Política
TJ nega recurso e Dajori tem mandato ameaçado
A Terceira Câmara do Tribunal de Justiça de Santa Catarina negou por unanimidade o recurso impetrado pela Defesa do vereador Moacir Dajori (PSDB) e manteve a cassação do mandato do parlamentar.
A sentença é uma resposta a uma Ação do Ministério Público que tem como base uma denúncia feita por um ex-assessor. Em 2013, o ex-colaborador acusou Dajori de exigir a divisão do salário para que ele tivesse o emprego assegurado.
Caso foi registrado no primeiro mandato do parlamentar, que assegurou sua reeleição na disputa de 2016.
Com o recurso esgotado no TJ, a segunda instância, Dajori deve ser obrigado a cumprir a sentença e neste caso deixar seu cargo no Legislativo
Política
Vereadores cobram fim das goteiras na EEB João Frassetto antes da entrega da reforma, prevista para setembro
A Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Turismo da Câmara Municipal de Criciúma esteve na tarde desta quarta-feira (29) na Escola de Educação Básica João Frassetto para fiscalizar de perto o andamento da reforma da unidade e o estado atual da infraestrutura escolar. A visita atendeu a um requerimento do vereador Juceli Alano (PSD) e reuniu o presidente da comissão, Amaral Bittencourt (PSD), além de Marcos Soares Machado, o Marquinho (MDB), Luiz Carlos Custódio Fontana (PL) e Obadias Benones da Silva (PL), com participação também de representantes da Coordenadoria Regional de Educação e da construtora responsável pela obra.
Durante a visita, professores e representantes da comunidade escolar levaram à comissão as demandas mais urgentes ligadas à reforma. O ponto que mais preocupa é a presença de goteiras em salas de aula, somada a outros reparos estruturais ainda pendentes — situação que gera apreensão mesmo com a entrega da obra marcada para setembro. O cronograma da reforma foi estendido depois que novos serviços e ajustes estruturais foram identificados já durante a execução dos trabalhos, e o pacote de intervenções abrange cobertura, esquadrias, pavimentação, pintura, sistema de tratamento de efluentes e acessibilidade, entre outras adequações para a unidade.
Para o presidente da comissão, Amaral Bittencourt, a visita teve papel de acompanhamento direto e escuta da comunidade escolar. “Nosso compromisso é fiscalizar e buscar respostas para as demandas apresentadas por professores, pais e alunos”, afirmou o vereador, reforçando que o objetivo é entregar a escola em condições seguras e adequadas.
A coordenadora regional de Educação em Criciúma, Ronisi Cristina Agostinho da Silva Guimarães, informou aos vereadores que os pontos levantados na visita serão resolvidos e que a empresa responsável seguirá em obra até a conclusão dos serviços, mantendo a previsão de entrega em setembro. Já o engenheiro Pedro Henrique Gomes, da Salver Construtora e Incorporadora Ltda., responsável técnico pela reforma, detalhou aos vereadores as etapas já concluídas, os aditivos contratuais realizados e o que ainda falta executar.
Ao final do encontro, a comissão afirmou que vai manter o acompanhamento da obra até a entrega definitiva da escola, cobrando o cumprimento do prazo e a resolução das demandas da comunidade escolar antes da conclusão dos trabalhos.
Política
MP pede ressarcimento de R$ 221 mil por supostas irregularidades nos Joguinhos Abertos de Criciúma
Ação civil pública mira a Associação Desportiva Criciúma e ex-presidentes da entidade e da Fesporte por suposto desvio de verba destinada à edição de 2013 do evento
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 11ª Promotoria de Justiça de Criciúma, ajuizou ação civil pública pedindo o ressarcimento de R$ 221.978,19 aos cofres públicos por supostas irregularidades na aplicação de recursos da 26ª edição dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina, realizada em Criciúma em 2013.
A ação mira a Associação Desportiva Criciúma, seu então presidente e o então presidente da Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte), responsável na época pela liberação e fiscalização do repasse. Além do ressarcimento, o MP pede o reconhecimento de improbidade administrativa dos dois ex-dirigentes.
Como surgiu o caso
A apuração começou após denúncia anônima sobre possível desvio de recursos. O alvo da investigação foi uma subvenção social de R$ 427 mil destinada aos jogos.
