Polícia
TJ confirma pena de homem que usava entrevistas de emprego falsas para aplicar golpes
Dados colhidos, inclusive biométricos, sustentavam fraudes bancárias
A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) manteve a condenação de um homem acusado de integrar esquema de falsas entrevistas de emprego para obtenção de dados pessoais, utilizados posteriormente em fraudes bancárias. Em 1ª instância, ele havia sido condenado pelos crimes de estelionato tentado, uso de documento falso, falsidade ideológica e falsa identidade.
O esquema consistia em atrair vítimas com promessas de emprego a partir do agendamento de entrevistas em espaços de coworking. No local, eram coletados dados pessoais, documentos e informações biométricas dos candidatos, que poderiam ser utilizados para abertura de contas bancárias e obtenção de crédito em nome das vítimas.
No caso analisado, a fraude não chegou a se consumar porque policiais civis realizaram investigação prévia – a organização criminosa teria feito vítimas em Florianópolis na semana anterior, com prejuízo que chegou a R$ 100 mil em um dos casos.
Os policiais, assim, monitoraram um coworking de Criciúma e realizaram a abordagem no momento em que a primeira vítima estava prestes a ser entrevistada. Com o acusado, foram encontrados formulários com dados de terceiros, fichas de entrevista e aparelhos celulares, o que indicaria, conforme o relatório, a reiteração da prática criminosa.
A sentença de condenação inicial foi do juízo da 2ª Vara Criminal da comarca de Criciúma, que estabeleceu ao réu pena de quatro anos de reclusão, em regime inicial semiaberto; três meses e 15 dias de detenção; além do pagamento de 27 dias-multa.
Ao recorrer, a defesa do réu sustentou que não houve início de execução do estelionato, e alegou que o caso se restringiria a atos preparatórios. Também pediu a redução da pena e a substituição da sanção privativa de liberdade.
O desembargador relator, entretanto, afastou os argumentos. Conforme o relatório, a materialidade e a autoria ficaram comprovadas por diversos elementos, como auto de prisão em flagrante, boletins de ocorrência, contratos firmados com identidade falsa, além de depoimentos colhidos na investigação e em juízo. Da mesma forma, o conjunto probatório demonstrou que o acusado já havia iniciado a execução do crime ao estruturar o ambiente fraudulento, agendar entrevistas e posicionar-se para colher os dados das vítimas, o que ultrapassa a fase meramente preparatória.
O voto também destacou o modus operandi do grupo, oriundo do Paraná e que utilizava anúncios de vagas com remuneração atrativa para selecionar vítimas com maior capacidade de crédito, além do uso de documentos falsos e múltiplos números de telefone para dificultar a identificação.
“A culpabilidade acentuada não decorre do simples cometimento dos delitos, mas sim da forma engenhosa e estruturalmente organizada com que estes foram praticados: atuação conjunta com terceiros, divisão de tarefas, utilização de múltiplos números telefônicos, reserva de sala sob identidade falsa, coleta de dados sensíveis, coordenação simultânea com interlocutores remotos e emprego de biometria facial para consumar financiamentos fraudulentos, circunstâncias todas extraídas da prova oral, documental e telemática”, ressaltou o relator.
Manteve-se assim a sentença. O voto foi seguido de maneira unânime pelos demais membros do órgão fracionário
Polícia
Adolescente de 16 anos morre soterrado por pedra em pedreira de Treze de Maio
Leonardo Vieira Nandi trabalhava na comunidade de Linha Mesquita quando a rocha cedeu; resgate durou três horas e exigiu técnicas especiais pelo peso da pedra
Leonardo Vieira Nandi, de 16 anos, morreu na manhã desta quarta-feira (22) após ser atingido por uma pedra enquanto trabalhava em uma pedreira com o pai na comunidade de Linha Mesquita, em Treze de Maio, no Sul de Santa Catarina.
O acidente aconteceu quando uma rocha cedeu e caiu sobre o adolescente. Os Bombeiros Voluntários de Jaguaruna, Sangão e Treze de Maio foram acionados às 9h10 e, ao chegarem ao local, constataram que Leonardo já estava sem vida.
O corpo permaneceu preso sob a pedra. A operação de resgate durou cerca de três horas, exigindo técnicas específicas em razão do peso da rocha e das condições do terreno.
Polícia
PM e proprietária de casa de shows ficam feridos em ataque a tiros em Içara; dois suspeitos morrem em confronto
Caso começou após discussão entre clientes e funcionários; três suspeitos foram localizados em Criciúma na manhã deste domingo
Um Policial Militar e a proprietária de uma casa de shows ficaram feridos durante um ataque a tiros registrado na madrugada deste domingo (19), em Içara. Segundo a Polícia Militar, a ocorrência teve início após uma discussão entre clientes e funcionários do estabelecimento.
Como aconteceu o ataque
De acordo com o relato policial, um dos envolvidos na discussão deixou o local afirmando que retornaria armado. Minutos depois, os suspeitos voltaram em um veículo e efetuaram diversos disparos contra pessoas que estavam na entrada do estabelecimento. O caso é investigado como tentativa de homicídio.
O policial militar atingido estava de folga no local e foi socorrido por uma guarnição ao Hospital São Donato. A proprietária da casa de shows foi baleada na perna.
Segundo testemunhas, o policial reagiu à agressão. Após o fim dos disparos, a arma usada por ele foi recolhida por um amigo e entregue espontaneamente às equipes policiais, permanecendo apreendida para os procedimentos legais.
Buscas e desfecho
Após o ataque, os envolvidos fugiram do local. Equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica estiveram no local para os levantamentos e iniciaram as buscas pelos suspeitos.
Na manhã deste domingo, os três suspeitos identificados foram localizados em Criciúma. Um deles foi preso e encaminhado à Delegacia de Polícia. Os outros dois — apontados como participantes da ação, entre eles o suspeito de efetuar os disparos — entraram em confronto com policiais militares durante a abordagem, foram baleados e morreram no local.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a dinâmica completa do ataque.
Polícia
Motociclista morre após colisão com carro no Morro Estevão, em Criciúma
Vítima foi arremessada cerca de 50 metros após impacto e não resistiu aos ferimentos
O motociclista Elizeu Pereira de Almeida, de 38 anos, morreu após um grave acidente de trânsito registrado na tarde deste sábado (18), no bairro Morro Estevão, em Criciúma.
Como aconteceu
A colisão entre a motocicleta e um carro ocorreu por volta das 12h30, na Rua Pedro Dal Toé. Com a força do impacto, Elizeu foi arremessado cerca de 50 metros e atingiu uma placa de sinalização.
A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
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