Política
Impeachment: sessão na Alesc define relator e roteiro do tribunal especial de julgamento
A sessão de instalação do tribunal especial de julgamento que vai deliberar sobre o pedido de processo de impeachment movido contra o governador Carlos Moisés da Silva e a vice Daniela Reinehr, realizada na manhã desta sexta-feira (25/9), definiu o deputado Kennedy Nunes como relator. O nome do parlamentar foi decidido por sorteio, durante os trabalhos comandados pelo presidente do Poder Judiciário de Santa Catarina (PJSC), desembargador Ricardo Roesler, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).
Ao abrir a sessão, Roesler observou que, de forma inédita na história de Santa Catarina e pela primeira vez desde a redemocratização do Brasil, dirigentes do Poder Executivo estadual serão submetidos a um tribunal especial de julgamento, sob a acusação da prática de crime de responsabilidade. “Que não nos falte a verdadeira causa da Justiça, que é a paz social”, manifestou.
Após o sorteio, Kennedy se dirigiu aos demais participantes da sessão. “Tenho que agradecer a Deus o fato de eu ter a grande missão de fazer o voto que será apresentado e julgado por vossas excelências. Pedir a Deus que me dê tranquilidade para que possa ser o mais justo possível, dentro da legalidade daquilo que nós podemos apresentar, não só para os doutos julgadores, mas para toda a sociedade catarinense”, declarou.
Além da definição do relator, a sessão desta sexta formalizou o roteiro de trabalhos e os prazos para julgamento. Foi decidido que os encontros serão realizados nas sextas-feiras, no período entre 7 e 19 horas, sempre na Alesc. O prazo para oferecimento do parecer do relator é de dez dias a partir da próxima segunda-feira (28), com término no dia 7 de outubro.
Após a entrega do parecer, os autos serão conclusos à presidência do tribunal especial, que designará a data da sessão de julgamento. Conforme anunciou Roesler, o ato não ocorrerá na sessão de 9 de outubro, mas em encontro subsequente. O relator deverá elaborar parecer no qual recomendará a admissibilidade ou não da denúncia. O relatório será apreciado pelos demais membros do tribunal.
Se o parecer recomendar o acatamento da denúncia e for aprovado por maioria simples dos integrantes (seis votos), o julgamento do governador e da vice terá início. Neste caso, os dois denunciados serão afastados temporariamente de seus cargos por no máximo 180 dias.
O tribunal é composto dos deputados Laercio Schuster, Luiz Fernando Vampiro, Kennedy Nunes, Maurício Eskudlark e Sargento Lima, além dos desembargadores Claudia Lambert, Rubens Schulz, Sérgio Rizelo, Carlos Alberto Civinski e Luiz Felipe Schuch.
Urna histórica utilizada em sorteio
Uma urna histórica foi utilizada no sorteio que definiu o relator do tribunal especial de julgamento. Trata-se de uma peça do Museu do Judiciário Catarinense, originalmente empregada no Tribunal do Júri da comarca de Tubarão nos idos de 1972. Com base de mármore, o exemplar tem todos os lados formados por vidro, de modo a garantir transparência aos sorteios. “Essa urna é histórica e foi trazida para esse momento histórico”, destacou o presidente Ricardo Roesler.
Política
Fecomércio SC recebe João Rodrigues, Esperidião Amin e Antídio Lunelli em série de encontros com pré-candidatos
A Fecomércio SC deu prosseguimento, nesta segunda-feira (20), à sua série de encontros com pré-candidatos aos cargos majoritários nas eleições deste ano em Santa Catarina. O projeto Diálogos Fecomércio recebeu, para um almoço, João Rodrigues (PSD), ex-prefeito de Chapecó e pré-candidato ao Governo do Estado; Esperidião Amin (Progressistas), senador e pré-candidato à reeleição; e Antídio Lunelli (MDB), deputado estadual que também almeja a disputa ao Senado.
O encontro ocorreu no Hotel Sesc Cacupé, em Florianópolis, e contou com a presença de aproximadamente 80 empresários de todas as regiões do estado, integrantes da diretoria e do conselho da federação.
