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Fiepe: o presente e o futuro da educação superior em debate na Unesc

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O que dá certo e contribui com o desenvolvimento social e econômico do estado merece ser compartilhado. É por isso que a Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe) realiza o Fórum Integrado de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Fiepe). De volta ao formato presencial após a pandemia, a oitava edição do evento ocorre de 17 a 19 de abril, na Unesc, co-criadora do evento.

Durante os três dias, as 14 Instituições de Ensino Superior (IES) que compõem a Acafe irão socializar a produção científica, as experiências com impacto positivo para a formação dos acadêmicos, ações e projetos que beneficiam a comunidade, além de cases dos respectivos ecossistemas de inovação.

“Será um momento para as instituições da Acafe aprenderem umas com as outras, pois somos 14 universidades e centros universitários comunitários que têm uma vocação direcionada ao desenvolvimento das regiões de atuação e, mais que isso, possuímos histórias consolidadas que nos colocam na vanguarda da formação de excelência em Santa Catarina”, enfatiza a presidente da Acafe e reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta. 

“As IES têm vida própria e autonomia, mas atuam de forma associada em pautas comuns, constroem legados coletivamente. São por essas razões que a Acafe realiza fóruns como esse: para que tudo aquilo que fazemos seja fortalecido”, acrescenta.

Colaboração

Santa Catarina desponta entre os melhores estados do país em diversos segmentos e muito disso se deve às Instituições de Ensino Superior Comunitárias que, há mais de cinco décadas, contribuem com o desenvolvimento de todas as regiões. 

O estado é o primeiro em desenvolvimento industrial, o segundo mais competitivo do Brasil, terceiro em desempenho na educação e o sexto maior Produto Interno Bruto (PIB) da federação. 

Além disso, Santa Catarina tem o terceiro melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, estando acima da média nacional, sendo o quarto em renda, o terceiro em educação e o segundo em longevidade. 

“Isso tudo não é por acaso, pois o nosso estado tem na estrutura social a educação como uma ancoragem para a preparação de mentes que irão atuar nos setores produtivo e público, e que saberão corresponder com soluções e inovações”, destaca a pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação, Extensão e Inovação da Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes, que coordena a realização do evento na região.

Outro número que chama atenção e coloca Santa Catarina na vanguarda está relacionado à Meta 12 do Plano Nacional de Educação (PNE). Ela prevê que 33%  da população de 18 a 24 anos de idade esteja matriculada no ensino superior. O estado já atingiu 26,4%.

“Isso significa que mais de 80% das matrículas presenciais no ensino superior catarinense estão no sistema Acafe. Por isso, eventos como o Fiepe são importantes, pois são dias de muito diálogo, construção coletiva e reflexão do ser e estar em uma instituição de educação superior comunitária, com os pés no presente, mas olhando o futuro com as suas oportunidades e desafios”, aponta Luciane.

Compartilhamento de conhecimento

Para debater as pautas acadêmicas que orientam a excelência da educação superior catarinense serão realizados os “Diálogos de Experiências”, momentos em que a Extensão, o Ensino, a Pesquisa e a Inovação estarão em pauta.

Cada uma das instituições teve a oportunidade de inscrever até duas experiências exitosas que serão compartilhadas em cada eixo. As IES também poderão apresentar seus trabalhos por meio da exposição de pôsteres.

As atividades terão início na tarde da segunda-feira (17/4), sendo que a cerimônia de abertura ocorrerá às 19h30min, com palestra do professor associado na Universidade Federal de Juiz de Fora, de Minas Gerais, Paulo Barone.

Pesquisador na área de física, especialista em estrutura eletrônica de moléculas bioativas e de nanodispositivos, o ex-conselheiro e ex-presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE), irá abordar o tema “Formação Superior no Século 21: Inovação, Sociedade e Economia”.

“A realização de mais um Fiepe fortalece a imagem do nosso Sistema Acafe como grande patrimônio científico, cultural e de inovação da comunidade catarinense. Trata-se de um momento em que as Instituições coirmãs Comunitárias unem-se no sentido de socializar o conhecimento e a inovação construídos nos nossos mais diversos campi. Essa ação que mobiliza a comunidade acadêmica, desde o Extremo Oeste até o Litoral, demonstra na prática o que é o conceito de comunidade acadêmica”, ressalta o vice-presidente da Acafe e reitor da Uniplac, Kaio Henrique Coelho do Amarante.

Já na manhã de terça-feira (18/4), acontece o Fórum de Inovação, Ciência e Tecnologia com palestra do secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Marcelo Fett, e do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa de Santa Catarina (Fapesc), Fábio Pinto.

No mesmo dia, no período da noite, será realizado o Painel Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão, que terá como tema: “O futuro da educação superior no cenário atual de inovações e transformações”, com os painelistas Luciano Sathler, reitor do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, de Belo Horizonte; e Rafael Roesler, diretor Técnico-Científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (Fapergs).

“Este momento refletirá o futuro do ensino superior no estado e como iremos combinar uma formação que coloque o estudante no centro da experiência, mas que, ao mesmo tempo, o prepare para um  mundo do trabalho em constante transformação”, fala Gisele.

Incluída no Fiepe em 2023, a inovação terá ainda a realização do Acafe Challenge, com pitches das Experiências de Inovação, que ocorrem das 13h30min às 15h30min, da quarta-feira (19/4), no Auditório Ruy Hülse.

Inscrições

A submissão de trabalhos já foi encerrada, mas o evento segue com inscrições abertas para os interessados que desejam acompanhar a programação como ouvintes, sejam da comunidade interna ou externa. 

As inscrições gratuitas podem ser feitas no site: https://www.unesc.net/viii-forum-integrado-de-ensino-pesquisa-extensao-fiepe-da-acafe. As palestras que acontecerão no Fiepe também terão transmissão online por meio do canal da Unesc TV, no Youtube. 

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Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão

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O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.

Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.

Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.

Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.

“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.

Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador

Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.

Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.

Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.

Imposto de censura

Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.

As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.

O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.

Preservação da memória de Siderópolis

A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.

“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.

Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.

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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia

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A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.

Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.

O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.

“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.

Pesquisa que gera novas conexões

Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.

Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.

“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.

A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.

Da graduação para uma conferência internacional

A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.

“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.

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Prefeitura de Criciúma assina termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos

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A Prefeitura de Criciúma assinou, nesta sexta-feira (11), o termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos (GAD). A sala, localizada no segundo andar do Mercado Público Criciumense, no Centro, será destinada a atividades assistenciais, sociais, comunitárias e de apoio à saúde. A ação é fundamentada pela Lei Municipal nº 9.008 de 22 de julho de 2026.

“Essa é uma forma de o Município apoiar uma causa tão importante e contribuir para que o GAD tenha melhores condições de acolher e atender as pessoas com diabetes. Sabemos da relevância desse trabalho e queremos fortalecer iniciativas que levam assistência, informação e cuidado para a população”, ressaltou o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.

O espaço possui 116,24 metros quadrados. Segundo o presidente do GAD, Samuel Pereira de Medeiros, a cessão representa uma conquista para a entidade e permitirá ampliar a estrutura de atendimento oferecida às pessoas com diabetes.

“Esse espaço será utilizado para dar apoio a todas as pessoas com algum tipo de diabetes. Hoje oferecemos assistência social, cestas glicêmicas, convênio médico, telemedicina e atendimento com psicólogas, e teremos esse atendimento também no local. Atualmente, atendemos uma média de 18 a 20 pessoas e queremos chegar até o final do ano a 50 pessoas”, destacou.

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