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Verão Unesc encerra temporada e reforça compromisso com a comunidade

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O projeto Verão Unesc terminou, neste domingo (1º/2), deixando marcas que vão muito além da temporada de verão. Ao longo das últimas semanas, a Universidade esteve presente na orla de Balneário Rincão com uma programação diversa, gratuita e aberta à comunidade, reafirmando, na prática, seu compromisso com a educação, a extensão universitária e o desenvolvimento social.

Mais do que atividades, o Verão Unesc foi feito de encontros, cuidado, aprendizado e muita troca. Foi um espaço de convivência e acolhimento, no qual pessoas se conectaram, compartilharam experiências e viveram um verão construído com intensidade, responsabilidade e propósito. Estar na orla foi estar perto, ouvir, dialogar e promover experiências que fazem sentido para a vida das pessoas.

A reitora em exercício da Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes, destaca que as atividades do Verão Unesc traduzem, na prática, uma das missões da Universidade Comunitária. “Estar na orla, em contato direto com as pessoas, é uma forma de levar conhecimento, cuidado e orientação para além dos muros do campus. São ações que promovem saúde, bem-estar, esporte e cultura, ao mesmo tempo em que fortalecem o vínculo da Unesc com a comunidade. Quando a Universidade ocupa espaços públicos com educação e prevenção, amplia seu impacto social e reafirma seu compromisso com a vida e com o desenvolvimento da região”, afirma.

O compromisso, destacado pela reitora, se refletiu na experiência de quem viveu o projeto de perto. Para os veranistas, a presença da Unesc foi mais do que uma programação de verão: foi um espaço de acolhimento, cuidado e convivência.

A dona de casa e veranista Gislaine Marcello Luciano, participou de todas as aulas de zumba. “O que eu mais gostei foi sem dúvida a zumba. Eu vim todos os fins de semana, foi maravilhoso. Bom  para a saúde e nosso bem-estar. Valeu demais essa ação da Unesc aqui”, ressaltou.

Assim como ela, a aposentada Giusa Borges se juntou à turma da zumba. “Eu participei aqui e no calçadão também. Eu gosto muito de dançar, ver gente, faz bem para o corpo. Além de ser divertido, faz bem para a saúde. Eu tenho 63 anos e estou aqui dançando, a gente não pode ficar parada nessa idade”, falou, aprovando a ação.

Estrutura especial

Com uma estrutura especialmente montada para receber o público, o projeto levou à comunidade uma programação voltada à promoção da saúde, do lazer, do esporte e da educação.

Entre as atividades oferecidas estiveram aulas de ritmos e surf, práticas esportivas como beach tennis, vôlei, futebol e futmesa, além de ações voltadas ao cuidado com a saúde, como aferição de pressão arterial e orientações em saúde. As crianças também tiveram espaço garantido, com atividades recreativas e pinturas, tornando o Verão Unesc um ambiente pensado para todas as idades.

Vínculo com a comunidade

Cada atividade realizada, cada atendimento prestado e cada conversa estabelecida ao longo da programação fortaleceram o vínculo entre a Universidade e a comunidade. “A presença da Unesc na orla reafirmou a importância da extensão universitária como ponte entre o conhecimento acadêmico e as necessidades reais da sociedade, promovendo qualidade de vida, informação e acesso”, salienta a diretora de Extensão, Cultura e Ações Comunitárias, Sheila Martignago Saleh.

Integrando a agenda especial da Universidade ao longo do mês de janeiro, o Verão Unesc mostrou que educar também é estar junto, compartilhar saberes e construir coletivamente experiências transformadoras. “Um projeto que encerra sua edição com o sentimento de missão cumprida e com a certeza de que o compromisso da Unesc com a comunidade segue vivo, pulsante e em constante movimento”, acrescenta a diretora.

O coordenador do setor de esportes da Unesc, Fagner Viana, avalia como positiva a ação deste verão. “Antes de iniciar o projeto, nós contamos uma equipe multidisciplinar dedicada ao planejamento para que pudéssemos estar na praia atendendo a comunidade da melhor forma possível. Pensamos sempre no seu bem-estar, não só pessoal, mas a família também”, reforçou.

