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Economia

Procon de Içara dá dicas sobre compras da “Black Friday”

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Içara

O mês de novembro se consolidou nos últimos anos por promoções como a Black Week, Black Day, e a já famosa no Brasil, Black Friday. Inúmeras lojas físicas e onlines ofertam mercadorias a preços tentadores. Os consumidores devem ficar atentos para não cair em possíveis armadilhas. O procon de Içara preparou algumas orientações aos consumidores.

PesquiseEssa é a primeira dica. Faça uma lista do que pretende comprar e antes de efetuar a compra, pesquise os preços do produto em pelo menos três lojas diferentes. Isso vai ajudar a saber se os produtos estão com preços realmente promocionais.

Eu preciso disso?
Verifique se há necessidade de fazer a compra e defina quanto você pode gastar sem comprometer seu orçamento. O recomendado é não dispender mais de 30% dos seus rendimentos com dívidas, prestações, financiamentos e parcelamentos.

Compras online
Grave as telas e todas as comunicações eventualmente realizadas, no caso das lojas online. Verifique a segurança do site, se o endereço eletrônico apresenta o protocolo HTTPS, verificado na barra do navegador e pelo uso de certificados.
Confira se no navegador de acesso à internet é exibido um ícone em forma de cadeado colorido e fechado. Ao clicar em cima do cadeado, deve aparecer o certificado de segurança do site. Antes de clicar em um link, passe o mouse em cima para verificar se o endereço que aparece na barra inferior do navegador é o mesmo.
Mantenha o computador ou dispositivo móvel protegido, com senhas, antivírus e firewall atualizados, além de usar redes wifi seguras. Cheque as condições de entrega e o valor do frete. Muitas vezes o preço exibido não inclui o custo de envio. Exija a nota fiscal e guarde os comprovantes tanto nas lojas online, quanto físicas.
Ofertas
As compras realizadas no período da Black Friday seguem as normas do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Isso significa que todas as ofertas anunciadas por sites e lojas físicas precisam ser cumpridas. Caso contrário, o consumidor pode reclamar no Procon e na Justiça.

DevoluçãoNo caso de aquisições fora do estabelecimento comercial (por telefone, em domicílio, telemarketing, catálogos ou Internet), o prazo para desistência da compra é de sete dias contados a partir da aquisição do produto ou do seu recebimento. Não há necessidade de apontar o motivo da desistência. Mas se a compra foi feita presencialmente, o estabelecimento não é obrigado a fazer a troca.

IrregularidadesCaso o consumidor identifique práticas inadequadas, a orientação do Procon é que busque seus direitos. O primeiro passo é procurar o gerente ou responsável pela loja. Não havendo acordo, ele deve ir imediatamente a um Procon para fazer a denúncia.

A orientação do Procon Içara é que, em caso de dúvidas, informações e denúncias, o consumidor deve procurar a instituição, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, e das 13hrs às 17hrs, com sede na Rua Altamiro Guimarães, 356, Centro; ou no telefone (48) 3432-5299.

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Economia

RetailTech reúne empresários e especialistas para debater tecnologia no varejo em Criciúma

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O impacto da tecnologia no varejo foi o tema central do RetailTech, realizado nesta terça-feira (22/9) no Centro de Inovação Criciúma (CRIO). O evento reuniu empresários, lideranças, especialistas, pesquisadores e agentes do ecossistema de inovação em uma tarde de debates sobre inteligência artificial, automação, experiência do cliente e novas oportunidades de negócio.

A programação abriu com a apresentação dos resultados do InovaSul Varejo, estudo do Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação da Unesc. Na sequência, especialistas participaram de um painel sobre inteligência artificial, automação e experiência do cliente, discutindo os impactos da tecnologia no comércio e a permanência do fator humano nas relações de consumo.

“O varejo atravessa um período de mudanças marcado por novas tecnologias, inteligência artificial, automação, alterações no comportamento do consumidor e integração entre ambientes físicos e digitais. As transformações exigem novas estratégias das empresas, mas também abrem espaço para novos modelos de negócios e formas de relacionamento com clientes”, afirmou a gerente de Inovação da Unesc, Elenice Engel.

RetailTech Showcase conecta startups e empreendedores

O RetailTech Showcase integrou a programação com apresentações de startups e negócios que levaram soluções tecnológicas ao Centro de Inovação. Participaram empresas incubadas no CRIO e negócios de outras cidades, incluindo a Grande Florianópolis, em uma atividade que aproximou empreendedores e criou oportunidades de conexão.

Palestra de encerramento propõe olhar o negócio pela ótica do cliente

O evento se encerrou com a palestra “Tudo é Vitrine: Transforme cada ponto de contato em experiência e vendas”, ministrada por Francisco Issler — engenheiro civil que atua com marketing e vendas desde 2016, cofundador do projeto Vitrine Perfeita e mentor de empresários na área.

Para Issler, a vitrine deixou de ser apenas a fachada de uma loja. Redes sociais, WhatsApp, inteligência artificial, rádio e ambientes físicos também funcionam hoje como pontos de contato capazes de influenciar a percepção do consumidor. “A proposta foi levar empresários a observar os negócios a partir da perspectiva do cliente. O principal é olhar para o negócio a partir do olhar do cliente”, destacou.

