Economia
Criciúma + Crédito gera novas oportunidades de crédito sem juros para MEIs nesta terça
Iniciativa já injetou mais de R$ 3,5 milhões na economia regional em 2026
O programa Criciúma + Crédito disponibiliza, nesta terça-feira (3), mais 70 novos termos de encaminhamento de aporte financeiro aos Microempreendedores Individuais (MEIs) do município. A iniciativa da Prefeitura garante acesso a até R$ 5 mil em crédito, sem a cobrança de juros, divididos em oito parcelas. Somente em 2026, a ação já contemplou mais de 700 microempreendedores, o que representa uma injeção superior a R$ 3,5 milhões na economia local.
“Sabemos que, por trás de cada pequeno negócio, existe uma história de esforço, dedicação e vontade de crescer. Com o Criciúma + Crédito, queremos apoiar esses empreendedores, facilitando o acesso aos recursos necessários para fortalecer suas atividades e transformar projetos em realidade”, ressalta o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.
Os recursos são liberados aos 70 primeiros inscritos que comparecerem no primeiro dia útil de cada mês. Para participar, os microempreendedores com documentação regularizada devem ir à Casa do Empreendedor, localizada no segundo piso do Paço Municipal Marcos Rovaris, das 8h às 17h. O cadastro e a análise de crédito são executados pela Credisol, instituição financeira parceira da Administração Municipal.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços de Criciúma, Thiago Rocha Fabris, ressalta que o programa amplia o acesso a recursos essenciais para a manutenção e expansão das atividades produtivas de cada empreendedor.
“O empreendedor pode utilizar o recurso para diferentes finalidades, como capital de giro, ampliação da estrutura e pagamento de fornecedores. É uma forma de demonstrar que acreditamos no potencial do município, cientes de que o sucesso desses negócios movimenta toda a cadeia econômica da região”, menciona.
Incentivo a mais
Como estímulo à regularidade nos pagamentos, os beneficiários que mantiverem os pagamentos em dia contam com subsídios nas parcelas finais. Após a quitação regular das seis primeiras parcelas, a sétima é custeada pela Prefeitura de Criciúma e a oitava pelo Programa Juro Zero, do Governo do Estado. Ou seja, o MEI quita o financiamento pagando menos do que o valor originalmente contratado.
Além do acesso ao crédito, o programa busca incentivar a organização financeira e a educação empreendedora dos beneficiários com cursos e mentorias disponibilizados pela instituição financeira parceira.
“O Criciúma + Crédito alcança números expressivos na qualificação e no suporte aos pequenos negócios. O atendimento a mais de 700 MEIs em 2026 fortalece o ecossistema de empreendedorismo local, gerando autonomia, desenvolvimento e novos mercados”, concluiu Fabris.
Economia
Comércio de Criciúma teme aumento de custos com mudança na jornada de trabalho
Presidente do Sindilojas aponta dificuldades para contratar funcionários e admite mudanças no atendimento aos domingos e feriados
A possível redução da jornada de trabalho e a adoção de uma escala com cinco dias de trabalho e dois de descanso preocupam os lojistas de Criciúma. O setor teme que a reorganização das equipes aumente as despesas operacionais e pressione os preços dos produtos, especialmente nos estabelecimentos que mantêm atendimento aos domingos e feriados.
O alerta é do presidente do Sindicato dos Lojistas de Criciúma (Sindilojas) e do Conselho Deliberativo do Sebrae/SC, Renato Campos Carvalho. Segundo ele, a dificuldade para preencher vagas no mercado de trabalho pode tornar a adaptação ainda mais complexa para as empresas.
Horários de atendimento podem ser revistos
Supermercados, lojas de shopping e estabelecimentos com funcionamento aos fins de semana estão entre os segmentos que podem enfrentar maiores desafios. Uma das alternativas em discussão é concentrar o atendimento de segunda a sábado, das 9h às 18h, com ajustes nas escalas e nas folgas dos trabalhadores.
