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Economia

Ecossistema de Inovação da Unesc: o impulso para novos negócios

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Para toda dor há uma solução e ela pode vir de qualquer lugar. De alguém que conviveu com um problema e buscou superá-lo, ou de uma pessoa que percebeu algo em determinado processo e verificou ali a possibilidade de melhora.

O certo, é que os insights podem surgir a qualquer momento, em qualquer ambiente e na cabeça de qualquer pessoa. 

Mas depois da ideia formatada no cérebro, é preciso colocá-la em prática e, para isso, são necessários incentivos, mentorias, um local apropriado, entre outras coisas. 

Fatores encontrados na Unesc que, por meio de seu Programa de Incubação Tecnológica de Ideias e Negócios (Itec.in), vem contribuindo com diversas startups e, consequentemente, com o ecossistema de inovação do Sul de Santa Catarina. 

Atualmente são dez ideias incubadas no Talent Lab, o coworking da Unesc, instalado no Parque Científico e Tecnológico (Iparque). Startups que vão ganhando corpo, notoriedade e mercado, como a plataforma psiU, um dos grandes destaques da Universidade.

Idealizada para utilizar inteligência artificial e gamificação na identificação de métricas que envolvem saúde física, mental, social e ambiental para mensurar a qualidade de vida dos trabalhadores de organizações, a psiU recentemente foi a vencedora do Gramado Summit, conferência de tecnologia e empreendedorismo que teve mais de 200 expositores, 150 palestrantes e 15 mil visitantes diários. Soma ainda à breve e vencedora trajetória, o título da Feira de Inovação da Semana de Ciência e Tecnologia (SCT) da Unesc.

O grupo de estudantes venceu ainda o Reuni Challenge SC, maior competição de empreendedorismo universitário, na qual conquistou o terceiro lugar e consolidou a Universidade como instituição de ensino superior não estatal mais empreendedora do estado e a segunda melhor no quesito. “Uma ideia construída dentro da Universidade a partir de estudantes e que hoje está novamente levando o nome da instituição, a força do nosso empreendedorismo para outros estados. Esse é o resultado de um trabalho em conjunto”, disse Cassiano que faz parte da equipe”, explica o egresso Cassiano Carlos Farias, um dos integrantes da equipe.

Ajudando a transformar ideias em bons negócios

O ITEC.in, em atividade desde 2012, tem como objetivo incentivar e apoiar a criação de empreendimentos inovadores, incentivar a produção de conhecimento, consolidar empresas nascentes e contribuir para a geração de emprego e renda da região, através de infraestrutura adequada e orientações mercadológicas.

Os incubados desfrutam ainda do compartilhamento das salas de treinamento, biblioteca, cantina e outros recursos relacionados à infraestrutura e tem como público-alvo estudantes, pesquisadores, empreendedores, empresas em constituição e que desejam desenvolver novos projetos, além de produtos e serviços baseados em tecnologia inovadora. 

A boa notícia para quem não é acadêmico é que a incubadora da Unesc recebe todas as pessoas que têm uma boa ideia. Para isso, a instituição possui um Comitê Permanente de Inovação. “Quem tiver interesse pode entrar em contato e agendar uma apresentação no Talent Lab. Quem quer ser empreendedor, quer ter uma startup, e tem ideias engavetadas, fique de olho no formato de apresentação utilizado. Ajudamos a transformar ideias em bons negócios”, relata o Assessor de Inovação da Unesc, Christian Engelmann.

Ele ressalta também que o Programa de Incubação de Ideias e Negócios da Universidade é um ambiente de partilha, de formação, de mentoria e de indicação de caminhos para que as ideias que ainda estão no início possam se desenvolver e tornarem-se negócios reais. “ O ciclo de incubação ocorre a cada ano, encerrando com o Demoday, um encontro no qual os incubados apresentam o trabalho desenvolvido no período”, fala.

Engelmann salienta que existem duas formas de ingressar no Programa de Incubação da Unesc: através de editais públicos ou da própria instituição. “O comitê avalia as ideias apresentadas que podem ser aqui da nossa região ou até mesmo de outros lugares. Se a pessoa quiser fazer parte do nosso programa de incubação, basta nos procurar”, explica.

