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Saúde

CAPS III de Criciúma é reaberto em novo endereço

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O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) III de Criciúma foi reaberto em um novo local nesta segunda-feira (07). A unidade agora funciona em novo endereço, na rua XV de Novembro, nº 205, no Centro de Criciúma. Os atendimentos já estão disponíveis para adultos o a partir dos 18 anos, e funciona 24h, sem fechar nos fins de semana e feriados, ofertando  retaguarda clínica e até cinco leitos para acolhimento.  

 “O CAPS III faz parte de um esforço contínuo para melhorar a infraestrutura da saúde em Criciúma e promover um atendimento mais humanizado. O novo local, estrategicamente posicionado, facilita o acesso de mais pessoas aos serviços de saúde mental, garantindo um atendimento de qualidade e mais próximo das necessidades da nossa comunidade”, destaca o prefeito  de Criciúma, Vagner Espíndola.

O novo espaço compreende um prédio de quatro andares, com uma área aproximadamente cinco vezes maior ao antigo prédio. A edificação está localizada em uma área central, próxima a pontos de ônibus e à Avenida Centenário, facilitando o acesso ao serviço. 
“A mudança para o novo endereço atende à necessidade de um espaço maior, melhor equipado e adequado para acolher a crescente demanda dos usuários em sofrimento psíquico. Agora, contamos com uma estrutura apropriada, que permite oferecer um atendimento ainda mais acolhedor e eficaz, com o suporte de uma equipe multiprofissional,” destaca o secretário de Saúde, Deivid Freitas.

Os pacientes podem permanecer em um leito de acolhimento por até 15 dias, para ser designado aos hospitais gerais, por meio de solicitação de internação. Já os casos de urgências psiquiátricas, são encaminhados para atendimentos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs)

Rede de Atenção Psicossocial

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são serviços especializados que integram a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). A Rede é composta por uma equipe multiprofissional, que atua sob a ótica interdisciplinar e atende pessoas que sofrem com transtornos mentais graves e persistentes, que justifiquem sua permanência em um dispositivo de atenção diária.
 De acordo com a gerente de saúde mental do município, Katiane Figueiredo, as ações realizadas promovem o resgate de cidadania e autonomia, estimulando os vínculos afetivos, a reinserção social e a reconstrução das referências familiares. Grupos terapêuticos e atendimento com psicólogos, médicos, psiquiatras, enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e artesãs, fazem parte dos serviços ofertados.

Com caráter aberto e comunitário, a rede é responsável pelo acolhimento de pessoas com transtorno mental e sofrimento psíquico. Os profissionais do CAPS administram medicamentos, acompanham os serviços residenciais terapêuticos, realizam atendimentos de grupo como oficinas terapêuticas e psicoterapias, atendimento familiar, atendimento às situações de crise, matriciamento à Atenção Primária à Saúde (APS) e Atenção Especializada (AE), além das Práticas Integrativas e Complementares (PICS) e testes rápidos.

Conheça os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) de Criciúma:

CAPSi (Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil)

Unidade de referência para atendimento a crianças e adolescentes menores de 18 anos em sofrimento psíquico grave e/ou que fazem uso de substâncias psicoativas, com suporte familiar inadequado e com severas alterações no seu comportamento que coloque em risco o seu desenvolvimento biológico, psicológico e social. Localizada na Rua Urussanga, nº 36, bairro Vera Cruz, a unidade atende todo o município das 07h às 18h, de segunda a sexta-feira.

CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas)

O CAPS II AD é um serviço público municipal para o cuidado de pessoas em sofrimento decorrente do uso problemático de álcool e outras drogas, ou seja, que possuem transtornos mentais e comportamentais graves devido ao uso de substâncias psicoativas. 
O objetivo é promover a reabilitação e reinserção social da pessoa, com ações de redução de danos sociais e de saúde, além de inserir a família também em um plano de cuidado e trabalhar propostas de geração de renda e inclusão no mercado de trabalho. A unidade está localizada na Rua João Batista, S/N, no bairro Santa Luzia (antiga UBS do bairro), com atendimento das 07h às 17h, de segunda a sexta-feira.

