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Ex-prefeitos de Içara são homenageados em noite festiva
Valorizar aqueles que se doaram para o crescimento do município, este foi o principal objetivo da homenagem aos ex-prefeitos realizada pelo Governo de Içara na noite desta quinta-feira, dia 9, no auditório do Paço Municipal Ângelo Lodetti. O evento foi regado de emoção a cada palavra proferida pelos ex-prefeitos que presidiram a cidade há 60 anos. Ao todo foram dez homenageados, seis presentes e quatro in memoriam, representados por suas famílias. Uma menção honrosa foi entregue, além da medalha comemorativa dos 60 anos de emancipação político administrativo, como forma de agradecer aos serviços prestados pelos cidadãos ao executivo.
Os ex-governantes de Içara foram: Ascendino Pavei, Ângelo Lodetti, José Antônio Dal Toé, João Ramos Roussenq, Arthur Zanolli, Heitor Valvassori, Deobaldo Pacheco, Júlio Cechinel, Gentil da Luz e Murialdo Gastaldon. Atualmente a cidade é presidida pela primeira mulher prefeita, a administradora Dalvania Cardoso.
“Não podemos nunca esquecer das nossas raízes e quem serviu ao município para o progresso e o desenvolvimento de Içara. Esta homenagem significa gratidão, nosso agradecimento a todos que abdicaram de muitas coisas para poder estar à frente de Içara. Cada um dos ex-prefeitos está na história da cidade de forma especial. Ser prefeito é uma missão, e quem é chamado precisa honrar com ética e dignidade esta função”, disse a prefeita.
Os ex-prefeitos participaram do evento acompanhados de suas famílias e amigos, aqueles que tanto ajudaram na trajetória pessoal e profissional. “Ser prefeito não é uma missão fácil, é muitas vezes ter que deixar a nossa família de lado para cuidar de milhares de famílias. Tenho muito apresso por todos que por esse Paço Municipal já passaram”, completou o vice-prefeito, Jandir Sorato.
Conheça quem foram os ex-prefeitos de Içara:
Ascendino Pavei: nasceu no dia 17 de fevereiro de 1928, natural do bairro Morro Albino (Criciúma). Filho de Olívio Pavei e Justina Guglielmi Pavei, foi casado com Inez Rizzieri Pavei. Ascendino foi o primeiro chefe do executivo do município em 1961, nomeado pelo governador celso ramos. Na época tinha 34 anos. No seu segundo mandato iniciado em 1969, foi eleito pelo povo com 2.750 votos. Ascendino Pavei faleceu em 18 de julho de 2009.
Angelo Lodetti: nasceu em Criciúma no dia 13 de setembro de 1908. Filho de João Lodetti e Eliza Ubbiali Lodetti. Em 1918, seus pais fizeram moradia em Içara. Casado com Santina Piazzolli Lodetti, tiveram doze filhos: Laudina, Izaura, Lídia, Mário, Edith, Arnaldo, Valdemar, Valdir, Osvaldo, Maria Madalena e um casal de gêmeos prematuros que não sobreviveu. no processo de emancipação de içara, era vereador em Criciúma, e esteve presente em duas legislaturas, de 1955 a 1958 e de 1959 a 1962. em 1962, aconteceu a primeira eleição majoritária e proporcional em içara, sendo eleito prefeito no período 1963 a 1966. Ângelo Lodetti faleceu no dia 2 de janeiro de 1978.
José Antonio Dal Toé: natural de Urussanga, nasceu no dia 14 de junho de 1932. Filho de Antônio Dal-Toé e Cecília Casagrande Dal-Toé, casou-se com Vanilda de Lucca Dal-Toé e tiveram três filhos: Jorge Antônio, Jussara e Simone. Em 1973, foi eleito prefeito de içara.
João Ramos Roussenq: natural de Criciúma, nasceu no dia primeiro de abril de 1928. Filho de Agostinho Roussenq e Caetana Bernardo Roussenq, foi casado com Ozaide Rabello Roussenq e pai de Ivete, Ivonete e Wilson. Até os 14 anos trabalhou na agricultura. Em 15 de novembro de 1976, foi eleito prefeito municipal de içara, assumindo em 1977. Terminou a construção do módulo esportivo, que havia sido iniciado na administração anterior. João Ramos Roussenq faleceu em 25 de fevereiro de 2002.
Arthur Zanolli: nasceu no dia 17 de dezembro de 1940. Filho de Antonio Zanolli e Maria Niero Zanolli. Natural de içara, que na época era distrito de Criciúma. Casou-se em 1964, aos 24 anos, com Santina Della Bruna. É pai de seis filhos: Antonio, José, João Batista, Valdete, Lino e Fernando. Içara escolheu Arthur Zanolli para prefeito em dois momentos: 1983 e 1993.
Heitor Valvassori: nasceu no dia 6 de fevereiro de 1948, filho de Hector Valvassori e Mathilde Dal Pont Valvassori. Natural de Içara e casado com Terezinha Casagrande Valvassori. Tem três filhos: Viviane, Aline e Heitor. Foi vereador de 1983 a 1988 e prefeito duas vezes, de 1989 a 1992 e de 2005 a 2008. além disso, também foi vice-prefeito de Júlio Cézar Cechinel de 2001 a 2004.
