Tecnologia
Criciúma implanta botão do pânico em escolas municipais
Todas as 62 escolas da rede municipal de ensino de Criciúma estão em processo de implantação do botão do pânico, um sistema que garantirá um atendimento mais eficaz em casos de emergências. Implantado pela Administração Municipal, o botão estará disponível a todo momento e será diretamente conectado às forças de segurança e órgãos municipais, possibilitando uma rápida atuação. O equipamento faz parte do Plano Municipal de Segurança Escolar, que tem como objetivo realizar uma gestão otimizada para prevenir, auxiliar e identificar riscos em instituições públicas e privadas do município.
“O tempo de resposta será significativamente mais rápido, uma vez que todas as escolas já estão equipadas com câmeras de monitoramento. Nossas crianças são acompanhadas em tempo real a partir do Centro de Controle e Operação (CCO), que fica localizado na sede da Defesa Civil”, explica o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro.
O CCO é encarregado de monitorar as câmeras instaladas nas unidades escolares. Implementado pela Prefeitura de Criciúma em 2023, o CCO abrange 62 escolas do município, além de creches e de algumas escolas particulares. “Abrimos o espaço, também, para escolas particulares porque os alunos do município são, de fato, parte do município, e todos merecem receber o mesmo cuidado”, afirma o prefeito.
Além disso, conforme Salvaro, 42 escolas já estão equipadas com concertina, um dispositivo que dificulta a ação de qualquer pessoa que possa ameaçar a segurança das crianças. As demais escolas estão em processo de implementação do item, o que resultará na cobertura de todas as instituições de ensino da rede municipal.
Estrutura do CCO de Criciúma
O CCO é uma unidade interna equipada com 18 telas de 65 polegadas, que monitoram 264 câmeras estrategicamente instaladas nos arredores das mais de 60 escolas do município e das creches da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc).
O sistema oferece monitoramento em tempo real e tem o objetivo de fornecer suporte em diversas situações. Além disso, as escolas contam com circuitos fechados de TV (CFTV) e sensores de presença com alarmes, os quais já foram instalados para monitoramento e vigilância patrimonial.
Todas as instituições de ensino podem ter suas câmeras monitoradas em tempo real pelo CCO, desde que atendam aos requisitos estabelecidos pela Defesa Civil de Criciúma.

Tecnologia
Em meio à disputa global, SATC avança em pesquisa para extração de terras raras
A corrida global por terras raras, elementos essenciais para a indústria de tecnologia, energia e defesa, ganha um novo capítulo no Sul de Santa Catarina. Após anos de desenvolvimento, uma pesquisa conduzida pelo Centro Tecnológico da SATC alcançou avanços importantes ao utilizar a Drenagem Ácida de Mina (DAM) como fonte para a extração desses elementos. O projeto segue em fase piloto, mas já com resultados consolidados. Agora, a próxima etapa prevê novos testes com cinzas do carvão mineral.
Essenciais e insubstituíveis, as terras raras são 17 elementos que estão presentes em praticamente tudo que define o mundo moderno: de smartphones e turbinas eólicas a veículos elétricos e sistemas de defesa. E é justamente nesse cenário estratégico que o estudo da SATC começa a ganhar protagonismo.
O Brasil, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), já possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, concentrando em torno de 25% do total global. Mesmo assim, o desafio se concentra na viabilidade da extração. Isso porque, apesar do nome, esses elementos não são raros. Estão espalhados, mas em baixas concentrações. Tornar essa exploração economicamente viável é o que define quem lidera essa corrida global, hoje dominada principalmente pela China.
É nesse ponto que a pesquisa conduzida pelo Núcleo de Energia e Síntese de Produtos do CT SATC se destaca. “Estamos falando de um material que, historicamente, sempre foi tratado como problema ambiental. A partir da pesquisa, mostramos que ele pode se tornar uma fonte de minerais estratégicos para o país”, afirma o pesquisador e líder do Núcleo, Thiago Aquino.
Na prática, o projeto desenvolve uma rota tecnológica para tratar a Drenagem Ácida de Mina, uma água contaminada gerada pela atividade carbonífera. Durante esse processo de tratamento, os elementos presentes na água são separados. Parte deles forma um lodo rico em ferro, enquanto outra parte concentra as terras raras. Esse material passa por etapas de extração e purificação até gerar um concentrado com alto valor agregado.
Apesar de desenvolvida a partir da DAM, a rota de extração pode ser aplicada a outras fontes que contenham terras raras. Atualmente, os pesquisadores já obtêm um produto mix com mais de 90% de concentração. O próximo passo é o fracionamento desse material, com o objetivo de agregar valor e aproximar a pesquisa da aplicação final desses elementos.
