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Colégio Unesc ganha “Jardim da Gratidão” feito de modo colaborativo entre os alunos

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Quem chega no Colégio Unesc já percebe uma recepção diferente. Logo na entrada da escola está a “Árvore de Páscoa” ou Osterbaum, tradição de origem alemã adotada como forma de celebração da data, mas com muitos outros significados criados na escola. Cheia de ovinhos coloridos e até mensagens espalhadas entre os galhos secos, a árvore está sendo montada no chamado Jardim da Gratidão, projeto realizado de forma colaborativa entre todos os alunos e alunas.

Direção, coordenações, equipe pedagógica e os professores da disciplina de Artes do Colégio Unesc, Gabriel Valga e Juliana Pereira Guimarães trouxeram a proposta de montar uma árvore. Conforme Gabriel, a dupla se uniu para idealizar um projeto que trouxesse significado aos alunos. “A partir de uma chuva de ideias buscamos promover uma ação que reverberasse em todas as turmas e que pudesse dialogar com as outras disciplinas. Foi aí que surgiu a ideia de destacar a partilha da data, o recomeço que significa”, explica.

Com os alunos de Ensino Fundamental Anos Iniciais, a Árvore de Páscoa foi abordada a partir de uma história lúdica que envolvia um coelho que tinha o sonho de, mais que levar ovos como os outros faziam, levar arte e cor para o mundo. Todo o contexto trabalhado com os alunos em sala de aula, de acordo com a professora Juliana, fez com que as turmas mergulhassem no projeto.

“O retorno para o Colégio representa um novo ciclo para as crianças. É visível o entusiasmo e o brilho do olhar dos pequenos no espaço escolar. A proposta com o tema ‘Jardim da Gratidão’ provocou discussões com as crianças sobre o verdadeiro sentido da vida, e do ovo como símbolo de renovação”, acrescenta.

A pequena Julia Ficher Costa, do quarto ano, deixou também sua marca na árvore especial. Ela, que chegou em 2021 no Colégio Unesc, se mostrou empolgada com o projeto proposto e deu o seu melhor na pintura para que contribuísse na missão de levar mais cor à ação e ao mundo ao lado dos novos amigos que já fez.

Conforme a professora da turma de Julia, Daiane Niquele, foi lindo ver como cada um colocou suas características na pintura e contribuiu com a vivência diferente sobre a Páscoa. “Alguns mais delicados, outros fazem mais rápido, enquanto ainda alguns pedem para pintar outro e caprichar mais, ou seja, é uma forma lúdica e com a qual eles também se divertem aprendendo”, acrescentou.

Além dos ovos pintados à mão na sala de aula ou em casa, no caso dos alunos que estão assistindo as aulas de forma remota, o chão em torno da árvore está sendo decorado em giz com palavras escolhidas pelos alunos após uma dinâmica. “Eles vendaram os olhos e ouviram uma música inspiradora, prestando atenção na letra e na melodia, e depois apontaram palavras que lhes chamaram a atenção. A partir disso foi proposto que eles pensassem em o que gostariam de plantar no nosso Jardim da Gratidão. E assim surgiram novas reflexões”, explica.

Os alunos e alunas do Integral com imersão bilíngue também puderam participar, criando plaquinhas para pendurar na árvore, com os seus desejos de partilha, na língua inglesa.

Conforme a coordenadora do Ensino Fundamental do Colégio Unesc, Wânia Inácio da Silva Ramos, escola é lugar de construção, de transformação, espaço de vida, de partilha, de vivências e sentimentos e, embalados por esse entendimento, os professores propuseram aos estudantes momentos de reflexões. “Isso tem fortalecido a união de todos em torno da esperança, do respeito, do carinho, do zelo, do amor ao próximo, da compreensão, da gentileza, da paz, da gratidão e da partilha. Por meio dessas reflexões os desejos de cada um foram registrados no nosso ‘Jardim da Gratidão’, completa.

A proposta em questão, de acordo com Wânia, segue com seu significado após a passagem da Páscoa. “Seguimos nosso 2021 com força, coragem, humildade e perseverança, que nosso jardim continue florescendo a cada dia, celebrando e valorizando a vida”, acrescenta.

