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Egressos do curso de Enfermagem da Unesc levam cuidados humanizados para outros países 

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Desde uma idade muito jovem, Keilla Tabordes Viegas Ribas alimentava um sonho claro em seu coração: tornar-se enfermeira. Aos oito anos, quando questionada sobre suas aspirações para o futuro, sua resposta era sempre pronta e direta: enfermeira. Hoje, a profissão, que já estava profundamente enraizada em sua essência, é motivo de orgulho não apenas para ela, mas também para a Unesc, uma Instituição que já formou mais de 50 mil acadêmicos em diversas áreas de atuação.

Aos 33 anos, Keilla, que é egressa da Unesc, está vivendo um momento especial em sua carreira. Seu diploma foi totalmente validado nos Estados Unidos, graças à quantidade de disciplinas e horas cursadas no Brasil. Atualmente, residindo em Rockville, no estado de Maryland, nos Estados Unidos, ela se sente plenamente preparada para exercer a profissão.

“Estar na Unesc e ter tido acesso à matriz curricular proposta pelo curso foi fundamental para o exercício da profissão em solo americano. Foi algo realmente importante”, enfatiza ela, que atualmente atua como cuidadora em uma agência de atendimento domiciliar.

Cuidando de pacientes que frequentemente eram transferidos para hospitais, ela conta que percebeu que o conhecimento adquirido na Instituição foi muito mais abrangente do que imaginava. 

“A Unesc me ensinou a ouvir os pacientes e a atendê-los de forma holística, respeitando suas culturas e seus desejos. Antes de analisar a doença, aprendi a observar o ser humano que está à minha frente e isso tenho aplicado diariamente aqui”, relata ela.

Além de Keilla, outros egressos da Unesc estão atuando na área em outros países, como é o caso de Yves Lupini Salamawu, colaborador do Ospedale San Raffaele Arcangelo, na cidade de Veneza, Itália. 

O enfermeiro congolês, que concluiu sua graduação em Enfermagem na Unesc em 2013 e há 10 meses atua no hospital da Europa, garante que a experiência tem sido extremamente positiva. 

No ponto de vista de Yves, a Enfermagem no Brasil está muito mais avançada do que na Itália. Ele destaca que a Unesc, em particular, “está 10 anos à frente da enfermagem italiana”. Embora a infraestrutura na Itália conte com aparelhos e equipamentos de última geração, ele acredita que a prática em si está atrasada.

“A Unesc me ensinou a tomar decisões imediatas e a salvar vidas sem correr riscos. Os médicos daqui demonstram muito respeito pelos enfermeiros no local onde trabalho”, comenta.

O egresso é originário da República Democrática do Congo e veio para o Brasil em 2005. Já possuía formação técnica em farmácia e optou por fazer Enfermagem na Unesc, por ser considerada uma referência em Criciúma e região.

A Pró-Reitora de Ensino Graziela Amboni destaca que a validação do diploma em outro país é um processo essencial para profissionais que almejam expandir suas carreiras além das fronteiras nacionais. 

Ela ressalta que essa validação não apenas abre portas para novas oportunidades de emprego, mas também fortalece a credibilidade e a competência dos profissionais, permitindo que eles se destaquem em suas áreas de atuação e tenham um impacto global.

“É um reconhecimento oficial das habilidades e conhecimentos adquiridos durante a formação acadêmica aqui na Unesc. Ao ter o diploma validado em outro país, o profissional demonstra que está apto a exercer a profissão em um ambiente internacional, seguindo os padrões e requisitos exigidos”, diz Graziela.

Experiência

A coordenadora do curso de Enfermagem da Unesc, Paula Zugno, destaca a importância da área e o potencial de crescimento e realização profissional que oferece. Ela ressalta que, com uma atitude perseverante e comprometimento em prestar cuidados de qualidade, os acadêmicos e egressos da Enfermagem têm a oportunidade de fazer a diferença na vida das pessoas e contribuir para o avanço da área da saúde.

“No nosso curso, buscamos formar profissionais com excelência e temos imenso orgulho dos nossos egressos, onde quer que eles estejam. Muitos deles ocupam cargos de direção e atuam em áreas assistenciais e é uma verdadeira honra fazer parte da formação desses profissionais”, disse. 

“Além de oferecermos uma ampla gama de atividades teórico-práticas desde os primeiros semestres, também mantemos uma conexão com os currículos internacionais”, complementa a coordenadora adjunta do curso de Enfermagem da instituição, Ioná Vieira Bez Birolo.

Internacionalização

Ioná compartilha que, nos últimos anos, os egressos da Unesc têm tido a oportunidade de vivenciar experiências internacionais, tanto na América do Norte quanto na Europa e destaca que esses egressos têm fornecido feedbacks extremamente positivos, os quais enchem a equipe de alegria. 

No entanto, Ioná ressalta que essa satisfação não está relacionada apenas ao fato de estarem fora do Brasil, pois aqueles que permanecem no país também trazem grande felicidade à instituição. “O que verdadeiramente traz satisfação é a percepção de que essas experiências internacionais proporcionam ainda mais oportunidades para os egressos”, menciona Ioná.