CAPS II (Centro de Atenção Psicossocial)

O foco do trabalho do CAPS II consiste na ressocialização do indivíduo, por meio do autoconhecimento e do desenvolvimento das potencialidades de cada usuário. A unidade conta com uma equipe multiprofissional composta por enfermeiros e técnicos de enfermagem, assistente social, psicólogos, artesã, farmacêutico, nutricionista, motorista e médico psiquiatra. O CAPS II atende moradores dos distritos da Boa Vista, Santa Luzia e Rio Maina, das 07h às 17h, de segunda a sexta-feira, na rua Madre Teresa, nº 446, bairro Michel

Saúde

Criciúma amplia atendimento em saúde mental para pessoas com compulsão por apostas online

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“O jogo é como uma droga, se não procurar ajuda, tu não vai largar”. Pedro* (nome fictício), de 48 anos, buscou apoio na Rede de Atenção Psicossocial de Criciúma para o enfrentamento à compulsão por apostas online. Diante da popularização dos chamados jogos de azar, o município conta com um grupo de atendimento especializado voltado ao acolhimento e à orientação de pessoas que sofrem consequências concretas devido ao descontrole.

Os encontros acontecem nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e na Unidade Básica de Saúde (UBS) Central, conduzidos por profissional especializado. Enquanto o CAPS permanece como referência para situações de maior complexidade em saúde mental, a UBS trabalha principalmente a orientação e identificação de sinais iniciais. A proposta é atuar não apenas diante de quadros já instalados, mas também na prevenção de situações mais graves.

Pedro* conta que o vício por apostas online começou com um simples clique em um link recebido pelo celular. Em pouco tempo, começou a perceber as consequências financeiras e materiais causadas pela falta de controle. O primeiro contato com o grupo de apoio aconteceu no CAPS III. Atualmente, o acompanhamento semanal com psicólogo ocorre na UBS Central.

“Fui jogando, jogando e jogando. Quando me vi, já estava afundando cada vez mais, já estava perdido. Cheguei a pegar dinheiro emprestado, vender carro e moto e até deixar de trabalhar para ficar jogando. Eu estava fora de controle e, sozinho, não é fácil conseguir parar”, comenta.

O descontrole também afetou a convivência familiar. Pedro* relata que o comportamento passou a interferir na relação com os filhos e a esposa, principalmente nos momentos em que estava sob pressão causada pelas apostas. A decisão de procurar ajuda veio após uma perda financeira que o fez perceber que precisava interromper o ciclo.

Preocupação crescente a nível nacional

Desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde, o trabalho de apoio começou a ser estruturado neste ano e acompanha uma preocupação que também vem sendo discutida em âmbito nacional. A proposta é organizar uma resposta específica para pessoas que já apresentam dificuldades relacionadas às apostas, ao mesmo tempo em que a rede municipal amplia a capacidade de identificar comportamentos de risco.

Para o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, a criação do grupo representa uma resposta do Município a um problema que vem ganhando espaço na sociedade.

“Precisamos estar atentos às novas necessidades da população e preparados para oferecer atendimento antes que essas situações provoquem consequências ainda mais graves. O nosso compromisso é garantir acolhimento, orientação e cuidado para quem precisa, sem julgamento e com o suporte necessário”, ressalta.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, o objetivo é fazer com que a identificação dos sinais aconteça cada vez mais cedo.

“A atenção à saúde precisa acompanhar as mudanças na sociedade. Quanto antes nossos profissionais conseguirem reconhecer que uma pessoa está desenvolvendo uma relação prejudicial com as apostas, maiores são as possibilidades de intervenção e de evitar que o problema avance”, afirma.

Em busca de mudança

A mudança, segundo Pedro*, começou a aparecer na própria rotina. Ele conta que a frequência das apostas diminuiu e que passou a buscar outras atividades quando sente vontade de jogar. “Eles fazem as perguntas, dão ideias. Se eu penso em jogar, tento fazer outra coisa, ficar com as crianças, praticar um esporte. É para não entrar no jogo, esquecer o jogo e fazer outras coisas”, declara.

Mesmo estando no início do processo de recuperação, Pedro* já percebe as diferenças em relação ao período em que não conseguia controlar o comportamento. Para ele, o acompanhamento também ajudou a compreender que interromper as apostas não depende apenas de força de vontade.

“Achava que era fácil, que eu era forte e que ia conseguir parar sozinho. Hoje vejo que não é assim. Quem está nessa situação precisa procurar ajuda porque sozinho não consegue. No município tem psicólogos e pessoas à disposição para ajudar. Antes de procurar ajuda, antes de vir para o grupo e conversar com os psicólogos, eu estava indo para o fundo do poço. Agora já estou bem melhor”, conclui.