“Infelizmente, o impacto principal será no preço dos produtos”, afirma Carvalho. Na avaliação do dirigente, os empresários terão de calcular se a receita obtida aos domingos e feriados compensa os custos necessários para manter as portas abertas nesses dias.
A eventual mudança também exigirá planejamento para reorganizar as equipes sem comprometer o atendimento aos consumidores.
Sindilojas defende negociação antes das mudanças
Carvalho aponta a disponibilidade de mão de obra como outro obstáculo para o comércio catarinense. Para ele, a adequação das jornadas precisa considerar as particularidades de cada atividade e ser discutida entre representantes dos empresários e dos trabalhadores.
O tema deve entrar na pauta das negociações da convenção coletiva, com o objetivo de avaliar alternativas para a distribuição das horas de trabalho e das folgas.
O dirigente defende que as decisões sejam tomadas com antecedência. A preocupação é evitar dificuldades operacionais em um período estratégico para o varejo, já que a proximidade do Natal costuma elevar o movimento nas lojas.
Economia
Acic amplia debate sobre internacionalização e oportunidades de expansão para empresas do Sul
Em encontro promovido nessa quarta-feira, especialistas apresentaram cenários econômicos e tributários do Paraguai e possibilidades de investimento no país
No processo de internacionalização, empresas do Sul do Estado buscam novos países para investir e ampliar suas operações. Tendo esse tema em foco, a Associação Empresarial de Criciúma (Acic) e o Tax Group promoveram nessa quarta-feira, 21, um bate-papo com os consultores Luis Wulff e Altair Toledo, voltado a empresários da região.
“Muitas empresas querem uma alternativa de redução de custos e de produção, por isso trouxemos esse assunto para o debate na Acic. Nosso papel é trazer as informações para os empresários, para que eles tomem a melhor decisão para os seus negócios”, afirma o presidente da entidade empresarial, Franke Hobold.
Ele ressalta que, paralelamente às iniciativas voltadas à internacionalização, a entidade também trabalha para fortalecer a atratividade econômica de Criciúma e região. Entre as ações em desenvolvimento está um projeto destinado a apresentar aos investidores catarinenses e brasileiros as potencialidades do município.
“São diversas as oportunidades de investimento aqui, mas não podemos fechar os olhos para quem busca outras formas de investir para obter maior rentabilidade”, expõe Hobold.
Segundo o presidente, a discussão também está alinhada ao Intercon, iniciativa da Acic que busca fortalecer a internacionalização das empresas da região por meio de exportações, importações e parcerias estratégicas.
Em sua quarta edição, o Intercon ocorrerá em 5 de novembro, reunindo profissionais com ampla experiência em negócios internacionais, inovação e comércio exterior. A programação contará com palestras e cases de empresas da região, que compartilharão experiências e aprendizados em suas trajetórias de internacionalização.
Cenários econômico e tributário
No evento dessa quarta-feira, foram apresentados os cenários econômico e tributário do Paraguai, com abordagem desde a infraestrutura e logística até o ambiente de negócios, passando pelo sistema bancário, sistema trabalhista, tributação e benefícios fiscais, dividendos e investimentos.
“Nossa intenção não é fomentar o Paraguai, mas contar o que vimos no país e o que pode ser aproveitado na legislação brasileira para manter nossas empresas aqui. Temos a responsabilidade de buscar um melhor ambiente de negócios, mais liberdade econômica, menos burocracia, para evitar que o Brasil continue perdendo empresas para o Paraguai”, explica o consultor empresarial Altair Antonio Toledo, CEO da TPZ e vice-presidente da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande Sul (Federasul).
A apresentação foi norteada pela Lei de Maquila, regime industrial que o Paraguai construiu a poucos quilômetros da fronteira brasileira, tornando-se o destino declarado de marcas como Lupo, Riachuelo e Buddemeyer para produzir pagando um tributo único de 1% sobre a operação.
