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Muita emoção marca a colação de grau para 25 médicos na Unesc

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Uma noite para ficar na memória com a concretização de todo o caminho da graduação e o encerramento de um ciclo. Um momento mágico, com muita emoção, abraços e homenagens. Afinal, foi um momento muito esperado para os acadêmicos do curso de medicina da Unesc, a turma 161. Assim foi a cerimônia especial que entregou 25 profissionais de saúde à comunidade, no AM Master Hall, na noite desta sexta-feira (10/12). Orgulho para os pais e também para a Universidade.

“Orgulho sentimos ao saber que hoje novos médicos e médicas poderão fazer a diferença no mundo, pois conhecemos o lugar onde se qualificaram. Médicos que podem potenciar vidas porque entendem que a saúde é algo que envolve o projeto de felicidade que envolve cada um dos pacientes que estiver diante de si”, destacou a reitora Luciane Bisognin Ceretta, que presidiu a cerimônia.

De acordo com ela, esta cerimônia é um ato no qual “colamos grau de novos profissionais, e também uma prestação de contas à sociedade, afinal estamos falando de uma Universidade comunitária. Na Unesc, instituição de mais de 53 anos, o curso de medicina figura entre os mais bem avaliados no país. Ensino, pesquisa e extensão pujantes, que transformam vidas”, ressaltou.

A reitoria salientou, ainda, condutas que expressam os valores da Universidade, como coragem, firmeza, bravura, generosidade, “e podem ser o espelho nos quais se miram nossos estudantes. O gesto é o que mais educa e o que muito consideramos na Universidade”, lembrando das grandes referências importantes recebidas pela Universidade nessas últimas semanas, como o prêmio Top of Mind, promovido pela NSC Comunicação e Instituto Mapa, por ser a marca de instituições de ensino superior mais lembrada.

A Unesc também foi destacada com o prêmio de responsabilidade social, concedido pela Assembleia Legislativa, por sua forte capacidade de agir por meio de projetos que buscam melhorar a vida das pessoas, em especial àqueles desenvolvidos no período da forte crise sanitária. Na quinta-feira recebeu o prêmio Universidade Empreendedora, classificando-se entre as cinco universidades não estatais em âmbito nacional mais empreendedoras do Brasil.

Entusiasmo
Ainda durante a cerimônia os oradores Laura Gazola Ugioni e Emanuel Cardoso Mafra lembraram a euforia quando seus nomes aprovados no vestibular, até os dias atuais, mas com uma novidade que não imaginavam: a Covid-19. “Quando nós imaginávamos já no hospital, com todo nosso entusiasmo e expectativas houve uma tragédia. Uma pandemia avassaladora, que rapidamente se instalou em nossos hospitais e que continua a nos gerar angústias. Aquele momento inicial, de desconhecimento, de ansiedade, com a paralisação do internato e uma ausência das certezas quanto ao futuro, nos reservou apenas o medo”, contaram.

Mas, segundo eles, todo esse receio foi deixado de lado porque para eles foi fundamental o esforço dos professores da Unesc, da família e dos amigos, além da união e vontade de fazer a diferença, de continuar a aprender e cumprir a missão como futuros médicos. “Tivemos firmeza diante de tantas tristezas. Fomos fortes, nos superando a cada dia. Seguimos firmes em nosso internato, aprimorando e amadurecendo nossos anos de estudo. Nada foi fácil e aprendemos que nada será. Portanto, colegas, tenhamos sempre em nós essa força de vontade e persistência que nos trouxe até aqui”, destacaram. “Somos jovens ambiciosos que sonham, que se esforçam, que buscam fazer a diferença no mundo em que vivemos, que amam e são amados, e que conquistam o que buscam. E essa vontade de viver e ser vivido pela turma que nos faz diferentes, iguais e únicos”, acrescentaram.

O carinho que eles têm pela Universidade e pela turma intitulada 161 também foi lembrado. Uma trajetória nada fácil, mas com muita persistência. “Somos pessoas completamente diferentes, mas agora com uma história em comum, e que história. Nada foi fácil e aprendemos que nada será. Portanto, colegas, tenhamos essa força de vontade que nos trouxe até aqui. Fomos capazes de aproveitar tudo até aqui? Sim. Fomos. Essas diferenças que nos fazem únicos e essas singularidades zeram com que tiveram momentos inesquecíveis. Jovens que se esforçam, buscam fazer a diferença nesse mundo, que amam e são amados e que lutam. Impossível falar de vocês sem tocar no mais íntimo das emoções. Somos eternamente gratos. Somos eternamente 161”, falaram, emocionados.

Em se tratando de emoção, muitos acadêmicos não contiveram as lágrimas, como a formanda Gabriela Vicência de Oliveira. Gabriela conhece muito bem cada detalhe e cada cantinho da instituição. Ela brincava pelos corredores do campus enquanto a mãe, Vera Lucia Vicência, trabalhava na Unesc. “É muito emocionante”, disse Vera, que não conteve o choro. Ela ainda pode ter a oportunidade de entregar o certificado para a filha.

