Geral
Evento virtual marcado pela emoção celebra o encerramento das atividades de 2020 na Unesc
União, gratidão, sabedoria, resiliência, esperança. Palavras que marcaram a cerimônia realizada no final da tarde desta quarta-feira (23/12). Sob comando da Unesc TV com apresentações artísticas estreladas por professores, colaboradores, alunos e convidados e muita emoção, o evento celebrou o encerramento das atividades de 2020 na Universidade.
As atrações que foram desde performance teatral, interpretação musical, contação de histórias até declamação de poema envolveram e encantaram um público de mais de 1.700 pessoas, sendo professores, colaboradores, acadêmicos, familiares e comunidade em geral, por meio da transmissão no YouTube. Além das performances culturais, o evento reuniu diferentes lideranças religiosas, responsáveis por palavras de fé e esperança.
Para a reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta, o ano que se iniciou cheio de projetos e previsões, não se conclui da forma como projetado, mas de uma forma diferente e cheia de superação. “A pandemia que pegou a todos de surpresa não nos paralisou. Muito pelo contrário. Reunimos nossa melhor energia, nossa expertise, nossa incrível capacidade de nos engajarmos e ressignificarmos e, unidos, então, transformamos este ano que nos parecia sombrio em um ano concluído com segurança, solidez e a certeza de que, juntos, tomamos as melhores decisões”, salientou.
A celebração desta quarta-feira foi democrática, assim como a Universidade plural e comunitária. Tiveram espaço de fala representantes de alunos, professores, coordenadores e equipe de gestão, que, conforme a reitora, fizeram parte de cada dia de esforços redobrados em prol do bem comum.
Em nome dos colaboradores da Universidade, o gerente do Departamento de Finanças e Contabilidade, Janir de Quadra Paim, reforçou o sentimento de gratidão por estar celebrando junto à Unesc o encerramento de um ano tão desafiador. “Saliento nossa gratidão por Deus ter dado discernimento e forças aos gestores para tomarem as decisões corretas nesse período de grandes mudanças. Neste período conseguimos fazer do impossível, possível”, destacou.
Para a representante dos coordenadores de curso, professora Marta Hoffmann, o sentimento compartilhado não pode ser outro além do enaltecido por Janir. “Diante de tantos enfrentamentos saliento aqui o empenho de toda a Unesc, advindo da reitoria, das pró-reitorias, das diretorias e assessorias pedagógicas, que não mediram esforços, tempo e investimento para que pudéssemos manter a qualidade no ensino assim como os compromissos como Universidade Comunitárias, compromissos com a região”, pontuou.
Edson Luis da Silva, Presidente da Associação de Professores e Funcionários da Unesc (Aprofucri ), também deixou sua mensagem aos colegas e à gestão da Universidade, enaltecendo os desafios, provações e incertezas superados. “Assim como diz nossas camisetas, fica a lição de “viver, sonhar e agradecer todos os dias”. Tivemos um ano de provações, mas de muita esperança e gratidão a Deus e a todos”, pontuou.
Em nome dos alunos da pós-graduação da Universidade, Andrieli Aparecida Vieira, membro do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde (PPGSC), fez questão de enfatizar que a Instituição tem reforçado seu papel como agente catalisador de desenvolvimento da sociedade, sendo produtora de novos conhecimentos, aplicando esses à realidade da comunidade e exercendo tanto seu papel social como o político. “É a partir da pesquisa que encontramos soluções para problemas que hoje temos e isso ficou ainda mais evidente neste ano. A pesquisa feita na Unesc, de qualidade já reconhecida, se mostrou e se mostra relevante em plena pandemia. É dessa forma que aproximamos sociedade da academia”, garantiu.
Para Kelvin Benedet, presidente do Diretório Central dos Estudantes, a palavra na noite é solidariedade. “Em um ano atípico onde barreiras foram ultrapassadas, o que se pode levar disso tudo é a solidariedade. Nesse ano difícil, a solidariedade foi a palavra que mais identificou. A solidariedade entre os professores, alunos e a própria reitoria”, acrescentou.
Tal sentimento, para o presidente da União Catarinense dos Estudantes, Lucene Magnus, também acadêmico da Unesc, é, de fato, o que marca 2020. “Pontuo que, de fato, a Universidade mostrou solidariedade com os estudantes quando apresentou diversas políticas de assistência, quando doou computadores para aqueles que não tinham, quando disponibilizou internet para aqueles que não tinham acesso permanecerem dentro da Instituição, quando deu desconto na mensalidade e aprovou que não iria reajustá-las para 2021”, lembrou Lucene.
Emocionado, o ex-diretor da Fucri, Laênio Ghisi, destacou o apoio recebido da gestão da Universidade em meio a problemas de saúde enfrentados por ele e relembrou ainda uma corrida no qual um dos competidores caiu logo no início da prova e, em solidariedade, todos os outros ajudaram o colega e cruzaram juntos a linha de chegada. “Assim como nessa oportunidade, nós aqui na Unesc somos uma grande família, queremos continuar juntos, abraçados, de mãos dadas até a linha de chegada. Que venha 2021 para encararmos de frente”, salientou.
