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Parque Astronômico de Criciúma celebra os 30 anos do eclipse solar total visto no Brasil

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O Parque Astronômico Albert Einstein E=mc², de Criciúma realiza evento em comemoração aos 30 anos do último eclipse solar total visto no Brasil. A programação especial inicia neste sábado 2), a partir das 15h até as 21h, e segue até domingo (3), também das 15h às 21h. A entrada é gratuita.

Para relembrar o fenômeno que colocou a região Sul do Brasil em evidência em relação à área astronômica, a equipe do Parque Astronômico preparou uma programação especial contendo diversas atividades interativas, como sessões no planetário, palestras, mesa redonda, exposição e observação de corpos celestes.”Esse fenômeno foi um dos motivos pelo qual o parque astronômico foi construído no Morro Cechinel, que além de um equipamento turístico tem a importante função de incentivar as crianças e adolescentes, ao estudo da ciência e da astronomia”, destaca a secretaria de Educação do município, Alexsandra Stols.

O Parque Astronômico é aberto ao público todos os dias, das 9h às 21h. A programação em comemoração aos 30 anos do eclipse solar em Criciúma inicia às 15h deste sábado, com entrada gratuita. A expectativa é de que o local receba, em média, 500 visitantes neste final de semana especial.

Último eclipse solar total visto no Brasil

O último eclipse solar do século XX ocorreu na manhã do dia 3 de novembro de 1994 e colocou o Sul do Brasil em destaque. Por estar localizada exatamente na faixa da Umbra do Sol na época, Criciúma se tornou o melhor ponto do país para observar o Astro natural totalmente coberto pela Lua, transformando o dia ensolarado em noite durante quatro minutos.

Em meio à escuridão do céu, os planetas Vênus e Júpiter se tornaram visíveis, e a temperatura no município caiu cerca de 2°C. O fenômeno reuniu inúmeros entusiastas e pesquisadores da área da Astronomia no ponto mais alto de Criciúma, o Morro Cechinel, onde hoje está localizado o Parque Astronômico Municipal Albert Einstein E=mc², fazendo com que olhares do Brasil e do mundo se voltassem para o céu da cidade.

Moradores e comerciantes também se reuniram em alguns pontos do município, como a Praça Nereu Ramos, para observar o evento histórico. “Criciúma recebeu diversos visitantes para observar e estudar o Eclipse Solar de 94. Foi um evento grandioso para nossa cidade, para o nosso país e também para a pesquisa nacional e internacional da astronomia”, conta a coordenadora do Clube de Astronomia da Secretaria Municipal de Criciúma, Vanessa Medeiros.

O próximo eclipse total do sol visível no Brasil deve acontecer no ano de 2046, e Criciúma voltará a ser um dos melhores pontos para observação de um eclipse solar total somente em 2103.

Como ocorre um eclipse

Um eclipse acontece sempre que um corpo entra na sombra de outro. O fenômeno natural é o resultado da posição do satélite natural (Lua) entre o Sol e a Terra, gerando dois tipos de sombra na superfície do nosso planeta: a Umbra, quando o Sol está ocultado pela Lua, e a Penumbra, quando apenas parte da luz solar está eclipsada.

Sempre que um corpo celeste está alinhado na sombra de outro corpo, o fenômeno é chamado de eclipse. Quando a Lua está posicionada na sombra da Terra, ocorre um eclipse lunar. Quando a Terra é atingida pela sombra da Lua, acontece um eclipse solar, como o de 1994.

Confira a programação especial do Parque Astronômico:

Sábado (02/11):

15h – Sessão no planetário com o filme “O Sol”, no planetário.

16h – Sessão especial no planetário: “Uma noite em 30 minutos”, com Alexandre Amorim, autor do Anuário Astronômico Catarinense desde 2015 e astrônomo amador do Núcleo de Estudos de Observação Astronômica “José Brazilício de Souza”.

