Economia
Dois em cada dez brasileiros não sabem como vão pagar o IPVA
Até que ponto o brasileiro se dispõe a gastar mais para ter um carro? Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (19) pela Serasa quis saber mais sobre essa complexa relação que, com certeza, passa pelo bolso.

O estudo inédito sobre as tendências e as relações comportamentais do motorista chama a atenção para o fato de que dois em cada 10 brasileiros que possuem carro ainda não sabem como vão pagar o IPVA deste ano. Além disso, os gastos com automóveis estão entre os três maiores custos anuais para dois terços da população, ficando atrás apenas da alimentação.
De acordo com Felipe Schepers, da Opinion Box, uma empresa de pesquisa que ajuda a entender o comportamento dos consumidores, o levantamento mostra que, apesar dos altos custos, 3 em cada 5 entrevistados utilizam o carro todos os dias.
As funções consideradas mais usuais são os “passeios no fim de semana” e “compras e tarefas no dia a dia”. Entretanto, a principal razão de possuir um carro é a necessidade de deslocamento para trabalho e estudo. Indicado por um quarto dos entrevistados, como explica Felipe Schepers.
O período da pandemia de covid-19 também impactou o uso dos veículos. Um terço dos motoristas disseram que estão usando menos o veículo hoje do que no período pré-pandemia. Esse comportamento é atribuído ao aumento do preço dos combustíveis.
Já entre aqueles que estão usando o carro mais vezes hoje, mais da metade diz que encontraram no veículo uma forma de deslocamento mais eficiente.
Sobre as tendências para o mercado, Felipe Schepers explica que o brasileiro ainda se prende à ideia de possuir um carro próprio, em vez de olhar oportunidades mais baratas, como o aluguel, por exemplo.
A pesquisa foi realizada em dezembro de 2022 e foram entrevistados mais de dois mil consumidores com idade entre 18 e mais de 50 anos, das classes sociais de A a E.

Economia
Boletim Focus: projeção da inflação sobe para 5,04% e PIB para 1,89%
O mercado financeiro elevou as projeções de inflação e de crescimento econômico no Boletim Focus desta segunda-feira (25).

A expectativa para a inflação subiu novamente e chegou a 5,04%. Na semana passada, a previsão era de 4,92%. São 11 semanas de alta desde que Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra o Irã.
O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de tudo que é produzido no país, pode crescer 1,89% neste ano. Aumento de 0,4% em relação à última semana.
Na avaliação do economista Adalmir Marcheti, os efeitos do conflito sobre os preços de combustíveis e possíveis questões climáticas no segundo semestre, o El Niño, afetam a projeção da inflação.
No entanto, ele defende cautela nas previsões sobre inflação, PIB e até juros. A guerra e as eleições deixam o cenário mais nebuloso.
“O fim da guerra significaria queda de preços, redução das taxas de juros e a possibilidade de um maior crescimento econômico. A continuidade da guerra apontaria no sentido contrário. As próprias eleições afetam os gastos e a política monetária, na medida em que os governos estaduais e o governo federal buscam se reeleger. Isso, sem dúvida, afeta a qualidade e aumenta as incertezas sobre as previsões”.
Os analistas consultados pelo Banco Central também apostam num valor ainda menor do dólar no fim do ano: R$ 5,17.
E a taxa de juros, a Selic, em 13,25% ao ano.

Economia
Projeto Cápsula do Tempo é realizado na Escola Municipal Jardim Atlântico
A Escola Municipal de Educação Básica Jardim Atlântico realizou nesta quarta-feira (20) a abertura das cápsulas do tempo produzidas pelos alunos dos 6º anos de 2023. O momento marcou a conclusão do projeto “Cápsula do Tempo”, iniciativa que proporcionou aos estudantes a oportunidade de guardar sonhos, expectativas e lembranças para serem revisitados após três anos.
A atividade aconteceu nos períodos matutino e vespertino e reuniu alunos e equipe escolar em um encontro repleto de emoção, nostalgia e significado. Ao abrirem as cápsulas, os participantes puderam reencontrar mensagens, registros e memórias.
O projeto teve como principal objetivo estimular a reflexão sobre o crescimento pessoal, os planos para o futuro e as transformações vividas ao longo dos anos. Para muitos estudantes, o reencontro com os materiais guardados representou uma experiência marcante, despertando sentimentos de pertencimento, amadurecimento e valorização das vivências escolares.
O projeto foi organizado pela professora Ângela Balardin, que trabalhava na época na escola, e pelo professor Alexandre Zilli, tendo o apoio e o incentivo da direção e equipe da escola. A ação reforça o compromisso da escola com práticas pedagógicas que vão além do conteúdo em sala de aula, promovendo também o desenvolvimento emocional, afetivo e social dos alunos.

Economia
Câmara debate redução da jornada de trabalho e propostas ainda dividem opiniões
Emendas querem manter 44 horas para atividades essenciais e dar prazo de 10 anos para mudança entrar em vigor
A discussão sobre a redução da jornada de trabalho no Brasil avança na Câmara dos Deputados — mas ainda sem consenso sobre quanto tempo o brasileiro vai trabalhar por semana.
Nesta sexta-feira (15), o debate aconteceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, como parte do programa Câmara pelo Brasil. O tema é a PEC 221/19, que propõe reduzir a jornada semanal máxima de 44 para 36 horas.
Duas emendas apresentadas à proposta complicam o caminho. A primeira quer manter o limite de 44 horas para atividades essenciais — como saúde, segurança, mobilidade e infraestrutura crítica. A segunda propõe um prazo de 10 anos para que qualquer redução entre em vigor. O deputado Sérgio Turra (PP-RS), autor de uma das sugestões, também incluiu redução de contribuições sociais das empresas — inclusive do FGTS — como compensação pelos custos da mudança.
Mas há uma terceira versão em jogo. O entendimento entre a comissão especial e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), aponta para uma redução a 40 horas semanais, com dois dias de descanso garantidos e sem perdas salariais — diferente das 36 horas previstas na proposta original.
O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), ainda não definiu se haverá período de transição nem quando as mudanças entrarão em vigor.
Paralelamente, a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), propõe a semana de quatro dias de trabalho, com redução para 36 horas em até 360 dias.
O prazo para sugestões à PEC 221/19 já encerrou. A decisão final fica com o relator e a comissão especial.

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