Economia
Falta emprego para mais de 27 milhões de brasileiros
A taxa de subutilização da força de trabalho no Brasil encerrou o segundo trimestre do ano em 24,6%, o equivalente a 27,6 milhões de pessoas que se encontram desocupadas e subocupadas por insuficiência de horas, além da força de trabalho potencial.
As informações constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (16), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Estabilidade
Segundo o instituto, o resultado ficou estatisticamente estável em relação ao primeiro trimestre do ano, quando o percentual foi de 24,7%, mas registrando alta em relação aos 23,8% da taxa de subutilização da força de trabalho do segundo trimestre do ano passado.
As maiores taxas de subutilização foram verificadas no Piauí (40,6%), Maranhão (39,7%) e Bahia (39,7%), enquanto as menores ocorreram em Santa Catarina (10,9%), Rio Grande do Sul (15,2%) e Rondônia (15,5%).
Já as maiores taxas de desocupação no segundo trimestre do ano foram anotadas no Amapá (21,3), Alagoas (17,3%), Pernambuco (16,9%), Sergipe (16,8%) e Bahia (16,5%).
As menores taxas ficaram em Santa Catarina (6,5%), Mato Grosso do Sul (7,6%), Rio Grande do Sul (8,3%) e Mato Grosso (8,5%). No Brasil, a taxa de desocupação foi de 12,4%.
Taxa combinada de subocupação
Pelos critérios adotados pelo IBGE, a taxa combinada de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e desocupação (pessoas ocupadas com uma jornada de menos de 40 horas semanais, mas que gostariam de trabalhar em um período maior, somada às pessoas desocupadas) foi de 18,7% no segundo trimestre do ano, o que representa 6,5 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e 13 milhões de desocupados.
Já a taxa combinada da desocupação e da força de trabalho potencial, que abrange desocupados e pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho, ou que procuraram, mas não estavam disponíveis para trabalhar (força de trabalho potencial), foi de 18,8% no segundo trimestre de 2018, o que representa 21,1 milhões de pessoas.
Contingente de desalentados é recorde
Os dados da Pnad Contínua do segundo trimestre indicam que o total de trabalhadores desalentados fechou o período abril a junho em 4,8 milhões de pessoas de 14 anos ou mais de idade, valor superior ao do primeiro trimestre, quando havia 4,6 milhões de trabalhadores nessas condições; e ao segundo trimestre do ano passado, quando os desalentados eram 4 milhões de pessoas.
Segundo o IBGE, o número é recorde porque esse foi o maior contingente de desalentados da série histórica da Pnad Contínua, que começou em 2012.
Para o IBGE, a população desalentada é definida como “aquela que estava fora da força de trabalho porque não conseguiu trabalho adequado ou não tinha experiência ou qualificação, ou era considerada muito jovem ou idosa, ou não havia trabalho na localidade em que residia – e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Ela faz parte da força de trabalho potencial”.
Economia
Desemprego no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período
A taxa de desemprego no segundo trimestre ficou em 5,4%, atingindo o menor nível já registrado desde 2012, quando começa a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

O resultado representa queda em relação ao primeiro trimestre do ano (6,1%) e na comparação com o mesmo período de 2025, quando estava em 5,8%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No segundo trimestre, o Brasil atingiu o número de 103,1 milhões de pessoas ocupadas, cerca de 1,081 milhão a mais que no primeiro trimestre. Esse patamar é o maior já registrado em qualquer período da Pnad.
Já o número de desocupados era de 5,9 milhões, o que representa 10% (718 mil pessoas) a menos que no primeiro trimestre.
Na comparação entre o primeiro e o segundo trimestres, os grupamentos que se destacaram na criação de vagas foram:
– Transporte, armazenagem e correio: +3,9% (mais 235 mil pessoas)
– Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: +2,6% (mais 489 mil pessoas)
A Pnad mostra que no período de três meses de abril a junho, o país tinha 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada – o maior de toda a pesquisa do IBGE – e 13,6 milhões sem carteira.
A taxa de informalidade – proporção de trabalhadores informais na população ocupada – foi de 37,4% no segundo trimestre.
O rendimento médio do trabalhador brasileiro ficou em R$ 3.738, o maior já registrado para um segundo trimestre. No entanto, fica abaixo do apurado no primeiro trimestre de 2026. (R$ 3.765).
Apesar de recorde histórico de baixa no desemprego no período, o rendimento fica no campo da estabilidade, segundo o analista da pesquisa William Kratochwill, porque as novas contratações costumam pagar na média ou abaixo dos demais salários.
