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Mina de Visitação Octávio Fontana completa 11 anos de história em Criciúma

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Transformar o trabalho da mineração no principal ponto turístico da cidade de Criciúma foi o desafio assumido pela Mina de Visitação Octávio Fontana, que completa 11 anos de história e inauguração nesta sexta-feira (28) em Criciúma. A Mina de Visitação foi inaugurada no ano de 2011, após a restauração da antiga Mina São Simão e, atualmente, o ponto turístico é responsável por manter viva a história de Criciúma todos que visitam e conhecem o seu espaço.

“A história do nosso município não tem como ser contata sem falarmos do carvão e das atividades da mineração. Principalmente, porque Criciúma é a cidade conhecida como o berço dessa prática, e a Mina de Visitação conclui esse propósito. Desse modo, além de atrativo turístico para as pessoas conhecerem melhor Criciúma, ela sempre será um ponto de referência para manter a história da cidade viva para as próximas gerações”, enfatizou o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro.

Segundo o diretor de turismo da Fundação Cultural de Criciúma (FCC), Ismail Ahmad Ismail, após o fechamento da Mina de Visitação Caetano Sônego, a antiga Mina Modelo, que foi interditada por motivos de segurança, a Mina de Visitação Octávio Fontana passou a ser o novo ponto turístico de Criciúma. “Nós temos a presença dos parques e também de museus na cidade. Mas, a Mina continua sendo o nosso principal ponto turístico porque é o espaço que instiga as pessoas a virem conhecer o espaço e Criciúma em geral”, destacou.

O diretor frisa que os trabalhos para a construção da mina iniciaram em 2009, com as pesquisas para escolher o local ideal para a construção da atual Mina de Visitação. Após o trabalho concluído o espaço começou a ser reconhecido e, constantemente, vem virando referência no país.

“O local é administrado em uma parceria feita com a SATC, responsável por conduzir os trabalhos de visitação que são realizados no local. A Mina de Visitação recebe visitas de escolas da região e eventos em seu subsolo. Como, por exemplo, jantares, palestras e formaturas”, ressaltou.

História da locomotiva

A locomotiva responsável pelo passeio dentro da Mina foi batizada no ano passado com o nome de Arlei Cardoso. “Arlei foi mineiro na antiga mina São Simão, e atuou como maquinista da Mina de Visitação Octávio Fontana durante toda a primeira década de funcionamento da mina como ponto turístico. O mineiro faleceu no ano passado por conta de problemas cardíacos”, comentou Ismail.

Única Mina de Visitação da América Latina

De acordo com o coordenador administrativo da Mina, Roberto Bortolotto, durante a visitação no interior da galeria, os turistas têm contato com história, religiosidade, ferramentas, os modos e os locais de trabalho dos mineiros. “A visita é guiada pelos cerca de 300 metros e leva em média 30 minutos. O passeio é realizado a pé ou de trem, onde os turistas embarcam em uma réplica da locomotiva a vapor alemã J. A. Maffei modelo 1922”, ponderou.

Além disso, Bortolotto ainda ressalta que de janeiro a outubro de 2022 a Mina recebeu mais de 19.000 turistas de 24 estados brasileiros e de outros 14 países. “Localizada em uma antiga mina de extração de carvão, denominada Mina São Simão, que funcionou até 1994. A Mina de Visitação Octávio Fontana é a única mina de carvão aberta para visitação na América Latina e uma das seis existentes no mundo”, pontuou.

Quero conhecer a Mina de Visitação, e agora?

A Mina de Visitação é localizada na rua Quintino Dal Pont, no bairro Arquimedes Naspolini, com horário de atendimento na segundas-feiras das 14h às 18h e de terça-feira a domingo das 9h às 12h e das 13h às 18h. Conforme o coordenador, para os interessados em visitarem a mina o valor do ingresso é R$ 16,00 podendo ser adquirido no local.

“Além disso, há a disponibilidade de meia entrada para estudantes e professores, mediante comprovação. Crianças entre três e cinco anos e idosos acima de 65 anos têm acesso gratuito à atração. O contato para o agendamento das visitações pode ser feito pelo telefone (48) 3445-8734 ou pelo nosso Instagram: @minadevisitacaocri”, explicou o coordenador administrativo.

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Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão

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O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.

Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.

Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.

Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.

“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.

Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador

Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.

Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.

Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.

Imposto de censura

Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.

As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.

O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.

Preservação da memória de Siderópolis

A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.

“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.

Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.

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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia

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A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.

Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.

O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.

“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.

Pesquisa que gera novas conexões

Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.

Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.

“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.

A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.

Da graduação para uma conferência internacional

A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.

“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.

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Prefeitura de Criciúma assina termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos

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A Prefeitura de Criciúma assinou, nesta sexta-feira (11), o termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos (GAD). A sala, localizada no segundo andar do Mercado Público Criciumense, no Centro, será destinada a atividades assistenciais, sociais, comunitárias e de apoio à saúde. A ação é fundamentada pela Lei Municipal nº 9.008 de 22 de julho de 2026.

“Essa é uma forma de o Município apoiar uma causa tão importante e contribuir para que o GAD tenha melhores condições de acolher e atender as pessoas com diabetes. Sabemos da relevância desse trabalho e queremos fortalecer iniciativas que levam assistência, informação e cuidado para a população”, ressaltou o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.

O espaço possui 116,24 metros quadrados. Segundo o presidente do GAD, Samuel Pereira de Medeiros, a cessão representa uma conquista para a entidade e permitirá ampliar a estrutura de atendimento oferecida às pessoas com diabetes.

“Esse espaço será utilizado para dar apoio a todas as pessoas com algum tipo de diabetes. Hoje oferecemos assistência social, cestas glicêmicas, convênio médico, telemedicina e atendimento com psicólogas, e teremos esse atendimento também no local. Atualmente, atendemos uma média de 18 a 20 pessoas e queremos chegar até o final do ano a 50 pessoas”, destacou.

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