Além da solidariedade, destacada por Lucene e Kelvin, o ex-reitor e atual assessor institucional, Edson Rodrigues, acrescentou que a sociedade vive momentos de gratidão, palavra que também apareceu em destaque nas falas ao longo do evento. “São tempos de solidariedade e gratidão. Temos o convite a pensar nas oportunidades de ajudar e de ser ajudado ao longo desse ano. Deus escolheu esse tempo para nos ensinar aquilo que a Universidade definiu como grande propósito: cuidar das pessoas”, pontuou.
Gildo Volpato, ex-reitor da Instituição, demonstrou sua honra pelo convite para participação de tão especial momento e enalteceu os profissionais da saúde engajados ao longo de todos estes meses no enfrentamento à pandemia, desejando ainda que 2021 seja um ano onde seja possível estar junto e abraçar uns aos outros. Citou Fernando Sabino ao dizer “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que é preciso continuar. A certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar. Façamos da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro!”.
Também destacando a emoção do momento compartilhado de forma virtual, a pró-reitora de Planejamento e Desenvolvimento da Universidade, Gisele Coelho Lopes, enalteceu a evolução obtida ao longo dos últimos nove meses. “2020 foi um ano que nos transformou de dentro para fora. Resiliência e empatia foram essenciais. Aprendemos a ressignificar a forma como lidamos com emoções, comportamentos e prioridades. Aprendemos que estar juntos em pensamentos foi a melhor forma de demonstrar afetos e carinhos”, disse, acrescentando a sinceridade dos afetos que tomam conta da Instituição e do momento de encerramento das atividades.
Todo o sucesso obtido ao longo do ano e confirmado a partir das palavras de cada um dos representantes, conforme a pró-reitora Acadêmica, Indianara Reynaud Toreti, foi possível graças a ingredientes especiais disponíveis na Universidade. “Tivemos desafios que nos trouxeram muita ansiedade, muito medo. Lá em março nós tivemos medo, vimos o desconhecido, paramos para pensar o que fazer e diante do medo, sem muito tempo, definimos ações e colocamos em prática. O resultado positivo só foi possível porque temos uma equipe, tivemos engajamento e temos uma história construída, uma base sólida”, garantiu a pró-reitora.
Ao resumir 2020 o vice-reitor Daniel Ribeiro Preve descreve-o como “o ano mais desafiador de nossas vidas”. “O mundo e, consequentemente, nossos comportamentos mudaram radicalmente. A sala de aula, em nome da preservação da segurança e preservação da saúde pública, foi quase que instantaneamente substituída pelos espaços virtuais. Toda a comunidade acadêmica foi resiliente, comprometida e responsável na busca de um ano de aprendizados e, por tudo isso, hoje podemos celebrar”, acrescentou.
O evento foi encerrado com apresentação musical do grupo Mistura Fina.
Geral
Meu Doutor registra mais de 2,4 mil atendimentos em um mês em Criciúma
Serviço de telemedicina da Prefeitura funciona 24 horas e teve tempo médio de espera de 4 minutos e 22 segundos no primeiro mês
Mais de 2,4 mil consultas médicas por videochamada foram realizadas em Criciúma durante o primeiro mês de funcionamento do Meu Doutor. O serviço oferecido pela Prefeitura permite que moradores tenham contato com um médico sem precisar sair de casa.
O tempo médio de espera registrado no período foi de 4 minutos e 22 segundos, abaixo dos 12 minutos estabelecidos como referência para o atendimento.
A plataforma funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados, e pode ser utilizada por meio de celular ou computador com câmera e microfone.
Para o prefeito Vagner Espíndola, os números iniciais permitem ao município avaliar a adesão da população ao serviço.
“Mais do que colocar uma nova ferramenta em funcionamento, o primeiro mês nos permite observar como a população está incorporando esse serviço à rotina”, afirmou.
Como funciona a consulta
O atendimento começa com uma videochamada com um médico. Durante a consulta, o profissional avalia os sintomas relatados, orienta o paciente e pode prescrever medicamentos quando houver indicação.
Caso identifique a necessidade de uma avaliação presencial, o médico orienta o usuário sobre o encaminhamento mais adequado dentro da rede pública de saúde.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, a consulta remota permite uma primeira avaliação da situação apresentada pelo paciente.
“O médico consegue ouvir o relato, avaliar os sintomas e conduzir a consulta a partir dessas informações”, explicou.
O vice-prefeito Salésio Lima destacou que a disponibilidade ininterrupta pode ser útil principalmente em situações que surgem fora do horário convencional de atendimento.
Como acessar o Meu Doutor
O serviço pode ser acessado pelo endereço meudoutor.criciuma.sc.gov.br.
No primeiro acesso, o usuário deve entrar na plataforma pelo celular ou computador, informar o CPF e utilizar como senha inicial os seis primeiros números do documento. A senha pode ser modificada posteriormente.
Depois do login, é necessário selecionar a opção “Pronto Atendimento Médico”, permitir o acesso à câmera e ao microfone e informar brevemente os sintomas.
Na sequência, o usuário aguarda o contato do médico para iniciar a consulta por videochamada.
O atendimento pode ser solicitado de qualquer local e permanece disponível durante 24 horas.
Geral
Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão
O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.
Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.
Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.
Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.
“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.
Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador
Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.
Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.
Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.
Imposto de censura
Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.
As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.
O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.
Preservação da memória de Siderópolis
A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.
“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.
Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.
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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia
A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.
Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.
O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.
“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.
Pesquisa que gera novas conexões
Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.
Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.
“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.
A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.
Da graduação para uma conferência internacional
A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.
“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.
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