Geral
Coopercocal Inclusiva transforma a rotina de famílias
Nesta quinta-feira, 19 de março, a Coopercocal celebra um marco especial: um mês de portas abertas do Centro de Atendimento e Terapias Coopercocal Inclusiva “Jaime de Brida”. Em apenas 30 dias, o espaço já deixou de ser apenas um projeto no papel para se tornar parte da rotina, e da esperança, de dezenas de famílias atípicas da área de atuação da cooperativa.
Com quase 300 metros quadrados, o Centro reúne oito salas de atendimento, sala de reunião, cozinha, quatro banheiros, fraldário e uma ampla recepção. Mas, para quem vive o dia a dia do espaço, a estrutura é apenas o começo. O que realmente faz a diferença está no acolhimento, no vínculo e nas pequenas conquistas que, para muitas famílias, significam tudo.
É o caso de Josiane de Melo, mãe de José, de 2 anos, e Sarah, de 4, ambos diagnosticados com autismo. Em apenas um mês de acompanhamento, ela já percebe mudanças que emocionam. “O atendimento aqui é de primeiro mundo. Mesmo sendo ainda um período de avaliação, a gente já vê evolução. A minha filha, que é não verbal, na semana passada conseguiu falar cinco palavrinhas. Isso, pra nós, já é um avanço enorme. Os profissionais são excelentes, o ambiente é acolhedor, e as crianças chegam felizes. Quando a gente vê nossos filhos bem, a gente também fica bem. Só temos a agradecer, porque é um projeto que veio para somar muito com as nossas crianças.”
Para ela, além do atendimento, o espaço também cumpre um papel importante na conscientização. “A sociedade ainda precisa entender mais sobre o autismo. Projetos como esse ajudam não só no desenvolvimento das crianças, mas também fazem com que as pessoas olhem diferente, entendam mais e incluam mais. Isso é essencial.”
A mesma sensação é compartilhada por Juliana De Bona Sartor, mãe de Lorena, de 12 anos. Para ela, o maior retorno não está apenas na estrutura, mas no sentimento da filha ao frequentar o espaço. “A gente tinha muita expectativa com a estrutura, que realmente é incrível. Mas o que mais chama atenção é o que tem por trás: uma equipe muito preparada, muito afinada. E o melhor feedback que eu tenho é a felicidade da minha filha. Ela chega feliz e sai feliz. Isso mostra que ela está bem, que está sendo bem acolhida. Em um mês, a gente já percebe o vínculo criado, e isso é fundamental para que as terapias realmente funcionem.”
Juliana também destaca o impacto do acolhimento às famílias. “A gente se sente ouvido, respeitado. Eles realmente consideram o que a gente vive no dia a dia. É um acolhimento de verdade. Não é só para as crianças, é para a família inteira.”
Nos bastidores desse trabalho, a equipe também vive o projeto com intensidade. O psicomotricista Thiago Gordo Costa acompanha de perto cada evolução e reforça o significado desse primeiro mês. “Esse espaço era um sonho que estava no papel e hoje é realidade. A estrutura é excelente, tudo pensado com muito cuidado. E o mais bonito é ver a resposta das famílias. Cada evolução de uma criança é um sorriso de um pai, de uma mãe. A gente trabalha com cada criança de forma individual, respeitando seu tempo, e também desenvolve momentos em grupo. Mas o maior aprendizado é nosso, convivendo com eles todos os dias.”
A gestora social do Centro, Mirian Jeremias, resume o sentimento de quem acompanha de perto cada atendimento, cada chegada e cada conquista. “Esse primeiro mês foi emocionante. A gente vê no olhar das famílias a confiança, o alívio e a esperança. Cada criança que chega aqui traz uma história, e poder fazer parte dessa caminhada é muito gratificante. Estamos construindo algo muito bonito, baseado no acolhimento, no respeito e no cuidado verdadeiro.”
Ao completar o primeiro mês, o Centro já mostra que o impacto vai muito além das paredes. E para o presidente da Coopercocal, Altair Lorival de Mélo, o Belha, ver esse resultado é a confirmação de que o projeto está no caminho certo.
“Esse era um sonho que hoje é realidade. E mais do que isso, é um sonho que está dando resultado. Quando a gente vê o depoimento das famílias, o sorriso das crianças, a confiança no olhar de cada pai e mãe, a gente entende que tudo valeu a pena. Esse espaço foi pensado para cuidar de pessoas, e ver isso acontecendo na prática é a maior resposta de que estamos fazendo a diferença.”
Essa conquista também é compartilhada com cada associado da Coopercocal, que, por meio do cooperativismo, contribui diretamente para que projetos como esse saiam do papel e se tornem realidade. É a força coletiva que permite transformar o cuidado em ação e fazer a diferença na vida das famílias.
Geral
Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão
O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.
Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.
Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.
Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.
“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.
Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador
Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.
Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.
Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.
Imposto de censura
Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.
As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.
O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.
Preservação da memória de Siderópolis
A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.
“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.
Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.
Geral
UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia
A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.
Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.
O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.
“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.
Pesquisa que gera novas conexões
Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.
Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.
“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.
A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.
Da graduação para uma conferência internacional
A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.
“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.
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Prefeitura de Criciúma assina termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos
A Prefeitura de Criciúma assinou, nesta sexta-feira (11), o termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos (GAD). A sala, localizada no segundo andar do Mercado Público Criciumense, no Centro, será destinada a atividades assistenciais, sociais, comunitárias e de apoio à saúde. A ação é fundamentada pela Lei Municipal nº 9.008 de 22 de julho de 2026.
“Essa é uma forma de o Município apoiar uma causa tão importante e contribuir para que o GAD tenha melhores condições de acolher e atender as pessoas com diabetes. Sabemos da relevância desse trabalho e queremos fortalecer iniciativas que levam assistência, informação e cuidado para a população”, ressaltou o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.
O espaço possui 116,24 metros quadrados. Segundo o presidente do GAD, Samuel Pereira de Medeiros, a cessão representa uma conquista para a entidade e permitirá ampliar a estrutura de atendimento oferecida às pessoas com diabetes.
“Esse espaço será utilizado para dar apoio a todas as pessoas com algum tipo de diabetes. Hoje oferecemos assistência social, cestas glicêmicas, convênio médico, telemedicina e atendimento com psicólogas, e teremos esse atendimento também no local. Atualmente, atendemos uma média de 18 a 20 pessoas e queremos chegar até o final do ano a 50 pessoas”, destacou.
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