Segundo o MP, parte do valor não foi aplicada conforme o plano de trabalho aprovado nem teve o uso comprovado. Entre as irregularidades apontadas estão gastos de gestão vedados por lei, despesas com alimentação não autorizadas, obras em imóveis de terceiros e em escolas públicas sem licitação e sem comprovação do direito de uso dos espaços, além de recursos aplicados em finalidades diferentes das originalmente previstas.
O MP também alega que o próprio repasse foi feito de forma irregular, por um setor sem competência legal para liberar verbas do Sistema Estadual de Incentivo à Cultura, ao Turismo e ao Esporte (Seitec) por subvenção social.
De acordo com a ação, o evento era de responsabilidade da Fesporte e integrava seu calendário oficial. A Associação Desportiva Criciúma, porém, nem aparecia no material de divulgação da competição — o que, para o MP, indica que ela teria atuado só como intermediária no repasse, prática proibida pela legislação estadual.
Tentativa de acordo antes da ação
Antes de acionar a Justiça, a Promotoria recomendou à Fesporte que buscasse reaver os valores, inclusive com a inscrição da Associação e de seu representante no cadastro de devedores. A fundação respondeu que o caso estava em análise e depois apresentou parecer concluindo pela ausência de dolo e pela prescrição do direito de cobrança — sem, segundo o MP, adotar qualquer medida efetiva de reparação.
O que diz o Ministério Público
Para o promotor Marcus Vinícius de Faria Ribeiro, autor da ação, as falhas identificadas não são pontuais: “O conjunto probatório revela a repetição sistemática de práticas irregulares (…), afastando qualquer alegação de erro escusável e reforçando a caracterização do elemento subjetivo doloso.”
O que pede a ação
O MP requer que a Justiça reconheça a prática de atos dolosos de improbidade administrativa pelos réus e determine o ressarcimento integral do valor apontado, corrigido monetariamente e com juros, a ser revertido ao Estado de Santa Catarina via Fesporte.
Política
Fecomércio SC recebe João Rodrigues, Esperidião Amin e Antídio Lunelli em série de encontros com pré-candidatos
A Fecomércio SC deu prosseguimento, nesta segunda-feira (20), à sua série de encontros com pré-candidatos aos cargos majoritários nas eleições deste ano em Santa Catarina. O projeto Diálogos Fecomércio recebeu, para um almoço, João Rodrigues (PSD), ex-prefeito de Chapecó e pré-candidato ao Governo do Estado; Esperidião Amin (Progressistas), senador e pré-candidato à reeleição; e Antídio Lunelli (MDB), deputado estadual que também almeja a disputa ao Senado.
O encontro ocorreu no Hotel Sesc Cacupé, em Florianópolis, e contou com a presença de aproximadamente 80 empresários de todas as regiões do estado, integrantes da diretoria e do conselho da federação.
Pauta econômica e de educação profissional
Durante a reunião, Rodrigues, Amin e Lunelli receberam as principais demandas do setor produtivo catarinense, especialmente nas áreas econômica e de educação profissional. O presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac de Santa Catarina, Hélio Dagnoni, apresentou aos pré-candidatos preocupações do empresariado em temas como o vício em apostas on-line (bets), as elevadas taxas de juros praticadas no país e a concorrência com marketplaces estrangeiros, especialmente após o fim da chamada “taxa das blusinhas”.
“Relatamos aos candidatos nossas preocupações como empresários que estão na ponta, gerando emprego e renda. Há questões em andamento, como a possibilidade de mudança na jornada de trabalho e a falta de isonomia tributária, que reduzem investimentos e podem levar a grandes perdas no futuro”, afirmou Dagnoni.
Fala dos pré-candidatos
João Rodrigues ressaltou que “momentos como este são fundamentais para todo e qualquer pré-candidato”, já que o diálogo com o setor produtivo é essencial para a tomada de decisões.
Amin destacou que “encontros como este nos dão energia e iluminam os problemas reais da nossa economia”, avaliando que quem atua no comércio e nos serviços conhece a realidade do país e do estado como poucos.
Lunelli, por sua vez, afirmou que “irá trabalhar pelas demandas apresentadas” e que o Brasil tem condições de se tornar a terceira maior economia do mundo caso haja acerto no rumo político do país.
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