Economia
Educação e segurança de Içara colhem os resultados do associativismo
Sandro Giassi Serafin tinha 24 anos quando aceitou o desafio de liderar a Associação Empresarial de Içara. Em 1988 era gerente da empresa da família, a loja Artêmio Serafim Materiais de Construção. Além disso, presidia a Câmara Júnior, o que chamou atenção para a sucessão na ACII, e, inclusive, influenciou na mudança estatutária para a ampliação do Conselho de Administração com a criação de vice-presidências setoriais, como segue vigente ainda hoje na entidade.
“Corri todas as regiões do estado com a Câmara Júnior e observei o quanto o associativismo era forte nos municípios do Norte e Oeste. Procuramos trazer esse movimento para Içara com a união das pessoas. O associativismo depende de se despir dos interesses pessoais em prol do espírito coletivo. E acredito que conseguimos fazer isso”, ressalta. O resultado – de 15 de maio de 1998 a 31 de julho de 2001 – apareceu com a criação de um planejamento estratégico da ACII com efeitos também em Içara, como a instalação da Unisul e do Corpo de Bombeiros.
“A boa relação com o Poder Público foi muito importante e, naquela época, conseguimos conquistar avanços para a cidade e ainda evitar um Código Tributário Municipal sem a participação dos empreendedores”, relembra Sandro. Essa força era somada com o engajamento também dos vices Jackson Bueno (executivo); Marcio Cachoeira Alberton (secretário); Enzo Carlos Colonetti (tesoureiro); Altair Borges (comércio); Marcelo Giassi (indústria); Otavio Budny (agricultura); Agenor Sartori Castagna (apicultura); Anselmo Freitas (assuntos econômicos e capacitação); Gilberto Lima (jurídico); Paulo Olivio Pavei (turismo); e Ana Simonete Fuchiter Junkes (Câmara Da Mulher Empresária).
A segunda gestão da Associação Empresarial de Içara teve também um Conselho Deliberativo forte para dar suporte as ações sob a presidência de Ramiro Cardoso, além da participação de Aldo Vanio De Souza, Almerindo Raichaski, Claiton Santos Costa, Domerval Zanatta, Edmilson Zanatta e Waldemar Luiz Casagrande. No Conselho Fiscal, a entidade tinha ainda Tarcisio Lima, Eraldo Santos Teixeira e Gilmar Celoy Custódio com os suplentes Rogério Lima, Tarcísio Marangoni e Vera Marques.
“Brigávamos na época para a vinda de indústrias. Em 25 anos, a cidade atraiu muitos negócios devido a logística com a BR-101, além da proximidade com Criciúma, o Porto de Imbituba e o aeroporto de Jaguaruna. Hoje estamos mais conectados com o mundo. Içara é multissetorial e forte com uma indústria que irriga toda a cadeia produtiva e possibilita que o crescimento com a exportação. Logo será o grande centro industrial da região. Temos muitos potenciais setoriais e precisamos melhorar cada vez mais a cadeia produtiva e a qualificação das pessoas que são daqui para atender essa demanda”, pontua Sandro.

