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Inova Jovem Unesc incentiva adolescentes a pensarem na transformação do lixo em negócio
Ideias inovadoras para a reciclagem, reutilização e monetização de materiais como tampas, lixo eletrônico, restos de materiais de construção, resíduos orgânicos e até gases foram apresentadas na Unesc nesta quinta-feira (11/11) na grande final do projeto Inova Jovem 2021. O evento reuniu estudantes de Ensino Médio de escolas de toda a região no Auditório Ruy Hülse para apresentarem as dez melhores propostas da ação idealizada pela Agência de Desenvolvimento, Inovação e Transferência de Tecnologia (Aditt) da Universidade.
A temática da edição propôs que os mais de 500 alunos participantes apresentassem soluções para transformar lixo em negócio e as ideias apresentadas surpreenderam os cinco jurados que compuseram a banca de avaliação. O projeto vencedor entre os 54 inscritos e os dez selecionados para a final propôs uma forma automatizada para separação de tampas de garrafa pet, de acordo com suas cores, o que eleva significativamente o valor do material para reciclagem.
O nível deste e dos demais projetos apresentados, para o gerente de Inovação da Unesc, Oscar Montedo, foi excelente e demonstra a capacidade dos estudantes de encontrarem soluções e mergulharem no universo da inovação. “Tivemos ideias incríveis e que possuem grande potencial para serem levadas adiante. Com ações como essa, queremos demonstrar que a inovação não está somente nas grandes tecnologias e, por muitas vezes, está justamente em ideias simples que promovem a resolução de grandes problemas”, destacou.
O Inova Jovem, conforme Montedo, é realizado a partir de uma metodologia Júnior Achievement, já validada e aprovada mundialmente e representada pela colega Agnes Piangers no encerramento do projeto. “Gostaria de deixar nossos agradecimentos aos envolvidos para que esta edição fosse possível e alcançasse esse resultado incrível. Deixo ainda o convite para o Innovation Camp na JA, para que vocês, estudantes, levem seus projetos e concorram também em nível estadual, buscando premiações tão atrativas como as oferecidas aqui na Unesc”, informou Agnes, destacando ainda a expectativa para a edição de 2022 do projeto em parceria com a Universidade.
Vencedores qualificados
Os responsáveis pela proposta vencedora foram os estudantes do segundo ano do Ensino Médio da Escola S, de Criciúma, Ana Júlia Esmeraldino Caciatori, Arthur Oliveira da Silva, Camilly Luca, Matheus Fernandes Minotto e Samuel Alves. Com inspirações trazidas das aulas de robótica, os estudantes prototiparam uma ferramenta de separação das tampas, fizeram orçamentos e proposição de valores para comercialização, demonstrando o impacto positivo da iniciativa. Em uma apresentação sincronizada, os estudantes Ana Júlia e Matheus, representando o grupo, tiveram exatos cinco minutos para convencer os jurados de que o negócio é viável e promissor, missão que cumpriram com excelência para conquistar o primeiro lugar.
Conforme a equipe, o prêmio é resultado de muito empenho dentro e fora da sala de aula. “Foi necessária uma dedicação não só nas nossas aulas de Projetos Livres, como fora da escola também. Foi preciso encontrar um tempo dentro da nossa rotina para nos dedicarmos ao projeto”, lembrou Camilly.
A disciplina citada pela estudante, comandada pelos professores Josi Doro, Heitor Motta e Thiago Agostinho, plantou a semente da inovação nos adolescentes, que não deixaram a oportunidade do Inova Jovem Unesc passar em branco. “Já tínhamos o interesse pela robótica e experiências em competições neste sentido, porém com inovação é nossa primeira vez. Aproveitamos os conhecimentos que tínhamos para encontrar uma solução dentro da temática do Inova”, comentou Ana.
Para a professora que acompanhou o grupo na tarde de pitch, o sentimento é de muito orgulho. “Eles são estimulados na escola, mas o interesse e a ideia foram todos deles. Nos sentimos honrados em tê-los como alunos e vê-los brilhando dessa forma”, destacou Josi, emocionada.
Com a vitória eles garantiram bolsas de graduação na Unesc por um semestre nos cursos escolhidos e ainda dois Apple iPad 7ª geração. Para as equipes que figuraram em segundo e terceiro lugar, o prêmio, além das bolsas de estudo, foi de Alexas e fones de ouvido JBL, respectivamente, que serão entregues em cerimônia de premiação.
Equipe engajada
A apresentação da grande final ficou por conta do assessor de Inovação, Christian Engelmann, responsável também pela condução dos encontros com os estudantes ao longo de quase dois meses de atividades que resultaram nos pitches desta quinta-feira.
Estiveram entre os profissionais escolhidos para a difícil missão de avaliar os projetos, o gerente de Inovação da Unesc, Oscar Montedo; os agentes de Inovação da Aditt, Gustavo Bisognin e Paulo Priante; o diretor municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação de Criciúma, Aldinei Potelecki e colaboradora da Aditt, Marina Dutra. O evento foi prestigiado ainda pela pró-reitora de Planejamento e Desenvolvimento Institucional da Unesc, Gisele Coelho Lopes, que também fez questão de deixar sua mensagem de incentivo aos presentes.
Nos próximos dias a Agência divulgará a data para entrega da premiação oficial aos vencedores e à Escola Destaque desta edição.
Geral
Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão
O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.
Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.
Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.
Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.
“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.
Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador
Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.
Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.
Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.
Imposto de censura
Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.
As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.
O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.
Preservação da memória de Siderópolis
A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.
“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.
Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.
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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia
A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.
Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.
O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.
“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.
Pesquisa que gera novas conexões
Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.
Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.
“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.
A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.
Da graduação para uma conferência internacional
A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.
“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.
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Prefeitura de Criciúma assina termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos
A Prefeitura de Criciúma assinou, nesta sexta-feira (11), o termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos (GAD). A sala, localizada no segundo andar do Mercado Público Criciumense, no Centro, será destinada a atividades assistenciais, sociais, comunitárias e de apoio à saúde. A ação é fundamentada pela Lei Municipal nº 9.008 de 22 de julho de 2026.
“Essa é uma forma de o Município apoiar uma causa tão importante e contribuir para que o GAD tenha melhores condições de acolher e atender as pessoas com diabetes. Sabemos da relevância desse trabalho e queremos fortalecer iniciativas que levam assistência, informação e cuidado para a população”, ressaltou o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.
O espaço possui 116,24 metros quadrados. Segundo o presidente do GAD, Samuel Pereira de Medeiros, a cessão representa uma conquista para a entidade e permitirá ampliar a estrutura de atendimento oferecida às pessoas com diabetes.
“Esse espaço será utilizado para dar apoio a todas as pessoas com algum tipo de diabetes. Hoje oferecemos assistência social, cestas glicêmicas, convênio médico, telemedicina e atendimento com psicólogas, e teremos esse atendimento também no local. Atualmente, atendemos uma média de 18 a 20 pessoas e queremos chegar até o final do ano a 50 pessoas”, destacou.
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