De acordo com ela, esse sucesso é evidenciado pelo currículo proposto pela Unesc, que se mostra altamente relevante e adaptado às exigências internacionais. “Esse currículo abrange não apenas o contexto nacional, mas também prepara os acadêmicos para lidar com diferentes culturas e exercer a profissão com excelência em ambientes internacionais. Essa abordagem abrangente e adaptável contribui para o sucesso dos egressos da Unesc, tanto dentro como fora do Brasil”, conta.

Diferenciais

Na Unesc, Universidade comunitária avaliada com nota máxima pelo Ministério da Educação (MEC), a formação relaciona teoria, prática e extensão. “Temos muitos diferenciais, entre eles, as aulas práticas, que ocorrem desde a primeira fase do curso, e a partir da segunda fase, aulas teórico-práticas e o contato com a comunidade. O acadêmico faz as atividades nos hospitais da região e nas Unidades Básicas de Saúde da segunda até a oitava fase e, nos anos finais, o estágio supervisionado”, comenta a coordenadora do curso.

A formação também contribui para o crescimento em larga escala da área. São dez semestres, aliando teoria, prática e estágio, possibilitando a atuação em clínicas particulares, hospitais, unidades básicas de saúde, unidades de pronto-atendimento, pesquisa universitária e laboratórios, públicos ou privados, podendo ainda empreender em consultórios próprios de enfermagem.

Portas Abertas

Os interessados em ingressar em um dos mais de 50 cursos da Universidade em modelo presencial ou de Educação a Distância (EaD), podem entrar em contato para obter mais informações sobre as demais oportunidades de bolsas, descontos e formas de ingresso pelo Whatsapp (48) 99915-0433.

Já quem procura cursos de pós-graduação pode entrar em contato pelo telefone (48) 3431-2626 e para cursos técnicos no telefone (48) 3431-2671 ou pelo (48) 3431-4500 (Whatsapp).

A Central de Atenção ao Estudante (Centac) atende pelo Whatsapp (48) 99644-0170 ou (48) 3431-2545 e presencialmente das 8h30min às 21h. Outras informações e os detalhes de cada um dos cursos disponíveis podem ser obtidas pelo site unesc.net.

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Meu Doutor registra mais de 2,4 mil atendimentos em um mês em Criciúma

Serviço de telemedicina da Prefeitura funciona 24 horas e teve tempo médio de espera de 4 minutos e 22 segundos no primeiro mês

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Mais de 2,4 mil consultas médicas por videochamada foram realizadas em Criciúma durante o primeiro mês de funcionamento do Meu Doutor. O serviço oferecido pela Prefeitura permite que moradores tenham contato com um médico sem precisar sair de casa.

O tempo médio de espera registrado no período foi de 4 minutos e 22 segundos, abaixo dos 12 minutos estabelecidos como referência para o atendimento.

A plataforma funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados, e pode ser utilizada por meio de celular ou computador com câmera e microfone.

Para o prefeito Vagner Espíndola, os números iniciais permitem ao município avaliar a adesão da população ao serviço.

“Mais do que colocar uma nova ferramenta em funcionamento, o primeiro mês nos permite observar como a população está incorporando esse serviço à rotina”, afirmou.

Como funciona a consulta

O atendimento começa com uma videochamada com um médico. Durante a consulta, o profissional avalia os sintomas relatados, orienta o paciente e pode prescrever medicamentos quando houver indicação.

Caso identifique a necessidade de uma avaliação presencial, o médico orienta o usuário sobre o encaminhamento mais adequado dentro da rede pública de saúde.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, a consulta remota permite uma primeira avaliação da situação apresentada pelo paciente.

“O médico consegue ouvir o relato, avaliar os sintomas e conduzir a consulta a partir dessas informações”, explicou.

O vice-prefeito Salésio Lima destacou que a disponibilidade ininterrupta pode ser útil principalmente em situações que surgem fora do horário convencional de atendimento.

Como acessar o Meu Doutor

O serviço pode ser acessado pelo endereço meudoutor.criciuma.sc.gov.br.

No primeiro acesso, o usuário deve entrar na plataforma pelo celular ou computador, informar o CPF e utilizar como senha inicial os seis primeiros números do documento. A senha pode ser modificada posteriormente.

Depois do login, é necessário selecionar a opção “Pronto Atendimento Médico”, permitir o acesso à câmera e ao microfone e informar brevemente os sintomas.

Na sequência, o usuário aguarda o contato do médico para iniciar a consulta por videochamada.

O atendimento pode ser solicitado de qualquer local e permanece disponível durante 24 horas.

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Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão

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O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.

Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.

Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.

Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.

“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.

Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador

Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.

Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.

Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.

Imposto de censura

Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.

As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.

O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.

Preservação da memória de Siderópolis

A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.

“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.

Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.

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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia

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A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.

Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.

O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.

“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.

Pesquisa que gera novas conexões

Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.

Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.

“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.

A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.

Da graduação para uma conferência internacional

A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.

“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.

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