Deobaldo Donato Pacheco: nasceu no bairro Aurora em Içara, no dia 16 de novembro de 1953. filho de Donato Gregório Pacheco e Ana Cardoso Pacheco. em 1977, casou-se com Leonilza Fernandes Pacheco. Tiveram três filhos: Ana Carolina, Maria Eduarda e João Luis. Em 1996 tornou-se prefeito do município de Içara. Bado pacheco lutou contra um câncer até o dia 23 de janeiro de 2012, quando faleceu.
Julio Cézar Cechinel: nasceu no dia 18 de outubro de 1951, em Criciúma. É filho de Aldo Cechinel e Eufêmia Daltoé Cechinel. Júlio é casado com Cacilda Dajori, com quem teve seu quarto filho, Aldo Cechinel. Aldo sucede os outros três primeiros filhos que são: Sheila, Júlio e Michele. de 1993 a 1996, atuou como vice-prefeito de Arthur Zanolli. Em outubro de 2000, concorreu a segunda eleição e foi eleito prefeito de Içara, assumindo em 2001.
Gentil Dory Da Luz: nasceu no dia 19 de fevereiro de 1964 em Criciúma. É filho de Hildebrando da Luz e Benta Fernandes da Luz. Casado com Marielza De Lagos Inácio da Luz e pai de Paulo José e Ulysses. Em 1988 foi eleito vereador em Içara. foi vereador em três legislaturas, iniciadas em 1989, 1993 e 1997. Em 2008, foi eleito prefeito de Içara com 18.226 votos.
Murialdo Canto Gastaldon: nasceu no dia 16 de agosto de 1964. Filho de Vivino Vendramino Gastaldon e Maria Terezinha Canto Gastaldon. Seus filhos são Bruno de Freitas Gastaldon e Vítor de Freitas Gastaldon. Murialdo foi eleito prefeito de Içara por duas vezes: em 2012 e 2016. Antes disso, já havia sido vereador em duas legislaturas. Naquelas iniciadas em 1989 e 2005.
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Meu Doutor registra mais de 2,4 mil atendimentos em um mês em Criciúma
Serviço de telemedicina da Prefeitura funciona 24 horas e teve tempo médio de espera de 4 minutos e 22 segundos no primeiro mês
Mais de 2,4 mil consultas médicas por videochamada foram realizadas em Criciúma durante o primeiro mês de funcionamento do Meu Doutor. O serviço oferecido pela Prefeitura permite que moradores tenham contato com um médico sem precisar sair de casa.
O tempo médio de espera registrado no período foi de 4 minutos e 22 segundos, abaixo dos 12 minutos estabelecidos como referência para o atendimento.
A plataforma funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados, e pode ser utilizada por meio de celular ou computador com câmera e microfone.
Para o prefeito Vagner Espíndola, os números iniciais permitem ao município avaliar a adesão da população ao serviço.
“Mais do que colocar uma nova ferramenta em funcionamento, o primeiro mês nos permite observar como a população está incorporando esse serviço à rotina”, afirmou.
Como funciona a consulta
O atendimento começa com uma videochamada com um médico. Durante a consulta, o profissional avalia os sintomas relatados, orienta o paciente e pode prescrever medicamentos quando houver indicação.
Caso identifique a necessidade de uma avaliação presencial, o médico orienta o usuário sobre o encaminhamento mais adequado dentro da rede pública de saúde.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, a consulta remota permite uma primeira avaliação da situação apresentada pelo paciente.
“O médico consegue ouvir o relato, avaliar os sintomas e conduzir a consulta a partir dessas informações”, explicou.
O vice-prefeito Salésio Lima destacou que a disponibilidade ininterrupta pode ser útil principalmente em situações que surgem fora do horário convencional de atendimento.
Como acessar o Meu Doutor
O serviço pode ser acessado pelo endereço meudoutor.criciuma.sc.gov.br.
No primeiro acesso, o usuário deve entrar na plataforma pelo celular ou computador, informar o CPF e utilizar como senha inicial os seis primeiros números do documento. A senha pode ser modificada posteriormente.
Depois do login, é necessário selecionar a opção “Pronto Atendimento Médico”, permitir o acesso à câmera e ao microfone e informar brevemente os sintomas.
Na sequência, o usuário aguarda o contato do médico para iniciar a consulta por videochamada.
O atendimento pode ser solicitado de qualquer local e permanece disponível durante 24 horas.
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Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão
O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.
Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.
Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.
Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.
“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.
Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador
Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.
Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.
Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.
Imposto de censura
Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.
As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.
O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.
Preservação da memória de Siderópolis
A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.
“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.
Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.
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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia
A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.
Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.
O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.
“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.
Pesquisa que gera novas conexões
Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.
Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.
“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.
A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.
Da graduação para uma conferência internacional
A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.
“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.
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