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Economia

Criciúma busca Selo Federal que permite venda de produtos de origem animal para outros estados

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O Serviço de Inspeção Industrial e Sanitário de Produtos de Origem Animal do Município (S.I.M.), está intensificando as buscas pelo selo federal do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi), que permite que estabelecimentos registrados no S.I.M., possam vender seus produtos para outros estados. Criciúma participa ativamente do Consórcio Intermunicipal e Multifinalitário da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (CIM- Amrec) e um dos objetivos é a obtenção do selo para os 12 municípios.

Projeto piloto

Em 2019, o CIM- Amrec foi selecionado para participar do PROJETO-piloto CONSIM: Projeto de ampliação de mercado de produtos de origem animal (POA) para consórcios públicos de municípios do Ministério da Agricultura. Em dezembro de 2020, através deste projeto, foi realizada a Oficina de trabalho para orientação dos S.I.M.s e das agroindústrias do projeto CONSIM. Nela os técnicos do Ministério da Agricultura puderam conhecer a estrutura existente na Amrec e visitaram cinco agroindústrias da região. Como resultado, foi elaborado um relatório onde foram apontadas as recomendações e adequações que deveriam ser feitas nos S.I.M.s participantes do CIM-Amrec. Alé, disso foi disponibilizada, gratuitamente por seis meses, uma consultoria técnica para os ajustes necessários.

Na terceira semana de junho, está programada a última visita presencial da consultoria técnica nas agroindústrias selecionadas. Segundo o médico veterinário Guilherme Costa de Oliveira e Silva, coordenador do S.I.M. de Criciúma, “esta última visita da consultoria é um passo importante na busca pelo selo SISBI porque mostrará que as agroindústrias da região estão conseguindo realizar as adequações necessárias, para serem indicadas ao selo e provar que a inspeção e fiscalização realizada pelos S.I.M.s do CIM-Amrec, são equivalentes à inspeção federal, que é o objetivo buscado na concessão do selo SISBI pelo Ministério da Agricultura”.

Ainda de acordo com o veterinário, a partir da participação no Projeto e da Oficina realizada pelo Ministério da Agricultura, já existe um Plano de Ação definido para obtenção do selo SISBI via consórcio. “Quando conseguirmos o selo SISBI, tanto as empresas já registradas no serviço de inspeção do município quanto novas empresas que vierem a se registrar poderão solicitar o selo para poder vender seus produtos para o Brasil inteiro”, concluiu. O objetivo do Consórcio é conseguir o selo ainda neste ano.

SIM de Criciúma

Para conquistar o selo SISBI, o município investiu no fortalecimento do S.I.M. através da contratação de mais um Médico Veterinário para suprir a demanda de carga horária do serviço e, no início de 2021 adquiriu novos materiais e equipamentos no valor aproximado de R$ 5 mil, que são utilizados nas visitas de inspeção e fiscalização sanitária do S.I.M. Desde 2017, quando foi reativado o Consórcio CIM-Amrec, o S.I.M. de Criciúma auxilia ativamente o Consórcio na padronização das legislações e dos procedimentos de inspeção e fiscalização sanitária dos S.I.Ms da região, através dos Médicos Veterinários da Gerência de Agricultura e Agronegócio

O que são os S.I.M.s

Os Serviço de Inspeção são responsáveis por assegurar a qualidade de produtos de origem animal como a carne, pescado, leite, ovos, mel e seus derivados. Para isso, as empresas devem ser registradas em Serviço de Inspeção Sanitária que podem ser municipais, estaduais ou federal, de acordo com a área de comercialização dos produtos. “O selo de inspeção nos produtos é a garantia que os consumidores estão adquirindo produtos de qualidade e que passaram por um rigoroso controle sanitário, desde a produção do animal no campo, o abate e fabricação dos produtos até sua chegada no comércio. O consumo de produtos de origem animal que não passaram por inspeção oficial pode ser fonte de diversas doenças ao ser humano, como brucelose, tuberculose, salmonela e até verminoses, e, por isso, é importante que os consumidores busquem produtos com procedência conhecida e devidamente inspecionados”, destaca a fiscal Médica Veterinária do S.I.M. de Criciúma, Daniela Pinheiro Rinaldi.

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Economia

Medicamentos podem subir até 3,81% a partir desta terça-feira

Índice médio autorizado é de 2,47%, o menor em 20 anos, segundo a Anvisa

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Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil podem ser reajustados em até 3,81% a partir desta terça-feira (31). O percentual segue resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, responsável por definir os limites de aumento no país.

O modelo prevê três faixas de reajuste, conforme o nível de concorrência no mercado farmacêutico. Medicamentos com maior competitividade podem ter aumento de até 3,81%. Já os de média concorrência têm teto de 2,47%, enquanto aqueles com pouca ou nenhuma concorrência podem subir até 1,13%.

