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Unesc aprova projetos que somam mais R$7,5 milhões em investimento em ciência
Três importantes projetos de pesquisa de autoria de pesquisadores da Unesc foram aprovados no Programa MultiLab/SC da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), com resultado divulgado nesta semana. Os projetos, selecionados por meio do Edital de Chamada Pública 15/2023, somam R$7,5 milhões em investimentos.
Em todo o Estado, serão investidos, por meio do Governo de Santa Catarina, mais de R$ 111 milhões em estruturação de laboratórios multiusuários, compra de equipamentos e desenvolvimento de pesquisas avançadas.
Na Unesc os projetos aprovados viabilizarão o aperfeiçoamento do laboratório multiusuários para análise toxicológica no contexto meio ambiente e saúde; o aperfeiçoamento da estrutura laboratorial para desenvolvimento de hidrogéis e aerogéis com incorporação de diferentes carreadores de bioativos e a ampliação do escopo do Observatório Socioeconômico, Ambiental e de Inovação da Universidade.
A pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação da Unesc, Gisele Coelho Lopes, acompanhada de colegas pesquisadores da Universidade, esteve em Florianópolis nesta semana da reunião da câmara técnica da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe) para apresentação das propostas.
“No encontro pudemos apresentar os projetos aprovados pela Unesc e conhecer mais sobre as propostas das demais Instituições de Ensino Superior (IES). Foi muito produtivo e uma grande satisfação poder compartilhar com os colegas aquilo que será executado na nossa Universidade, além de nos inspirar positivamente naquilo que será feito por todo o estado”, apontou.
Conforme a reitora da Unesc e presidente da Acafe, Luciane Bisognin Ceretta, o investimento em ciência é sempre uma aposta certeira e, ao aportar esses recursos como incentivo à pesquisa, o estado irá sentir os reflexos positivos junto da comunidade. “Esse é um passo que contribuirá sobremaneira com o trabalho dos pesquisadores nas nossas universidades. Algo nunca visto até então. São projetos que estudam temáticas relevantes, emergentes para Santa Catarina e que trarão resultados importantes à sociedade. Faremos questão de acompanhar de perto os trabalhos e as conclusões obtidas”, afirma.
Os pesquisadores responsáveis pelos projetos aprovados na Unesc são Matheus Vinícius Gregory Zimmermann, Samira da Silva Valvassori e Oscar Rubem Montedo. Abaixo conheça mais sobre as propostas de cada um:
Matheus Vinícius Gregory Zimmermann
– Aperfeiçoamento da Estrutura Laboratorial para Desenvolvimento de Hidrogéis e Aerogéis com Incorporação de Diferentes Carreadores de Bioativos
Finalidade: O projeto visa aprimorar a estrutura laboratorial da UNESC para o desenvolvimento de hidrogéis e aerogéis incorporando diversos carreadores de bioativos. Isso busca maximizar a eficiência do uso racional de água potável e combater doenças na agricultura, utilizando materiais sustentáveis.
Samira da Silva Valvassori
– Aperfeiçoamento do Laboratório Multiusuários da UNESC para Análise Toxicológica no Contexto Meio Ambiente e Saúde
Finalidade: O projeto propõe a aquisição de equipamentos avançados para análise toxicológica, como microscópio confocal, Spectramax e citômetro de fluxo, para refinamento das análises de toxicidade no Laboratório Multiusuários da UNESC. Isso possibilitará uma abordagem mais eficiente e abrangente na avaliação dos efeitos tóxicos de agentes químicos, contribuindo para áreas como Ciências da Saúde e Ciências Ambientais.
Oscar Rubem K Montedo
– Observatório Socioeconômico, Ambiental e de Inovação da Unesc
Finalidade: O projeto visa ampliar o escopo de atuação do Observatório Socioeconômico e de Inovação da UNESC para monitoramento ambiental (ar, rios e solos) na região sul catarinense. A análise das informações, com uso de inteligência artificial, fornecerá dados para entender a qualidade do meio ambiente e seu impacto na saúde da população, auxiliando o desenvolvimento de políticas públicas e tomadas de decisão.
