Economia
Setor carbonífero lidera missão à Itália para conhecer modelos de transição energética
Delegação visitará experiências europeias de inovação e reconfiguração econômica com potencial de aplicação no Sul de Santa Catarina
Uma delegação catarinense embarca em junho para a Itália com o objetivo de conhecer experiências internacionais ligadas à transição energética justa, inovação, desenvolvimento regional e reconfiguração econômica de territórios historicamente ligados à atividade carbonífera. A missão é promovida pela Associação Brasileira do Carbono Sustentável (ABCS) e pelo Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (SIECESC), com apoio operacional da FGV Europe, reunindo lideranças do setor produtivo, instituições e entidades da região Sul do Estado.
A iniciativa busca identificar soluções e boas práticas que possam contribuir para a construção de uma agenda de desenvolvimento sustentável para Santa Catarina, especialmente para os municípios da região carbonífera. Durante a programação, os participantes terão contato com modelos europeus de descarbonização econômica, economia circular, energias renováveis, atração de investimentos e fortalecimento de ecossistemas de inovação.
Para o presidente da Associação Brasileira do Carbono Sustentável (ABCS) e pró-reitor de Pesquisa e Inovação da Satc, Fernando Luiz Zancan, a missão representa uma oportunidade estratégica para conhecer experiências internacionais que conseguiram transformar desafios em novas oportunidades de desenvolvimento.
“A região carbonífera catarinense vive um momento importante de planejamento do futuro. Vamos conhecer modelos que deram certo em regiões que também tiveram sua economia fortemente ligada à mineração e que conseguiram construir novas alternativas de desenvolvimento baseadas em inovação, tecnologia e sustentabilidade. Nosso objetivo é identificar iniciativas que possam contribuir para uma transição energética justa, preservando empregos, promovendo crescimento econômico e criando novas oportunidades para as próximas gerações”, destaca Zancan.
A delegação conta com representantes do SIECESC-Carvão +; Associação Empresarial de Criciúma (Acic); Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec); SESI, SENAI e IEL; Instituto SENAI de Tecnologia Ambiental e Fundação Getulio Vargas (FGV).
Ao longo da programação, os participantes visitarão centros de pesquisa, parques tecnológicos, aceleradoras de startups, empresas de energia limpa, projetos de economia circular e instituições voltadas ao desenvolvimento econômico da região de Trento, considerada uma referência europeia em inovação e sustentabilidade.
A missão tem como foco compreender como regiões europeias vêm conduzindo processos de transição energética e reconversão produtiva, criando novas oportunidades econômicas a partir da inovação, da sustentabilidade e da atração de investimentos. Os conhecimentos adquiridos servirão de subsídio para discussões sobre o futuro da região carbonífera catarinense e para a construção de estratégias alinhadas à agenda Santa Catarina 2050.
Transição energética justa e intercâmbio internacional marcam agenda em Vittorio Veneto
Após o encerramento da missão técnica oficial, o prefeito de Criciúma, Vagner Espíndola, junto de Zancan e Carlos Antonio Ferreira terão uma agenda complementar em Vittorio Veneto, no dia 15 de junho. O município italiano possui acordo de gemellaggio (cidade-irmã) com Criciúma e será palco de reuniões com a prefeita da cidade e empresários locais. O encontro tem como foco o fortalecimento das relações institucionais e econômicas entre os dois territórios.
A agenda também contempla discussões sobre futuras oportunidades de intercâmbio estudantil envolvendo a Satc e estudos sobre a transição energética justa e o processo de reconfiguração econômica realizado pela Província de Trento nas últimas décadas. “A experiência italiana é uma importante referência para regiões que buscam diversificar suas matrizes econômicas, incentivar a inovação e criar novas oportunidades de desenvolvimento sem deixar de valorizar sua história e vocação produtiva”, ressalta Zancan.
A expectativa da delegação é identificar iniciativas, políticas públicas e modelos de desenvolvimento que possam inspirar projetos futuros para a região Sul de Santa Catarina, contribuindo para a construção de um território mais inovador, sustentável, competitivo e socialmente inclusivo.