Ele acrescentou ainda que o cuidado com que a Unesc desempenha suas atividades e ações, fazem diferença. “Entregamos nossos serviços com profissionais com um cuidado muito grande para que a gente possa orientar todas as atividades. Cada profissional teve esse cuidado e esse comprometimento de orientar da melhor forma possível para que a pessoa venha para cá e aproveite sem se machucar, por exemplo. O nosso maior foco sempre foi de que todas as pessoas que pudessem aproveitarem e estejam dentro do nosso ambiente se sintam da melhor forma possível e acolhidas pela nossa universidade e pelos profissionais”, comentou.

O Projeto Golfinhos foi citado pelo coordenador de esportes, como um dos principais pontos das atividades. “Temos esta parceria há muito tempo com o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, em que falamos sobre os perigos, sobre conscientização, sobre o mar, sobre o cuidado. Hoje, afogamento é a segunda maior causa de mortes em crianças de 6 a 14 anos, então quando a universidade e o Corpo de Bombeiro estão juntos, falando no seu momento de lazer, traz mais segurança para a comunidade e para que todo mundo esteja aqui”, avaliou.

Container e Biblioteca de Verão

Além das ações na orla, a Unesc se fez presente no Container da Universidade como ponto central de atendimento e informações. O espaço ofereceu orientações sobre cursos, realização de matrículas, esclarecimentos sobre o programa Universidade Gratuita e demais oportunidades institucionais. Também foram sorteadas duas bicicletas para aqueles que participaram das atividades do projeto. Outro destaque foi a Biblioteca de Verão Unesc, um ponto de troca de livros que incentivou a leitura durante a temporada.

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Meu Doutor registra mais de 2,4 mil atendimentos em um mês em Criciúma

Serviço de telemedicina da Prefeitura funciona 24 horas e teve tempo médio de espera de 4 minutos e 22 segundos no primeiro mês

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Mais de 2,4 mil consultas médicas por videochamada foram realizadas em Criciúma durante o primeiro mês de funcionamento do Meu Doutor. O serviço oferecido pela Prefeitura permite que moradores tenham contato com um médico sem precisar sair de casa.

O tempo médio de espera registrado no período foi de 4 minutos e 22 segundos, abaixo dos 12 minutos estabelecidos como referência para o atendimento.

A plataforma funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados, e pode ser utilizada por meio de celular ou computador com câmera e microfone.

Para o prefeito Vagner Espíndola, os números iniciais permitem ao município avaliar a adesão da população ao serviço.

“Mais do que colocar uma nova ferramenta em funcionamento, o primeiro mês nos permite observar como a população está incorporando esse serviço à rotina”, afirmou.

Como funciona a consulta

O atendimento começa com uma videochamada com um médico. Durante a consulta, o profissional avalia os sintomas relatados, orienta o paciente e pode prescrever medicamentos quando houver indicação.

Caso identifique a necessidade de uma avaliação presencial, o médico orienta o usuário sobre o encaminhamento mais adequado dentro da rede pública de saúde.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, a consulta remota permite uma primeira avaliação da situação apresentada pelo paciente.

“O médico consegue ouvir o relato, avaliar os sintomas e conduzir a consulta a partir dessas informações”, explicou.

O vice-prefeito Salésio Lima destacou que a disponibilidade ininterrupta pode ser útil principalmente em situações que surgem fora do horário convencional de atendimento.

Como acessar o Meu Doutor

O serviço pode ser acessado pelo endereço meudoutor.criciuma.sc.gov.br.

No primeiro acesso, o usuário deve entrar na plataforma pelo celular ou computador, informar o CPF e utilizar como senha inicial os seis primeiros números do documento. A senha pode ser modificada posteriormente.

Depois do login, é necessário selecionar a opção “Pronto Atendimento Médico”, permitir o acesso à câmera e ao microfone e informar brevemente os sintomas.

Na sequência, o usuário aguarda o contato do médico para iniciar a consulta por videochamada.

O atendimento pode ser solicitado de qualquer local e permanece disponível durante 24 horas.

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Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão

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O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.

Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.

Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.

Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.

“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.

Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador

Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.

Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.

Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.

Imposto de censura

Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.

As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.

O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.

Preservação da memória de Siderópolis

A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.

“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.

Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.

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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia

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A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.

Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.

O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.

“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.

Pesquisa que gera novas conexões

Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.

Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.

“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.

A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.

Da graduação para uma conferência internacional

A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.

“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.

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