Geral
Jantar Solidário incentiva destinação do Imposto de Renda para a APAE de Cocal do Sul
A APAE de Cocal do Sul realizou, na noite da última quinta-feira, 26 de fevereiro, mais uma edição do Jantar Solidário “Transformando Impostos em Solidariedade”, em parceria com a Prefeitura Municipal. O encontro reuniu contadores, empresários, autoridades e lideranças locais com um objetivo muito claro: conscientizar sobre a importância de destinar parte do Imposto de Renda ao Fundo da Infância e Adolescência (FIA) do município.
A proposta é simples: ao invés de todo o imposto ir para o Governo Federal, parte dele pode ficar na própria cidade, ajudando projetos sociais como os desenvolvidos pela APAE.
Potencial alto, mas pouca adesão
Dados da Receita Federal mostram que, em 2025, o potencial de arrecadação em Cocal do Sul, apenas com doações de pessoas físicas, era de 1.662 contribuintes. Juntas, essas doações poderiam chegar a R$ 653.121,93.
No entanto, somente 77 pessoas fizeram a destinação, totalizando R$ 52.120,51, o que representa cerca de 8% do potencial total.
E o valor poderia ser ainda maior se consideradas também as doações de pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real.
Doar é simples e não custa nada a mais
Durante o evento, o agente da Receita Federal em Criciúma, Rudimar Mariano, explicou como funciona o processo. Segundo ele, a legislação facilita a doação, permitindo que pessoas físicas destinem até 6% do imposto devido diretamente na Declaração do Imposto de Renda para os fundos da criança e do idoso. “É algo muito fácil. O próprio programa da declaração é autoexplicativo. Ele calcula automaticamente o valor que pode ser destinado e já emite a guia para pagamento”, destacou.
Rudimar também reforçou que quem tem contador pode buscar orientação diretamente com o profissional. E quem faz a própria declaração encontra a opção dentro do sistema. Outro ponto importante é que não há custo extra para o contribuinte. “O contribuinte não vai pagar mais imposto. Ele apenas direciona uma parte do que já iria para o Tesouro para instituições da própria comunidade”, explicou.
Mesmo quem tem imposto a restituir pode doar. Nesse caso, a pessoa antecipa o valor por meio de um DARF, e depois recebe a restituição normalmente, corrigida pela taxa Selic.
Rudimar ainda chamou atenção para a necessidade de mais conscientização. “O potencial de destinação é enorme, mas hoje se capta apenas de 2% a 5% do total possível. São milhões que poderiam ficar nos municípios e fortalecer projetos sociais.”
Faça a sua parte
O período de Declaração do Imposto de Renda, tem início no dia 15 de março e vai até o dia 31 de maio. Ao fazer sua declaração este ano, converse com seu contador e peça para destinar parte do imposto aos fundos de Cocal do Sul.
Você não paga nada a mais por isso e ainda ajuda a fortalecer o trabalho da APAE e de outras instituições que fazem a diferença na vida de muitas pessoas da própria comunidade.
Posse da nova diretoria também foi celebrada
Além de conscientizar sobre as doações, o jantar também marcou a celebração oficial da nova diretoria da APAE. Embora o grupo já estivesse à frente dos trabalhos, este foi o momento de apresentar oficialmente a equipe à comunidade.
A presidente da instituição, Ivany Búrigo Issa, destacou que o evento foi uma oportunidade importante de aproximação.
“Foi um momento para mostrarmos como está a situação da APAE, apresentar nossas necessidades, conscientizar sobre a destinação do imposto e estar mais perto de quem pode fazer a diferença no nosso trabalho. Cada apoio é fundamental para garantirmos qualidade de vida e atendimento especializado aos nossos alunos”, ressaltou.
Com 179 alunos atendidos, a APAE de Cocal do Sul reforça que a participação da comunidade é essencial para manter e ampliar os serviços oferecidos.

Geral
Brasil teve 42 mil homicídios em 2024 — menor nível em dez anos — mas violência sexual contra crianças quadruplicou
Atlas da Violência 2026 aponta queda de 7,4% nas mortes; Santa Catarina está entre os estados com maior redução
O Brasil matou menos em 2024 — mas o retrato da violência no país está longe de ser positivo. O Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, registrou 42.590 homicídios no ano passado, uma queda de 7,4% em relação a 2023 e o menor patamar desde o início da série, em 2014.
A taxa chegou a 20,1 mortes por 100 mil habitantes.
Mas o pesquisador do Ipea Daniel Cerqueira pede cautela. Segundo ele, a queda nos homicídios convive com o aumento da sensação de insegurança e com o crescimento de violências contra grupos minoritários. O relatório também alerta para o aumento das mortes por causa indeterminada — categoria que pode ocultar homicídios não classificados oficialmente.
SC entre os que mais reduziram
A queda não foi igual em todo o país. Santa Catarina está entre os estados com as maiores reduções na taxa de homicídios. No sentido oposto, Amapá, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará registraram as maiores altas. O relatório aponta que Norte e Nordeste enfrentam expansão das facções criminosas, conflitos territoriais e fragilidade na infraestrutura de segurança pública.
Crianças: violência sexual quadruplicou em dez anos
O dado mais alarmante do relatório envolve as crianças. Os registros de violência sexual na primeira infância (0 a 4 anos) saltaram de 1.671 casos em 2014 para 7.845 em 2024 — mais de quatro vezes em uma década.
E o lugar onde mais acontece choca: dois terços das violências ocorrem dentro da própria casa da vítima.
“Aquela criança que sofre essa violência é uma criança que chega na escola sem condições de aprendizado, que vai ser presa fácil do crime organizado. A residência, que deveria ser o local de proteção, é exatamente ali em que a criança já começa a ter o seu futuro perdido”, afirmou o pesquisador Daniel Cerqueira.
Mulheres e negros: desigualdade na violência
Entre as mulheres atendidas pela rede de saúde, 66,2% relatam múltiplos episódios de violência no mesmo ano e 79,9% das agressões ocorrem na própria residência da vítima.
No recorte racial, 77% das vítimas de homicídio são negras — 32.820 pessoas em 2024. A taxa de violência letal contra mulheres negras é 66,7% superior à registrada entre mulheres não negras.