Coworking é um espaço onde várias empresas compartilham o mesmo ambiente de trabalho e ideias, dividindo entre si as despesas gerais e os locais de área comum. Este tipo de ambiente se tornou comum ao redor do mundo e a Unesc decidiu ter o seu, visando contribuir com novos negócios e, por consequência, com a economia regional. “O Talent Lab é um espaço de convivência,  um coworking, onde ninguém tem uma sala específica. Trata-se de um espaço amplo, moderno, colorido, com salas de reuniões, local para receber os clientes, para se concentrar, não precisando assim alugar uma sala comercial. Os empreendedores têm onde ficar por um valor muito pequeno e receber mentorias e  capacitação para desenvolver o trabalho deles. Aqui eles se instalam para se desenvolver até chegar o momento em que irão para o mercado”, afirma o Gerente de Inovação da Unesc, Oscar Montedo.

Um passo de cada vez

O Programa de Incubação da instituição consiste em quatro etapas, chamadas de quarters, sendo que a primeira é como se fosse um “banho de loja” na Startup. “Ao longo de um mês nós operamos um programa chamado Galápagos com os novos empreendedores, despertando a mentalidade de empreendedor desde o início. Quais são os desafios que eles vão enfrentar nos próximos meses. A segunda etapa é o chamado ‘Product Market Fit’, ou seja, avaliar se o produto está ajustado com as demandas do mercado. Para isso, levamos uma série de dinâmicas em uma semana. Na semana seguinte eles recebem aula com um especialista, seguindo daí para a mentoria. Após lapidar a ideia, é verificado se ela se insere no mercado de forma eficiente”, descreve Engelmann.

Depois destas fases, as startups chegam ao “Go to Market”, em Língua Portuguesa: “Ida Para o Mercado”, com uma série de ferramentas de marketing trabalhadas com mecanismos de venda interna quanto externa. “Assim fechamos um ciclo completo da incubadora que é de um ano, podendo renovar por mais 12 meses, e no fim, nós sempre temos evento que celebra o término deste circuito”, acrescenta. 

Fim de ciclo, continuidade da caminhada

Cinco minutos. Ideias inovadoras. Muito talento. Este é o Demoday, aquele evento que encerra o ciclo das startups incubadas no Talent Lab citado por Engelmann.

Em abril de 2022 e diante de um Auditório Ruy Hülse praticamente lotado e de uma banca de avaliadores exigente, representantes de 12 Startups do Programa de Incubação da Unesc tiveram que defender as suas ideias. 

Ao final, três delas foram escolhidas as melhores da noite. Em primeiro lugar, ficou a psiU, em segundo a Controll.edu e na terceira posição a Pept Nano, todas ideias de egressos e acadêmicos da Unesc.

As apresentações realizadas pelos incubados são chamadas de pitch, uma exposição direta e curta, com o objetivo de vender a ideia da startup para avaliadores e investidores. essa ideia dar certo. São cinco minutos de exposição e outros cinco para responder questionamentos como: qual o problema que eles vão resolver; qual a solução criada para resolver esse problema; como eles pretendem ganhar dinheiro com essa ideia; e quem faz parte do time capaz de fazer

Demoday, do inglês significa Demonstration Day, em português, Dia da Demonstração.

Agregando conhecimento 

Pessoas que têm vontade de estudar, mas com dificuldades de pagar um curso superior, podem buscar bolsas de estudo, porém, cerca de um terço destes alunos sequer conseguem completar todo o processo necessário para conquistar uma bolsa. Isso se dá, em grande parte, devido às questões burocráticas, entre outras dificuldades dentro do processo. 

Foi ao verificar esta dor que Thiago Watanabe Furlan, fundou a Controll.edu, uma startup que visa facilitar a jornada do aluno em busca destes valores que irão contribuir com a sua formação. 

Ele conta que a estatística aponta que 95% dos alunos não conseguem terminar a aplicação para a bolsa de estudos na primeira vez e, muitas vezes, mais de 30% deles acabam perdendo o período de inscrição, não tendo acesso à bolsa. O aluno tem as informações em mãos e nós os ajudamos a organizar melhor, porque, muitas vezes, é falta de organização do próprio aluno, sim, mas também falta de entendimento de qual documento precisa, para qual área, como buscar este documento. Através da Controll.edu,  levamos muito mais alunos para a universidade e que os alunos que realmente precisam da bolsa consigam”, conta.  

