Geral
Regularização de imóveis da Cohab entra em fase final em Criciúma
Moradora do bairro Santa Luzia, Eliete Carmen finalmente pode dizer que a casa onde vive há 40 anos está em seu nome. Ela está entre os mais de 100 criciumenses que, com a ajuda da Prefeitura de Criciúma, receberam a escritura da moradia vinculada à Companhia de Habitação do Estado de Santa Catarina (Cohab). Agora, com a liquidação da Companhia prevista para o fim de 2026, o trabalho se intensifica. Os moradores que ainda não concluíram o processo devem procurar o Município para assegurar a propriedade definitiva dos imóveis.
“É gratificante ver as famílias recebendo a escritura da casa depois de décadas de espera. Nosso compromisso é facilitar esse processo e garantir dignidade e segurança jurídica para todos. A Prefeitura está preparada para orientar e dar todo o suporte necessário para que essas pessoas consigam concluir a regularização”, ressalta o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.
Eliete conta ter batalhado por anos para ter a propriedade, mas nunca cogitou desistir. “Se não fosse pela ajuda que recebemos da equipe na Prefeitura, mesmo podendo pagar os valores, não conseguiria por conta das papeladas e burocracias. O sentimento de ter minha casa em meu nome é de gratidão”, declara a moradora da Santa Luzia.
A urgência do trabalho decorre do fato de que, caso a regularização não seja realizada antes da liquidação da Cohab, os imóveis poderão passar a ser patrimônio do Estado.
Entenda o que os moradores devem fazer
Para realizar o atendimento, os moradores devem apresentar documentos como contrato de compra e venda ou comprovantes de aquisição do imóvel, certidão de casamento, RG ou CPF, comprovante de IPTU, termo de quitação e comprovante de residência.
A entrega de matrículas no município é realizada por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, por meio da Diretoria de Planejamento Urbanístico (DPU). “Muitas pessoas acabaram desistindo ao longo do tempo por conta da burocracia, mas hoje a Prefeitura está preparada para orientar e ajudar em todas as etapas. Já avançamos bastante, com mais de 100 escrituras entregues para diversos bairros nos últimos meses, e queremos ampliar ainda mais esse número”, afirma o secretário da pasta, Thiago Rocha Fabris.
O diretor de Planejamento Urbanístico, Edson Silva, explica que a regularização ocorre em duas etapas principais. “O processo começa com a assinatura da escritura pública de compra e venda em cartório. Depois disso, é necessário fazer o registro na matrícula do imóvel, que é o que garante oficialmente a transferência para o nome do morador. Quem ainda não iniciou ou não concluiu deve procurar a Prefeitura para receber todas as orientações e verificar a documentação necessária”, pontua.
“Não há dinheiro no mundo que pague”
Morador do bairro Jardim Montevidéu há mais de 30 anos, Elves Fernandes Allano relata o alívio após a ajuda recebida da Prefeitura. “Tudo era muito burocrático e a gente não conseguia resolver o problema, mas foi mais simples do que imaginava. A iniciativa da Prefeitura em facilitar o processo fez muita diferença pela rapidez, pela agilidade e pela prestatividade. O fato de você estar com a sua escritura em mãos, com o seu imóvel legalizado e poder dizer em alto e bom som ‘eu sou o proprietário’, não há dinheiro no mundo que pague”, celebra.

Geral
Ginásio Jorge Silva receberá melhorias em acessibilidade e segurança
O Governo de Morro da Fumaça anunciou, nesta segunda-feira (27), um importante investimento para o esporte e a inclusão no município. O Ginásio Jorge Silva receberá uma série de melhorias estruturais, com destaque para intervenções voltadas à acessibilidade, garantindo mais segurança, conforto e inclusão para atletas, torcedores e toda a comunidade.
A iniciativa integra o maior pacote de investimentos da história de Morro da Fumaça. Até 2028, estão previstos cerca de R$ 200 milhões em recursos, contemplando obras já executadas, projetos em andamento e novas ações que serão anunciadas ao longo dos próximos anos.