Economia
Latam volta a operar voos diários entre Jaguaruna e Guarulhos a partir de agosto
A Latam passa a operar voos diários entre Guarulhos (SP) e o Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna, a partir de agosto. A rota ganha sete frequências semanais, duas a mais que a malha atual.
A ampliação aumenta as opções de horário para quem viaja a negócios, turismo ou faz conexões pelo principal hub da companhia no país.
O que diz a concessionária
Segundo a Regional Sul Airport, a mudança acompanha os investimentos feitos no aeroporto desde o início da concessão e reflete a confiança da Latam no potencial de crescimento da região.
Negociações com outras companhias
Além da nova frequência da Latam, a concessionária negocia a ampliação da oferta de voos com outras empresas:
- Com a Gol, estuda uma operação com pernoite de aeronave e ligação direta com o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo
- Com a Azul, negocia uma rota entre Jaguaruna e o Aeroporto de Viracopos, em Campinas
Para o diretor-executivo da Regional Sul Airport, Eglon Buraseska, a retomada dos voos diários é um indicativo de confiança da Latam no terminal: “Paralelamente, seguimos avançando nas negociações com outras companhias para ampliar as opções de destinos e fortalecer a conectividade da nossa região.”
Economia
Intenção de compras para o Dia dos Pais cresce 6,1% em SC e atinge recorde
A intenção de compras para o Dia dos Pais em Santa Catarina apresentou crescimento nominal de 6,1% em 2026, segundo pesquisa realizada pela Fecomércio SC. Já descontada a inflação, o avanço real foi de 1,8%, indicando aumento no consumo mesmo em um cenário econômico desafiador. Com isso, o gasto médio dos consumidores chegou a R$ 255,6 — o maior valor da série histórica iniciada em 2018 .
Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, a perspectiva de crescimento é positiva, especialmente diante do contexto atual do varejo. “A expectativa de alta é positiva, pois o momento do varejo é complicado, com saldo de empregos negativo no ano e juros elevados há mais de quatro anos em patamar de dois dígitos, o que funciona naturalmente como um freio para o consumo”, avalia.
Apesar do cenário macroeconômico desafiador, o resultado acompanha o desempenho recente do comércio catarinense. Em maio, o varejo do estado acumulou alta de 4,6%, alcançando o terceiro melhor resultado do país, impulsionado pelo aumento do consumo das famílias . Além disso, a percepção financeira dos consumidores segue favorável: 86,4% afirmam estar em situação igual ou melhor do que no ano anterior, fator que sustenta o aumento das despesas sazonais .
Entre os municípios analisados, Criciúma se destacou com o maior crescimento na intenção de gastos, registrando alta de 42,3% e alcançando média de R$ 330,2. Itajaí e Joinville também apresentaram avanços expressivos, com aumentos de 20,3% e 15,2%, respectivamente. Já Florianópolis teve crescimento mais moderado, de 1,6% .
Apesar do cenário geral positivo, algumas cidades registraram retração na intenção de consumo. Lages, Blumenau e Chapecó apresentaram quedas de 16,1%, 9,4% e 2,6%, respectivamente. Ainda assim, a maior parte dos consumidores desses municípios mantém percepção financeira estável ou melhor em relação ao ano anterior .
As compras para o Dia dos Pais devem se concentrar nos dias que antecedem a data: 57,7% dos consumidores pretendem comprar na semana ou na véspera, enquanto 27% planejam antecipar as aquisições em até duas semanas .
Entre os presentes mais procurados, o vestuário lidera com 42,7% das intenções, seguido por calçados (21,1%) e perfumes e cosméticos (19,6%), concentrando a maior parte das escolhas dos consumidores .
O PIX se consolidou como a principal forma de pagamento, citado por 31,4% dos entrevistados, em crescimento em relação ao ano anterior. O parcelamento no cartão de crédito aparece na sequência, com 21,7%, enquanto o uso de dinheiro também ganhou espaço .
No que diz respeito aos canais de compra, o comércio de rua segue predominante, com 51,5% das preferências, seguido pelas compras pela internet (22,8%) e pelos shoppings (17,8%) .
O preço continua sendo o principal fator de decisão na hora da compra, citado por 23,7% dos consumidores, seguido por promoções (23,1%) e qualidade dos produtos (19%), evidenciando um comportamento orientado pelo custo-benefício .
A pesquisa foi realizada pela Fecomércio SC entre os dias 22 de junho e 12 de julho de 2026, com 2.100 entrevistados em sete municípios catarinenses, por meio de entrevistas presenciais estruturadas.
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