Economia
SATC lança programa para conectar empresas e startups em busca de soluções inovadoras
Criciúma Open Challenge Day vai transformar desafios reais de empresas em projetos-piloto com apoio da FAPESC e do Sebrae/SC
Empresas de Criciúma e região que enfrentam desafios e buscam novas tecnologias terão uma nova ferramenta para encontrar soluções. A SATC, com apoio da FAPESC e do Sebrae/SC, lança o Criciúma Open Challenge Day, programa de inovação aberta que conecta empresas, startups e negócios inovadores para transformar problemas reais em projetos-piloto.
A proposta é permitir que as empresas apresentem desafios específicos ao mercado, definindo desde o início o escopo do problema, o prazo e o valor disponível para a realização de uma prova de conceito (PoC).
A partir do desafio cadastrado, startups e empresas que possuem soluções alinhadas poderão demonstrar interesse e apresentar propostas. As alternativas passam por uma seleção até chegar ao encontro entre os potenciais parceiros.
Para o consultor de Inovação da SATC, Rafael Rocha, o modelo amplia as possibilidades para organizações que precisam inovar, mas nem sempre encontram internamente as competências necessárias.
“A inovação aberta parte justamente da ideia de que a empresa não precisa encontrar todas as respostas dentro de casa. Ao abrir um desafio para o ecossistema, ela consegue acessar diferentes competências, tecnologias e modelos de solução”, explica.
Como funciona o Criciúma Open Challenge Day
O programa foi estruturado em cinco etapas, que começam com a identificação do problema e podem terminar com a solução sendo testada no ambiente real da empresa.
1. Cadastro do desafio: a empresa apresenta o problema, o escopo, o prazo e o valor destinado à prova de conceito.
2. Apresentação das soluções: startups e empresas com tecnologias ou modelos de negócio relacionados ao desafio demonstram interesse e encaminham seus pitches.
3. Seleção: as propostas recebidas são avaliadas para identificar as soluções mais adequadas.
4. Matchmaking: durante o evento presencial, empresas e potenciais fornecedores se encontram para conhecer as propostas e avançar nas negociações.
5. Projeto-piloto: após a contratação, a solução é testada em ambiente real, com acompanhamento e suporte das entidades envolvidas.
Segundo a gerente de Consultorias e PD&I do Centro Tecnológico SATC, Pâmela Milak, o objetivo é aproximar uma necessidade concreta das empresas das competências disponíveis no ecossistema de inovação.
“A ideia é aproximar empresas, profissionais e conhecimento de uma forma muito objetiva. Existe um desafio real, existe uma solução que precisa ser validada e existe um ambiente preparado para que essa conexão aconteça”, afirma.
Evento reúne instituições do ecossistema de inovação
O Criciúma Open Challenge Day reúne 11 instituições do ecossistema local de inovação, com a proposta de estimular a cooperação e contribuir para o desenvolvimento econômico das empresas da região.
A programação terá dois momentos principais.
O evento de lançamento será realizado no dia 1º de outubro, às 8h30, no Centro de Inovação de Criciúma (CRIO). As inscrições já estão abertas.
Já o evento de conexão, que promoverá o encontro entre empresas e potenciais solucionadores, está marcado para 12 de novembro, às 8h30, no Centro Tecnológico SATC.
Empresas interessadas em cadastrar desafios e startups ou negócios que tenham soluções inovadoras podem participar por meio da plataforma do programa.
Economia
JBS e Seara fazem entrevistas para contratação no Sul de SC
Seleção presencial ocorre na próxima terça-feira (8), em Balneário Gaivota, para vagas nas unidades de Forquilhinha e Nova Veneza
Quem está em busca de uma oportunidade de trabalho terá uma nova possibilidade de contratação na próxima terça-feira (8), em Balneário Gaivota. A JBS e a Seara realizarão entrevistas presenciais para selecionar trabalhadores para as unidades das empresas em Forquilhinha e Nova Veneza.