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MPSC apura possível discriminação em faixas exibidas no desfile de 7 de Setembro em Içara

Procedimento investiga mensagens sobre orientação sexual, identidade de gênero e modelos familiares apresentadas durante evento cívico

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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou uma Notícia de Fato para apurar uma denúncia relacionada a faixas exibidas durante o desfile cívico de 7 de Setembro, em Içara. O caso envolve mensagens sobre orientação sexual, identidade de gênero e modelos familiares que, segundo a denúncia, poderiam apresentar conteúdo discriminatório contra pessoas LGBTQIA+.

A manifestação chegou ao MPSC por meio eletrônico e relata a participação de uma entidade religiosa no evento municipal com faixas contendo mensagens de caráter religioso e posicionamentos sobre família, casamento e gênero.

Entre as frases apontadas na denúncia estão referências à defesa do casamento heterossexual e monogâmico, à chamada família tradicional e manifestações contrárias à chamada “ideologia de gênero”.

MPSC solicita informações à Prefeitura

Ao instaurar o procedimento, a Promotora de Justiça Rafaela Mozzaquattro Machado considerou que os fatos podem envolver a proteção de direitos fundamentais e o combate à discriminação, com possível repercussão sobre interesses difusos e coletivos.

A partir disso, o Ministério Público determinou a realização de diligências para esclarecer as circunstâncias da participação da entidade no desfile.

A Prefeitura de Içara foi notificada para apresentar, no prazo de 10 dias, informações sobre a participação da entidade religiosa no evento, além de documentos e eventuais registros oficiais relacionados ao desfile.

O MPSC também solicitou uma cópia do formulário utilizado pela entidade para solicitar participação no evento e informações sobre o setor ou servidor municipal responsável pelo recebimento e controle dessa documentação.

A instauração da Notícia de Fato não representa conclusão sobre a existência de discriminação. O procedimento tem como objetivo reunir informações e verificar as circunstâncias dos fatos denunciados.

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Meu Doutor registra mais de 2,4 mil atendimentos em um mês em Criciúma

Serviço de telemedicina da Prefeitura funciona 24 horas e teve tempo médio de espera de 4 minutos e 22 segundos no primeiro mês

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Mais de 2,4 mil consultas médicas por videochamada foram realizadas em Criciúma durante o primeiro mês de funcionamento do Meu Doutor. O serviço oferecido pela Prefeitura permite que moradores tenham contato com um médico sem precisar sair de casa.

O tempo médio de espera registrado no período foi de 4 minutos e 22 segundos, abaixo dos 12 minutos estabelecidos como referência para o atendimento.

A plataforma funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados, e pode ser utilizada por meio de celular ou computador com câmera e microfone.

Para o prefeito Vagner Espíndola, os números iniciais permitem ao município avaliar a adesão da população ao serviço.

“Mais do que colocar uma nova ferramenta em funcionamento, o primeiro mês nos permite observar como a população está incorporando esse serviço à rotina”, afirmou.

Como funciona a consulta

O atendimento começa com uma videochamada com um médico. Durante a consulta, o profissional avalia os sintomas relatados, orienta o paciente e pode prescrever medicamentos quando houver indicação.

Caso identifique a necessidade de uma avaliação presencial, o médico orienta o usuário sobre o encaminhamento mais adequado dentro da rede pública de saúde.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, a consulta remota permite uma primeira avaliação da situação apresentada pelo paciente.

“O médico consegue ouvir o relato, avaliar os sintomas e conduzir a consulta a partir dessas informações”, explicou.

O vice-prefeito Salésio Lima destacou que a disponibilidade ininterrupta pode ser útil principalmente em situações que surgem fora do horário convencional de atendimento.

Como acessar o Meu Doutor

O serviço pode ser acessado pelo endereço meudoutor.criciuma.sc.gov.br.

No primeiro acesso, o usuário deve entrar na plataforma pelo celular ou computador, informar o CPF e utilizar como senha inicial os seis primeiros números do documento. A senha pode ser modificada posteriormente.

Depois do login, é necessário selecionar a opção “Pronto Atendimento Médico”, permitir o acesso à câmera e ao microfone e informar brevemente os sintomas.

Na sequência, o usuário aguarda o contato do médico para iniciar a consulta por videochamada.

O atendimento pode ser solicitado de qualquer local e permanece disponível durante 24 horas.

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Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão

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O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.

Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.

Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.

Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.

“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.

Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador

Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.

Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.

Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.

Imposto de censura

Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.

As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.

O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.

Preservação da memória de Siderópolis

A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.

“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.

Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.

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