De passivo ambiental a fonte de minerais estratégicos
A drenagem ácida de mina é facilmente reconhecida pela coloração alaranjada em rios impactados pela mineração de carvão. Com alta concentração de ferro e baixo pH, ela representa, segundo os pesquisadores, um risco ambiental significativo. No entanto, carrega em sua composição elementos estratégicos, como as terras raras dissolvidas.
Após três anos de estudos, o projeto avançou de análises laboratoriais para a fase piloto. Foram mapeados cerca de 20 pontos no Sul do estado, permitindo o desenvolvimento de uma rota tecnológica capaz de tratar essa água contaminada e, simultaneamente, recuperar esses minerais.
“O diferencial da pesquisa está justamente nessa abordagem integrada. Conseguimos tratar um passivo ambiental e, ao mesmo tempo, gerar produtos com potencial econômico, o que pode ajudar a viabilizar todo o processo”, destaca a pesquisadora do Núcleo, Vanessa Olivo Viola.
Processo viabiliza tratamento ambiental
A tecnologia desenvolvida permite a geração de dois produtos principais. O primeiro é um lodo rico em ferro, que após o processo de calcinação pode atingir mais de 90% de pureza, se tornando um material com valor comercial. O segundo é um concentrado com aproximadamente 1% a 2% de terras raras, que passa por etapas adicionais até alcançar um mix com mais de 90% de concentração.
Na prática, isso significa que a própria venda desses minerais pode ajudar a custear o tratamento da água, uma solução que une sustentabilidade e viabilidade econômica.
Além das terras raras, o projeto já vislumbra a extração de outros elementos críticos presentes na drenagem ácida de mina, como manganês, silício e alumínio. Esses materiais também são fundamentais para cadeias produtivas ligadas à energia limpa, semicondutores e indústria de base tecnológica.
Cenário global reforça importância estratégica das terras raras
A relevância do tema vai além da ciência. As terras raras fazem parte de um grupo chamado minerais críticos, que incluem ainda lítio, cobalto, níquel e grafite, todos essenciais para baterias, painéis solares e tecnologias avançadas. Por isso, países como Estados Unidos, China, Austrália e Índia, já disputam acordos e cadeias de suprimento com o Brasil, reconhecendo o caráter estratégico desses recursos.
Nesse contexto, conforme Aquino, iniciativas como a da SATC posicionam o Brasil de forma mais competitiva no cenário global. “Já avançamos muito na parte técnica e sabemos como chegar ao produto final. Agora, o desafio é escalar o processo, entender melhor a viabilidade econômica e transformar esse conhecimento em aplicação prática”, explica.
O projeto agora busca novos investimentos para avançar à etapa de campo. A meta é mensurar com precisão o volume de drenagem e cinzas de carvão que pode ser tratado, a quantidade de terras raras recuperadas e os custos envolvidos, consolidando um modelo que possa ser replicado.

Tecnologia
Aula de Tecnologias Aplicadas prepara alunos para futuro digital com criatividade e raciocínio lógico
Vivendo em uma era digital, é comum que crianças e adolescentes saibam utilizar recursos eletrônicos. No ambiente escolar, o desafio é orientar esse uso de forma educativa. No Colégio SATC, as aulas de Tecnologias Aplicadas têm esse objetivo de trabalhar o desenvolvimento do raciocínio lógico, da criatividade e da autonomia desde os primeiros anos. As turmas do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental participam de um projeto voltado à criação de jogos educacionais. A proposta é apresentar conceitos de programação de forma progressiva, respeitando a faixa etária e estimulando o aprendizado por meio de atividades práticas.
O projeto é dividido em três etapas. Na primeira, os alunos têm contato com a programação desplugada. “A atividade envolveu um tabuleiro no qual os estudantes criam personagens com peças de Lego e planejam seus movimentos. Os grupos utilizam setas para definir os caminhos, o que ajuda a compreender a lógica da programação”, explica a professora de Tecnologias Aplicadas, Franciele Alves.
Na segunda etapa, as turmas avançam para o uso do Lego WeDo 2.0. “No laboratório, os alunos construíram estruturas e utilizam tablets para programar movimentos, aplicando conceitos iniciais de pensamento computacional. Assim, eles conseguem ver o que construíram ganhando movimento, o que reforça o entendimento do processo”, destaca a professora.
Programação na prática
Na fase atual do projeto, os estudantes utilizam o site Code.org no laboratório de informática. A ferramenta permite que as crianças desenvolvam sequências de comandos e acompanhem o funcionamento dos personagens na tela. A atividade os aproxima da programação digital de forma acessível.