O palestrante ilustrou essa dificuldade com a frase “quem está dentro da garrafa não consegue ler o próprio rótulo”. “O conceito representa a dificuldade de perceber o negócio pela perspectiva de quem está fora da operação. A mudança de olhar permite identificar pontos de melhoria e oportunidades de venda”, explicou.

Marketing x publicidade: “se não traz resultado, é só mais trabalho”

Issler também traçou a diferença entre marketing e publicidade. Anúncios, posts, banners, outdoors e campanhas fazem parte da publicidade, mas o marketing precisa estar associado a resultados concretos do negócio. “Se não traz resultado, não é marketing, é só mais trabalho”, alertou.

Ele apresentou ainda quatro critérios para avaliar ações de marketing: resultado, exposição, ação com intenção e lembrança. “A análise considera a capacidade de atrair e fidelizar clientes, alcançar o público adequado, estabelecer objetivos claros e permanecer na memória do consumidor no momento da decisão de compra”, pontuou.

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Economia

Endividamento em SC bate recorde em agosto, mas inadimplência recua

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As famílias catarinenses ficaram mais endividadas em agosto de 2026, mas mostram melhora na capacidade de pagamento das contas. É o que revela a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Fecomércio SC em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC).

O percentual de famílias endividadas chegou a 78,4% — o maior nível da série recente. O número representa alta de 1,5 ponto percentual sobre julho e avanço de 6,9 pontos na comparação com agosto de 2025.

Inadimplência recua e fica abaixo da média nacional

Mesmo com o endividamento em alta, a inadimplência caiu no estado. O percentual de famílias com contas em atraso recuou para 22,2% em agosto — queda de 1,4 ponto percentual em relação a julho. O índice catarinense ficou bem abaixo da média nacional, que voltou a subir e atingiu 29,9%.

Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o movimento sinaliza maior controle financeiro por parte das famílias. “A boa notícia é que a inadimplência, após mais de um ano, está retornando para próximo dos níveis históricos no estado, em torno de 22%. Ainda assim, o momento exige muita cautela, pois estamos em período eleitoral e muitas pessoas acabam adiando decisões de consumo e investimento diante desse cenário”, avalia.

Menos famílias dizem não conseguir pagar as dívidas

Outro sinal de melhora aparece no percentual de famílias que afirmam não ter condições de quitar as dívidas em atraso: o índice caiu para 8,7% em agosto e também segue abaixo da média nacional, reforçando a maior resiliência financeira do estado.

Cartão de crédito segue como principal dívida

O levantamento mostra ainda que o comprometimento médio da renda das famílias endividadas ficou em 29,9%, com tempo médio de atraso de 63,9 dias. Entre as modalidades de dívida, o cartão de crédito continua sendo a mais comum entre os lares endividados, embora com redução na comparação anual.

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Economia

SindArroz-SC aponta prioridades para o próximo governo e defende redução de custos

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A indústria e os demais elos da cadeia do arroz chegam ao período que antecede as eleições com demandas definidas para o próximo Governo. Em um cenário de custos elevados e margens cada vez mais pressionadas, o Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) defende medidas que ampliem a previsibilidade para as empresas, reduzam os custos de produção e contribuam para o equilíbrio entre produção, industrialização e comercialização do cereal.

Na avaliação do presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, entre os principais gargalos estão a insegurança jurídica e tributária, além do crescimento das demandas trabalhistas. Para o dirigente, a construção de regras mais claras e estáveis é fundamental para que as empresas possam planejar investimentos e tomar decisões com maior segurança. “Esse cenário dificulta o planejamento e aumenta a preocupação das empresas. Também observamos um crescimento expressivo das demandas trabalhistas, que amplia os custos e a insegurança para as indústrias”, afirma.

Além da questão regulatória, a tributação, os custos de energia, a logística e as despesas industriais pesam sobre a competitividade da cadeia. “O principal ponto de pressão está no custo total da atividade, especialmente diante do peso dos impostos. O produtor precisa ter um custo de produção mais baixo, de forma que consiga fornecer o produto às indústrias em condições economicamente viáveis. As indústrias, por sua vez, precisam ter margem para beneficiar o arroz e fazê-lo chegar à mesa do consumidor com uma logística equilibrada e custos de transporte justos”, explica Rampinelli.

Logística e exportações

Entre as medidas que podem contribuir para a competitividade do setor, o presidente do Sindicato destaca a necessidade de melhorias na logística. O transporte interfere diretamente nos custos de produção e industrialização e, consequentemente, no preço final do arroz.

Outro caminho apontado pelo SindArroz-SC é o fortalecimento das exportações. Para Rampinelli, uma política contínua e planejada de vendas ao mercado externo pode contribuir para equilibrar a produção e o consumo nacional, além de ampliar o valor agregado ao produto brasileiro.

Planejamento de longo prazo

Diante dos desafios enfrentados pela cadeia, o presidente do SindArroz-SC defende que as medidas do próximo Governo não sejam pontuais, mas façam parte de uma estratégia de longo prazo para o setor. O planejamento deve considerar a demanda nacional, a produção necessária para garantir o abastecimento, uma margem de segurança e alternativas para a diversificação de culturas.

“Uma política estruturada e construída com previsibilidade pode contribuir para reduzir os riscos e dar melhores condições para produtores e indústrias planejarem suas atividades. A integração entre produção, indústria e governo, teria impacto direto na competitividade e na sustentabilidade de toda a cadeia do arroz”, conclui o dirigente.

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