Saúde
Criciúma realiza o dia D da vacinação contra a gripe neste sábado
Com a chegada das estações com temperaturas mais amenas, os cuidados na prevenção contra a gripe devem ser redobrados, e a forma mais eficaz de prevenir complicações é a vacinação. Neste sábado (10), acontecerá o dia D de imunização em todas as 46 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Criciúma, com aplicação da vacina contra a gripe das 8h às 17h para toda a população. Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde também montará uma tenda na Praça Nereu Ramos, onde profissionais da saúde estarão disponíveis para aplicar as doses.
O secretário de Saúde de Criciúma, Deivid de Freitas, reforça a importância do Dia D da vacinação contra a gripe, que será realizado neste sábado (10), como uma oportunidade fundamental para ampliar a cobertura vacinal no município. “Sabemos que, devido a rotina, muitas pessoas não encontram tempo para se vacinar durante a semana, por isso organizamos esse grande mutirão de sábado. Todas as Unidades Básicas de Saúde estarão abertas das 8h às 17h exclusivamente para a vacinação, além da tenda especial na Praça Nereu Ramos”, destaca.
Deivid também chama a atenção para os riscos da doença e a necessidade de prevenção. “Estamos mobilizados para proteger nossa população. A gripe H1N1 pode evoluir rapidamente para quadros graves, principalmente em pessoas com a saúde mais vulnerável. O Brasil já enfrentou surtos que mostraram como essa doença pode ser perigosa, e a vacinação é a ferramenta mais eficaz para evitar complicações e salvar vidas.”
A Secretaria Municipal de Saúde recebeu cerca de 60 mil doses da vacina desde o início da Campanha Nacional de Vacinação, em 07 de abril. O município objetiva vacinar 90% dos grupos prioritários, compostos por idosos acima de 60 anos, gestantes e crianças de 6 meses a menores de 6 anos. Segundo a coordenadora de Imunização da Secretaria de Saúde de Criciúma, Evelyn Brognoli, até a última terça-feira (06) foram aplicadas 24.395 doses. Sendo que a cobertura atingiu 40,01% da meta para os idosos, 18,20% para as crianças de 6 meses a menores de 6 anos, e gestantes 36,46% conforme levantamento realizado no sistema de prontuários do município. “Vale ressaltar que a vacinação é a melhor estratégia para evitarmos casos graves da doença. E ainda precisamos que a população que está nos grupos prioritários procurem pela vacina nas Unidades de Saúde”, pontua a coordenadora.
Gripe: um problema de saúde que não pode ser ignorado
A gripe H1N1 é uma infecção respiratória causada pelo vírus que a nomeia e é um subtipo do vírus influenza, que afeta o sistema respiratório e é de fácil transmissão, que ocorre o ano todo. No entanto, a proliferação do vírus é mais comum nos meses de outono e inverno, levando ao surgimento de sintomas como febre, calafrios, coriza e perda do apetite. “Os grupos de risco têm maior probabilidade de infecção pelo vírus influenza, e outros agentes infecciosos também, e tendem a ter quadros mais graves com risco de complicações, internações hospitalares e morte. Para a grande maioria dos pacientes, o tratamento é apenas sintomático, para dor e febre por exemplo”, explica o médico pneumologista Dr. Ricardo Thadeu Carneiro de Menezes.
O tratamento da gripe pode ser realizado pelo clínico geral, pneumologista ou infectologista, a depender da gravidade dos sintomas. O médico pode indicar desde repouso e uso de remédios até a internação hospitalar. Dr. Ricardo Menezes pontua que a pessoa deve procurar atendimento médico quando houver sinais de alerta, como dificuldade para respirar, confusão mental (principalmente nos idosos) e persistência da febre. Além disso, ele ressalta que a automedicação não é indicada, já que pode mascarar a evolução da doença, dificultando a percepção de piora do quadro, além dos efeitos adversos.
Vacina
A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra a gripe e suas complicações. A vacina contra a gripe oferecida na rede pública de saúde é trivalente e protege contra os três principais subtipos do vírus influenza em circulação no Brasil: Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e vírus Influenza B. A contraindicação vale apenas para crianças menores de seis meses de idade. Pessoas com histórico de alergia grave após doses anteriores devem ser encaminhadas para avaliação especializada.
A constante mudança dos vírus influenza requer um monitoramento global e frequente reformulação da vacina contra a gripe. Devido a essa mudança dos vírus, é necessário realizar a vacinação contra a gripe todos os anos.