Pauta econômica e de educação profissional
Durante a reunião, Rodrigues, Amin e Lunelli receberam as principais demandas do setor produtivo catarinense, especialmente nas áreas econômica e de educação profissional. O presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac de Santa Catarina, Hélio Dagnoni, apresentou aos pré-candidatos preocupações do empresariado em temas como o vício em apostas on-line (bets), as elevadas taxas de juros praticadas no país e a concorrência com marketplaces estrangeiros, especialmente após o fim da chamada “taxa das blusinhas”.
“Relatamos aos candidatos nossas preocupações como empresários que estão na ponta, gerando emprego e renda. Há questões em andamento, como a possibilidade de mudança na jornada de trabalho e a falta de isonomia tributária, que reduzem investimentos e podem levar a grandes perdas no futuro”, afirmou Dagnoni.
Fala dos pré-candidatos
João Rodrigues ressaltou que “momentos como este são fundamentais para todo e qualquer pré-candidato”, já que o diálogo com o setor produtivo é essencial para a tomada de decisões.
Amin destacou que “encontros como este nos dão energia e iluminam os problemas reais da nossa economia”, avaliando que quem atua no comércio e nos serviços conhece a realidade do país e do estado como poucos.
Lunelli, por sua vez, afirmou que “irá trabalhar pelas demandas apresentadas” e que o Brasil tem condições de se tornar a terceira maior economia do mundo caso haja acerto no rumo político do país.
Política
Os números do IPC para a presidência e o senado em Santa Catarina
Santa Catarina segue sendo um estado em que a maioria do eleitorado se identifica com a direita, e a família Bolsonaro mantém forte influência nas eleições gerais. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é bem avaliado pela maioria dos entrevistados. É o que aponta pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Catarinense (IPC), contratada pela Associação Catarinense de Jornais (ACJ) — da qual o Tribuna de Notícias é associado.
O levantamento foi feito de forma presencial, em domicílios e pontos de fluxo populacional, entre os dias 9 e 13 de julho, com 1.050 entrevistados de 54 municípios catarinenses, nas regiões da Grande Florianópolis, Norte, Serra, Sul, Vale do Itajaí e Oeste. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Flávio Bolsonaro lidera com ampla vantagem na Estimulada
Na pesquisa Estimulada, quando os entrevistados escolhem entre nomes apresentados em lista, Flávio Bolsonaro (PL) foi citado por 46,1%, seguido por Lula (PT), com 25%. Os demais nomes somaram percentuais menores: Ronaldo Caiado (PSD) 3,1%, Romeu Zema (Novo) 2,9%, Renan Santos (Missão) 2,4%, Samara Martins (UP) 2,3%, entre outros com menos de 2% cada. Não souberam responder 5,8%, e 7,7% votariam em branco ou nulo.
Espontânea repete favoritismo
Sem lista prévia, os resultados foram: Flávio Bolsonaro, 37,4%; Lula, 22,9%; Renan Santos, 1,2%; Ronaldo Caiado, 1%; e os demais nomes com menos de 1% cada.
Lula é o mais rejeitado em SC
Questionados sobre em quem não votariam de jeito nenhum, os entrevistados citaram Lula com maior frequência: 48,3%. Flávio Bolsonaro apareceu em seguida, com 27%. Os demais nomes somaram percentuais menores, cada um abaixo de 1,5%. Do total, 6,8% afirmaram rejeitar todos os candidatos, 5,7% disseram não rejeitar nenhum e 3,4% não souberam responder.
Disputa pelo Senado segue equilibrada
Para o Senado, a disputa principal aparece concentrada entre Carlos Bolsonaro (PL), Caroline de Toni (PL) e Esperidião Amin (PP).
Na projeção pela soma dos dois votos permitidos ao eleitor, Caroline de Toni lidera com 39%, seguida por Carlos Bolsonaro (38,6%), Esperidião Amin (34,1%), Décio Lima – PT (27%), Antídio Lunelli – MDB (11,3%), Afrânio Boppré – PSOL (7%) e Jeferson Rocha – PRD (4,7%). Não souberam responder 24,1%, e 14,3% votariam em branco ou nulo.