Economia
Desemprego sobe para 6,1% no primeiro trimestre, mas é o menor índice para o período desde 2012
O Brasil terminou o primeiro trimestre de 2026 com taxa de desemprego de 6,1%, alta de 1 ponto percentual frente aos 5,1% registrados no trimestre anterior, de outubro a dezembro. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), divulgada nesta quinta-feira (30) pelo IBGE.
Apesar da alta trimestral — movimento sazonal esperado no início do ano —, o resultado é o menor já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 2012. A última vez que o indicador havia superado 6% foi no trimestre encerrado em maio de 2025.
O número de desempregados chegou a 6,6 milhões de pessoas, crescimento de 19,6% frente ao trimestre anterior, o equivalente a mais 1,1 milhão de brasileiros em busca de trabalho. No entanto, na comparação com março do ano passado, o contingente ainda é 13% menor — menos 987 mil desocupados.
Ocupação recua no trimestre
A população ocupada somou 102 milhões de trabalhadores, queda de 1% (1 milhão de pessoas) na comparação trimestral. Na comparação anual, porém, o crescimento foi de 1,5%, com mais 1,5 milhão de postos gerados.
Nenhum dos dez grupos de atividade analisados pelo IBGE registrou alta de ocupação no trimestre. As maiores retrações ocorreram nos Serviços Domésticos (-2,6%), na Administração Pública (-2,3%) e no Comércio (-1,5%).
Rendimento bate recorde
O rendimento médio real dos trabalhadores chegou a R$ 3.722 no trimestre, novo recorde histórico. O valor representa alta de 1,6% frente ao trimestre anterior e de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025, já descontada a inflação.
A massa de rendimento — soma de todas as remunerações do país — também bateu recorde, atingindo R$ 374,8 bilhões, com crescimento anual de 7,1%.

Economia
Copom volta a reduzir taxa de juros da economia brasileira
O Copom, Comitê de Política Monetária do Banco Central, reduziu, nesta quarta-feira (29), a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. A decisão foi unânime e já era esperada pelo mercado. A medida mantém a política monetária em nível restritivo, em meio a um cenário de inflação pressionada e aumento das incertezas externas.

No comunicado, o comitê indicou que a decisão está alinhada à estratégia de conduzir a inflação para a meta ao longo do “horizonte relevante”, período de tempo que o Banco Central considera necessário para avaliar se a inflação vai convergir para a meta.
Aperto monetário
Segundo o Copom, os efeitos do aperto monetário já começam a aparecer, com sinais de desaceleração da atividade econômica, embora o mercado de trabalho ainda demonstre resiliência. O órgão avalia que o ambiente econômico exige cautela e vai manter o processo de ajuste gradual dos juros.
Inflação
Desde a última reunião, em março, a inflação voltou a ganhar força. Indicadores recentes mostram aceleração dos preços e piora nas expectativas para o curto e médio prazo.
Cenário internacional
O cenário internacional também pesa. A instabilidade geopolítica no Oriente Médio tem mantido o preço do petróleo próximo dos US$ 100 dólares por barril, pressionando custos e ampliando riscos inflacionários globais. O Copom destacou ainda que a indefinição sobre a duração e os desdobramentos desses conflitos afetam diretamente as condições financeiras e os preços de commodities, como é o caso dos combustíveis.

Economia
Governo federal prepara Desenrola Brasil 2.0 com uso do FGTS e descontos de até 90% nas dívidas
O governo federal deve anunciar ainda esta semana uma nova etapa do Desenrola Brasil. A principal novidade do programa é a possibilidade de uso do FGTS para a renegociação de dívidas — uma medida inédita que deve beneficiar dezenas de milhões de brasileiros endividados.
O foco do Desenrola 2.0 são as dívidas com juros mais elevados: cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor, modalidades que podem cobrar até 10% ao mês e travam as famílias em um ciclo de endividamento difícil de romper.
A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reuniões com representantes dos principais bancos do país em São Paulo. Segundo ele, o saque do FGTS terá limite e ficará condicionado ao pagamento das dívidas dentro do programa. Em contrapartida, o governo exigirá dos bancos juros reduzidos e descontos que podem chegar a 90% do valor total das dívidas.
“Você está falando de taxas de juros que variam de 6% a 10% ao mês. A gente vai chegar a descontos de até 90% nesse programa”, declarou o ministro.
Para viabilizar as renegociações, o programa contará também com recursos do Fundo Garantidor de Operações. Durigan, no entanto, reforçou que a iniciativa é excepcional e não se repetirá. A proposta ainda passa por negociações finais e deve ser apresentada ao presidente Lula nos próximos dias.
Na primeira edição do Desenrola, em 2023, cerca de 15 milhões de pessoas renegociaram mais de R$ 53 bilhões em dívidas.

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