Economia
Programa de crédito Mão na Roda injeta mais de R$ 850 mil na economia de Criciúma
Em três meses de implantação, o programa de crédito Mão na Roda já atendeu 195 microempreendedores individuais de Criciúma. O programa da Administração Municipal, desenvolvido por meio da Diretoria de Desenvolvimento Econômico, da Secretaria Municipal da Fazenda, tem como instituição credenciada a Credisol Microcrédito Brasil. O benefício do subsídio é destinado, exclusivamente, ao Microempreendedor Individual (MEI) registrado em Criciúma. “O governo municipal trabalha para facilitar a vida de quem quer empreender, desburocratizando os processos. Este é um dos motivos que colaborou para a nossa cidade figurar entre as mais rápidas do Brasil para se abrir uma empresa. Continuaremos buscando parcerias e ideias que possam viabilizar o sonho dos criciumenses, como o Mão na Roda”, ressalta o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro.
O programa Mão na Roda, criado para fomentar os pequenos negócios, foi lançado em maio. Nos primeiros três meses, a iniciativa liberou R$ 850 mil em financiamentos para 170 microempreendedores. Em julho, 70 MEIs se cadastraram no programa e estão em processo de aprovação de crédito. “O Mão na Roda se revelou um grande sucesso. Nos primeiros três meses, vamos registrar quase R$ 1 milhão injetado na economia de Criciúma. Recursos utilizados para esses empreendedores investirem em seus negócios, ter capital de giro. Isso é muito importante para a cidade”, destaca o diretor de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Criciúma, Aldinei Potelecki.
Crédito subsidiado para MEIs
O programa Juro Zero prevê valores de até R$ 5 mil, sendo que o crédito pode ser aplicado na aquisição de máquinas, equipamentos, matéria-prima, mercadorias, manutenção de veículo para trabalho, reforma e ampliação do espaço de trabalho ou para capital de giro. O programa Mão na Roda amplia esse benefício. “O Governo de Criciúma assume a sétima prestação, e o Governo do Estado a oitava, para o microempreendedor que quitar seis parcelas em dia. Pagando, assim, um valor menor do que o capital solicitado”, esclarece Potelecki.
Para ter acesso à linha de crédito de até R$ 5 mil do programa Mão na Roda, é necessário ser MEI registrado em Criciúma, solicitar o Termo de Encaminhamento na Casa do Empreendedor, localizada no piso superior do Paço Municipal Marcos Rovaris, e pagar todas as seis primeiras parcelas em dia.
Facilitação de crédito para expandir o negócio
Há menos de um ano, a microempresária Carla Aquis e a sócia, Driele Nazzari, abriram a Fluez Eventos, especializada na organização de eventos corporativos. “Essa fase inicial é desafiadora, em termos de gestão, processos e, também, financeiramente”, pontua Carla.
Com o recurso do programa Mão na Roda, as empresárias investiram em um site, que deve ser disponibilizado nos próximos meses. “Este investimento não estava previsto para este ano. Ficamos muito felizes em poder antecipar a criação do site, que proporcionará mais credibilidade para a nossa empresa. Uma ferramenta para mostrar nosso formato de trabalho, fechar novos clientes e expandir o negócio”, afirma a microempresária.
Segundo Carla, o programa é uma ótima oportunidade para quem está começando a empreender, por conta da facilidade em relação aos trâmites burocráticos, desde o atendimento na Casa do Empreendedor, até as tratativas com a Credisol. “Sem burocracias e com muita transparência. Com certeza, o Mão na Roda fez a diferença para a Fluez”, finaliza.
Facilitar a vida de quem deseja empreender
No primeiro quadrimestre deste ano, Criciúma foi a quarta cidade mais rápida do Brasil para abrir uma empresa, apresentando tempo médio de duas horas e 13 minutos. O dado é do boletim do Mapa de Empresas, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os dados mais atuais da ferramenta indicam que, neste ano, até o fim de maio, foram abertas 2.865 empresas na cidade, que possui, ainda, 30.195 empresas ativas.
Já o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), aponta um saldo de 278 novos postos de trabalho na cidade em maio. O saldo acumulado, no ano, é de 1.453 vagas abertas. Os setores da indústria e do serviço lideram a geração de emprego em Criciúma.
