Economia
Fecoerusc lança campanha para fortalecer o trabalho das cooperativas de energia catarinenses
A Federação Estadual das Cooperativas de Energia de Santa Catarina, a Fecoerusc, inicia neste mês de novembro uma campanha de abrangência nacional para reforçar a importância e traduzir os impactos gerados pelo trabalho das 21 filiadas. A iniciativa mostra números, histórias de cooperados e exemplos de gestão que reafirmam os papéis econômico e social cumpridos por essas cooperativas. A campanha concilia conteúdos jornalísticos e publicitários.
Para o presidente da Fecoerusc, Walmir Rampinelli, quando unidas, as cooperativas filiadas significam números ainda mais relevantes para a economia catarinense.
“Em 2020, as cooperativas de energia alcançaram R$ 700 milhões de faturamento no estado. Recursos que permanecem nas regiões onde são gerados, promovendo renda direta para os cooperados, que são usuários e donos do negócio”, explica Rampinelli.
De acordo com dados da Organização das Cooperativas de Santa Catarina, a Ocesc, dentre os sete segmentos de atuação do cooperativismo em 2020, o de infraestrutura ocupa a segunda posição em número de cooperados, ficando atrás apenas do ramo crédito.
Além dos números que comprovam o impacto econômico, a campanha também contará as histórias que evidenciam o quanto essas empresas importam para as mais de 990 mil pessoas alcançadas.
“Na gestão de uma cooperativa, nós ouvimos relatos quase todos os dias de sócios que, ao receberem energia com um custo menor, ou ao participarem de projetos sociais promovidos pela cooperativa, conseguem ter mais qualidade de vida”, relata o presidente da Fecoerusc que é, atualmente, presidente do Conselho de Administração da Cooperativa Pioneira de Eletrificação de Forquilhinha, a Coopera.
Para o professor de cooperativismo e doutor em sociologia política, Dimas de Oliveira Estevam, as cooperativas de energia representam desenvolvimento regional. “O cooperativismo tem contribuído para o crescimento socioeconômico do país. Na região carbonífera e em Santa Catarina, não tem sido diferente”, explica ele.
Conheça a Fecoerusc
A Federação das Cooperativas de Energia de Santa Catarina, a Fecoerusc, é a entidade que reúne e representa as empresas desse segmento cooperativista. Ela surgiu há 47 anos para ser o elo entre as cooperativas e o governo, agentes financeiros e outras concessionárias. Atualmente, possui 21 cooperativas filiadas e atua para fortalece-las, promovendo a sua satisfação, e a de seus colaboradores e dirigentes.
Economia
ReTêxtil leva Içara à etapa estadual do Geração Empreendedora
Digite / para escolher um blocoIçara está classificada para a etapa estadual do Geração Empreendedora 2026. O projeto ReTêxtil conquistou o segundo lugar na Banca Macrorregional nesta segunda-feira, dia 28, e garantiu uma das três vagas para a próxima fase da iniciativa. Entre representantes de 15 cidades, Imbituba ficou em primeiro lugar e Laguna completou o pódio na terceira colocação. A próxima etapa já será nesta quarta-feira, dia 30, na Banca Estadual.
Na disputa estadual, Içara será representada pelas estudantes Ana Paula Zilli, Emily De Stefani e Yasmin Klug, criadoras da ReTêxtil durante as atividades na Associação Empresarial de Içara (ACII). Conforme elas, a proposta nasceu com o objetivo de transformar uniformes empresariais que seriam descartados em novos produtos. Além de reduzir o descarte de materiais, a solução permite que as próprias empresas deem uma nova finalidade às peças que carregam sua identidade visual. Dessa forma, o projeto associa sustentabilidade, estratégia e valorização da imagem empresarial.
Empreendedorismo na prática
Realizado pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) em parceria com as associações empresariais, o Geração Empreendedora aproxima estudantes e empresários voluntários em uma experiência prática de aprendizagem. Por meio de metodologia própria e material didático gratuito, os participantes vivenciam capacitações, dinâmicas de inovação e o desenvolvimento de soluções para desafios reais.
Economia
Reforma tributária: construção civil precisa se preparar para as mudanças de janeiro de 2027
Em evento em Tubarão, tributaristas alertaram empresários sobre prazos, nota fiscal na venda de imóveis e a primeira cobrança da CBS.
A construção civil está entre os setores que mais vão sentir a reforma tributária, que passa a valer em janeiro de 2027. Para discutir o tema, o Sinduscon Tubarão e a Regional Litoral Sul da FIESC reuniram cerca de 80 empresários e profissionais do ramo em Tubarão. Durante duas horas, os advogados tributaristas Gustavo Amorim e Vicente Lisboa Capella detalharam o que muda e responderam às dúvidas do público.
O encontro foi viabilizado pelo Conselho de Assuntos Tributários da FIESC, presidido por Thiago Fretta, que também é vice-presidente da Regional Litoral Sul. Segundo ele, a diversidade do setor explica o tamanho do impacto. “A construção civil não tem uma tributação linear”, afirma. Incorporação, construção de edifícios, locação, loteamento, obras para terceiros, pré-fabricados e obras em alvenaria e madeira, cada um desses segmentos terá de se adaptar de um jeito. Fretta reconhece que ainda há indefinições, a começar pela alíquota do novo tributo, e diz que a ideia é discutir o assunto com a maior antecedência possível. Para ele, o auditório lotado mostra o interesse das empresas. Como a reforma foi aprovada por emenda constitucional, mudar o texto é mais difícil, e a tendência, na avaliação dele, é que ela entre em vigor em 2027 e seja aperfeiçoada com o tempo.
