Geral
HSJosé celebra 84 anos e acredita ainda mais na possibilidade de se reinventar
Criciúma
Uma história é construída por meio da vontade das pessoas de inovar. Por iniciativas que são desenvolvidas em conjunto para fazer a diferença e promover o bem comum. Quando essa história alia a boa vontade ao trabalho em prol da saúde, ela consegue se solidificar, perpetuar pelos anos e se reinventar, mesmo após uma trajetória já consolidada. É assim com o Hospital São José que, neste domingo, 8 de novembro, celebra seus 84 anos. São mais de oito décadas de história comemoradas em um ano atípico, de muito trabalho, vivenciando uma pandemia, mas também cheio de oportunidades para fazer diferente. Uma instituição completa, que une inovação e acolhimento.
“Ao comemorarmos 84 anos de história, em um ano que está sendo tão diferente e desafiador para todos e, em especial para a saúde e os profissionais que atuam com coragem e fé no combate a Covid-19, é preciso dizer que chegar a esta memória histórica, precisou de dedicação e empenho. Por este motivo, destacamos neste dia os profissionais que aqui atuam e fizeram a diferença, como tantos outros que por aqui deixaram sua marca”, enaltece a diretora geral do Hospital São José, Irmã Isolene Lofi. “Poder fazer parte dessa história é motivo de gratidão. Nesses dois anos à frente da Instituição, muitos foram os desafios e lutas para poder melhorar e da melhor forma dar o atendimento aos que aqui chegaram e chegam. Em um ano tão atípico, foi preciso garra e um olhar de esperança nesse momento de tanta incerteza”, complementa a diretora.
A mesma opinião é compartilhada pela a vice-diretora do HSJosé, Irmã Terezinha Buss. “Faço parte da história do HSJosé há 36 anos. O hospital cresceu muito desde então. Cresceu em número de atendimentos e procedimentos, cresceu em complexidade dos atendimentos, cresceu em número de médicos e de colaboradores que passaram a fazer parte dessa história e fazem do Hospital São José o que ele é hoje. A Residência Médica, a Escola Técnica de Enfermagem, o campo para estágio e o Centro de Ensino e Pesquisa veio dar uma ênfase especial ao crescimento e preparo de mão de obra mais qualificada”, explica a religiosa.
Para Irmã Terezinha, olhar para todo este trabalho só reflete a gratidão sentida pela colaboração de todos. “É bonito olhar para trás, e reconhecer agradecida o bem que cada um realizou no cuidado pela vida. Olhando para o futuro, sinto que a missão do HSJosé, mais e mais, precisa crescer. Com o crescimento da tecnologia e da infraestrutura, o acolhimento de cada doente será sempre o essencial. Em 84 anos são muitas histórias permeadas de alegrias, sofrimentos, dificuldades sim, mas com muitos desafios, capacidade e perspectivas de crescimento”, enaltece Irmã Terezinha.
Desenvolvimento ao longo dos anos
O Hospital São José é referência no atendimento em saúde no Sul catarinense. Foi fundado em 8 de novembro de 1936 para atender uma demanda em prol do cuidado e da saúde que se tornava cada vez mais crescente na região. Com o passar dos anos, a instituição avançou, agregando novas tecnologias, qualidade e humanização no atendimento, por intermédio das Irmãs Escolares de Nossa Senhora (IENS). Hoje, ao completar 84 anos, tem um novo desafio pela frente, o de se reinventar.
“A vida de cada um de nós é um constante reinventar-se. Cada dia, sempre de novo, de um jeito novo e diferente, com coragem, alegria e muita fé em Deus. O Hospital São José cuida da vida, busca qualificar seus profissionais, oferece campo de estágio e estudo para os atuais e futuros profissionais da saúde, busca modernizar seus serviços, realiza pesquisas clínicas que vieram para reinventar-se a cada dia. Reinventar-se, é reconhecer nas dificuldades e desafios, oportunidades de crescimento. Reinventar-se para corresponder mais e melhor aos anseios das Irmãs, dos profissionais e de todos que aqui buscam recuperar sua saúde. Reinventar-se agradecendo a todos e a cada um que nos apoia e nos desafia em nossa grande missão”, afirma Irmã Terezinha.
Nas mais de oito décadas de história do hospital, o sentimento é sempre de gratidão. “Neste dia que fazemos a memória dos 84 anos de história, brota do coração o sentimento de gratidão, por tudo que ao longo desses anos fomos capazes de realizar e enfrentar, em muitos momentos de dor e de angústia, mas vencemos, porque cremos que Deus nos conduz para o bem. Tudo isso nos fortalece e nos faz crer no potencial que temos e que somos capazes de nos reinventar a cada momento histórico. Teremos pela frente muitos outros motivos para nos alegrar e mostrar a nossa capacidade de sermos a família São José”, garante a diretora geral, Irmã Isolene.