Economia
ReTêxtil leva Içara à etapa estadual do Geração Empreendedora
Digite / para escolher um blocoIçara está classificada para a etapa estadual do Geração Empreendedora 2026. O projeto ReTêxtil conquistou o segundo lugar na Banca Macrorregional nesta segunda-feira, dia 28, e garantiu uma das três vagas para a próxima fase da iniciativa. Entre representantes de 15 cidades, Imbituba ficou em primeiro lugar e Laguna completou o pódio na terceira colocação. A próxima etapa já será nesta quarta-feira, dia 30, na Banca Estadual.
Na disputa estadual, Içara será representada pelas estudantes Ana Paula Zilli, Emily De Stefani e Yasmin Klug, criadoras da ReTêxtil durante as atividades na Associação Empresarial de Içara (ACII). Conforme elas, a proposta nasceu com o objetivo de transformar uniformes empresariais que seriam descartados em novos produtos. Além de reduzir o descarte de materiais, a solução permite que as próprias empresas deem uma nova finalidade às peças que carregam sua identidade visual. Dessa forma, o projeto associa sustentabilidade, estratégia e valorização da imagem empresarial.
Empreendedorismo na prática
Realizado pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) em parceria com as associações empresariais, o Geração Empreendedora aproxima estudantes e empresários voluntários em uma experiência prática de aprendizagem. Por meio de metodologia própria e material didático gratuito, os participantes vivenciam capacitações, dinâmicas de inovação e o desenvolvimento de soluções para desafios reais.
Economia
Reforma tributária: construção civil precisa se preparar para as mudanças de janeiro de 2027
Em evento em Tubarão, tributaristas alertaram empresários sobre prazos, nota fiscal na venda de imóveis e a primeira cobrança da CBS.
A construção civil está entre os setores que mais vão sentir a reforma tributária, que passa a valer em janeiro de 2027. Para discutir o tema, o Sinduscon Tubarão e a Regional Litoral Sul da FIESC reuniram cerca de 80 empresários e profissionais do ramo em Tubarão. Durante duas horas, os advogados tributaristas Gustavo Amorim e Vicente Lisboa Capella detalharam o que muda e responderam às dúvidas do público.
O encontro foi viabilizado pelo Conselho de Assuntos Tributários da FIESC, presidido por Thiago Fretta, que também é vice-presidente da Regional Litoral Sul. Segundo ele, a diversidade do setor explica o tamanho do impacto. “A construção civil não tem uma tributação linear”, afirma. Incorporação, construção de edifícios, locação, loteamento, obras para terceiros, pré-fabricados e obras em alvenaria e madeira, cada um desses segmentos terá de se adaptar de um jeito. Fretta reconhece que ainda há indefinições, a começar pela alíquota do novo tributo, e diz que a ideia é discutir o assunto com a maior antecedência possível. Para ele, o auditório lotado mostra o interesse das empresas. Como a reforma foi aprovada por emenda constitucional, mudar o texto é mais difícil, e a tendência, na avaliação dele, é que ela entre em vigor em 2027 e seja aperfeiçoada com o tempo.
O presidente do Sinduscon Tubarão, José Sylvio Ghisi, defende que o empresário não espere para agir. A mudança, diz ele, já está em andamento, e o setor conta com a FIESC como parceira para orientá-lo. “Não dá para deixar para o final. Quanto mais cedo começar, melhor”, resume.
Os palestrantes chamaram a atenção para os prazos que já estão correndo. Amorim, especialista em Direito Econômico e Empresarial e em Direito Tributário, lembrou que as construtoras têm até o fim deste ano para fazer uma escolha ligada ao custo de aquisição de imóveis, e que a decisão não poderá ser refeita depois. Em janeiro, está prevista a primeira incidência da CBS, um dos novos tributos criados pela reforma. “A empresa precisa estar preparada para rodar no dia primeiro de janeiro, com emissão de nota fiscal e todas as obrigações em dia. Senão, no dia cinco, quando todos voltarem do recesso, a guia vai estar em cima da mesa e ninguém vai saber o que fazer”, alertou. Para ele, a reforma muda o paradigma das negociações, que passarão a tratar o preço da mercadoria e o tributo separadamente. O cenário terá mais clareza, mas até lá empresas e legislação precisam passar por um período de adaptação.