O presidente do Sinduscon Tubarão, José Sylvio Ghisi, defende que o empresário não espere para agir. A mudança, diz ele, já está em andamento, e o setor conta com a FIESC como parceira para orientá-lo. “Não dá para deixar para o final. Quanto mais cedo começar, melhor”, resume.
Os palestrantes chamaram a atenção para os prazos que já estão correndo. Amorim, especialista em Direito Econômico e Empresarial e em Direito Tributário, lembrou que as construtoras têm até o fim deste ano para fazer uma escolha ligada ao custo de aquisição de imóveis, e que a decisão não poderá ser refeita depois. Em janeiro, está prevista a primeira incidência da CBS, um dos novos tributos criados pela reforma. “A empresa precisa estar preparada para rodar no dia primeiro de janeiro, com emissão de nota fiscal e todas as obrigações em dia. Senão, no dia cinco, quando todos voltarem do recesso, a guia vai estar em cima da mesa e ninguém vai saber o que fazer”, alertou. Para ele, a reforma muda o paradigma das negociações, que passarão a tratar o preço da mercadoria e o tributo separadamente. O cenário terá mais clareza, mas até lá empresas e legislação precisam passar por um período de adaptação.
Capella, também especialista em Direito Econômico e Empresarial e em Direito Tributário, apontou que o setor terá de abandonar hábitos antigos. Segundo ele, as construtoras estão acostumadas a trabalhar com recibos e escrituras, sem emitir nota fiscal, e a nota de venda de imóveis passa a ser exigida já em dezembro deste ano. Quem não se preparar, avisou, “vai ser atropelado”. O advogado explicou ainda que as empresas costumam enxergar o imposto como um percentual da receita, sem olhar para créditos, uma lógica que muda por completo. Os efeitos devem alcançar preços e a relação com fornecedores. “Quem não se preparar vai se assustar em janeiro com ligações pedindo renegociação de preços”, disse.
Capella também desaconselhou apostar em adiamento. Se a reforma não for adiada, argumentou, quem esperou terá perdido tempo de organização, e o risco cresce porque nem a alíquota está definida. O evento contou ainda com a presença do presidente da Subseção de Tubarão da OAB/SC, Breno Angioletti Lício.
Economia
RetailTech reúne empresários e especialistas para debater tecnologia no varejo em Criciúma
O impacto da tecnologia no varejo foi o tema central do RetailTech, realizado nesta terça-feira (22/9) no Centro de Inovação Criciúma (CRIO). O evento reuniu empresários, lideranças, especialistas, pesquisadores e agentes do ecossistema de inovação em uma tarde de debates sobre inteligência artificial, automação, experiência do cliente e novas oportunidades de negócio.
A programação abriu com a apresentação dos resultados do InovaSul Varejo, estudo do Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação da Unesc. Na sequência, especialistas participaram de um painel sobre inteligência artificial, automação e experiência do cliente, discutindo os impactos da tecnologia no comércio e a permanência do fator humano nas relações de consumo.
“O varejo atravessa um período de mudanças marcado por novas tecnologias, inteligência artificial, automação, alterações no comportamento do consumidor e integração entre ambientes físicos e digitais. As transformações exigem novas estratégias das empresas, mas também abrem espaço para novos modelos de negócios e formas de relacionamento com clientes”, afirmou a gerente de Inovação da Unesc, Elenice Engel.
RetailTech Showcase conecta startups e empreendedores
O RetailTech Showcase integrou a programação com apresentações de startups e negócios que levaram soluções tecnológicas ao Centro de Inovação. Participaram empresas incubadas no CRIO e negócios de outras cidades, incluindo a Grande Florianópolis, em uma atividade que aproximou empreendedores e criou oportunidades de conexão.
Palestra de encerramento propõe olhar o negócio pela ótica do cliente
O evento se encerrou com a palestra “Tudo é Vitrine: Transforme cada ponto de contato em experiência e vendas”, ministrada por Francisco Issler — engenheiro civil que atua com marketing e vendas desde 2016, cofundador do projeto Vitrine Perfeita e mentor de empresários na área.
Para Issler, a vitrine deixou de ser apenas a fachada de uma loja. Redes sociais, WhatsApp, inteligência artificial, rádio e ambientes físicos também funcionam hoje como pontos de contato capazes de influenciar a percepção do consumidor. “A proposta foi levar empresários a observar os negócios a partir da perspectiva do cliente. O principal é olhar para o negócio a partir do olhar do cliente”, destacou.
O palestrante ilustrou essa dificuldade com a frase “quem está dentro da garrafa não consegue ler o próprio rótulo”. “O conceito representa a dificuldade de perceber o negócio pela perspectiva de quem está fora da operação. A mudança de olhar permite identificar pontos de melhoria e oportunidades de venda”, explicou.
Marketing x publicidade: “se não traz resultado, é só mais trabalho”
Issler também traçou a diferença entre marketing e publicidade. Anúncios, posts, banners, outdoors e campanhas fazem parte da publicidade, mas o marketing precisa estar associado a resultados concretos do negócio. “Se não traz resultado, não é marketing, é só mais trabalho”, alertou.
Ele apresentou ainda quatro critérios para avaliar ações de marketing: resultado, exposição, ação com intenção e lembrança. “A análise considera a capacidade de atrair e fidelizar clientes, alcançar o público adequado, estabelecer objetivos claros e permanecer na memória do consumidor no momento da decisão de compra”, pontuou.
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