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Campanha tenta estimular desenvolvimento sustentável no Estado

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#DesafioDos17Dias promove a realização de ações ligadas com cada um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O Movimento Nacional ODS Nós Podemos Santa Catarina está promovendo durante o mês de setembro a campanha “Que futuro Queremos”. O objetivo é mobilizar os diferentes setores do Estado, desde empresas, poder público e sociedade civil para o alcance dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, acordados por 191 países signatários da ONU, entre eles o Brasil. Os catarinenses podem se engajar fazendo parte do Movimento, sendo signatários e adotando os ODS como uma prática no seu cotidiano.

Mas por que esse é um assunto importante para Santa Catarina?Apesar de se destacar em alguns indicadores de desenvolvimento humano, se comparado ao restante do país, Santa Catarina enfrenta desafios. Por exemplo, mais de 289 mil pessoas vivem na extrema pobreza. É o que mostra levantamento feito pela Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação de SC (SST), realizado em 2017. Nele, é apontado que 4% da população do estado vive com até R$ 85 por mês; estando estas pessoas concentradas, principalmente, em Lages, Florianópolis e Joinville. Cerca de 35 mil delas são crianças de zero a 14 anos, conforme pesquisa da Fundação Abrinq, publicada neste ano.

Ainda segundo dados da SST, a parcela da população desocupada em SC foi estimada em 283 mil pessoas, um crescimento de 17%, se comparado ao mesmo período em 2016.

Quando o assunto é a  participação feminina na política, a desigualdade de gênero é evidente em Santa Catarina. No Estado, apenas 33,0% dos candidatos para a Câmara de Vereadores, em 2016, eram mulheres. A proporção de mulheres eleitas para a Câmara de Vereadores no Estado foi de 13,5%, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral.

A erradicação da pobreza; o trabalho decente e crescimento econômico; e a igualdade de gênero estão entre as 17 metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, estabelecidos em 2015 para serem alcançados até 2030. Em setembro de 2000, as Nações Unidas pela primeira vez estabeleceram um plano de ação para resolver problemas mundiais graves. Foram 8 objetivos para serem alcançados até 2015.

Em setembro de 2015, os países-membros da ONU decidiram continuar o trabalho iniciado quinze anos antes, e aprovaram outro plano de ação, mais abrangente.Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) visam colocar o mundo em um caminho sustentável e resiliente.

Com o propósito de disseminar esses objetivos, o Movimento ODS Nós Podemos Santa Catarina promove, neste mês de setembro, uma campanha estadual de sensibilização e mobilização pelos ODS.

“Precisamos deixar esse legado para as futuras gerações. A campanha 2017, com o lema ‘Que Futuro Queremos?’, visa estimular pessoas e organizações a movimentarem-se para que o desenvolvimento sustentável ocorra em Santa Catarina”, afirma Adelita Adiers, Coordenadora Geral voluntária do Movimento ODS Nós Podemos SC e Consultora de Responsabilidade Social da FACISC.

Segundo Andreia Amorim, Coordenadora de Mobilização voluntária do Movimento e Diretora da Prosperitate Consultoria, além de participar da mobilização divulgando a campanha nas redes sociais; as pessoas, as instituições públicas, as empresas e as organizações da sociedade civil podem se envolver realizando ações que contribuam para o alcance dos ODS.

“As empresas, por exemplo, podem usar os ODS como ferramenta de gestão, levando em consideração a sustentabilidade. Já o poder público pode usar os objetivos globais para planejar e executar políticas públicas. As organizações da sociedade civil podem medir seu impacto e avaliar se suas ações ajudam a contribuir com os ODS. E a população em geral pode se envolver participando de ações que envolvam um ou mais dos 17 objetivos, por meio de mutirões ou outras iniciativas sociais. Existem muitas formas, e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável servem como um guia para quem quer partir para a ação”, explica Andreia.

Signatária do Movimento, a plataforma de engajamento social Go For Good está realizando o #DesafioDos17Dias, onde cada inscrito recebe por e-mail uma dica de atitude por 17 dias. Todas essas ações estão sempre ligadas com cada um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Além de realizar as ações, o inscrito será convidado a dar o exemplo e divulgar suas ações nas redes sociais, ganhando assim o selo de “influenciador do bem”.

“A ideia é mostrar que fazer a diferença não precisa ser difícil ou chato, muito pelo contrário, pode ser algo fácil e até divertido. Existem muitas formas de no nosso dia a dia, através de ações rotineiras, gerar um grande impacto. Desde doação de sangue, separar o lixo em casa, usar um transporte alternativo ao invés do carro, uma vez por semana reduzir o consumo de carne, enfim, são ações que temos o poder de fazer rotineiramente e às vezes esquecemos”, explica Jorge Henrique da Silva, um dos fundadores da startup Go For Good.

As inscrições podem ser realizadas no link: http://content.goforgood.com/desafio-dos-17-dias.

Se você ainda não é signatário do Movimento ODS Nós Podemos SC e deseja participar da campanha, faça sua adesão ao Movimento!

Entre em contato pelo e-mail contato@nospodemos-sc.org.br. E para saber mais sobre o Movimento, acesse http://nospodemos-sc.org.br/

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Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão

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O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.

Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.

Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.

Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.

“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.

Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador

Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.

Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.

Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.

Imposto de censura

Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.

As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.

O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.

Preservação da memória de Siderópolis

A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.

“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.

Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.

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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia

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A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.

Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.

O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.

“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.

Pesquisa que gera novas conexões

Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.

Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.

“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.

A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.

Da graduação para uma conferência internacional

A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.

“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.

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Prefeitura de Criciúma assina termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos

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A Prefeitura de Criciúma assinou, nesta sexta-feira (11), o termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos (GAD). A sala, localizada no segundo andar do Mercado Público Criciumense, no Centro, será destinada a atividades assistenciais, sociais, comunitárias e de apoio à saúde. A ação é fundamentada pela Lei Municipal nº 9.008 de 22 de julho de 2026.

“Essa é uma forma de o Município apoiar uma causa tão importante e contribuir para que o GAD tenha melhores condições de acolher e atender as pessoas com diabetes. Sabemos da relevância desse trabalho e queremos fortalecer iniciativas que levam assistência, informação e cuidado para a população”, ressaltou o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.

O espaço possui 116,24 metros quadrados. Segundo o presidente do GAD, Samuel Pereira de Medeiros, a cessão representa uma conquista para a entidade e permitirá ampliar a estrutura de atendimento oferecida às pessoas com diabetes.

“Esse espaço será utilizado para dar apoio a todas as pessoas com algum tipo de diabetes. Hoje oferecemos assistência social, cestas glicêmicas, convênio médico, telemedicina e atendimento com psicólogas, e teremos esse atendimento também no local. Atualmente, atendemos uma média de 18 a 20 pessoas e queremos chegar até o final do ano a 50 pessoas”, destacou.

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