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Primeiro ano do PPGGS marca avanços na formação de mestres e na pesquisa em saúde

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Há um ano, a Unesc e a Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) iniciavam uma trajetória conjunta e inovadora com a criação do Programa de Pós-Graduação em Gestão em Saúde (PPGGS). Primeiro mestrado em associação entre as duas instituições comunitárias, o Programa chega ao seu primeiro aniversário consolidando uma proposta voltada à formação de mestres capazes de compreender e enfrentar os desafios contemporâneos da gestão em saúde por meio da pesquisa, da inovação e da interdisciplinaridade.

Ao longo deste primeiro ano, o PPGGS tem reunido docentes, pesquisadores e estudantes de diferentes áreas do conhecimento, fortalecendo a produção científica e a integração entre as regiões Sul e Serrana de Santa Catarina.

Para a reitora em exercício da Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes, e que também é uma das docentes do Programa, o primeiro ano representa a concretização de um projeto construído de forma colaborativa e comprometido com o desenvolvimento da gestão em saúde no estado.

“Comemorar o primeiro ano do PPGGS é reconhecer a força da cooperação entre duas universidades comunitárias que compartilham o compromisso com a formação de excelência, a pesquisa e a transformação social. Este programa nasceu para responder aos desafios da gestão em saúde por meio da ciência, da inovação e da qualificação de profissionais capazes de produzir impactos concretos nos serviços e nas políticas públicas. É uma conquista que reforça o papel da Unesc como protagonista na construção de soluções para a sociedade”,destaca Gisele.

O coordenador do PPGGS, Diogo Dominguini lembrou que o programa nasceu de conversas iniciais entre docentes e evoluiu a partir da união de esforços entre as duas instituições.

“O primeiro ano do PPGGS representa, antes de tudo, a consolidação de um projeto acadêmico construído com parceria da Unesc a Uniplac, parceria essa de muitos anos. Nosso grande desafio foi transformar aquilo que foi planejado em práticas concretas: disciplinas, pesquisas, orientações, integração entre docentes e estudantes, produção científica e aproximação com a realidade regional, e hoje eu posso dizer que conseguimos. Já estamos em nossa segunda turma, e já estamos observando diversos frutos, como colaborações nacionais e internacionais, execução de projetos de pesquisa interinstitucionais e na capacidade do programa de dialogar com demandas reais dos territórios principalmente do planalto catarinense e o Sul de Santa Catarina”, observou Dominguini.

Conforme ele, o impacto já começa a ser percebido na formação qualificada dos discentes na produção de conhecimento aplicada às questões sociais, ambientais e de gestão propriamente dito. “Para um primeiro ano, esse é um indicativo muito importante de que a proposta do programa não apenas se sustenta academicamente, mas também tem potencial de contribuir de forma efetiva com a sociedade por se tratar de uma parceria que amplia horizontes, soma competências e fortalece a pós-graduação no contexto regional e estadual. Ao unir duas instituições com trajetórias consolidadas, o programa passou a contar com um corpo docente mais diverso, com experiências complementares e com maior capacidade de desenvolver pesquisas interdisciplinares, e isso para a formação do estudante, tem impactos positivos gigantes. Eu vejo essa associação como um acesso a uma formação mais ampla, com a oportunidade de dialogar com professores e pesquisadores de ambas as instituições, participar de grupos de pesquisa distintos e compreender realidades regionais diversas, o que enriquece muito o processo formativo”, comentou ele.

Ele mencionou ainda que todos os estudantess contam com coorientadores de diferentes universidades e de distintas áreas de formação, o que amplia a interdisciplinaridade na condução das pesquisas e contribui para a construção de soluções mais abrangentes e inovadoras para os desafios investigados. 

Conforme ele, para os docentes, a parceria promove maior integração científica, estimula o desenvolvimento de projetos conjuntos, favorece o compartilhamento de infraestrutura, fortalece as redes de pesquisa e amplia a produção acadêmica. O professor destaca que essa colaboração já resultou na publicação de três artigos de alcance internacional, desenvolvidos em coautoria com docentes da Uniplac.

Atualmente, o PPGGS oferece uma formação voltada à gestão estratégica, à inovação e ao desenvolvimento de soluções para os sistemas de saúde. O programa está estruturado em três linhas de pesquisa, sendo elas Governança e Gestão em Saúde,Integralidade da Atenção em SaúdeeTecnologia e Inovação em Saúde, preparando mestres para atuar tanto no setor público quanto no privado.

Formação que conecta teoria e prática

Integrante da primeira turma do Programa pela Uniplac, Fernanda de Matia afirma que participar da construção da história do PPGGS torna a experiência ainda mais significativa. “Acho que existe um significado ainda maior em estar começando algo novo e poder contribuir, de alguma forma, para a construção e o fortalecimento desse programa. Para mim, o mestrado tem representado uma grande oportunidade de crescimento, tanto profissional quanto acadêmico. No dia a dia do trabalho, consigo relacionar muitos dos conhecimentos que aprendemos em sala com situações reais da gestão em saúde, o que torna todo o processo ainda mais significativo”, contou ela.

Segundo ela, essa experiência também tem sido uma oportunidade de desenvolver um olhar mais crítico sobre os desafios da área. “Acredito que essa experiência está contribuindo muito para a minha trajetória e, sem dúvida, tem ampliado a forma como eu vejo e atuo na gestão em saúde”, observa.