A startup do acadêmico do curso de Engenharia de Produção da Unesc é mais uma incubada no Talent Lab que mantém contato constante com outros empreendedores e mentores, agregando conhecimento e encontrando soluções. “Fico muito feliz porque a gente também, além de ter o Talent Lab, recebe um valor para investir na nossa própria solução e no desenvolvimento da startup. Este contato constante com a incubadora e a quantidade de conhecimento que a gente tem, muda o nosso modo de pensar, através de todas as metodologias que são produzidas ao longo do processo”, destaca.

A Controll.edu foi a segunda colocada no Demoday deste ano. “Eventos como o promovido pela Universidade são importantes para o ecossistema de startups. Isso nos ajuda a ganhar visibilidade estadual, principalmente, com uma banca formada por pessoas de fora como Florianópolis e São Paulo. Traz muitas vezes novos investimentos para a região, para a tecnologia. É satisfatório poder apresentar a startup para uma banca qualificada e receber feedbacks. É de grande valia e nos ajuda muito”, comenta.

Ainda para ele, o Demoday ajuda no desenvolvimento pessoal e profissional. “É importante que os alunos se engajem. Eu sou o exemplo que dá para fazer, comecei dois anos atrás me inserindo no movimento de empresas júnior e agora estou há um ano com a empresa incubada e consegui o segundo lugar. Esta é a base para quem quer trabalhar com tecnologia, o melhor lugar para começar pelo movimento empresa júnior”, acrescenta Furlan que atualmente ocupa a presidência do Movimento de Empresas Júnior. 

Energia, força e oportunidades

As três palavras são utilizadas pela Pró-reitora de Planejamento e Desenvolvimento Institucional, Gisele Coelho Lopes, para descrever um pouco do que foi o Demoday de 2022 e as ideias incubadas no Talent Lab da Unesc. “Juventude é energia, força e oportunidade. O Demoday é um grande programa institucional que tende a valorizar oportunidades. Grandes ideias precisam ser encaradas como grandes oportunidades. E por falar nisso, elas precisam ser encaradas a partir daquelas pessoas que desenvolvem sensibilidade, aquelas que têm condições de observar o ambiente e enxergar aquilo que o outro não enxerga”, enfatiza.

Ainda segundo Gisele, a Unesc trabalha em prol do desenvolvimento de projetos de grande relevância. “Somos uma Universidade Comunitária e uma das 14 instituições do sistema Acafe que está distribuindo em todo o estado de Santa Catarina um grande conglomerado de instituições que trabalham em prol do desenvolvimento regional, fazendo parcerias com outras instituições de ensino do seu entorno. Estou muito feliz porque a Unesc dá oportunidades para preparar novos projetos que venham fazer com que essa região seja cada vez mais forte. É uma oportunidade de conhecer como funciona esse processo de construção,que chamamos de emancipação, voltado ao protagonismo estudantil, mas também ao protagonismo pessoal e profissional”, afirma.

Nada de competição. Tudo de cooperação

Imagine você chegando em uma construção. O que vê? É  provável que as primeiras coisas que surgiram em sua cabeça foram paredes cinzas, aguardando a pintura, tijolos, cimento, areia, pedras.

Mas uma coisa constantemente presente em obras são papéis. Isso mesmo, papel. Celulose. O engenheiro chega ao local, desdobra uma grande folha onde está desenhada a planta da edificação em questão. E ali, naquela mesa, ela fica, para os mestres de obras se basearem.

Isso se dá porque, conforme o egresso da Unesc, Jonas Vargas da Silva, a Engenharia Civil é um dos setores mais atrasados quando o assunto é tecnologia, sendo ainda o que menos investe.

Foi identificando esta dor que Silva se aliou a um sócio para, juntos, criarem a InMeta, uma startup que busca processos e digitalizar, retirando, consequentemente,  cerca de 80% dos papéis utilizados em obras atualmente. “Atendemos várias demandas com uma solução 360º. Participamos desde o início da construção, desde o projeto arquitetônico, passando pelo estrutural, chegando aos projetos de estudos complementares. Ao invés de imprimir um projeto, eu consigo digitalizar aquela informação e torná-la acessível em qualquer dispositivo, como no celular”, afirma.

A InMeta faz tudo isso por meio de um aplicativo com inspeções realizadas em campo, permitindo que os profissionais da Engenharia Civil tenham na palma das mãos aquilo que antes precisava ser impresso.