“O Paraguai é um celeiro de oportunidades. Temos hoje mais de 600 maquiladoras aprovadas no país, fazendo operações de industrialização ou o processo intermediário e cerca de 80% são brasileiras”, aponta Luis Wulff, CEO e founder do Tax.Co, ecossistema de inteligência e estratégia focado em eficiência para o mercado corporativo, composto pelas operações do Tax Group, Banco Fiscal, Dr. Fiscal e NX Business School.
Lei de Maquila
Lei de Maquila é o nome pelo qual o mercado conhece o regime de maquila do Paraguai, um sistema de produção que permite a uma empresa instalada no país (a maquiladora) fabricar bens ou prestar serviços por conta e ordem de uma empresa sediada no exterior (a matriz), com praticamente toda a carga tributária substituída por um tributo único de 1%.
Na prática, o regime funciona como uma ponte de produção: uma empresa brasileira (ou de qualquer outro país) encomenda a fabricação de um produto, ou a prestação de um serviço, a uma maquiladora paraguaia. Os insumos entram no Paraguai com tributos de importação suspensos, o processo produtivo agrega valor local — mão de obra, insumos nacionais, energia — e o resultado é exportado de volta à matriz ou diretamente a um cliente final, em qualquer parte do mundo.
Economia
Setor arrozeiro tenta barrar nova exigência ambiental em Santa Catarina
Reunião com autoridades em Florianópolis deve discutir a medida, enquanto produtores também enfrentam preocupações com o clima e os preços do arroz.
O setor arrozeiro de Santa Catarina prepara uma mobilização para tentar impedir a adoção de uma nova exigência ambiental relacionada à atividade agrícola. Segundo o presidente do Sindarroz, Rampinelli, representantes do segmento devem se reunir com autoridades em Florianópolis para questionar a proposta e apresentar argumentos técnicos e jurídicos contra a mudança.
O encontro, previsto para ocorrer com a participação de advogados, busca esclarecer os efeitos da medida e defender a manutenção das regras atualmente em vigor. Conforme o dirigente, a análise da proposta estava prevista para quarta-feira (21).
A posição do sindicato é de que a legislação já prevê instrumentos para fiscalizar o uso da água e a aplicação de produtos agrícolas. Para a entidade, qualquer exigência adicional precisa estar fundamentada em critérios técnicos que comprovem sua contribuição para a proteção ambiental.
Temperaturas baixas preocupam produtores de arroz
O clima também entrou na lista de preocupações para a próxima safra. Embora as lavouras já apresentem áreas com vegetação verde, o frio persistente tem dificultado o desenvolvimento das plantas, segundo Rampinelli.
O arroz depende de condições climáticas favoráveis para avançar em seu ciclo de crescimento. Temperaturas abaixo das condições ideais podem retardar o desenvolvimento da cultura e interferir no desempenho das lavouras.
Outro fator acompanhado pelos produtores é a possível influência do El Niño sobre o comportamento do clima ao longo da safra. A preocupação é que condições meteorológicas desfavoráveis afetem a produtividade e reduzam o volume produzido.
Mesmo com as incertezas, o plantio segue em andamento. O resultado da safra, contudo, dependerá em grande parte das condições climáticas registradas durante as próximas etapas do ciclo agrícola.
Mercado do arroz perde força após recuperação dos preços
Depois de um período de recuperação, o preço do arroz passou a apresentar maior estabilidade. De acordo com Rampinelli, a dificuldade de repassar novos reajustes ao consumidor tem limitado a continuidade do movimento de alta no varejo.
Na avaliação do presidente do Sindarroz, os valores praticados atualmente permitem cobrir os custos de produção, mas ainda há expectativa de melhora na remuneração para ampliar as margens dos agricultores.
O setor espera que a próxima colheita apresente boa qualidade e contribua para equilibrar os interesses dos diferentes elos da cadeia produtiva. A meta é assegurar condições econômicas para os produtores e manter o abastecimento do mercado com preços acessíveis aos consumidores.
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