Separando os votos, no primeiro voto a ordem é: Carlos Bolsonaro (27,4%), Esperidião Amin (17,8%), Décio Lima (16,8%) e Caroline de Toni (14,4%). Já no segundo voto, Caroline de Toni lidera (24,6%), seguida por Esperidião Amin (16,3%) e Carlos Bolsonaro (11,1%).
Ficha técnica
- Coleta de dados: 9 a 13/07/2026
- Margem de erro: 3 p.p.
- Nível de confiança: 95%
- Entrevistados: 1.050
- Empresa contratada: IPC – Instituto de Pesquisa Catarinense
- Contratante: Associação Catarinense de Jornais (ACJ)
- Registro: BR-09576/2026 e SC-09951/2026
Política
Pesquisa IPC/ACJ: Jorginho Mello lidera corrida ao Governo de SC em cenários espontâneo e estimulado
Pesquisa realizada de forma presencial pelo Instituto de Pesquisa Catarinense (IPC), contratada pela Associação Catarinense de Jornais (ACJ) , aponta como está a corrida pré-eleitoral para o Governo de Santa Catarina.
O levantamento foi realizado de forma presencial, domiciliar e em pontos de fluxo populacional, entre os dias 9 e 13 de julho, com 1.050 entrevistados de 54 municípios de Santa Catarina, nas regiões da Grande Florianópolis, Norte, Serra, Sul, Vale do Itajaí e Oeste. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Reeleição em primeiro turno na pesquisa Estimulada
Na pesquisa Estimulada, quando os entrevistados escolhem entre nomes apresentados em lista, o atual governador Jorginho Mello (PL) aparece com 53,3% das intenções de voto, seguido de João Rodrigues (PSD), com 26,2%. Os demais nomes somam 12% dos votos: Gelson Merísio (PSB) com 8,6%, Lais Chaud (UP) com 1,7%, Ralf Zimmer (PRD) com 0,9% e Marcelo Brigadeiro (Missão) com 0,8%. Não souberam responder 4,9%, enquanto brancos e nulos somaram 3,7%.
Pesquisa Espontânea tem 16 nomes lembrados
Sem lista prévia de pré-candidatos, 16 nomes foram lembrados pelos entrevistados, e o atual governador novamente aparece em primeiro lugar: Jorginho Mello foi citado por 42,7%, enquanto 29% não souberam responder e 18,5% citaram João Rodrigues. Outros 4,4% responderam “nenhum”. A lista segue com Gelson Merísio (2,8%), Lais Chaud (0,8%), Décio Lima (0,5%) e outros nomes com menos de 0,3% cada.
Maioria já decidiu o voto
A maioria dos entrevistados afirmou já ter decidido em quem votará em outubro: 44,8% estão totalmente decididos, 42,2% podem mudar o voto ao longo da campanha, 10,7% ainda estão indecisos e 2,4% não souberam responder.
Rejeição
Questionados sobre em quem não votariam de jeito nenhum, os entrevistados também apontaram Jorginho Mello como o nome de maior rejeição, com 16,7%. Na sequência aparecem Gelson Merísio (14,3%), Ralf Zimmer (8,3%), João Rodrigues (6,6%), Marcelo Brigadeiro (6,4%) e Lais Chaud (4,3%). Não souberam responder 13,1%, enquanto 23% afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes e 7,4% disseram rejeitar todos.
Segundo o diretor do IPC, Renato Rampinelli, ponderou que o resultado atual é apenas uma fotografia do momento. “A eleição não é hoje, ela é daqui a dois meses e meio, e até lá muitos fatores podem acontecer, que podem manter esse quadro, mas também podem alterá-lo”, comentou.
Ficha técnica
- Coleta de dados: 9 a 13/07/2026
- Margem de erro: 3 p.p.
- Nível de confiança: 95%
- Entrevistados: 1.050
- Empresa contratada: IPC – Instituto de Pesquisa Catarinense
- Contratante: Associação Catarinense de Jornais (ACJ)
- Registro: BR-09576/2026 e SC-09951/2026
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