Capella, também especialista em Direito Econômico e Empresarial e em Direito Tributário, apontou que o setor terá de abandonar hábitos antigos. Segundo ele, as construtoras estão acostumadas a trabalhar com recibos e escrituras, sem emitir nota fiscal, e a nota de venda de imóveis passa a ser exigida já em dezembro deste ano. Quem não se preparar, avisou, “vai ser atropelado”. O advogado explicou ainda que as empresas costumam enxergar o imposto como um percentual da receita, sem olhar para créditos, uma lógica que muda por completo. Os efeitos devem alcançar preços e a relação com fornecedores. “Quem não se preparar vai se assustar em janeiro com ligações pedindo renegociação de preços”, disse.
Capella também desaconselhou apostar em adiamento. Se a reforma não for adiada, argumentou, quem esperou terá perdido tempo de organização, e o risco cresce porque nem a alíquota está definida. O evento contou ainda com a presença do presidente da Subseção de Tubarão da OAB/SC, Breno Angioletti Lício.
Economia
RetailTech reúne empresários e especialistas para debater tecnologia no varejo em Criciúma
O impacto da tecnologia no varejo foi o tema central do RetailTech, realizado nesta terça-feira (22/9) no Centro de Inovação Criciúma (CRIO). O evento reuniu empresários, lideranças, especialistas, pesquisadores e agentes do ecossistema de inovação em uma tarde de debates sobre inteligência artificial, automação, experiência do cliente e novas oportunidades de negócio.
A programação abriu com a apresentação dos resultados do InovaSul Varejo, estudo do Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação da Unesc. Na sequência, especialistas participaram de um painel sobre inteligência artificial, automação e experiência do cliente, discutindo os impactos da tecnologia no comércio e a permanência do fator humano nas relações de consumo.
“O varejo atravessa um período de mudanças marcado por novas tecnologias, inteligência artificial, automação, alterações no comportamento do consumidor e integração entre ambientes físicos e digitais. As transformações exigem novas estratégias das empresas, mas também abrem espaço para novos modelos de negócios e formas de relacionamento com clientes”, afirmou a gerente de Inovação da Unesc, Elenice Engel.
RetailTech Showcase conecta startups e empreendedores
O RetailTech Showcase integrou a programação com apresentações de startups e negócios que levaram soluções tecnológicas ao Centro de Inovação. Participaram empresas incubadas no CRIO e negócios de outras cidades, incluindo a Grande Florianópolis, em uma atividade que aproximou empreendedores e criou oportunidades de conexão.
Palestra de encerramento propõe olhar o negócio pela ótica do cliente
O evento se encerrou com a palestra “Tudo é Vitrine: Transforme cada ponto de contato em experiência e vendas”, ministrada por Francisco Issler — engenheiro civil que atua com marketing e vendas desde 2016, cofundador do projeto Vitrine Perfeita e mentor de empresários na área.
Para Issler, a vitrine deixou de ser apenas a fachada de uma loja. Redes sociais, WhatsApp, inteligência artificial, rádio e ambientes físicos também funcionam hoje como pontos de contato capazes de influenciar a percepção do consumidor. “A proposta foi levar empresários a observar os negócios a partir da perspectiva do cliente. O principal é olhar para o negócio a partir do olhar do cliente”, destacou.
O palestrante ilustrou essa dificuldade com a frase “quem está dentro da garrafa não consegue ler o próprio rótulo”. “O conceito representa a dificuldade de perceber o negócio pela perspectiva de quem está fora da operação. A mudança de olhar permite identificar pontos de melhoria e oportunidades de venda”, explicou.
Marketing x publicidade: “se não traz resultado, é só mais trabalho”
Issler também traçou a diferença entre marketing e publicidade. Anúncios, posts, banners, outdoors e campanhas fazem parte da publicidade, mas o marketing precisa estar associado a resultados concretos do negócio. “Se não traz resultado, não é marketing, é só mais trabalho”, alertou.
Ele apresentou ainda quatro critérios para avaliar ações de marketing: resultado, exposição, ação com intenção e lembrança. “A análise considera a capacidade de atrair e fidelizar clientes, alcançar o público adequado, estabelecer objetivos claros e permanecer na memória do consumidor no momento da decisão de compra”, pontuou.
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