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Polícia

Ministério Público instaura inquérito para apurar declarações de PMs

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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou procedimento para apurar possíveis crimes praticados por dois Policiais Militares do Sul do Estado que, fardados e no exercício da função, foram gravados ameaçando um grupo de pessoas com insultos e incitando a violência contra magistrados e contra instalações do Judiciário e da Polícia Civil.

O procedimento foi instaurado pela 5ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, que tem atribuição, em âmbito estadual, para atuar nos casos que envolvem crimes militares que são os crimes assim definidos pelo Código Penal Militar, entre eles os crimes comuns praticados por policiais militares no exercício da função contra civis.

A notícia de fato, como é chamado o procedimento de investigação preliminar do Ministério Público, foi aberta a partir do recebimento de vídeos que circularam nas redes sociais, intitulados “policiais militares de Tubarão invadem residência sem autorização judicial, torturam moradores e mandam dar tiro em delegacia, no fórum e matar juiz. Tudo por causa de alguns riscos em veículo”.

Segundo o Promotor de Justiça Wilson Paulo Mendonça Neto, nos vídeos é possível visualizar e ouvir, com boa qualidade, a abordagem de Policias Militares do Pelotão de Patrulhamento Tático a quatro indivíduos em um local com aparência residencial.

Na abordagem, um dos policiais diz “vocês querem atirar em fórum, querem atirar em delegacia, em fórum eu faço até questão que vocês atirem, quer matar aquele juiz (…), mata, não tem problema nenhum. Agora, não mexe com a gente, não mexe com a gente”, para em seguida completar: “agora quero saber quem foi que arranhou meu carro inteiro”.

Para o Promotor de Justiça, há indícios da prática dos crimes de abuso de autoridade e incitação ao crime. “Os delitos são graves e de repercussão altamente negativa, em especial levando-se em conta que até há pouco tempo o Estado estava sob a ameaça de atentados de facções criminosas contra as instituições e o sistema de Justiça”, considera Mendonça Neto.

A primeira providência tomada foi a requisitar à Corregedoria-Geral da PMSC a instauração de inquérito policial militar e o encaminhamento de seu número com a indicação do responsável pela apuração, a fim de possibilitar o acompanhamento de seu trâmite, e o esclarecimento das providências administrativas já tomadas, como o eventual afastamento dos investigados de suas funções.

A partir da conclusão do inquérito policial militar, a 5ª Promotoria de Justiça poderá ingressar com denúncia na Justiça Militar pelos crimes que forem imputados aos policiais envolvidos.

Polícia

Jovem de 26 anos é preso com 2,2 kg de cocaína e uma prensa em Balneário Gaivota

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Um homem de 26 anos foi preso em flagrante por tráfico de drogas em Balneário Gaivota, no Extremo Sul catarinense, na tarde de quinta-feira (17). A ocorrência foi atendida pela Polícia Militar (PM) na rua Santiago, durante patrulhamento de rotina, e resultou na apreensão de 2,2 quilos de cocaína.

Segundo a PM, a equipe passava por um ponto já conhecido pelo comércio de entorpecentes quando avistou dois jovens no local. Ao notarem a aproximação dos militares, os dois correram em direção a uma área de mata situada nos fundos de uma residência.

Na averiguação feita no imóvel, os policiais encontraram uma prensa em funcionamento, com cerca de um quilo de cocaína em processo de prensagem. No mesmo ambiente foi localizado um tablete da droga, de 1,2 quilo. Somados, os materiais totalizaram 2,2 quilos de cocaína apreendidos.

Durante as buscas pela região, a guarnição localizou um dos jovens envolvidos. Conforme a PM, ele apresentava características compatíveis com a fuga pelo matagal, entre elas os pés molhados e sujos de lama.

Diante do flagrante, o homem foi preso e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde a ocorrência foi registrada. O segundo suspeito não havia sido localizado até a conclusão do atendimento.

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Polícia

Operação Convergência prende integrante de facção criminosa em Criciúma

Ação da Polícia Civil cumpre 73 ordens judiciais contra grupo investigado por tráfico de drogas e comércio ilegal de armas no RS e em Santa Catarina

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Uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, deflagrada na manhã desta quinta-feira (17), resultou na prisão de um integrante da facção criminosa Os Manos em Criciúma. A ação faz parte da Operação Convergência, que investiga uma rede envolvida com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e munições.

Ao todo, são cumpridas 73 ordens judiciais, sendo 43 mandados de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão. As medidas são executadas em dez municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

Em Santa Catarina, os mandados são cumpridos em Criciúma e Jaguaruna. Em Criciúma, a prisão contou com a atuação do Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma.

Segundo a Polícia Civil, a investigação identificou diferentes pessoas com funções específicas dentro da estrutura criminosa. O grupo seria responsável por etapas que envolvem o fornecimento, transporte, armazenamento, distribuição e venda de drogas.

A apuração também apontou movimentações financeiras relacionadas às negociações de entorpecentes, além de tratativas envolvendo armas de fogo e munições.

A análise das comunicações entre os investigados permitiu aos policiais identificar negociações recorrentes, pagamentos, controle de dívidas e créditos e informações relacionadas ao abastecimento e redistribuição das drogas.

Operação cumpre mandados em dois estados

Além de Criciúma e Jaguaruna, a Operação Convergência ocorre em Porto Alegre, Cachoeirinha, Novo Hamburgo, Gravataí, Guaíba, São Leopoldo, Imbé e Taquara, no Rio Grande do Sul.

A estratégia da Polícia Civil é atingir simultaneamente diferentes pontos da estrutura investigada, com o objetivo de interromper canais de fornecimento e distribuição de drogas e reunir novos elementos para o avanço da investigação.

33 pessoas foram presas

Até o momento, 33 investigados foram presos durante o cumprimento das ordens judiciais. As equipes também apreenderam materiais considerados de interesse para a investigação.

De acordo com o delegado Wesley Lopes, responsável pela apuração, a operação foi planejada a partir da identificação dos diferentes níveis de atuação dentro da organização investigada.

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Polícia

Idosa de 70 anos é encontrada morta dentro de casa em Jacinto Machado

Vítima apresentava um ferimento profundo no pescoço; Polícia Civil apura possível latrocínio

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Uma idosa de 70 anos foi encontrada morta dentro da própria residência na manhã desta terça-feira (15), no bairro Ana Maria, em Jacinto Machado. A Polícia Civil investiga o caso e considera, entre as hipóteses, a possibilidade de latrocínio.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 10h. Quando os policiais chegaram ao imóvel, encontraram a vítima já sem vida, deitada em uma cama e com um ferimento profundo na região do pescoço.

O corpo foi localizado pelo filho da mulher, que informou aos policiais morar com a mãe. Segundo o relato, ele havia saído para trabalhar pela manhã e, ao retornar, percebeu que a residência estava revirada.

Dinheiro guardado na residência

Durante o atendimento da ocorrência, o filho relatou que havia sacado aproximadamente R$ 80,5 mil de uma conta bancária. Desse valor, segundo ele, R$ 52 mil foram entregues à mãe e permaneceriam guardados dentro da casa.

O homem, no entanto, não soube indicar aos policiais onde o dinheiro estava armazenado. Também não informou se a quantia ou outros objetos haviam sido levados da residência.

A informação sobre o dinheiro passou a ser considerada pelas autoridades durante a apuração das circunstâncias da morte.

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