Para participar da sessão especial, é necessário realizar a inscrição no link:https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeUe0LQMeKxvD8nS6PElU8Ha_EnN6DHm1RfLKaFDADY0qWyVQ/viewform

17h – Observação diurna do planeta Vênus e do Sol.

17h – Sessão de cinema com o filme “O Sol”, no planetário.

18h – Exposição: Eclipse de 1994 em Criciúma.

19h – Sessão no planetário com o filme “O Sol”, no planetário.

Domingo (03/11):

15h – Sessão no planetário com o filme “O Sol”, no planetário.

16h – Palestra “Eclipse 94”, com Alexandre Amorim, autor do Anuário Astronômico Catarinense desde 2015.

17h – Mesa redonda sobre o tema “O dia virou noite”, com a participação de:

  • Alexandre Amorim, autor do Anuário Astronômico Catarinense desde 2015 e astrônomo amador do Núcleo de Estudos de Observação Astronômica José Brazilício de Souza.
  • Walbert Pinheiro, historiador.
  • Gilberto Custódio, jornalista.
  • Luiz Carlos da Silveira, eng. agrimensor e um dos coordenadores das ações de observação do eclipse solar de 1994 em Criciúma.

18h – Exposição: Eclipse de 1994 em Criciúma.

19h – Observação noturna do planeta Saturno e da Lua.

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Meu Doutor registra mais de 2,4 mil atendimentos em um mês em Criciúma

Serviço de telemedicina da Prefeitura funciona 24 horas e teve tempo médio de espera de 4 minutos e 22 segundos no primeiro mês

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Mais de 2,4 mil consultas médicas por videochamada foram realizadas em Criciúma durante o primeiro mês de funcionamento do Meu Doutor. O serviço oferecido pela Prefeitura permite que moradores tenham contato com um médico sem precisar sair de casa.

O tempo médio de espera registrado no período foi de 4 minutos e 22 segundos, abaixo dos 12 minutos estabelecidos como referência para o atendimento.

A plataforma funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados, e pode ser utilizada por meio de celular ou computador com câmera e microfone.

Para o prefeito Vagner Espíndola, os números iniciais permitem ao município avaliar a adesão da população ao serviço.

“Mais do que colocar uma nova ferramenta em funcionamento, o primeiro mês nos permite observar como a população está incorporando esse serviço à rotina”, afirmou.

Como funciona a consulta

O atendimento começa com uma videochamada com um médico. Durante a consulta, o profissional avalia os sintomas relatados, orienta o paciente e pode prescrever medicamentos quando houver indicação.

Caso identifique a necessidade de uma avaliação presencial, o médico orienta o usuário sobre o encaminhamento mais adequado dentro da rede pública de saúde.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, a consulta remota permite uma primeira avaliação da situação apresentada pelo paciente.

“O médico consegue ouvir o relato, avaliar os sintomas e conduzir a consulta a partir dessas informações”, explicou.

O vice-prefeito Salésio Lima destacou que a disponibilidade ininterrupta pode ser útil principalmente em situações que surgem fora do horário convencional de atendimento.

Como acessar o Meu Doutor

O serviço pode ser acessado pelo endereço meudoutor.criciuma.sc.gov.br.

No primeiro acesso, o usuário deve entrar na plataforma pelo celular ou computador, informar o CPF e utilizar como senha inicial os seis primeiros números do documento. A senha pode ser modificada posteriormente.

Depois do login, é necessário selecionar a opção “Pronto Atendimento Médico”, permitir o acesso à câmera e ao microfone e informar brevemente os sintomas.

Na sequência, o usuário aguarda o contato do médico para iniciar a consulta por videochamada.

O atendimento pode ser solicitado de qualquer local e permanece disponível durante 24 horas.

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Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão

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O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.

Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.

Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.

Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.

“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.

Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador

Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.

Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.

Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.

Imposto de censura

Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.

As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.

O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.

Preservação da memória de Siderópolis

A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.

“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.

Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.

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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia

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A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.

Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.

O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.

“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.

Pesquisa que gera novas conexões

Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.

Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.

“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.

A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.

Da graduação para uma conferência internacional

A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.

“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.

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