Para a aluna Maria Júlia Baldesar Borba, do 1º ano C, as aulas são um momento de descoberta. “Eu gosto de montar os personagens e ver eles funcionando. É legal pensar no caminho que eles vão fazer”, relata.
As atividades integram diferentes habilidades, como coordenação motora, resolução de problemas e trabalho em equipe. “A programação é introduzida desde a Educação Infantil, inicialmente com atividades desplugadas e uso de robôs, e aprofundada no Ensino Fundamental. Com essa abordagem, buscamos preparar os alunos para o uso consciente da tecnologia, estimulando o aprendizado contínuo e o desenvolvimento de competências importantes para o futuro”, ressalta Franciele.

Tecnologia
CSIRT SATC consolida seis meses de atuação com ações estratégicas em segurança cibernética
Desde julho de 2025, a SATC conta oficialmente com um CSIRT (Computer Security Incident Response Team; em português, Equipe de Resposta a Incidentes de Segurança Cibernética). Em seis meses de atuação, o grupo já executou uma série de ações estratégicas que reforçam a maturidade da instituição em segurança da informação e ampliam a conscientização de colaboradores e alunos. Iniciativa é dedicada à prevenção, monitoramento e tratamento de incidentes digitais.
De acordo com o coordenador do CSIRT SATC, Vagner Rodrigues, a criação da equipe atende a uma necessidade crescente diante do aumento de ameaças digitais e da complexidade dos ambientes tecnológicos. “O principal objetivo do CSIRT é proteger a instituição, antecipar riscos e responder rapidamente a incidentes. Com isso, estamos falando de pessoas, processos e cultura de segurança”, afirma.
Entre as principais ações desenvolvidas no período, estão a implementação de controles técnicos, treinamentos voltados aos colaboradores e o fortalecimento do monitoramento de acessos aos servidores institucionais. Essas medidas ampliaram a visibilidade sobre atividades suspeitas e permitiram respostas mais rápidas a possíveis ameaças.
Outro avanço importante foi a implantação de uma plataforma de Wi-Fi segura para visitantes. Além disso, os laboratórios de informática passaram a ser monitorados de forma contínua, com correção de vulnerabilidades e ações de conscientização junto aos alunos, que se tornaram aliados na identificação de problemas de segurança.
“O envolvimento dos alunos é extremamente positivo. Eles passaram a entender os riscos e, muitas vezes, nos alertam sobre comportamentos ou falhas que precisam de atenção”, completa o coordenador.
Gestão de incidentes e monitoramento ativo
Ao longo desses seis meses, o CSIRT Satc catalogou mais de 20 incidentes de segurança, incluindo tentativas de phishing direcionadas ao setor financeiro, vazamento de senhas, escalonamento indevido de privilégios em computadores de laboratórios e até a detecção de um servidor comprometido com mineração de criptomoedas.
Também foram identificados casos de computadores pessoais de alunos se comunicando com botnets, tentativas de injeção de malware no site institucional e vazamento de senhas. “Nosso papel é agir de forma rápida e técnica, mas também educativa. Cada incidente é tratado como uma oportunidade de aprendizado e fortalecimento dos controles”, explica o analista de Segurança da Informação, William Sipriano.
Avaliação de maturidade e conscientização
Como parte da estratégia de fortalecimento da segurança da informação, a equipe realizou uma avaliação de maturidade para identificar o nível de suscetibilidade dos colaboradores a ataques digitais. Testes foram aplicados em ambientes internos e externos, com resultados semelhantes, indicando consistência no comportamento dos usuários.
Além das iniciativas internas, o CSIRT Satc prepara um projeto de conscientização voltado à comunidade educacional. Em torno de 20 cartilhas educativas do CERT.br serão distribuídas a alunos do Colégio SATC, com conteúdos adaptados a cada faixa etária.
“A ideia é que o aluno tenha contato contínuo com informações sobre segurança digital ao longo da sua jornada escolar. Esse conhecimento também chega às famílias, às empresas parceiras e à comunidade em geral”, reforça o coordenador.
Próximos passos
A SATC está trabalhando em uma Política de Segurança da Informação. O documento estabelece diretrizes claras para o uso responsável dos recursos tecnológicos e para a proteção de dados institucionais.
Com foco no futuro, a equipe trabalha para ampliar sua atuação e organizar a oferta de serviços especializados em segurança da informação para empresas e instituições parceiras, por meio da criação de um catálogo de serviços.
“A segurança da informação é um processo complexo e contínuo, que exige profissionais dedicados. Nosso objetivo é ser um ponto de apoio, especialmente para organizações que ainda não conseguem estruturar essa área internamente”, conclui o coordenador.

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