O Programa MultiLab SC
Liderado pela Fapesc, o Programa MultiLab SC selecionou 50 projetos apresentados por 19 IES. Serão beneficiadas 14 cidades de todas as regiões catarinenses. Cada laboratório receberá até R$ 2,5 milhões em fomento.
Conforme o governador Jorginho Mello, os recursos poderão ser usados para construções ou melhorias de infraestrutura, compra de equipamentos, além de uma série de investimentos que visam impulsionar a pesquisa avançada em Santa Catarina.
“A mudança que a gente pretende em Santa Catarina é uma mudança estrutural, a mudança rumo ao conhecimento. Quem tem conhecimento, tem poder. É simples assim. E nós temos. O nosso estado é um estado pequeno no tamanho, mas gigante no que representa e no que produz, esse estado que nos enche de orgulho, que é diferente em muitos setores de produção, na sua economia diversificada. Todo projeto tem investimento de desejo, de sonho, de perspectiva. E nós estamos aqui para poder proporcionar isso, alinhado ao desenvolvimento do nosso estado”, afirmou o governador.
O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI), Marcelo Fett, lembrou que um dos pilares da inovação é a pesquisa. “Inovação a gente faz com conectividade, capital humano e conhecimento de pesquisa e desenvolvimento. Sem dúvidas esse vai ser um grande marco. É um investimento recorde em laboratórios de pesquisa e desenvolvimento e de maneira tão descentralizada. Sem dúvidas será um grande sucesso e um grande alavancador dessa estratégia de desenvolvimento do governador Jorginho Mello”, destacou Fett.
Para o presidente da Fapesc, Fábio Wagner Pinto, esse investimento é o caminho que Santa Catarina precisa para avançar nas pesquisas de inovação e tecnologia. “O Programa MultiLab SC fará história na pesquisa catarinense. A partir de agora será desenvolvida uma rede que integrará não somente as universidades entre si, mas a comunidade. Permitindo que um empresário, por exemplo, consiga localizar e utilizar um laboratório específico”, reitera o presidente.
Geral
Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão
O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.
Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.
Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.
Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.
“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.
Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador
Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.
Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.
Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.
Imposto de censura
Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.
As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.
O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.
Preservação da memória de Siderópolis
A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.
“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.
Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.
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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia
A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.
Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.
O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.
“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.
Pesquisa que gera novas conexões
Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.
Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.
“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.
A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.
Da graduação para uma conferência internacional
A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.
“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.
Geral
Prefeitura de Criciúma assina termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos
A Prefeitura de Criciúma assinou, nesta sexta-feira (11), o termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos (GAD). A sala, localizada no segundo andar do Mercado Público Criciumense, no Centro, será destinada a atividades assistenciais, sociais, comunitárias e de apoio à saúde. A ação é fundamentada pela Lei Municipal nº 9.008 de 22 de julho de 2026.
“Essa é uma forma de o Município apoiar uma causa tão importante e contribuir para que o GAD tenha melhores condições de acolher e atender as pessoas com diabetes. Sabemos da relevância desse trabalho e queremos fortalecer iniciativas que levam assistência, informação e cuidado para a população”, ressaltou o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.
O espaço possui 116,24 metros quadrados. Segundo o presidente do GAD, Samuel Pereira de Medeiros, a cessão representa uma conquista para a entidade e permitirá ampliar a estrutura de atendimento oferecida às pessoas com diabetes.
“Esse espaço será utilizado para dar apoio a todas as pessoas com algum tipo de diabetes. Hoje oferecemos assistência social, cestas glicêmicas, convênio médico, telemedicina e atendimento com psicólogas, e teremos esse atendimento também no local. Atualmente, atendemos uma média de 18 a 20 pessoas e queremos chegar até o final do ano a 50 pessoas”, destacou.
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