Locais de vacinação em Criciúma
Em horário normal, as 46 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Criciúma aplicam as doses do imunizante de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 17h. Contam com horário estendido, das 7h às 18h30, as unidades dos bairros: Wosocris /Rio Maina, Mineiras, Mina do Mato, Centro, Santa Luzia, São Defende, São Sebastião, Cristo Redentor, Próspera, Boa Vista, Quarta Linha, Pinheirinho e Santa Bárbara. Além disso, a sala de vacina da UBS Boa Vista atende das 8h às 12h nos sábados.
Dicas de prevenção
Além da vacinação, recomenda-se a adoção de outras medidas gerais de prevenção para toda a população. Segundo as diretrizes do Ministério da Saúde, essas medidas são comprovadamente eficazes na redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, especialmente aquelas com alta infectividade, como os vírus da gripe. São elas:
– Lavar as mãos com água e sabão ou use álcool em gel, principalmente antes de consumir algum alimento;
– Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
– Cobrir o nariz e boca ao espirrar ou tossir;
– Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
– Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
– Manter os ambientes bem ventilados;
– Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe;
– Evitar sair de casa em período de transmissão da doença (até 7 dias após o início dos sintomas);
– Evitar aglomerações e ambientes fechados (manter os ambientes ventilados);
– Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

Saúde
CAPS Ana Losso celebra um ano de atuação no Balneário Rincão
O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Ana Losso, em Balneário Rincão, completa seu primeiro ano de atividades consolidando-se como um pilar fundamental na rede de saúde do município. Com uma média de 500 atendimentos mensais, a unidade do SUS oferece suporte gratuito e especializado para pessoas com transtornos mentais graves, persistentes ou com necessidades decorrentes do uso de álcool e drogas. O serviço foca no tratamento do sofrimento psíquico através da promoção da autonomia e da inclusão social, funcionando como uma alternativa vital para evitar internações hospitalares e garantir que o paciente permaneça inserido em sua comunidade.
Para a secretária de Saúde, Ioná Vieira Bez Birolo, o sucesso deste primeiro ciclo reflete o cuidado humanizado dedicado à população. “O objetivo primordial do CAPS é o compromisso com a vida de cada paciente atendido ou a ser atendido”, destaca a secretária. A estrutura conta com uma equipe multidisciplinar completa, incluindo psiquiatra, clínico, psicóloga, assistente social, enfermeiro e equipe de apoio, preparada para realizar desde o acolhimento de crises agudas e riscos de suicídio até o acompanhamento contínuo em grupos terapêuticos.
A coordenadora da unidade, Solange Fieira, ressalta que o impacto do serviço ultrapassa as paredes do centro, atingindo positivamente todo o núcleo familiar dos usuários. “Os serviços aqui oferecidos beneficiam nossos pacientes, atingindo diretamente suas famílias. Dentre o que oferecemos, destacam-se a psicoterapia, psiquiatria, oficinas artesanais, atividades físicas, grupo nutricional, bingoterapia, musicoterapia e auriculoterapia, além das consultas médicas”, explica Solange. Essa abordagem diversificada permite que o tratamento seja dinâmico, utilizando oficinas e atividades ocupacionais como ferramentas de reinserção social.
Além do atendimento clínico convencional, o CAPS se diferencia pelo suporte e orientação constante aos familiares, fundamentais no processo de recuperação. Com um olhar voltado para o futuro, a unidade reafirma seu papel no Balneário Rincão como um espaço de acolhimento e esperança, garantindo que o cuidado com a saúde mental seja acessível, digno e pautado na valorização da vida.

Saúde
Relatório Anual de Gestão aponta mais de 232 mil atendimentos na saúde de Siderópolis em 2025
A Secretaria Municipal de Saúde de Siderópolis apresentou o Relatório Anual de Gestão (RAG) referente ao ano de 2025, destacando o alto volume de atendimentos realizados e a ampliação dos serviços ofertados à população. O relatório foi apresentado ainda em fevereiro na reunião do Conselho Municipal de Saúde e encaminhado para apreciação da Câmara de Vereadores e do Tribunal de Contas.
Ao longo do ano, a Atenção Primária à Saúde contabilizou 232.972 atendimentos e procedimentos nas unidades: Rio Jordão, Italina Perego, Dr. Gyrão, Elcio Rauen, Vila São Jorge, Alto Rio Maina e no serviço Saúde na Hora na UBS Dr. Gyrão.
