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Integratur Amrec testa experiência turística em Urussanga

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Antes de chegar ao visitante, uma experiência turística precisa ser vivenciada, analisada e ajustada. É com esse olhar técnico que o Integratur Amrec realizou, na última terça-feira (18/8), em Urussanga, o teste de um roteiro autoguiado. Com duração estimada de oito horas, o percurso foi criado para conectar diferentes atrativos e empreendimentos do município.

A atividade integra o processo de estruturação coletiva das experiências turísticas desenvolvido por meio das oficinas participativas do programa e permite avaliar, na prática, aspectos como sequência do percurso, tempo de deslocamento, duração das visitas, acessibilidade, infraestrutura, informações disponíveis e conexão entre os diferentes pontos.

Além de verificar se cada atrativo funciona individualmente, a proposta busca compreender como eles podem se relacionar dentro de uma experiência única, construindo uma narrativa capaz de apresentar ao visitante um produto completo.

“Um roteiro turístico precisa fazer sentido quando é vivido. Por isso, a testagem é essencial para identificar ajustes e novas possibilidades no percurso, como uma paisagem cênica, um equipamento ou uma infraestrutura turística que podem enriquecer e tornar a experiência mais completa”, destaca a líder técnica do Programa Integratur, Tayse Nicoladelli.

Patrimônio, memória e identidade

O percurso teve início na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, um dos principais patrimônios arquitetônicos e culturais de Urussanga. Entre os elementos que chamam a atenção dos visitantes estão os afrescos e a réplica da escultura La Pietà, de Michelangelo,  presente do Papa Paulo VI, por ocasião do centenário da cidade de 1978.

O roteiro seguiu para a Praça Anita Garibaldi, ladeada pelos casarões do Centro Histórico, o coreto e a obra em mosaico Anita Musiva, em homenagem a heroína Anita Garibaldi, além de visitar o conjunto de casarões do Centro Histórico, valorizando a memória da imigração italiana e a paisagem cultural construída ao longo dos anos.

A experiência também incorporou iniciativas ligadas à valorização da produção local e da cultura do território. Um exemplo é o Empório Tafona Maestrelli, que desde 1954 cultiva as tradições dos imigrantes italianos, onde o visitante encontra produtos coloniais e pode conhecer o funcionamento de um moinho de farinha de milho, com a possibilidade de adquirir o produto fresco.

Outro ponto visitado foi o Nosso Açougue Bendo, empreendimento familiar que reúne produtos e referências da gastronomia italiana e que, há cerca de uma década, vem buscando ampliar sua atuação como experiência para visitantes.

“Esse projeto pode nos ajudar a ir mais além. Hoje, nossos clientes são principalmente de Urussanga e região, mas a possibilidade de estar inserido na plataforma também pode contribuir para atrair turistas e apresentar o nosso negócio para um público maior”, afirma Anderson Cancellier, proprietário.

O roteiro incluiu ainda visitação ao acervo público de Arte Musiva, instalado junto ao Centro Cultural no Parque Municipal Aldo Cassetari Vieira, integrando mosaicos artísticos, enriquecendo e ampliando a diversidade de experiências relacionadas à arte, à cultura e à identidade local.

Gastronomia e enoturismo como parte da experiência

A gastronomia e a vitivinicultura também ocuparam lugar de destaque no percurso. Urussanga integra a área de abrangência da Indicação Geográfica Vales da Uva Goethe (IG), território reconhecido pela produção de vinhos elaborados a partir da variedade Goethe,  que conquistaram em 2025 a Denominação de Origem (DO). A variedade da uva que se tornou um dos principais elementos da identidade vitivinícola do Sul de Santa Catarina.

A experiência gastronômica passou pelo tradicional restaurante Piatto D’Oro, valorizando a presença da culinária de influência italiana na identidade do município.

Outro momento do roteiro foi a visita à cervejaria Birra Del Nonno, empreendimento familiar que transformou a paixão de Bruno, o “Nonno”, pela cerveja em negócio. A história da família e a forma como a atividade foi incorporada ao cotidiano do empreendimento fazem parte da experiência oferecida aos visitantes.

O percurso foi encerrado na Vinícola Trevisol, localizada na comunidade de Rio Caeté. A visita incluiu um tour guiado pela casa da Nonna e museu da vinícola, à unidade de produção e uma degustação harmonizada com vinhos da casa e produtos locais, como geleia de uva Bordô, queijos, salames e pães caseiros.

A escolha dos atrativos demonstra justamente a proposta do trabalho: conectar patrimônio, cultura, gastronomia, produção local e enoturismo em uma experiência que tenha identidade territorial.

Um olhar técnico sobre a experiência do visitante

Durante a construção e testagem do roteiro, a equipe do Integratur Amrec, composta por turismólogos e especialistas em marketing territorial, analisa o percurso definido sob a perspectiva de quem visita o destino pela primeira vez. São avaliados aspectos como facilidade de acesso, sinalização e informações, tempo necessário em cada atrativo, deslocamentos, infraestrutura, sequência das atividades e possíveis pontos de melhoria.