Em nome dos acadêmicos, Vittor Teixeira, presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), enfatizou o orgulho a cada um, em especial à sua namorada, também formanda. “Obrigada por serem quem são e terem assumido a responsabilidade de salvar vida. Nós temos muito orgulho de cada um desejamos que tenhamos uma trajetória tranquila e vitoriosa. O DCE estará sempre de portas abertas”, sublinhou.

Lágrimas
A paraninfa da turma, professora Claudia Cipriano Vidal Heluany, falou com a voz embargada e deixou seu recado aos novos médicos para que deem o melhor em sua profissão. “Impossível falar tudo o que se passa no meu coração. Vocês sabem como é minha ligação com essa turma. Admiro cada esforço, superação, admiro a doçura misturada a força, admiro sonhos intercalados com realidade. Colhemos com orgulho, hoje, colegas de profissão. Depois de muita luta, suor, lágrimas, sorrisos, encontros, descobertas e surpresas felizes colhem uma nova semeadura: a vida de médico”, ressaltou.

A professora ainda tratou da busca pelos sonhos. “Vocês conseguiram e conseguirão alcançar outros sonhos que estão sendo semeados a partir de agora. Não se esqueçam que a medicina é uma profissão ciumenta; quer dias e noites, coração, quer teu tempo. Tenham tempo para simplesmente ser e existir. Seres humanos que precisam de tempo, de amigos, de família. Não esqueça de ser vocês mesmos. Estudem sempre. Se atualizem e deem o melhor de si. Plantem amor nos pacientes, compreensão na sua família, ética nos locais que trabalharem, gratidão nos colegas, novos sonhos e esperança por onde passarem. Tenham humildade, disciplina e fé. Nada nesse mundo seria o mesmo se vocês não existissem. Vão com Deus, minhas crianças, e sejam felizes!”, disse, recebendo muitos aplausos.

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Meu Doutor registra mais de 2,4 mil atendimentos em um mês em Criciúma

Serviço de telemedicina da Prefeitura funciona 24 horas e teve tempo médio de espera de 4 minutos e 22 segundos no primeiro mês

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Mais de 2,4 mil consultas médicas por videochamada foram realizadas em Criciúma durante o primeiro mês de funcionamento do Meu Doutor. O serviço oferecido pela Prefeitura permite que moradores tenham contato com um médico sem precisar sair de casa.

O tempo médio de espera registrado no período foi de 4 minutos e 22 segundos, abaixo dos 12 minutos estabelecidos como referência para o atendimento.

A plataforma funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados, e pode ser utilizada por meio de celular ou computador com câmera e microfone.

Para o prefeito Vagner Espíndola, os números iniciais permitem ao município avaliar a adesão da população ao serviço.

“Mais do que colocar uma nova ferramenta em funcionamento, o primeiro mês nos permite observar como a população está incorporando esse serviço à rotina”, afirmou.

Como funciona a consulta

O atendimento começa com uma videochamada com um médico. Durante a consulta, o profissional avalia os sintomas relatados, orienta o paciente e pode prescrever medicamentos quando houver indicação.

Caso identifique a necessidade de uma avaliação presencial, o médico orienta o usuário sobre o encaminhamento mais adequado dentro da rede pública de saúde.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, a consulta remota permite uma primeira avaliação da situação apresentada pelo paciente.

“O médico consegue ouvir o relato, avaliar os sintomas e conduzir a consulta a partir dessas informações”, explicou.

O vice-prefeito Salésio Lima destacou que a disponibilidade ininterrupta pode ser útil principalmente em situações que surgem fora do horário convencional de atendimento.

Como acessar o Meu Doutor

O serviço pode ser acessado pelo endereço meudoutor.criciuma.sc.gov.br.

No primeiro acesso, o usuário deve entrar na plataforma pelo celular ou computador, informar o CPF e utilizar como senha inicial os seis primeiros números do documento. A senha pode ser modificada posteriormente.

Depois do login, é necessário selecionar a opção “Pronto Atendimento Médico”, permitir o acesso à câmera e ao microfone e informar brevemente os sintomas.

Na sequência, o usuário aguarda o contato do médico para iniciar a consulta por videochamada.

O atendimento pode ser solicitado de qualquer local e permanece disponível durante 24 horas.

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Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão

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O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.

Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.

Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.

Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.

“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.

Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador

Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.

Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.

Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.

Imposto de censura

Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.

As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.

O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.

Preservação da memória de Siderópolis

A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.

“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.

Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.

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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia

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A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.

Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.

O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.

“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.

Pesquisa que gera novas conexões

Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.

Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.

“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.

A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.

Da graduação para uma conferência internacional

A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.

“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.

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