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Economia

10ª Feira AgroPonte marca a força e o desenvolvimento do agronegócio e da agricultura familiar na região

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Por mais que a Feira AgroPonte já seja tradicional no sul de Santa Catarina, a sua 10ª edição foi especial: juntou os setores do agronegócio, da agricultura familiar e da pecuária, reforçando o potencial encontrado na região e também o acolhimento do público ao evento. Durante os cinco dias, de quarta a domingo, o que foi visto entre os corredores eram olhares atentos, curiosos e muitas vezes encantados, pelo o que estava sendo exposto pelos participantes.

Nesta edição, o destaque também ficou para a programação que contou com o primeiro PropecSul, onde além da palestra técnica com o zootecnista Roberto Vilhena Vieira, teve o julgamento da raça Zebuína Brahman. E também, a 1ª Exposição Sul Catarinense do Dorper e White Dorper, com a participação do jurado Lucas Lemos Ranzani, partilhando o seu conhecimento sobre os bichos.

Mas, havia muito mais a espera do público: mais de 40 associações da agricultura familiar, indústrias, revendas e concessionárias de máquinas, tratores, colheitadeiras, equipamentos, ferramentas, tecnologias e insumos para a produção no agronegócio, agricultura e pecuária.

O olhar dos expositores por trás desta edição

Um dos atrativos mais procurados pelos visitantes foi a exposição de animais, composta por diversas raças de bovinos, ovinos, equinos, pássaros, roedores e peixes. “Sabemos que em cada nova edição, a AgroPonte vem melhorando, mas a décima edição disparou. É algo inédito o que pudemos observar, tanto em número de público e o seu envolvimento, quanto na organização que foi nota mil”, menciona o proprietário da Cabanha Bez Batti, Arnaldo Bez Batti.

O empresário ainda teve mais um fator especial na feira, onde seus bovinos da raça Brahman, ganharam todas as premiações no julgamento da raça. “Nós tivemos o prazer e o privilégio de sermos contemplados com os prêmios da competição, e isso não tem dinheiro que pague”, reforça Bez Batti. Outro quesito observado, foi a amizade e a parceria entre os criadores presentes.

Esse é o caso do proprietário da Fazenda Campo Novo, Paulo César Lemos, que mora em Tijucas e é amigo de Arnaldo. “Me sinto muito bem ao estar aqui no Sul Catarinense, já andei por todo o Brasil ao lado do seu Arnaldo, em busca de boas genéticas para aprimorar os animais. Trabalho com a pecuária há 25 anos e fico muito contente em participar da AgroPonte, admiro a região e me sinto acolhido pelas pessoas”, menciona Lemos.

Mais setores em destaque na exposição

O difícil mesmo, era escolher apenas um estande para experimentar os quitutes e produtos deliciosos que a agricultura familiar trouxe para a feira. Fruto de muito trabalho e dedicação, havia uma imensa variedade a dispor dos visitantes, além das belas peças feitas em artesanato. “Criciúma merecia um evento como a AgroPonte para valorizar a agricultura e o agronegócio da região e, esta edição, está sendo especial também para nós, por termos celebrado os 30 anos de Epagri”, relata o gerente regional da Epagri, Edson Borba.

Durante a feira, a Epagri fez uma campanha de arrecadação de alimentos junto à Casa Guido, onde o que foi doado, será entregue para as famílias das crianças que estão em tratamento na instituição. “Estamos muito contentes por termos feito essa ação, e os feirantes e os expositores da agricultura familiar que participaram, nos demonstraram a satisfação de estarem de volta na AgroPonte”, menciona Borba. “Só temos a agradecer à organização da feira por proporcionar um espaço que valoriza a agricultura e o agronegócio de Criciúma e região”, acrescenta.

Diversas empresas do ramo marcaram presença nesta edição, expondo seus produtos e serviços aos visitantes. Uma delas é a Olim Agro, que tem grande tradição no setor agrícola no Sul Catarinense, com sede em Jacinto Machado. A empresa é completa no setor do agronegócio: tem produtos de A a Z para os produtores, atuando desde a parte de sementes, aos defensivos agrícolas, implementos, insumos, tratores, entre outros. Inclusive, além de comercializar arroz para algumas regiões do Brasil, exporta para países na África e na América Central.

“A AgroPonte é muito importante pelo relacionamento que podemos ter com o produtor, que é nosso cliente, assim como mostrar para o público, tudo o que a Olim fornece”, comenta o supervisor técnico de insumos da empresa, Diego Zanin. Quanto à participação desta edição, a satisfação veio como marca. “Houve uma movimentação grande de produtores, o que gerou um bom número de negócios e tantos outros que ficaram engatilhados, e que nossos consultores estão preparados para irem atrás nas próximas semanas e fecharem negócios”, complementa.

Edição resumida em missão cumprida

Para o diretor da NossaCasa Feiras & Eventos e idealizador da AgroPonte, Willi Backes, a 10ª Feira AgroPonte pode ser descrita em três palavras: felicidade, gratidão e entusiasmo. “O que pudemos sentir nos cinco dias desta edição, foi o clima de acolhimento entre o público e os expositores, a parceria dos criadores e também o encanto por trás das pessoas que vieram nos prestigiar. E tudo isso, não tem preço”, menciona Backes.

Agora, as expectativas ficam para as próximas edições do evento. “Quero registrar, em nome de toda a organização, o nosso muito obrigado ao público, a todos os expositores e parceiros, que fizeram desta AgroPonte, inesquecível e memorável”, reforça.