Entre os principais serviços realizados estão os atendimentos médicos, que somaram 44.804 procedimentos, além de 41.921 verificações de sinais vitais e 9.759 vacinas aplicadas. As consultas odontológicas somaram 1.325 atendimentos e consultas médicas com clínico geral, 2.944. A administração de medicamentos somou 5.865 e verificação de glicemia 4.110.
“A saúde sempre foi uma das nossas prioridades. Esses dados mostram que estamos no caminho certo, investindo em estrutura, profissionais e ampliando o acesso da nossa população aos serviços”, mencionou o prefeito, Franqui Salvaro.
Destaques dos atendimentos
O trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) também se destacou, com mais de 117 mil atendimentos no ano. Na área de saúde bucal, o município realizou mais de 7.400 consultas odontológicas e aproximadamente 18 mil procedimentos básicos, além de atendimentos especializados, como cirurgias, próteses e exames.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) registrou 982 atendimentos ao longo do ano, enquanto o Pronto Atendimento 24 horas realizou mais de 21 mil atendimentos médicos, além de milhares de procedimentos, incluindo administração de medicamentos e acolhimento com classificação de risco, que ultrapassou 24 mil registros.
O transporte de pacientes também teve papel fundamental no acesso à saúde, com 18.448 deslocamentos realizados, sendo 10.766 dentro do município e 7.682 fora. Na Policlínica Municipal, a demanda por exames e atendimentos especializados foi significativa, com destaque para o novo aparelho de raio-x, ultrassonografias com 2.585 atendimentos, eletrocardiogramas com 1.082 e 3.057 atendimentos em psicologia. Além de consultas com ginecologista, cirurgião vascular e nutricionista.
Consórcios e parcerias
Por meio dos consórcios intermunicipais, Siderópolis garantiu ainda mais acesso à população, com a realização de 16.483 consultas especializadas, com destaque para consulta com pediatra com 3.236 atendimentos e fisioterapia para tratamento de feridas ou curativos com 2.288, além da realização de 8.770 exames, ampliando a oferta de serviços de média e alta complexidade. Além disso, os laboratórios credenciados somaram mais de 128 mil exames realizados.
Os procedimentos especializados realizados por meio dos consórcios ainda somaram 7.055 atendimentos em fisioterapia e mais 653 em fisioterapia domiciliar. Já a prestação de serviço de acolhimento de pacientes com dependência química somou 468.
“Os números refletem o trabalho comprometido de toda a nossa equipe, que atua diariamente para garantir um atendimento humanizado e de qualidade à população. Seguimos avançando para melhorar cada vez mais os serviços”, afirmou a secretária de Saúde, Tayná Consoni.
Os dados do relatório também evidenciam a atuação da vigilância sanitária e epidemiológica, com ações de prevenção, inspeções e atividades educativas, especialmente no combate à dengue. Além dos atendimentos realizados pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) que somou 3.694 em grupo e 1.743 individual.

Saúde
Simpósio da Unesc amplia debate sobre autismo ao longo da vida e destaca inclusão, autonomia e qualidade de vida
Dados recentes do Censo Demográfico de 2022 apontam que cerca de 2,4 milhões de brasileiros possuem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que representa aproximadamente 1,2% da população. O levantamento também revela maior prevalência entre homens e concentração de diagnósticos na infância, especialmente na faixa etária de cinco e nove anos, quando o índice chega a cerca de 2,6%.
Os números ajudam a explicar por que o tema tem mobilizado cada vez mais pesquisadores, profissionais da saúde, educadores e famílias. Em Criciúma, esse movimento se materializa em um espaço dedicado ao diálogo e à produção de conhecimento científico: o 7º Simpósio LAND – “Crescer no Espectro: Uma jornada além do diagnóstico”, organizado pela Unesc.
O evento será realizado nos dias 10 e 11 de abril, reunindo pesquisadores, profissionais da saúde, educadores, estudantes, familiares e comunidade para discutir os desafios e as potencialidades que acompanham a vida de pessoas autistas em diferentes fases.
A iniciativa é organizada pelo Laboratório de Pesquisa em Autismo e Neurodesenvolvimento (LAND), com apoio do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS). Nesta edição, o simpósio ocorrerá na Associação Empresarial de Criciúma (Acic).
De acordo Cinara Ludvig Gonçalves, coordenadora do laboratório e organizadora do evento, o crescimento das pesquisas e dos diagnósticos reforça a importância de fortalecer espaços qualificados de diálogo, atualização científica e articulação entre diferentes áreas do conhecimento.