Algumas categorias, no entanto, seguem regras específicas e não entram nesse cálculo, como medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e parte dos produtos isentos de prescrição com alta competitividade.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o reajuste médio autorizado será de até 2,47% — o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada no período, que ficou em 3,81%.

Em nota, o órgão destacou que a redução do índice desde 2023 está relacionada às políticas de controle da inflação e ao papel da regulação no setor. Nos anos anteriores, os reajustes chegaram a ultrapassar 10%.

Apesar da autorização, o aumento não é automático. Na prática, fabricantes, distribuidores e farmácias podem aplicar índices menores ou até manter os preços atuais, dependendo da concorrência e das estratégias de mercado.

COMO FUNCIONA O REAJUSTE

O reajuste dos medicamentos ocorre uma vez por ano e segue uma fórmula que considera a inflação medida pelo IPCA, descontando ganhos de produtividade da indústria farmacêutica.

A CMED é o órgão federal responsável por regular economicamente o setor, estabelecendo critérios para definição e atualização dos preços. A estrutura é composta por representantes do Ministério da Saúde, Casa Civil e outros ministérios, enquanto a Anvisa atua como secretaria executiva, oferecendo suporte técnico às decisões.

A medida busca equilibrar o mercado, garantindo acesso da população aos medicamentos e, ao mesmo tempo, a sustentabilidade da cadeia farmacêutica no país.

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Agronegócio

Safra de arroz em SC chega a 60% da colheita sob forte pressão econômica

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A colheita de arroz da safra 2025/26 avança em Santa Catarina com bons índices de produtividade, mas em um cenário de incerteza financeira. Segundo a Epagri, cerca de 60% dos 143 mil hectares já foram colhidos. A estimativa é de uma produção de 1,2 milhão de toneladas, volume 6,1% menor que o recorde da safra passada, mas ainda entre as maiores médias dos últimos três anos.

Apesar do bom desempenho técnico das sementes, como a SCSBRS126 Dueto, o setor enfrenta uma “tempestade perfeita”: preços em queda no mercado e custos de produção elevados (combustíveis, fertilizantes e defensivos).

Rentabilidade Ameaçada O presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, alerta que o valor de venda atual não compensa o alto investimento feito pelo agricultor. “Vemos dificuldades para o produtor, mas trabalhamos para fortalecer a cadeia. O agricultor forte é essencial para a indústria e para o consumidor”, enfatiza.

Alerta para a Safra 26/27 O desânimo financeiro já impacta o planejamento do próximo ciclo. Produtores relatam um “desafio psicológico” ao ver o preço do grão derreter enquanto o custo dos insumos sobe.

  • Risco de Descapitalização: Especialistas da Epagri alertam que a baixa rentabilidade atual pode tirar o fôlego financeiro para o plantio da safra 26/27.
  • Redução de Investimento: Há o receio de que, sem capital, o produtor diminua o uso de tecnologia e adubação no próximo ano, comprometendo o volume de produção futuro.

“Estamos contentes pelas médias alcançadas, mas preocupados com o que faremos na próxima safra”, resume o agricultor e engenheiro agrônomo Samuel Silveira Zanoni.

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Economia

Nova Veneza conquista Selo Ouro de Alfabetização do MEC pelo segundo ano consecutivo

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Nova Veneza consolidou sua posição como referência educacional ao receber o Selo Ouro Criança Alfabetizada, premiação máxima do Ministério da Educação (MEC). A cerimônia ocorreu nesta segunda-feira, dia 23, em Brasília, e reconheceu os municípios que atingiram as metas do Indicador Criança Alfabetizada (ICA).

Este é o segundo ano que a cidade conquista a categoria ouro, o que demonstra a continuidade e a qualidade das políticas públicas de ensino. “O reconhecimento fortalece a credibilidade da nossa rede e mostra que estamos entre os municípios com melhor desempenho no país”, destacou a prefeita Ângela Ghislandi.

Destaque na Região e no Estado Os números colocam Nova Veneza em um patamar de excelência no mapa catarinense:

  • 1º Lugar na AMREC: O município detém o melhor índice de alfabetização entre as cidades da Região Carbonífera.
  • 12º Lugar em Santa Catarina: Entre os 295 municípios do estado, Nova Veneza figura no “Top 15”.

Trabalho Coletivo A secretária de Educação, Renata Nuernberg, que recebeu o prêmio na capital federal ao lado da coordenadora Ariane Suzin Zanoni, enfatizou que o mérito é de toda a rede. “Este selo reconhece o trabalho coletivo da equipe pedagógica e, principalmente, dos professores alfabetizadores que atuam diretamente com nossas crianças”, ressaltou.

O Selo Ouro faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, programa que visa garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental.

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