Entre as melhorias planejadas para o Ginásio Jorge Silva estão a substituição das entradas da estrutura, a implantação de acesso adequado para pessoas com deficiência (PCD), instalação de guarda-corpo e outras adequações que irão ampliar a acessibilidade e a segurança do espaço.
O prefeito de Morro da Fumaça, Eduardo Sartor Guollo, destacou a importância do investimento para a comunidade. “Estamos trabalhando para tornar nossos espaços públicos cada vez mais acessíveis, seguros e acolhedores. O Ginásio Jorge Silva é um patrimônio da nossa cidade, palco de grandes eventos esportivos e comunitários, e merece receber melhorias que garantam inclusão e qualidade para todos”, afirmou.
Para o coordenador de Esportes, Carlos Sweder, as intervenções representam um avanço significativo para o esporte fumacense. “Essas melhorias vão proporcionar mais conforto e segurança para atletas, equipes e torcedores, além de garantir que o ginásio esteja preparado para receber todos os públicos. É um investimento que fortalece ainda mais o esporte em Morro da Fumaça”, ressaltou.
Com a execução dessas intervenções, o município poderá obter o Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) para a estrutura. Vale destacar que as obras iniciarão após os Jogos Escolares que serão realizados em junho.

Geral
Fórum Internacional de Inovação Social da Abadeus projeta Criciúma como polo de governança e inovação
Em um auditório lotado de lideranças, educadores e representantes de diferentes setores, Criciúma recebeu mais uma edição de um dos principais encontros do Sul do país voltados à construção de soluções coletivas. O V Fórum Internacional de Inovação Social da Abadeus, realizado na Acic, recebeu 515 pessoas e projeta a região como referência em governança e inovação com foco em impacto.
Promovido pela Abadeus Centro de Inovação Social, o evento alcança a quinta edição sustentado por pela expansão e capilaridade. Desde 2022, já impactou mais de três mil pessoas, reuniu especialistas de diferentes áreas e consolidou um ambiente de diálogo entre poder público, iniciativa privada, academia e terceiro setor.
A proposta avança além do campo conceitual e se sustenta na prática. A diretora-executiva da Abadeus, Shirlei Monteiro, reforça esse impacto. “A inovação que acreditamos começa nas pessoas. Quando falamos de inclusão produtiva, de formação e de oportunidade, estamos falando de transformar realidades. O Fórum é esse espaço onde ideias se conectam com impacto social de verdade”, afirma.
Ecossistema ganha densidade e integração
A iniciativa posiciona a inovação como eixo estruturante do desenvolvimento local. “Criciúma vive um novo momento, e a inovação é parte central desse futuro. O Fórum realizado pela Abadeus consolida algo que nós acreditamos muito: ninguém constrói desenvolvimento sozinho. É na conexão entre poder público, empresas, universidades e comunidade que surgem as soluções que transformam a vida das pessoas”, cita o prefeito Vagner Espíndola.
Na esfera pública, a leitura é de continuidade e estruturação. “Começaremos a olhar os centros de inovação setoriais e não tenho dúvidas que a Abadeus será um dos primeiros deste segmento a fazer parte da Rede de Catarinense de Centros de Inovação de Santa Catarina. Esta é uma das nossas metas e seguiremos trabalhando para isso”, observa o secretário-adjunto de Estado da Inovação, Nicola Martins.
Experiências globais ampliam o debate
A programação incluiu o lançamento do livro “Inovação Social: Estratégias Práticas de Impacto Global” e a apresentação de case internacional conduzido pelo empreendedor social Francisco Pires de Miranda, fundador da Class of Wonders.
Ao abordar o conceito, ele reconhece a complexidade do tema. “A inovação social é um conceito complexo e, por vezes, controverso. Existe uma tensão recorrente entre assistência e inovação. É uma inovação que chega e serve o setor público. Precisamos transformar boas ideias em metodologias e tecnologias apropriáveis por governos”, explica.