A startup, que hoje conta com uma equipe formada por 12 pessoas, é mais uma incubada no Talent Lab, da Unesc. “Primeiro porque a gente é daqui,  então já temos este vínculo, até mesmo afetivo com a Universidade. E também por conta de toda esta estrutura que é disponibilizada, favorecendo o processo de incubação, porque, por mais que a gente tenha conhecimento da parte técnica,  às vezes falta o conhecimento”, explana.

A troca de ideias entre os incubados, que não disputam entre si, mas sim trabalham com a cooperação, é benéfico para todos, aponta o gerente de Inovação da Unesc, Oscar Montedo. “Eles trocam ideias de suas dores e soluções, e isso faz com que cresçam juntos, porque eles não competem entre si.  A Unesc oferece este espaço para permitir isso e, ao mesmo tempo, oferecemos um programa de qualificação com profissionais de alto nível, não só internos. Temos uma empresa que é nossa parceira para fornecer esta capacitação”, menciona.

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Economia

SATC lança programa para conectar empresas e startups em busca de soluções inovadoras

Criciúma Open Challenge Day vai transformar desafios reais de empresas em projetos-piloto com apoio da FAPESC e do Sebrae/SC

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Empresas de Criciúma e região que enfrentam desafios e buscam novas tecnologias terão uma nova ferramenta para encontrar soluções. A SATC, com apoio da FAPESC e do Sebrae/SC, lança o Criciúma Open Challenge Day, programa de inovação aberta que conecta empresas, startups e negócios inovadores para transformar problemas reais em projetos-piloto.

A proposta é permitir que as empresas apresentem desafios específicos ao mercado, definindo desde o início o escopo do problema, o prazo e o valor disponível para a realização de uma prova de conceito (PoC).

A partir do desafio cadastrado, startups e empresas que possuem soluções alinhadas poderão demonstrar interesse e apresentar propostas. As alternativas passam por uma seleção até chegar ao encontro entre os potenciais parceiros.

Para o consultor de Inovação da SATC, Rafael Rocha, o modelo amplia as possibilidades para organizações que precisam inovar, mas nem sempre encontram internamente as competências necessárias.

“A inovação aberta parte justamente da ideia de que a empresa não precisa encontrar todas as respostas dentro de casa. Ao abrir um desafio para o ecossistema, ela consegue acessar diferentes competências, tecnologias e modelos de solução”, explica.

Como funciona o Criciúma Open Challenge Day

O programa foi estruturado em cinco etapas, que começam com a identificação do problema e podem terminar com a solução sendo testada no ambiente real da empresa.

1. Cadastro do desafio: a empresa apresenta o problema, o escopo, o prazo e o valor destinado à prova de conceito.

2. Apresentação das soluções: startups e empresas com tecnologias ou modelos de negócio relacionados ao desafio demonstram interesse e encaminham seus pitches.

3. Seleção: as propostas recebidas são avaliadas para identificar as soluções mais adequadas.

4. Matchmaking: durante o evento presencial, empresas e potenciais fornecedores se encontram para conhecer as propostas e avançar nas negociações.

5. Projeto-piloto: após a contratação, a solução é testada em ambiente real, com acompanhamento e suporte das entidades envolvidas.

Segundo a gerente de Consultorias e PD&I do Centro Tecnológico SATC, Pâmela Milak, o objetivo é aproximar uma necessidade concreta das empresas das competências disponíveis no ecossistema de inovação.

“A ideia é aproximar empresas, profissionais e conhecimento de uma forma muito objetiva. Existe um desafio real, existe uma solução que precisa ser validada e existe um ambiente preparado para que essa conexão aconteça”, afirma.

Evento reúne instituições do ecossistema de inovação

O Criciúma Open Challenge Day reúne 11 instituições do ecossistema local de inovação, com a proposta de estimular a cooperação e contribuir para o desenvolvimento econômico das empresas da região.

A programação terá dois momentos principais.

O evento de lançamento será realizado no dia 1º de outubro, às 8h30, no Centro de Inovação de Criciúma (CRIO). As inscrições já estão abertas.

Já o evento de conexão, que promoverá o encontro entre empresas e potenciais solucionadores, está marcado para 12 de novembro, às 8h30, no Centro Tecnológico SATC.

Empresas interessadas em cadastrar desafios e startups ou negócios que tenham soluções inovadoras podem participar por meio da plataforma do programa.