Geral
MPSC apura possível discriminação em faixas exibidas no desfile de 7 de Setembro em Içara
Procedimento investiga mensagens sobre orientação sexual, identidade de gênero e modelos familiares apresentadas durante evento cívico
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou uma Notícia de Fato para apurar uma denúncia relacionada a faixas exibidas durante o desfile cívico de 7 de Setembro, em Içara. O caso envolve mensagens sobre orientação sexual, identidade de gênero e modelos familiares que, segundo a denúncia, poderiam apresentar conteúdo discriminatório contra pessoas LGBTQIA+.
A manifestação chegou ao MPSC por meio eletrônico e relata a participação de uma entidade religiosa no evento municipal com faixas contendo mensagens de caráter religioso e posicionamentos sobre família, casamento e gênero.
Entre as frases apontadas na denúncia estão referências à defesa do casamento heterossexual e monogâmico, à chamada família tradicional e manifestações contrárias à chamada “ideologia de gênero”.
MPSC solicita informações à Prefeitura
Ao instaurar o procedimento, a Promotora de Justiça Rafaela Mozzaquattro Machado considerou que os fatos podem envolver a proteção de direitos fundamentais e o combate à discriminação, com possível repercussão sobre interesses difusos e coletivos.
A partir disso, o Ministério Público determinou a realização de diligências para esclarecer as circunstâncias da participação da entidade no desfile.
A Prefeitura de Içara foi notificada para apresentar, no prazo de 10 dias, informações sobre a participação da entidade religiosa no evento, além de documentos e eventuais registros oficiais relacionados ao desfile.
O MPSC também solicitou uma cópia do formulário utilizado pela entidade para solicitar participação no evento e informações sobre o setor ou servidor municipal responsável pelo recebimento e controle dessa documentação.
A instauração da Notícia de Fato não representa conclusão sobre a existência de discriminação. O procedimento tem como objetivo reunir informações e verificar as circunstâncias dos fatos denunciados.
Geral
Meu Doutor registra mais de 2,4 mil atendimentos em um mês em Criciúma
Serviço de telemedicina da Prefeitura funciona 24 horas e teve tempo médio de espera de 4 minutos e 22 segundos no primeiro mês
Mais de 2,4 mil consultas médicas por videochamada foram realizadas em Criciúma durante o primeiro mês de funcionamento do Meu Doutor. O serviço oferecido pela Prefeitura permite que moradores tenham contato com um médico sem precisar sair de casa.
O tempo médio de espera registrado no período foi de 4 minutos e 22 segundos, abaixo dos 12 minutos estabelecidos como referência para o atendimento.
A plataforma funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados, e pode ser utilizada por meio de celular ou computador com câmera e microfone.
Para o prefeito Vagner Espíndola, os números iniciais permitem ao município avaliar a adesão da população ao serviço.
“Mais do que colocar uma nova ferramenta em funcionamento, o primeiro mês nos permite observar como a população está incorporando esse serviço à rotina”, afirmou.
Como funciona a consulta
O atendimento começa com uma videochamada com um médico. Durante a consulta, o profissional avalia os sintomas relatados, orienta o paciente e pode prescrever medicamentos quando houver indicação.
Caso identifique a necessidade de uma avaliação presencial, o médico orienta o usuário sobre o encaminhamento mais adequado dentro da rede pública de saúde.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, a consulta remota permite uma primeira avaliação da situação apresentada pelo paciente.
“O médico consegue ouvir o relato, avaliar os sintomas e conduzir a consulta a partir dessas informações”, explicou.
O vice-prefeito Salésio Lima destacou que a disponibilidade ininterrupta pode ser útil principalmente em situações que surgem fora do horário convencional de atendimento.
Como acessar o Meu Doutor
O serviço pode ser acessado pelo endereço meudoutor.criciuma.sc.gov.br.
No primeiro acesso, o usuário deve entrar na plataforma pelo celular ou computador, informar o CPF e utilizar como senha inicial os seis primeiros números do documento. A senha pode ser modificada posteriormente.
Depois do login, é necessário selecionar a opção “Pronto Atendimento Médico”, permitir o acesso à câmera e ao microfone e informar brevemente os sintomas.
Na sequência, o usuário aguarda o contato do médico para iniciar a consulta por videochamada.
O atendimento pode ser solicitado de qualquer local e permanece disponível durante 24 horas.
Geral
Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão
O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.
Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.
Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.
Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.
“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.
Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador
Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.
Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.
Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.
Imposto de censura
Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.
As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.
O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.
Preservação da memória de Siderópolis
A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.
“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.
Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.
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