação da memória de Siderópolis
A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.
“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.
Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.
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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia
A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.
Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.
O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.
“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.
Pesquisa que gera novas conexões
Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.
Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.
“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.
A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.
Da graduação para uma conferência internacional
A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.
“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.
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Prefeitura de Criciúma assina termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos
A Prefeitura de Criciúma assinou, nesta sexta-feira (11), o termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos (GAD). A sala, localizada no segundo andar do Mercado Público Criciumense, no Centro, será destinada a atividades assistenciais, sociais, comunitárias e de apoio à saúde. A ação é fundamentada pela Lei Municipal nº 9.008 de 22 de julho de 2026.
“Essa é uma forma de o Município apoiar uma causa tão importante e contribuir para que o GAD tenha melhores condições de acolher e atender as pessoas com diabetes. Sabemos da relevância desse trabalho e queremos fortalecer iniciativas que levam assistência, informação e cuidado para a população”, ressaltou o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.
O espaço possui 116,24 metros quadrados. Segundo o presidente do GAD, Samuel Pereira de Medeiros, a cessão representa uma conquista para a entidade e permitirá ampliar a estrutura de atendimento oferecida às pessoas com diabetes.
“Esse espaço será utilizado para dar apoio a todas as pessoas com algum tipo de diabetes. Hoje oferecemos assistência social, cestas glicêmicas, convênio médico, telemedicina e atendimento com psicólogas, e teremos esse atendimento também no local. Atualmente, atendemos uma média de 18 a 20 pessoas e queremos chegar até o final do ano a 50 pessoas”, destacou.
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