“O nosso maior ganho é a profissionalização. Trouxemos o trabalho do Integratur Amrec para elevar a qualidade do turismo por meio da expertise da equipe de profissionais da Unesc. É uma oportunidade de olhar para aquilo que o município já possui, entender como esses atrativos podem ser conectados e, assim, tornar Urussanga ainda mais competitiva no setor turístico por meio da qualificação”, afirma o diretor de Turismo de Urussanga, Wilian Marques.

Para a turismóloga do Integratur Amrec, Laci Felippi, o teste funciona como uma etapa de validação antes que a experiência seja disponibilizada ao mercado.

“É como um filtro de qualidade. Avaliamos se o percurso está adequado, se oferece segurança, se os tempos estimados para cada visita são compatíveis e quais ajustes ainda são necessários. Depois dessa etapa, os dados são compilados e realizamos a  geoespacialização do percurso na plataforma Integratur. O material também pode ser utilizado pelo trade turístico e pela gestão municipal como instrumento de planejamento e qualificação”, explica.

Da análise à experiência turística

O teste realizado em Urussanga faz parte de um processo mais amplo desenvolvido pelo Integratur Amrec para contribuir com a estruturação e integração dos destinos turísticos da região. A partir do mapeamento de atrativos, da articulação com os municípios e da aproximação com empreendedores e demais integrantes da cadeia turística, o programa trabalha na identificação de potencialidades e na conexão entre diferentes experiências. O objetivo é fortalecer a oferta local e regional, ampliar o tempo de permanência do visitante e promover sua inserção no mercado turístico.

O processo envolve etapas de análise, construção dos percursos, testes em campo, avaliação e ajustes. O objetivo é que o olhar técnico contribua para transformar atrativos já existentes em experiências turísticas mais organizadas, qualificadas e conectadas às características de cada território.

“O resultado final é um roteiro autoguiado seguro, que garante autonomia para o visitante descobrir às belezas da Benedetta no seu próprio ritmo”, conclui Laci Felippi.

Sobre o Integratur Amrec

O Integratur Amrec é um programa voltado à integração, valorização e promoção dos destinos turísticos regionais. Desenvolvido há dois anos por meio da Agência de Desenvolvimento, Inovação e Transferência de Tecnologia da Unesc (Aditt) e viabilizado pela Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec).

O programa tem como objetivo organizar e integrar a oferta turística visando um turismo integrado e uma promoção turística, conectando atrativos, serviços, roteiros e experiências em uma plataforma dinâmica e intuitiva voltada ao desenvolvimento econômico e à visibilidade dos municípios.

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Meu Doutor registra mais de 2,4 mil atendimentos em um mês em Criciúma

Serviço de telemedicina da Prefeitura funciona 24 horas e teve tempo médio de espera de 4 minutos e 22 segundos no primeiro mês

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Mais de 2,4 mil consultas médicas por videochamada foram realizadas em Criciúma durante o primeiro mês de funcionamento do Meu Doutor. O serviço oferecido pela Prefeitura permite que moradores tenham contato com um médico sem precisar sair de casa.

O tempo médio de espera registrado no período foi de 4 minutos e 22 segundos, abaixo dos 12 minutos estabelecidos como referência para o atendimento.

A plataforma funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados, e pode ser utilizada por meio de celular ou computador com câmera e microfone.

Para o prefeito Vagner Espíndola, os números iniciais permitem ao município avaliar a adesão da população ao serviço.

“Mais do que colocar uma nova ferramenta em funcionamento, o primeiro mês nos permite observar como a população está incorporando esse serviço à rotina”, afirmou.

Como funciona a consulta

O atendimento começa com uma videochamada com um médico. Durante a consulta, o profissional avalia os sintomas relatados, orienta o paciente e pode prescrever medicamentos quando houver indicação.

Caso identifique a necessidade de uma avaliação presencial, o médico orienta o usuário sobre o encaminhamento mais adequado dentro da rede pública de saúde.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, a consulta remota permite uma primeira avaliação da situação apresentada pelo paciente.

“O médico consegue ouvir o relato, avaliar os sintomas e conduzir a consulta a partir dessas informações”, explicou.

O vice-prefeito Salésio Lima destacou que a disponibilidade ininterrupta pode ser útil principalmente em situações que surgem fora do horário convencional de atendimento.

Como acessar o Meu Doutor

O serviço pode ser acessado pelo endereço meudoutor.criciuma.sc.gov.br.

No primeiro acesso, o usuário deve entrar na plataforma pelo celular ou computador, informar o CPF e utilizar como senha inicial os seis primeiros números do documento. A senha pode ser modificada posteriormente.

Depois do login, é necessário selecionar a opção “Pronto Atendimento Médico”, permitir o acesso à câmera e ao microfone e informar brevemente os sintomas.

Na sequência, o usuário aguarda o contato do médico para iniciar a consulta por videochamada.

O atendimento pode ser solicitado de qualquer local e permanece disponível durante 24 horas.

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Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão

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O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.

Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.

Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.

Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.

“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.

Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador

Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.

Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.

Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.

Imposto de censura

Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.

As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.

O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.

Preservação da memória de Siderópolis

A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.

“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.

Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.

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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia

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A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.

Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.

O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.

“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.

Pesquisa que gera novas conexões

Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.

Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.

“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.

A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.

Da graduação para uma conferência internacional

A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.

“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.

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