“A expectativa para esta edição é manter a lotação máxima, assim como no ano passado, uma vez que teremos palestrantes nacionais de referência na área. Será um grande momento para discutirmos o cuidado com as pessoas que vivenciam essa realidade”, destaca. “Será um momento importante para discutirmos a inclusão para além da infância, abordando desafios da vida adulta, autonomia e inserção no mercado de trabalho”, destaca.
Ela comenta ainda que nesta edição também haverá apresentação de trabalhos científicos em formato de pôster, incentivando a participação de estudantes e pesquisadores. Os trabalhos aprovados concorrerão à menção honrosa.
Olhar para além da infância
Durante muito tempo, o autismo foi discutido principalmente a partir da infância. Entretanto, de acordo com Cinara, estudos mais recentes têm ampliado o olhar para as diferentes fases da vida, reconhecendo que os desafios e as necessidades das pessoas autistas permanecem ao longo da adolescência, da vida adulta e até do envelhecimento.
É justamente esse olhar ampliado que orienta o tema central desta edição: “Crescer no Espectro: Uma jornada além do diagnóstico”.
A programação abordará temas como autonomia, inclusão social e profissional, saúde mental, relações afetivas, sexualidade e qualidade de vida, refletindo sobre como a sociedade pode criar ambientes mais acessíveis, acolhedores e inclusivos.
A abertura oficial ocorre no dia 10 de abril, às 19h, com a palestra da professora doutora no assunto, Cinara Ludvig Gonçalves. Ela abordará o tema“Quando o cérebro não desliga: sono e vulnerabilidade no TEA adulto – da neurobiologia à saúde mental”.
Entre os convidados também está o professor doutor Júlio Santos, pesquisador com pós-doutorado em Neurodesenvolvimento e Autismo, que falará sobre o tema “Envelhecimento no espectro: o que sabemos sobre TEA após os 40-60 anos?”.
No segundo dia de evento, a programação segue com debates sobre diagnóstico tardio, inclusão no mundo do trabalho, saúde mental e desenvolvimento ao longo da vida. Entre os temas previstos estão “Rótulos não trabalham. Pessoas, sim”, com Simone Gadotti; “Quando o autismo passa despercebido: gênero, altas habilidades e camuflagem social no diagnóstico adulto”, com a neurologista Tatiana Pizzolotto Bruch; e “A transição da adolescência para a vida adulta: aspectos psicológicos e emocionais”, com a psicóloga Eliana Cristina Gallo-Penna.
Também integram a programação discussões sobre vida afetiva e sexualidade no espectro, com o psicólogo Gustavo Lopes de Lima, e saúde mental no adulto autista, com a médica psiquiatra e professora da Unesc Morgana Sonza Abitante, além de uma mesa-redonda intitulada “Vozes do Espectro” mediada pela professora e arquiteta Eyng Savi serão debatidas as adequações dos ambientes de trabalho para a pessoa com TEA.
A coordenadora também destaca que “o simpósio foi planejado como um evento inclusivo, com adaptações voltadas ao conforto e à participação de pessoas autistas, incluindo redução de ruídos no ambiente, identificação no crachá com indicação do nível de interação desejado e valor de inscrição diferenciado”, concluiu.
Arte que revela novas formas de perceber o mundo
Paralelamente às discussões científicas, o evento também abrirá espaço para a sensibilidade e a expressão artística com a 3ª edição da exposição “Arte Dentro do Espectro”.
A mostra reúne obras produzidas por artistas autistas e convida o público a conhecer diferentes formas de perceber e interpretar o mundo. Cada obra traz consigo histórias, sentimentos e perspectivas singulares, ampliando o olhar sobre a neurodiversidade.
“A exposição ficará aberta durante todo o simpósio, transformando o evento também em um espaço de encontro, escuta e valorização da arte produzida por pessoas dentro do espectro”, disse Cinara.
Conhecimento que transforma
Realizado em abril, mês dedicado à conscientização sobre o TEA, o simpósio reforça a importância da produção científica e do diálogo entre Universidade, profissionais, famílias e sociedade.
Mais do que discutir diagnósticos, a proposta é ampliar o entendimento sobre o autismo e contribuir para a construção de caminhos que garantam inclusão, autonomia e qualidade de vida em todas as fases da vida.
As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pela plataforma Even3. O evento também contará com emissão de certificados e oportunidades de integração entre Universidade, serviços de saúde, educação, empresas e sociedade civil.
Inscrições: https://www.even3.com.br/vii-simposio-land-crescer-no-espectro-uma-jornada-alem-do-diagnostico-696676/

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