Conecte-se conosco

Economia

“Crédito do Trabalhador”: Nova modalidade de empréstimo consignado para setor privado começa em 21 de março

Publicado

em

A partir do dia 21 de março, trabalhadores e trabalhadoras da iniciativa privada poderão solicitar empréstimos consignados, com desconto direto na folha de pagamento e juros mais baixos. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (12), no Palácio do Planalto, em Brasília, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Após assinar a Medida Provisória que cria o “Crédito do Trabalhador”, Lula destacou a importância da ampla divulgação da modalidade:

“Os dirigentes sindicais têm que pegar um carro de som e ir para a porta da fábrica e dizer aos trabalhadores que agora eles podem ter crédito barato. Assim, podem sair do endividamento, da mão do agiota e dos bancos que cobram juros altos”, afirmou o presidente.

Trabalhadores poderão acessar crédito a juros mais baixos

O evento contou com a participação de sindicatos de diversas categorias, como a Confederação dos Trabalhadores Assalariados Rurais (CONTAR). A secretária de gênero e geração da entidade, Samara Souza, comemorou a iniciativa:

“Esperamos que os trabalhadores consigam mais facilidade para obter crédito com juros baixos. Isso ajuda a financiar não só eletrodomésticos, mas tudo o que precisamos para uma vida melhor e mais digna”.

Cerca de 80 instituições financeiras poderão conceder empréstimos com taxas reduzidas, incluindo o Banco do Brasil. A presidenta do BB, Tarciana Medeiros, ressaltou que o crédito é seguro e visa reduzir desigualdades:

“Esse crédito respeita as políticas dos bancos e inclui trabalhadores de diferentes setores, como vendedores, empregadas domésticas, garçons, trabalhadores rurais e porteiros. Se receberem fake news, confiram sempre nos canais oficiais”.

Educação financeira será fundamental para evitar endividamento

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, elogiou a iniciativa, mas destacou a importância de campanhas de conscientização:

“Temos a obrigação de esclarecer e educar financeiramente os trabalhadores para que usem o crédito de forma responsável. Se bem utilizado, pode ajudar no crescimento e bem-estar das famílias”.

Como solicitar o crédito consignado?

Os trabalhadores da iniciativa privada poderão solicitar o crédito através do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. Após o pedido, as instituições financeiras habilitadas pelo governo apresentarão propostas em até 24 horas. O trabalhador pode então escolher a opção que mais lhe agrada e concluir a contratação diretamente pelo banco.

Principais regras do “Crédito do Trabalhador”

Quem pode solicitar? Trabalhadores formais da iniciativa privada, incluindo empregados domésticos, rurais e MEIs com funcionários.
Qual a garantia? Até 10% do saldo do FGTS pode ser utilizado como garantia.
E se for demitido? O banco poderá utilizar a multa rescisória como garantia do pagamento.
Limite de crédito: O valor emprestado não pode ultrapassar 35% do salário bruto.
Já tenho um empréstimo. Posso migrar para o consignado? Sim. A partir de 6 de junho, trabalhadores poderão migrar seus créditos para essa modalidade com juros mais baixos.

Impacto da medida

Atualmente, o Brasil conta com 47 milhões de trabalhadores formais, incluindo domésticos, rurais e empregados de microempreendimentos (MEIs). O crédito consignado já é amplamente utilizado por funcionários públicos e servidores, e agora será uma opção acessível também para o setor privado, com condições mais vantajosas.

Continue Lendo
Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Agronegócio

SindArroz-SC classifica como “frustrante” reunião no MAPA sobre crise do arroz

Publicado

em

O Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) deixou Brasília nesta quarta-feira, 3, com a sensação de que o Governo Federal não apresentou avanços para enfrentar a crise que atinge o setor orizícola no país. A entidade participou de uma reunião no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) com o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos Júnior, em agenda articulada pela deputada federal Geovânia de Sá.

Apesar da presença de lideranças políticas e representantes de várias regiões produtoras, a conversa não trouxe respostas novas — avaliação feita pelo presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli.
“O Governo Federal ignorou a gravidade do momento. Não apresentou uma única proposta nova e se limitou a repetir medidas já conhecidas, que não surtiram efeito. A ausência de ações concretas mostra que o governo parece confortável com o desmonte silencioso do setor”, declarou.

