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Tecnologia

CSIRT SATC consolida seis meses de atuação com ações estratégicas em segurança cibernética

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Desde julho de 2025, a SATC conta oficialmente com um CSIRT (Computer Security Incident Response Team; em português, Equipe de Resposta a Incidentes de Segurança Cibernética). Em seis meses de atuação, o grupo já executou uma série de ações estratégicas que reforçam a maturidade da instituição em segurança da informação e ampliam a conscientização de colaboradores e alunos. Iniciativa é dedicada à prevenção, monitoramento e tratamento de incidentes digitais.

De acordo com o coordenador do CSIRT SATC, Vagner Rodrigues, a criação da equipe atende a uma necessidade crescente diante do aumento de ameaças digitais e da complexidade dos ambientes tecnológicos. “O principal objetivo do CSIRT é proteger a instituição, antecipar riscos e responder rapidamente a incidentes. Com isso, estamos falando de pessoas, processos e cultura de segurança”, afirma.

Entre as principais ações desenvolvidas no período, estão a implementação de controles técnicos, treinamentos voltados aos colaboradores e o fortalecimento do monitoramento de acessos aos servidores institucionais. Essas medidas ampliaram a visibilidade sobre atividades suspeitas e permitiram respostas mais rápidas a possíveis ameaças.

Outro avanço importante foi a implantação de uma plataforma de Wi-Fi segura para visitantes. Além disso, os laboratórios de informática passaram a ser monitorados de forma contínua, com correção de vulnerabilidades e ações de conscientização junto aos alunos, que se tornaram aliados na identificação de problemas de segurança.

“O envolvimento dos alunos é extremamente positivo. Eles passaram a entender os riscos e, muitas vezes, nos alertam sobre comportamentos ou falhas que precisam de atenção”, completa o coordenador.

Gestão de incidentes e monitoramento ativo

Ao longo desses seis meses, o CSIRT Satc catalogou mais de 20 incidentes de segurança, incluindo tentativas de phishing direcionadas ao setor financeiro, vazamento de senhas, escalonamento indevido de privilégios em computadores de laboratórios e até a detecção de um servidor comprometido com mineração de criptomoedas.

Também foram identificados casos de computadores pessoais de alunos se comunicando com botnets, tentativas de injeção de malware no site institucional e vazamento de senhas. “Nosso papel é agir de forma rápida e técnica, mas também educativa. Cada incidente é tratado como uma oportunidade de aprendizado e fortalecimento dos controles”, explica o analista de Segurança da Informação, William Sipriano.

Avaliação de maturidade e conscientização

Como parte da estratégia de fortalecimento da segurança da informação, a equipe realizou uma avaliação de maturidade para identificar o nível de suscetibilidade dos colaboradores a ataques digitais. Testes foram aplicados em ambientes internos e externos, com resultados semelhantes, indicando consistência no comportamento dos usuários.

Além das iniciativas internas, o CSIRT Satc prepara um projeto de conscientização voltado à comunidade educacional. Em torno de 20 cartilhas educativas do CERT.br serão distribuídas a alunos do Colégio SATC, com conteúdos adaptados a cada faixa etária.

“A ideia é que o aluno tenha contato contínuo com informações sobre segurança digital ao longo da sua jornada escolar. Esse conhecimento também chega às famílias, às empresas parceiras e à comunidade em geral”, reforça o coordenador.

Próximos passos

A SATC está trabalhando em uma Política de Segurança da Informação. O documento estabelece diretrizes claras para o uso responsável dos recursos tecnológicos e para a proteção de dados institucionais.

Com foco no futuro, a equipe trabalha para ampliar sua atuação e organizar a oferta de serviços especializados em segurança da informação para empresas e instituições parceiras, por meio da criação de um catálogo de serviços.

“A segurança da informação é um processo complexo e contínuo, que exige profissionais dedicados. Nosso objetivo é ser um ponto de apoio, especialmente para organizações que ainda não conseguem estruturar essa área internamente”, conclui o coordenador.