O palestrante também chama atenção para o papel dos agentes envolvidos. “Os governos estarão sempre ligados às comunidades. Nós, empreendedores sociais, seremos temporários. O que precisamos deixar são produtos de transformação da sociedade”, diz.
“Quando uma inovação social prova conceito, o mundo convida a gente a experimentar também. Começa local, escala e se internacionaliza. Hoje, soluções desenvolvidas já impactam cerca de 1,5 milhão de estudantes na rede pública portuguesa. É importante desenvolver projetos próprios, mas ainda mais importante testá-los na escola pública, no serviço social, com avaliação de impacto. A compra pública precisa ser mais isenta e tecnicamente avaliada”, acrescenta.
Governança e sustentabilidade no centro do futuro
No segundo dia, o Fórum avança para uma abordagem estratégica, com destaque para a palestra do professor Marcus Nakagawa, referência nacional em ESG. Ao iniciar a fala, ele provoca o público à reflexão. “Fechem os olhos e pensem em um problema do mundo”, propôs.
As respostas evidenciam a diversidade dos desafios contemporâneos como desigualdade, violência, uso excessivo de tecnologia e até a dificuldade de estabelecer relações humanas. Para Nakagawa, o risco está na naturalização desses problemas. “Começamos a achar isso normal. E não é”, alerta o palestrante.
Ele sustenta que a crise ambiental e social já produz efeitos concretos. “Tudo isso está causando aquecimento global, mudanças climáticas e impactos diretos na saúde das pessoas. “Estamos tentando organizar um sistema global para enfrentar problemas que são de todos”, afirma.
O V Fórum Internacional de Inovação Social conta com o apoio da Prefeitura de Criciúma, BRDE, Sebrae/SC, Unesc, Instituto Sabin, Rio Deserto e Sicredi Sul, além de instituições como Acic e IBGC.
O que dizem as autoridades sobre o impacto do Fórum:
A consolidação de um ecossistema mais integrado aparece como vetor recorrente. O gerente regional do Sebrae/SC, João Alexandre Guze, amplia essa compreensão. “Inovação não é só tecnologia, é atitude, cultura e ambiente. E o que esse Fórum constrói é justamente um ecossistema mais preparado, mais conectado e mais competitivo”, destaca.
A Unesc reforça a dimensão formativa do processo. A pró-reitora de Ensino, Graziela Giacomazzo, evidencia o papel da academia. “A Universidade tem papel essencial dentro desse ecossistema, pois produz conhecimento, forma pessoas e gera soluções para a sociedade. O Fórum é um espaço em que a ciência encontra a prática”, afirma.
No campo do desenvolvimento, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) associa inovação à estratégia de longo prazo. “O desenvolvimento passa, inevitavelmente, pela inovação. O Fórum cumpre um papel fundamental ao reunir quem pensa, quem executa e quem investe”, observa Fabrício Corrêa.

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Livreto homenageia moradora e valoriza memória e cultura
Representando o município de Balneário Arroio do Silva, o prefeito Jorge Luiz Freitas recebeu um livreto produzido em homenagem a uma das moradoras mais experientes da cidade, dona Eulina Maria Serafim Hilário, cuja trajetória é marcada por simplicidade, e sabedoria.
Organizada por familiares – o neto Everson (Xande) e sua esposa Lissandra -, a publicação reúne versos e rimas criados. Conhecida por sua forma única de brincar com as palavras, dona Eulina, aos 101 anos, eterniza, em seus versos, sentimentos e experiências que refletem sua história de vida.
A iniciativa surgiu em um momento de convivência familiar, quando os registros passaram a ser feitos em vídeo com o objetivo de preservar essa história. Posteriormente, o material foi digitalizado e organizado em formato de livreto, contribuindo para a valorização da memória.

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