O atendimento começa às 9h, na sede da Prefeitura de Balneário Gaivota, localizada na Avenida Guanabara, 452, no Centro, junto ao SINE.
Para participar da seleção, os candidatos devem comparecer ao local munidos de um documento de identificação. São aceitos documentos como RG ou Registro Nacional Migratório (RNM).
Vagas também são destinadas a PcD
Além da remuneração, as oportunidades contam com um pacote de benefícios oferecido pelas empresas. Entre eles estão vale-alimentação ou cesta básica de R$ 360, transporte fretado ou vale-transporte, restaurante gratuito no local de trabalho, plano odontológico, seguro de vida e participação nos resultados (PPR).
Também fazem parte da relação de benefícios o Gympass e o auxílio-creche.
As oportunidades estão abertas também para pessoas com deficiência (PcD).
Como participar
Os interessados podem buscar informações sobre as oportunidades e o processo seletivo pelo portal de recrutamento do Grupo JBS ou pelo WhatsApp disponibilizado para atendimento aos candidatos.
A orientação é que os candidatos interessados compareçam à seleção no horário indicado e levem um documento de identificação.
Serviço
O que: entrevistas para contratação JBS e Seara
Quando: terça-feira (8), a partir das 9h
Onde: Prefeitura de Balneário Gaivota – Avenida Guanabara, 452, Centro
Local: junto ao SINE
Unidades: Forquilhinha e Nova Veneza
Informações: grupojbs.gupy.io | WhatsApp (48) 9 9168-3371
Economia
Salário mínimo deve chegar a R$ 1.741 em 2027, prevê Orçamento
Projeto enviado ao Congresso nesta segunda-feira (31) estima inflação de 3,6%, crescimento de 2,46% do PIB e superávit primário de R$ 18,6 bilhões
O salário mínimo poderá passar dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027, conforme a proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) apresentada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31).
O texto foi encaminhado no último dia do prazo constitucional para envio do projeto ao Legislativo e estabelece as principais estimativas para as contas públicas do próximo ano. Entre as projeções estão inflação de 3,6% e crescimento de 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB).
Caso a previsão para o salário mínimo seja confirmada, o reajuste será de R$ 120, equivalente a aproximadamente 7,4% sobre o valor atual. Pela estimativa apresentada no projeto, o aumento ficaria cerca de 2,3 pontos percentuais acima da inflação projetada para este ano.
Projeções para a economia
Além do salário mínimo, a proposta apresentada pelo Executivo reúne as estimativas utilizadas para calcular as receitas e despesas do governo federal em 2027.
O documento trabalha com uma taxa básica de juros (Selic) média de 12,53% e prevê o dólar com cotação média de R$ 5,22 ao longo do próximo ano.
Para o resultado das contas públicas, a previsão é de um superávit primário de R$ 18,6 bilhões, o equivalente a pouco mais de 0,1% do PIB.
O resultado primário considera a diferença entre as receitas e as despesas do governo, sem incluir os gastos com juros da dívida pública.
Proposta ainda precisa passar pelo Congresso
A LOA estabelece quanto o governo federal pretende arrecadar e como os recursos públicos deverão ser distribuídos entre as diferentes áreas da administração.
Pela Constituição Federal, o Executivo precisa encaminhar a proposta ao Congresso até 31 de agosto. Depois de analisado e votado pelo Legislativo, o Orçamento segue para sanção presidencial.
O projeto de 2027 será inicialmente examinado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Na sequência, será submetido à votação do Congresso Nacional e, caso aprovado, encaminhado para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
LDO ainda precisa ser votada
Antes da análise definitiva do Orçamento, o Congresso também precisa concluir a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece parâmetros para a elaboração e execução da LOA.
O projeto da LDO de 2027 tramita no Congresso por meio do PLN 2/2026. A votação deveria ter ocorrido até 17 de julho, mas não foi concluída.
Com o atraso, a expectativa é de que a matéria seja analisada durante o segundo semestre, antes da conclusão do processo orçamentário de 2027.
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