Geral
Anvisa aprova primeiro “Ozempic genérico” do Brasil com semaglutida sintética
Medicamento Ozivy, do laboratório EMS, tem o mesmo princípio ativo do Ozempic e pode ser usado no tratamento de diabetes tipo 2
O Brasil ganhou seu primeiro “Ozempic genérico”. A Anvisa aprovou nesta terça-feira (26) o registro do Ozivy, caneta emagrecedora com semaglutida sintética — o mesmo princípio ativo do Ozempic, que perdeu a patente em março deste ano.
A diferença entre os dois está na origem da substância: enquanto o Ozempic usa semaglutida biológica, o Ozivy utiliza a versão sintética. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União.
O medicamento é indicado para adultos com diabetes mellitus tipo 2 não controlado, como complemento a dieta e exercícios físicos, e só pode ser adquirido com receita médica em duas vias.
Assim como o Ozempic, o Ozivy é uma solução injetável de aplicação semanal. Mas há uma diferença prática importante para quem for usar: o novo produto precisa ser conservado em geladeira, entre 2°C e 8°C — tanto antes quanto depois de aberto.
O pedido de registro foi protocolado pelo laboratório EMS em 2023 e passou por todo o processo de comprovação de eficácia, segurança e qualidade exigido pela Anvisa. Outros seis medicamentos com semaglutida ainda aguardam análise na fila do órgão.

Geral
Criciúma abre inscrições para Casamento Comunitário
Estão abertas as inscrições para o Casamento Comunitário em Criciúma. A Prefeitura lançou, na última semana, o edital para participação no programa. A iniciativa garantirá a união civil entre casais em situação de vulnerabilidade social ou hipossuficiência econômica. O programa, realizado em parceria com o Serviço Social do Comércio de Santa Catarina (Sesc-SC) e o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), oferecerá aos participantes uma celebração comemorativa gratuita.
As inscrições podem ser realizadas até o dia 5 de junho, nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) de cada região ou na Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação, de segunda a sexta-feira, das 8 horas ao meio-dia e das 13 às 17 horas. A cerimônia acontecerá no dia 28 de junho. O edital de abertura pode ser acessado por meio deste link.
“O Casamento Comunitário representa mais dignidade, inclusão social e acesso a direitos para as famílias criciumenses. Além de oficializar a união civil, o programa proporciona um momento especial para os casais que, muitas vezes, não teriam condições de realizar esse sonho. É uma iniciativa que fortalece os vínculos familiares e garante que essas pessoas tenham acesso a um direito importante”, ressalta o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.
Nesta edição, o programa contemplará até 50 casais. A seleção observará, preferencialmente, critérios de vulnerabilidade social e, subsidiariamente, a ordem cronológica das inscrições. De acordo com a presidente da Fundação Cultural de Criciúma (FCC), Cristiane Maccari Uliana Zappelini, o objetivo do programa é promover a cidadania e inclusão social.
“O Casamento Comunitário simboliza pertencimento, fortalecimento dos vínculos familiares e acesso a um direito fundamental. É uma ação construída em parceria para acolher e valorizar essas famílias, proporcionando um momento especial na vida desses casais. Nosso objetivo é garantir uma experiência bonita, digna e inesquecível”, destaca.
Como participar
Para participar, os casais interessados deverão preencher requisitos como residir em Criciúma, não possuir impedimentos matrimonias, conforme o Código Civil Brasileiro, e comprovar hipossuficiência econômica. Além disso, será necessária a apresentação de documentos pessoais com foto e CPF, certidão de nascimento e casamento atualizadas, comprovante de residência e autodeclaração de hipossuficiência econômica.
No caso de pessoas divorciadas, será necessária ainda a apresentação da escritura pública de divórcio ou sentença judicial acompanhada da partilha de bens. Já pessoas viúvas deverão apresentar certidão de óbito do cônjuge falecido e certidão de casamento atualizada. O edital também prevê que os noivos compareçam ao cartório, acompanhados de duas testemunhas maiores de 18 anos para a etapa de habilitação.
Edital de patrocínio
A Prefeitura de Criciúma também publicou edital de chamamento público para o credenciamento de empresas para oferta de patrocínio, com o objetivo de custear as despesas referentes ao Casamento Comunitário. O chamamento contempla empresas interessadas em contribuir com serviços e estruturas necessárias para a realização da cerimônia. As propostas e documentações exigidas deverão ser enviadas até o dia 12 de junho, por meio do e-mail [email protected].
Entre as modalidades previstas estão decoração, espaço físico, iluminação e sonorização, coquetel, vestimentas, fotografia, maquiagem, organização do evento e produção audiovisual. O edital prevê cotas de patrocínio classificadas em bronze, prata e ouro, com contrapartidas institucionais às empresas participantes, como divulgação da marca em materiais gráficos, redes sociais, peças publicitárias e estrutura do evento.
Poderão participar pessoas jurídicas com ou sem fins lucrativos, desde que comprovem regularidade fiscal e atendam aos critérios estabelecidos no chamamento público. A análise das propostas será realizada pela Comissão Especial Permanente, observando a documentação apresentada, qualificação técnica e ordem cronológica de envio. O cronograma prevê homologação do resultado final no dia 26 de junho. Mais informações e a documentação necessária estão disponíveis no edital.

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