A 11ª Feira AgroPonte já tem data marcada: de 17 a 21 de agosto de 2022.

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Economia

Medicamentos podem subir até 3,81% a partir desta terça-feira

Índice médio autorizado é de 2,47%, o menor em 20 anos, segundo a Anvisa

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Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil podem ser reajustados em até 3,81% a partir desta terça-feira (31). O percentual segue resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, responsável por definir os limites de aumento no país.

O modelo prevê três faixas de reajuste, conforme o nível de concorrência no mercado farmacêutico. Medicamentos com maior competitividade podem ter aumento de até 3,81%. Já os de média concorrência têm teto de 2,47%, enquanto aqueles com pouca ou nenhuma concorrência podem subir até 1,13%.

Algumas categorias, no entanto, seguem regras específicas e não entram nesse cálculo, como medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e parte dos produtos isentos de prescrição com alta competitividade.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o reajuste médio autorizado será de até 2,47% — o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada no período, que ficou em 3,81%.

Em nota, o órgão destacou que a redução do índice desde 2023 está relacionada às políticas de controle da inflação e ao papel da regulação no setor. Nos anos anteriores, os reajustes chegaram a ultrapassar 10%.

Apesar da autorização, o aumento não é automático. Na prática, fabricantes, distribuidores e farmácias podem aplicar índices menores ou até manter os preços atuais, dependendo da concorrência e das estratégias de mercado.

COMO FUNCIONA O REAJUSTE

O reajuste dos medicamentos ocorre uma vez por ano e segue uma fórmula que considera a inflação medida pelo IPCA, descontando ganhos de produtividade da indústria farmacêutica.

A CMED é o órgão federal responsável por regular economicamente o setor, estabelecendo critérios para definição e atualização dos preços. A estrutura é composta por representantes do Ministério da Saúde, Casa Civil e outros ministérios, enquanto a Anvisa atua como secretaria executiva, oferecendo suporte técnico às decisões.

A medida busca equilibrar o mercado, garantindo acesso da população aos medicamentos e, ao mesmo tempo, a sustentabilidade da cadeia farmacêutica no país.

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Agronegócio

Safra de arroz em SC chega a 60% da colheita sob forte pressão econômica

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A colheita de arroz da safra 2025/26 avança em Santa Catarina com bons índices de produtividade, mas em um cenário de incerteza financeira. Segundo a Epagri, cerca de 60% dos 143 mil hectares já foram colhidos. A estimativa é de uma produção de 1,2 milhão de toneladas, volume 6,1% menor que o recorde da safra passada, mas ainda entre as maiores médias dos últimos três anos.

Apesar do bom desempenho técnico das sementes, como a SCSBRS126 Dueto, o setor enfrenta uma “tempestade perfeita”: preços em queda no mercado e custos de produção elevados (combustíveis, fertilizantes e defensivos).

Rentabilidade Ameaçada O presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, alerta que o valor de venda atual não compensa o alto investimento feito pelo agricultor. “Vemos dificuldades para o produtor, mas trabalhamos para fortalecer a cadeia. O agricultor forte é essencial para a indústria e para o consumidor”, enfatiza.

Alerta para a Safra 26/27 O desânimo financeiro já impacta o planejamento do próximo ciclo. Produtores relatam um “desafio psicológico” ao ver o preço do grão derreter enquanto o custo dos insumos sobe.

  • Risco de Descapitalização: Especialistas da Epagri alertam que a baixa rentabilidade atual pode tirar o fôlego financeiro para o plantio da safra 26/27.
  • Redução de Investimento: Há o receio de que, sem capital, o produtor diminua o uso de tecnologia e adubação no próximo ano, comprometendo o volume de produção futuro.

“Estamos contentes pelas médias alcançadas, mas preocupados com o que faremos na próxima safra”, resume o agricultor e engenheiro agrônomo Samuel Silveira Zanoni.

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Economia

Nova Veneza conquista Selo Ouro de Alfabetização do MEC pelo segundo ano consecutivo

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Nova Veneza consolidou sua posição como referência educacional ao receber o Selo Ouro Criança Alfabetizada, premiação máxima do Ministério da Educação (MEC). A cerimônia ocorreu nesta segunda-feira, dia 23, em Brasília, e reconheceu os municípios que atingiram as metas do Indicador Criança Alfabetizada (ICA).

Este é o segundo ano que a cidade conquista a categoria ouro, o que demonstra a continuidade e a qualidade das políticas públicas de ensino. “O reconhecimento fortalece a credibilidade da nossa rede e mostra que estamos entre os municípios com melhor desempenho no país”, destacou a prefeita Ângela Ghislandi.

Destaque na Região e no Estado Os números colocam Nova Veneza em um patamar de excelência no mapa catarinense:

  • 1º Lugar na AMREC: O município detém o melhor índice de alfabetização entre as cidades da Região Carbonífera.
  • 12º Lugar em Santa Catarina: Entre os 295 municípios do estado, Nova Veneza figura no “Top 15”.

Trabalho Coletivo A secretária de Educação, Renata Nuernberg, que recebeu o prêmio na capital federal ao lado da coordenadora Ariane Suzin Zanoni, enfatizou que o mérito é de toda a rede. “Este selo reconhece o trabalho coletivo da equipe pedagógica e, principalmente, dos professores alfabetizadores que atuam diretamente com nossas crianças”, ressaltou.

O Selo Ouro faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, programa que visa garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental.

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