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Polícia

Professor de escola de Jaguaruna é condenado por assédio contra adolescentes

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Após ação ajuizada pelo Ministério Público de Santa Catarina, um ex-professor da rede estadual de ensino foi condenado por improbidade administrativa em razão da prática de atos de assédio moral e sexual contra 11 adolescentes. O caso foi acompanhado pela Promotora de Justiça, Elizandra Sampaio Porto, da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Jaguaruna.

Conforme a ação de improbidade oferecida pelo MPSC, de acordo com provas colhidas durante a instrução processual, o professor de educação física, em 2019, na época contratado em caráter temporário pelo Estado de Santa Catarina, assediou onze adolescentes, entre meninos e meninos, com idade de 12 e 16 anos, em duas escolas onde lecionava. O homem utilizou-se do seu cargo de professor, na unidade de ensino e também fora dela, demonstrando grande gravidade, haja vista a sua posição de hierarquia perante os alunos e o dever de cuidado, educação e zelo que era sua obrigação ter com os adolescentes.

Relatos de educadoras e alunos mostram que o ex-professor enviava mensagens e fotos desagradáveis e inconvenientes para as colegas de trabalho, chegando a fazer propostas de ter relações sexuais com uma professora. Para os alunos, mostrava imagens de mulheres, chamava as jovens de apelidos como ‘lindas’ e ‘cheirosas’, sem ter intimidade para tal. Dizia para as meninas que fizessem as atividades das  aulas para ficar com ‘corpo de mulherão’. Algumas das adolescentes relataram que percebiam o homem olhando muito para o corpo das jovens e que ele chegou a questionar se as alunas gostariam de sair com ele, se aceitavam receber ‘nudes’ e se elas eram virgens. O condenado ainda dizia que realizaria uma festa em seu apartamento e levaria os alunos para conhecer mulheres no local. 

Conforme a promotora, a divulgação da decisão do Juízo da Infância e Juventude de Jaguaruna, por meio do juiz José Antônio Varaschin Chedid, ainda que na via recursal, tem papel importante. “A decisão vem também no sentido de orientar a comunidade escolar de que o Poder Judiciário e o Ministério Público, através do ajuizamento da ação, não compactuam com comportamentos assediadores por parte de professores e que haverá amparo nas instituições para inibir e evitar a reiteração desse tipo de comportamento dentro da esfera da moralidade administrativa. De tal modo, aqueles que tiverem conhecimento devem denunciar práticas similares”, pontua Elizandra.

“Um professor tem o importante papel de auxiliar na formação de crianças e adolescentes, em que se deposita votos de confiança de que os estudantes estarão bem durante o período escolar, e a minoria que assim não o faz, não deve estar no desempenho de um cargo de tamanha importância”, completa a Promotora de Justiça.

Perda de direitos civis e pagamento de multa

 A decisão aponta que considerando as peculiaridades do caso e as condutas individualmente praticadas, bem como atendendo ao princípio da proporcionalidade e aos fins repressivos e pedagógicos, aplica-se às sanções consistentes em multa civil no valor correspondente a 33  vezes a remuneração do requerido à época dos fatos, isto é, no ano de 2019; suspensão dos seus direitos políticos pelo prazo de cinco anos; perda da função pública, que estiver exercendo atualmente; e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário pelo prazo de três anos.

Ainda conforme o documento, a perda da função pública é necessária também para impedir a prática de novas condutas ímprobas pelo requerido, que vinha reiteradamente praticando tais atos no curto período que exerceu a função pública de professor.

O acusado recorreu da decisão e o caso agora está sob deliberação do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. 

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Polícia

Professora detida por agredir criança de 4 anos é liberada em audiência de custódia em Criciúma

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A professora detida por agredir uma criança de 4 anos no Centro de Educação Infantil (CEI) da Afasc, no bairro Cristo Redentor, em Criciúma, deixou a prisão nesta terça-feira (28). A Justiça determinou a soltura durante audiência de custódia realizada às 15h.

A prisão havia ocorrido na segunda-feira (27), efetuada pela Polícia Militar, depois que a investigação reuniu indícios da agressão cometida dentro da unidade de ensino.

A Afasc afastou a educadora assim que foi informada do episódio e abriu apuração interna. A entidade confirmou, em seguida, o desligamento da profissional e disse acompanhar o andamento das investigações.

A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias do caso.

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Menino de 10 anos morre após ser atingido por trave em praça de Criciúma

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Um menino de apenas 10 anos morreu no início da noite desta segunda-feira após ser atingido por uma trave de metal. O equipamento pertence a quadra de areia da Praça do bairro Las Vegas, no Distrito do Rio Maina. O garotinho foi atingido na cabeça. Ele recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros e do Samu. A criança chegou a ser levada a UPA, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Segundo nota divulgada pela prefeitura, o local está em obras e ainda não havia sido liberada para o uso. O município afirmou ainda que “lamenta profundamente o falecimento de uma criança após acidente” e que “As circunstâncias do acidente serão apuradas pelas autoridades competentes, com integral apoio da Administração Municipal no que for necessário”

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Polícia

Professora é detida após ser flagrada agredindo criança em CEI da Afasc

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Uma professora de 56 anos acabou detida na manhã desta segunda-feira suspeita de maus-tratos contra um menino de 4 anos em um Centro de Educação Infantil (CEI) da Associação Feminina de Assistência Social (Afasc), no bairro Cristo Redentor, em Criciúma.

Segundo a Polícia Civil, a professora teria pisado duas vezes no pé da criança com a intenção de corrigi-la.A Polícia Militar foi acionada ainda pela manhã, registrou a ocorrência e conduziu a profissional à delegacia. Ela foi autuada em flagrante pelo crime de maus-tratos e encaminhada ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia. O caso segue sendo apurado pela Polícia Civil.

A professora também foi demitida por justa causa pela instituição. Em nota a Afasc se posicionou sobre o caso.

Nota da Afasc

Em nota oficial, a Afasc informou que adotou providências imediatas após tomar conhecimento do caso. A direção da instituição analisou as imagens do sistema de monitoramento e encaminhou de imediato o processo de demissão por justa causa da profissional envolvida.

A entidade afirmou ainda que o menino e seus familiares receberam acolhimento e apoio da instituição, e reforçou que não compactua com qualquer conduta que coloque em risco o bem-estar das crianças, destacando que cuidado, proteção, segurança e respeito são princípios inegociáveis em todas as suas unidades.

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