Geral

SATC recebe Finep pelo Brasil nesta quinta com oportunidades de R$ 3,3 bilhões 

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A SATC será palco, nesta quinta-feira (30), do evento Finep pelo Brasil (Criciúma), iniciativa que percorre diferentes regiões do país para apresentar oportunidades de fomento à inovação. O encontro acontece a partir das 9h, no Auditório João Luiz Novelli, no campus da instituição, e ainda há tempo para garantir participação por meio de inscrição gratuita online.

Realizado pela Financiadora de Estudos e Projetos, em parceria com a Fiesc, ACATE Cetus e a própria SATC, o evento reúne empresas, cooperativas, startups e instituições de ciência e tecnologia interessadas em acessar recursos que somam mais de R$ 3,3 bilhões em editais não reembolsáveis, além de linhas de crédito, investimentos e apoios ao desenvolvimento tecnológico.

A programação segue até as 11h30min e inclui a apresentação detalhada dos editais recém-lançados, com condições de financiamento a partir de TR + 2,5% ao ano, além de orientações práticas para submissão de projetos.

De acordo com o gestor do Escritório de Projetos da SATC, Anderson Spacek, sediar o evento reforça o papel da instituição como elo entre o setor produtivo e as oportunidades de inovação.

“Receber o Finep pelo Brasil na SATC é uma oportunidade importante para aproximar o ecossistema regional das principais fontes de financiamento à inovação do país. Esse contato direto facilita o acesso das empresas aos recursos e contribui para transformar ideias em projetos concretos”, destaca.

Além das apresentações, os participantes poderão contar com atendimentos individuais com representantes da Finep e agentes financeiros, esclarecendo dúvidas e recebendo orientações específicas para seus projetos.

Inscrições
As inscrições são gratuitas e ainda podem ser realizadas pelo link: https://forms.office.com/r/rma3pBzkKu

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Geral

CRIO completa dois anos com mais de 20 mil pessoas atendidas e 27 startups incubadas em Criciúma

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O Centro de Inovação Criciúma (CRIO) chega aos dois anos de operação consolidado como o principal hub de inovação do Sul catarinense. Desde a inauguração, mais de 20 mil pessoas passaram pelo espaço, que abriga atualmente 27 startups incubadas, mais de 70 negócios em pré-incubação e 10 empresas residentes. Em 2026, outros 25 novos negócios já ingressaram na pré-incubação.

Sob gestão da Unesc, o CRIO ocupa uma estrutura de sete mil metros quadrados e acumula 455 eventos realizados em dois anos, incluindo quatro de alcance internacional. O Escritório de Projetos do Centro aprovou mais de R$ 10,4 milhões em projetos e captou R$ 515 mil para a realização de eventos.

A reitora em exercício da Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes, destaca o papel do espaço no ecossistema regional. “Ver o CRIO em constante movimento, com pessoas circulando, ideias ganhando vida e novos negócios surgindo, é algo transformador e reforça a certeza de que estamos no caminho certo”, afirmou.

De ideia a negócio

Um dos casos que ilustram esse caminho é a Zorte, startup incubada no CRIO que desenvolveu um sistema de gestão para transportadoras. O cofundador Arthur Francioni explica que a entrada no Centro acelerou o desenvolvimento da empresa. “Empreender já é desafiador por si só. Quando você tem um ecossistema que te apoia, troca conhecimento e abre portas, você encurta caminhos e ganha velocidade no crescimento”, pontua.

Incubada há cerca de um mês, a Pain Cave Academy também colhe os primeiros resultados. A plataforma voltada a atletas de endurance integra tecnologia, saúde e comunidade. A cofundadora Tais Guzzatti de Moliner conta que o ambiente do CRIO foi essencial para estruturar o negócio. “Conseguimos organizar processos internos, compreender melhor conceitos fundamentais do universo das startups e ganhamos visibilidade”, destacou.