Setor vive momento crítico

As indústrias de arroz enfrentam forte queda nos preços e acumulam prejuízos sucessivos. Rampinelli alerta que o cenário ameaça a operação de muitas empresas.
“Os ativos exigem manutenção constante. Sem resultado econômico, não há sustentabilidade possível. Estamos tentando evitar demissões, mas o ponto de equilíbrio já está ficando inviável”, afirmou.

Campanha para incentivar o consumo não substitui medidas emergenciais

Em nível nacional, o SindArroz-SC participa de uma campanha para incentivar o consumo de arroz, desenvolvida em parceria com a Abiarroz e o IRGA. A entidade reconhece a importância da iniciativa, mas reforça que ações de médio e longo prazo não resolvem o problema imediato.
“Estamos propondo caminhos. O setor está pedindo apoio para atravessar este momento e o mínimo esperado era uma sinalização efetiva de diálogo e ação”, disse o presidente.

Rampinelli destacou ainda que o sindicato seguirá atuando na defesa das indústrias catarinenses e na articulação de medidas que deem sustentação a toda a cadeia orizícola, que envolve milhares de agricultores.
“Vamos seguir cobrando uma resposta à altura da crise e buscando soluções reais para quem transforma o arroz em alimento, emprego e desenvolvimento”, concluiu.

Continue Lendo

Economia

Cidasc e comitiva catarinense defendem fumicultores na COP 11 na Suíça; SC responde por 31% da produção nacional

Publicado

em

A Conferência das Partes (COP 11), da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, em curso em Genebra, Suíça, de 17 a 22 de novembro, debate o banimento do consumo de fumo sob coordenação da Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, o Governo de Santa Catarina se faz presente para defender os impactos econômicos e sociais da medida nos municípios produtores.

A presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Celles Regina de Matos, representa o Estado na Suíça. Santa Catarina responde por 31% da produção de fumo no país, envolvendo o sustento de mais de 40 mil famílias em pequenas propriedades.


Impacto Social e Contradições no Debate

A delegação catarinense — composta também pelo deputado federal Rafael Pezenti e o prefeito de Mafra, Emerson Maas — busca expor o ponto de vista das regiões produtoras, alertando para o forte impacto econômico de sanções.

Celles Regina de Matos criticou a postura da conferência e a ausência de diálogo:

“É contraditório que a conferência não tenha aberto espaço para o debate, ouvindo a preocupação legítima dos produtores rurais com a manutenção das pequenas propriedades rurais. Não fazemos apologia ao consumo de fumo, mas sabemos da relevância social e econômica desta produção.”

A comitiva também discorda da sugestão do governo brasileiro (que tem assento na COP 11) de retirar o filtro dos cigarros, avaliando que a medida apenas favorecerá o consumo clandestino. O Governo de SC reforça que não aceita decisões tomadas de forma unilateral, sem a discussão de alternativas que resguardem os interesses do produtor rural e sua permanência na atividade agrícola.

Continue Lendo

Economia

Governo de SC define formato do Programa VOA + SC para aviação regional; expectativa é iniciar operações em 2026

Publicado

em

O Governo de Santa Catarina definiu o formato do Programa VOA + SC, que tem o objetivo de estimular o transporte aéreo regional de passageiros e cargas no estado. O texto da Lei que cria o programa já foi enviado para aprovação da Assembleia Legislativa (Alesc), com a expectativa de que entre em operação em 2026.

O modelo foi finalizado por um Grupo de Trabalho (GT) do Governo, visando fortalecer a mobilidade, o turismo e a economia catarinense.


Conectividade e Desenvolvimento Acelerado

O governador Jorginho Mello destacou que o programa é resultado dos investimentos feitos na infraestrutura aeroportuária do estado:

“Nós investimos e preparamos os aeroportos catarinenses para conectar Santa Catarina não só aos grandes centros do país, mas para encurtar distâncias entre as regiões e acelerar o desenvolvimento aqui dentro do estado. Fortalecer a aviação regional é fortalecer o nosso turismo, as relações comerciais e a nossa economia.”

O secretário da SPAF, Beto Martins, ressaltou que o desenvolvimento da aviação regional atende a uma reivindicação histórica dos municípios. Após a aprovação da Lei, será lançado um edital com os requisitos para que as operadoras aéreas possam aderir ao programa VOA + SC.

Continue Lendo

ADS1

Mais vistos