Cooperação que fortalece a pesquisa

Para a professora da Unesc, Aline Savi, o principal diferencial do Programa está justamente na associação entre duas universidades comunitárias que compartilham conhecimentos e experiências. “Por serem duas universidades comunitárias fortemente enraizadas em suas regiões, o Extremo Sul e o Planalto Catarinense, a união institucional cria um ecossistema acadêmico único. Esse modelo permite somar forças e expertises para responder, de forma direta e aplicada, aos desafios reais e complexos da saúde pública e privada de Santa Catarina”, ressalta Aline. 

Conforme ela, professores com diferentes formações compartilham visões complementares nas três grandes linhas do programa. “Além disso, a prática de coorientações estratégicas — onde um estudante conta com o suporte conjunto de pesquisadores da Unesc e da Uniplac — eleva a qualidade metodológica das dissertações e estimula uma produção científica de maior impacto regional. Essa colaboração docente gera novas e valiosas oportunidades para os estudantes do PPGGS”, fala. 

“O formato de turmas integradas e aulas síncronas conecta profissionais que atuam em diferentes realidades da saúde no estado, o que potencializa as discussões em sala e expande de forma significativa o networking dos estudantes. Como resultado prático, os acadêmicos desenvolvem pesquisas aplicadas e soluções inovadoras com alto potencial de se transformarem em políticas públicas ou melhorias na gestão de hospitais e clínicas locais”, acrescenta Aline.

Na avaliação da professora da Uniplac, Priscila Nunes, o caráter associativo é o grande diferencial do Programa. “Essa associação amplia a diversidade de experiências, saberes e áreas de formação do corpo docente, fortalecendo o caráter interdisciplinar da Gestão em Saúde. O programa foi concebido para integrar diferentes campos do conhecimento, possibilitando que pesquisas, projetos de intervenção e iniciativas de inovação tecnológica dialoguem entre si e gerem soluções voltadas às necessidades dos serviços de saúde e da sociedade”, sublinha ela.  

“A integração entre os docentes das duas instituições é um dos pilares do Programa. As disciplinas são planejadas e ministradas de forma compartilhada, com professores das duas instituições atuando conjuntamente tanto nas atividades de ensino quanto na orientação de pesquisas. Além disso, o programa adota uma dinâmica itinerante e utiliza transmissão síncrona das aulas entre os campi, permitindo que estudantes e docentes participem das atividades independentemente da instituição de origem. Essa organização favorece o intercâmbio de conhecimentos, amplia as possibilidades de colaboração científica e oferece aos mestrandos acesso a diferentes expertises, linhas de pesquisa e oportunidades de desenvolvimento acadêmico e profissional”, finaliza.   

Consolidação

Dominguini destaca que o Programa vive um momento importante de amadurecimento e consolidação. Para os próximos anos, as metas incluem fortalecer ainda mais as linhas de pesquisa, ampliar a produção científica qualificada, consolidar projetos interinstitucionais, estimular a internacionalização e intensificar a inserção social, aproximando cada vez mais o Programa da comunidade por meio das ações de extensão.

A perspectiva é consolidar o PPGGS como referência em sua área de atuação, contribuindo para a formação de pesquisadores e profissionais preparados para compreender problemas complexos e desenvolver soluções inovadoras. Mais do que formar mestres, o Programa tem como propósito formar profissionais capazes de produzir conhecimento com impacto científico, social e regional, fortalecendo sua contribuição para o desenvolvimento da sociedade.

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Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão

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O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.

Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.

Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.

Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.

“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.

Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador

Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.

Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.

Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.

Imposto de censura

Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.

As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.

O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.

Preservação da memória de Siderópolis

A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.

“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.

Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.

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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia

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A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.

Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.

O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.

“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.

Pesquisa que gera novas conexões

Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.

Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.

“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.

A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.

Da graduação para uma conferência internacional

A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.

“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.

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Prefeitura de Criciúma assina termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos

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A Prefeitura de Criciúma assinou, nesta sexta-feira (11), o termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos (GAD). A sala, localizada no segundo andar do Mercado Público Criciumense, no Centro, será destinada a atividades assistenciais, sociais, comunitárias e de apoio à saúde. A ação é fundamentada pela Lei Municipal nº 9.008 de 22 de julho de 2026.

“Essa é uma forma de o Município apoiar uma causa tão importante e contribuir para que o GAD tenha melhores condições de acolher e atender as pessoas com diabetes. Sabemos da relevância desse trabalho e queremos fortalecer iniciativas que levam assistência, informação e cuidado para a população”, ressaltou o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.

O espaço possui 116,24 metros quadrados. Segundo o presidente do GAD, Samuel Pereira de Medeiros, a cessão representa uma conquista para a entidade e permitirá ampliar a estrutura de atendimento oferecida às pessoas com diabetes.

“Esse espaço será utilizado para dar apoio a todas as pessoas com algum tipo de diabetes. Hoje oferecemos assistência social, cestas glicêmicas, convênio médico, telemedicina e atendimento com psicólogas, e teremos esse atendimento também no local. Atualmente, atendemos uma média de 18 a 20 pessoas e queremos chegar até o final do ano a 50 pessoas”, destacou.

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