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SOS Rio Grande do Sul: Campanha da Unesc entra em nova fase 

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Desde o início das cheias no Rio Grande do Sul, a Unesc não interrompeu o movimento solidário nem por um minuto. A campanha SOS Rio Grande do Sul começou assim que os primeiros alertas da Defesa Civil foram emitidos, mobilizando imediatamente a Universidade e toda a comunidade. 

Passada a primeira fase, na qual foram enviadas mais de mil toneladas de donativos ao estado gaúcho, neste momento a Universidade adota uma nova estratégia para arrecadação e uso de doações via Pix. “Esse método nos permite utilizar os recursos de forma mais eficiente, atendendo de maneira precisa às necessidades específicas de cada comunidade”, acrescentou Pedro Hilário, um dos organizadores da Campanha. 

Para contribuir e fazer doações via pix, basta enviar qualquer valor para a chave doe.rs@unesc.net. 

Diferentes necessidades

No primeiro momento de alerta, muitas pessoas estavam desalojadas e desabrigadas, e foi então que iniciaram as mobilizações nos supermercados de Criciúma. A população local contribuiu trazendo mantimentos à Unesc, que rapidamente se tornou um ponto de referência para encaminhar doações ao Rio Grande do Sul.

“Inicialmente, os pedidos eram principalmente por roupas, cestas básicas, alimentos de consumo rápido e materiais de higiene. Embora essas necessidades ainda existam, agora percebemos uma mudança nos pedidos: as pessoas precisam limpar e reconstruir suas casas e cidades”, enfatizou uma das coordenadoras da Campanha, Tatiane Macarini.

Conforme a reitora Luciane Bisognin Ceretta, o compromisso da Universidade é contínuo. “Desde o início das cheias, a Unesc não mediu esforços para ajudar as famílias afetadas, transformando este desafio em uma verdadeira lição de cidadania e solidariedade. Nossa Universidade comunitária sempre se comprometeu com esses valores, e é emocionante ver como, juntos, podemos fazer a diferença. A arrecadação e distribuição desses donativos é um testemunho da força e união de nossa comunidade”, disse Luciane. 

“Agora, com a implementação das doações via Pix, estamos ainda mais preparados para atender de forma eficiente as necessidades específicas de cada família. Continuaremos a trabalhar incansavelmente para ajudar na reconstrução das vidas e cidades atingidas, reafirmando nosso compromisso com o bem-estar e a esperança dos nossos irmãos gaúchos”, afirma Luciane.

A intenção, conforme os coordenadores do SOS Rio Grande do Sul, é avaliar junto às famílias afetadas quais são as maiores necessidades e, a partir disso, direcionar os recursos arrecadados via Pix para atender esses objetivos específicos. 

“A Fundação Educacional de Criciúma (Fucri), mantenedora da Unesc, irá destinar, com responsabilidade e transparência, toda contribuição financeira para as famílias afetadas pelas cheias no Rio Grande do Sul”, finalizou Hilário.

Serviços

Além do envio de mantimentos, a Unesc está oferecendo uma série de serviços gratuitos para os afetados pelas cheias. Entre eles estão a inscrição ou emissão de segunda via do CPF, preenchimento e envio da Declaração do Imposto de Renda, e auxílio nas obrigações fiscais de MEI. 

A solicitação para agendamento pode ser realizada via WhatsApp pelo número (48) 3431-2678, das 14h às 18h. Os serviços serão prestados de forma online pelo curso de Ciências Contábeis e Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF), em parceria com a Receita Federal. A força-tarefa vai até 30 de junho.

A Universidade também está planejando outras ações para apoiar as comunidades atingidas, incluindo atendimento psicológico remoto e presencial, serviços odontológicos em uma unidade móvel, preparação de alimentos saudáveis e planejamento de recuperação das cidades afetadas.

Além disso, a Unesc está promovendo uma mobilização especial na Farmácia Solidária para arrecadar medicamentos. As comunidades interna e externa pode contribuir com doações de medicamentos com validade mínima de três meses. A Biblioteca Professor Eurico Back, da Universidade, também está recebendo doações de livros.

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Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão

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O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.

Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.

Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.

Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.

“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.

Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador

Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.

Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.

Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.

Imposto de censura

Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.

As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.

O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.

Preservação da memória de Siderópolis

A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.

“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.

Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.

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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia

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A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.

Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.

O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.

“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.

Pesquisa que gera novas conexões

Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.

Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.

“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.

A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.

Da graduação para uma conferência internacional

A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.

“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.

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Prefeitura de Criciúma assina termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos

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A Prefeitura de Criciúma assinou, nesta sexta-feira (11), o termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos (GAD). A sala, localizada no segundo andar do Mercado Público Criciumense, no Centro, será destinada a atividades assistenciais, sociais, comunitárias e de apoio à saúde. A ação é fundamentada pela Lei Municipal nº 9.008 de 22 de julho de 2026.

“Essa é uma forma de o Município apoiar uma causa tão importante e contribuir para que o GAD tenha melhores condições de acolher e atender as pessoas com diabetes. Sabemos da relevância desse trabalho e queremos fortalecer iniciativas que levam assistência, informação e cuidado para a população”, ressaltou o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.

O espaço possui 116,24 metros quadrados. Segundo o presidente do GAD, Samuel Pereira de Medeiros, a cessão representa uma conquista para a entidade e permitirá ampliar a estrutura de atendimento oferecida às pessoas com diabetes.

“Esse espaço será utilizado para dar apoio a todas as pessoas com algum tipo de diabetes. Hoje oferecemos assistência social, cestas glicêmicas, convênio médico, telemedicina e atendimento com psicólogas, e teremos esse atendimento também no local. Atualmente, atendemos uma média de 18 a 20 pessoas e queremos chegar até o final do ano a 50 pessoas”, destacou.

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