Fortalecimento constante da rede de atendimento

O gerente de Saúde Mental de Criciúma, Leandro Fernandes Maffei, destaca que o problema precisa ser compreendido de maneira ampla. Por isso, a Secretaria de Saúde também trabalha na capacitação de profissionais para que cada CAPS tenha uma referência para esse tipo de atendimento, considerando tanto as necessidades individuais, como as possibilidades de acompanhamento em grupo. A estratégia busca fortalecer a atuação da Rede de Saúde Mental e ampliar, gradualmente, o cuidado para outros pontos do serviço municipal.

“A compulsão por apostas não deve ser vista apenas como uma dificuldade financeira. Quando a pessoa perde o controle e continua apostando mesmo diante dos prejuízos, diferentes áreas da sua vida podem ser afetadas. O nosso papel é acolher, compreender essa realidade e construir, junto com o usuário, estratégias que ajudem na retomada do controle”, explica.

Para participar dos grupos de atendimento, os interessados podem buscar a ajuda de um profissional na UBS do seu bairro, relatando ao médico a sua necessidade. A orientação é que a busca por ajuda aconteça sempre que as apostas começarem a provocar perda de controle ou prejuízos financeiros, familiares, profissionais ou emocionais.

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Geral

Em Movimento 60+ terá aulão experimental nesta sexta-feira em Morro da Fumaça

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A população idosa de Morro da Fumaça terá uma nova oportunidade para conhecer de perto as atividades oferecidas pelo projeto Em Movimento 60+. Nesta sexta-feira (18), às 8h, será realizado mais um aulão experimental ao lado da Casa da Nonna. A atividade é aberta para quem deseja experimentar a programação e conhecer as opções disponíveis no projeto.

De acordo com a coordenadora geral de Assistência Social, Neize Bertan Seolin, o aulão também é um convite para que novos idosos se aproximem do projeto. “Queremos que mais pessoas conheçam o Em Movimento 60+ e descubram as possibilidades que ele oferece. É um espaço de convivência, de cuidado e de incentivo a uma rotina mais ativa”, afirma.

A coordenadora do projeto Em Movimento 60+, Danielle Milioli, explica que o encontro terá uma programação variada. “Vamos preparar uma manhã especial para os participantes. Teremos alongamento, caminhada orientada e dança, com atividades que respeitam o ritmo de cada pessoa e proporcionam um momento agradável de movimento e integração”, explica.

O Em Movimento 60+ oferece diversas atividades voltadas ao bem-estar, à convivência e à qualidade de vida da população idosa fumacense. A programação inclui oficinas de pilates, hidroginástica, caminhada orientada, dança e alongamento, além de jogos como baralho, dominó e tênis de mesa. O projeto também conta com oficinas de saúde preventiva.

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Saúde

Nova unidade de saúde do Santo Antônio, em Criciúma, duplicará a capacidade de atendimento

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A nova Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Santo Antônio, em Criciúma, terá o dobro da capacidade de atendimento da unidade atual e funcionará em horário ampliado, das 7h às 19h. Em construção pela Prefeitura, com aporte de recursos estaduais e municipais, a estrutura beneficiará mais de 10 mil moradores da região.

Projetada para ser uma unidade de porte II, a nova UBS oferecerá atendimento clínico, odontológico e serviços de enfermagem, sendo planejada para atender à demanda crescente da região, oferecendo ainda mais conforto, acessibilidade e qualidade nos atendimentos oferecidos à população.

O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, destaca a importância da qualificação da rede de saúde no município. “Estamos investindo naquilo que faz diferença na vida cotidiana das pessoas. Uma nova UBS reforça o compromisso da nossa gestão com uma saúde pública cada vez mais acessível e resolutiva, e a comunidade do Santo Antônio cresceu muito, sendo valiosa essa ampliação para uma UBS de porte II”, declara. A nova unidade de saúde está sendo construída na rua Luiz Dal Toé, que foi pavimentada neste ano pela Prefeitura de Criciúma.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, a nova unidade representa um importante avanço na qualidade do atendimento oferecido aos moradores. “Essa mudança foi pensada justamente para melhorar o espaço físico da unidade. O novo local contará com atendimento clínico, odontológico e sala de vacinação. Além da ampliação do horário de atendimento, também teremos duas equipes atuando em turnos diferentes”, comenta.

No momento, a UBS do Santo Antônio funciona na rua Ataide Botelho, S/N, que será substituída pela estrutura planejada para atender às necessidades da comunidade pelos próximos anos. “A nova unidade está sendo construída para ser um espaço mais funcional. Cada etapa é acompanhada de perto para garantir qualidade na execução, um espaço adequado para a população e os servidores, além da entrega dentro do prazo estipulado”, enfatiza o secretário municipal de Infraestrutura e Obras, João Paulo Casagrande.

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