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JBS e Seara fazem entrevistas para contratação no Sul de SC

Seleção presencial ocorre na próxima terça-feira (8), em Balneário Gaivota, para vagas nas unidades de Forquilhinha e Nova Veneza

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Quem está em busca de uma oportunidade de trabalho terá uma nova possibilidade de contratação na próxima terça-feira (8), em Balneário Gaivota. A JBS e a Seara realizarão entrevistas presenciais para selecionar trabalhadores para as unidades das empresas em Forquilhinha e Nova Veneza.

O atendimento começa às 9h, na sede da Prefeitura de Balneário Gaivota, localizada na Avenida Guanabara, 452, no Centro, junto ao SINE.

Para participar da seleção, os candidatos devem comparecer ao local munidos de um documento de identificação. São aceitos documentos como RG ou Registro Nacional Migratório (RNM).

Vagas também são destinadas a PcD

Além da remuneração, as oportunidades contam com um pacote de benefícios oferecido pelas empresas. Entre eles estão vale-alimentação ou cesta básica de R$ 360, transporte fretado ou vale-transporte, restaurante gratuito no local de trabalho, plano odontológico, seguro de vida e participação nos resultados (PPR).

Também fazem parte da relação de benefícios o Gympass e o auxílio-creche.

As oportunidades estão abertas também para pessoas com deficiência (PcD).

Como participar

Os interessados podem buscar informações sobre as oportunidades e o processo seletivo pelo portal de recrutamento do Grupo JBS ou pelo WhatsApp disponibilizado para atendimento aos candidatos.

A orientação é que os candidatos interessados compareçam à seleção no horário indicado e levem um documento de identificação.

Serviço

O que: entrevistas para contratação JBS e Seara
Quando: terça-feira (8), a partir das 9h
Onde: Prefeitura de Balneário Gaivota – Avenida Guanabara, 452, Centro
Local: junto ao SINE
Unidades: Forquilhinha e Nova Veneza
Informações: grupojbs.gupy.io | WhatsApp (48) 9 9168-3371

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Salário mínimo deve chegar a R$ 1.741 em 2027, prevê Orçamento

Projeto enviado ao Congresso nesta segunda-feira (31) estima inflação de 3,6%, crescimento de 2,46% do PIB e superávit primário de R$ 18,6 bilhões

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O salário mínimo poderá passar dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027, conforme a proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) apresentada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31).

O texto foi encaminhado no último dia do prazo constitucional para envio do projeto ao Legislativo e estabelece as principais estimativas para as contas públicas do próximo ano. Entre as projeções estão inflação de 3,6% e crescimento de 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB).

Caso a previsão para o salário mínimo seja confirmada, o reajuste será de R$ 120, equivalente a aproximadamente 7,4% sobre o valor atual. Pela estimativa apresentada no projeto, o aumento ficaria cerca de 2,3 pontos percentuais acima da inflação projetada para este ano.

Projeções para a economia

Além do salário mínimo, a proposta apresentada pelo Executivo reúne as estimativas utilizadas para calcular as receitas e despesas do governo federal em 2027.

O documento trabalha com uma taxa básica de juros (Selic) média de 12,53% e prevê o dólar com cotação média de R$ 5,22 ao longo do próximo ano.

Para o resultado das contas públicas, a previsão é de um superávit primário de R$ 18,6 bilhões, o equivalente a pouco mais de 0,1% do PIB.

O resultado primário considera a diferença entre as receitas e as despesas do governo, sem incluir os gastos com juros da dívida pública.

Proposta ainda precisa passar pelo Congresso

A LOA estabelece quanto o governo federal pretende arrecadar e como os recursos públicos deverão ser distribuídos entre as diferentes áreas da administração.

Pela Constituição Federal, o Executivo precisa encaminhar a proposta ao Congresso até 31 de agosto. Depois de analisado e votado pelo Legislativo, o Orçamento segue para sanção presidencial.

O projeto de 2027 será inicialmente examinado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Na sequência, será submetido à votação do Congresso Nacional e, caso aprovado, encaminhado para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

LDO ainda precisa ser votada

Antes da análise definitiva do Orçamento, o Congresso também precisa concluir a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece parâmetros para a elaboração e execução da LOA.

O projeto da LDO de 2027 tramita no Congresso por meio do PLN 2/2026. A votação deveria ter ocorrido até 17 de julho, mas não foi concluída.

Com o atraso, a expectativa é de que a matéria seja analisada durante o segundo semestre, antes da conclusão do processo orçamentário de 2027.

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