Estrutura em expansão

O CRIO segue em processo de modernização. Entre as melhorias em andamento estão a revitalização do auditório principal, implantação de laboratório de prototipagem, reestruturação da incubadora Itec.in e criação de laboratório de informática e games. O escritório de negócios também será ampliado.

A programação de 2026 já está aquecida. Em maio, o Centro recebe o Encontro Internacional de Pesquisa e Inovação em Ecossistemas Inteligentes. Em junho, o projeto Conexões Globais volta a reunir empresas e especialistas para discutir cooperação tecnológica.

O prefeito de Criciúma e presidente da Amrec, Vagner Espíndola, resume o significado do espaço para a cidade. “Este tem sido um dos símbolos de Criciúma com a inovação e a geração de oportunidades. O espaço cumpre um papel importante na conexão entre ideias, projetos e pessoas”, afirmou.

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Tecnologia

Projeto une ensino técnico e Engenharia Mecatrônica na criação de veículo inteligente na SATC

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A integração entre o curso técnico e a graduação promove uma formação profissional mais completa, ao unir a prática especializada do ensino técnico à base teórica e estratégica do curso superior. Nesse contexto, o projeto ‘Mobilidade Autônoma’ reúne duas frentes de trabalho para a construção de um veículo inteligente ao longo deste semestre. Os alunos do curso técnico em Mecatrônica do Colégio SATC são responsáveis pelo desenvolvimento mecânico da barra de direção do protótipo, enquanto os acadêmicos de Engenharia Mecatrônica da UniSATC atuam na arquitetura eletrônica do veículo.

O projeto possui caráter interdisciplinar, integrando mecânica, eletrônica e programação, com foco no compartilhamento de conhecimento entre diferentes níveis de formação. “Essa conexão entre a graduação e o técnico na construção conjunta do protótipo gera maior percepção de pertencimento entre os alunos. Cada nível de ensino passa a compreender melhor os diferentes estágios da tecnologia, ao mesmo tempo em que equilibra as habilidades de cada grupo”, explica o coordenador do curso de Engenharia Mecatrônica da UniSATC, João Mota.

Os grupos do nível técnico são responsáveis pelo desenvolvimento da estrutura mecânica do veículo. “O mecanismo da barra de direção permitirá a transmissão da rotação de um servomotor para as rodas dianteiras, viabilizando o controle direcional do protótipo. Essa etapa envolve modelagem e fabricação de componentes por meio de manufatura aditiva, como a impressão 3D, integrando conceitos de projeto mecânico e processos produtivos”, destaca o professor da UniSATC, Marcos Coelho.

Já os acadêmicos da graduação desenvolvem a arquitetura eletrônica do veículo. “Cada grupo ficará responsável pela programação e pela aplicação de lógica de inteligência artificial, fundamentais para a operação autônoma. Essa fase contempla hardware embarcado, sensores, controle e algoritmos de decisão, conectando teoria e prática no campo da mobilidade autônoma”, relata Mota.

Troca de experiências

A proposta do projeto também se destaca pela troca de experiências entre os alunos dos diferentes níveis de ensino. Considerado piloto neste primeiro semestre, a iniciativa busca aproximar os estudantes em uma dinâmica conjunta de aprendizado.

 “Nosso principal objetivo é permitir que esses alunos possam trocar experiências que vão além da questão técnica. Essa convivência possibilita que o estudante do ensino técnico se espelhe nos acadêmicos da graduação, muitos deles ex-alunos da própria instituição, o que contribui para que também se enxergue nesse caminho futuramente”, enfatiza o coordenador do Curso Técnico em Mecatrônica do Colégio SATC, Max Steiner.

A atividade educacional está nas etapas iniciais de desenvolvimento e já apresenta resultados. “O veículo autônomo fará parte da realidade profissional desses alunos a médio prazo. No projeto, utilizamos como referência a plataforma Donkey Car, reconhecida pelo potencial didático no ensino de sistemas autônomos. Assim, os estudantes já têm contato com tecnologias de referência, o que deve resultar em protótipos inovadores e com maior abrangência”, conclui o professor.

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