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Depois de dois anos, campus volta a fervilhar na Unesc

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 corredores da Unesc ganharam um colorido especial nesta segunda-feira (21/2). Após quase dois anos de pandemia de Covid-19, com aulas virtuais e híbridas, os 13 mil alunos da Universidade retornaram para as salas de aula de forma presencial. A máscara e o álcool em gel para higienização constante das mãos vão fazer parte da rotina dos acadêmicos, mas com um novo incremento: o contato visual com o professor e com os colegas de turma, algo esperado por muitos estudantes ao longo de todo esse tempo. Para garantir a segurança de todos, a estrutura da Universidade foi preparada para receber os calouros e veteranos dos 42 cursos de graduação, seguindo as recomendações dos órgãos competentes e o posicionamento do Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre a importância do retorno das atividades presenciais.

Isabel Valim, de 26 anos, é moradora do bairro Cidade Mineira, em Criciúma, e saiu de casa cedinho para a sua primeira aula do tão sonhado curso, a Psicologia. No seu primeiro dia de aula como acadêmica da Unesc, ela contou com o apoio do esposo para levá-la até a Universidade e dos monitores para orientar sobre o local de aula.  “Estou muito feliz, pois sinto a necessidade de aprender mais e sei que aqui vou poder adquirir todos os conhecimentos necessários para a minha carreira”, contou ela com os olhos brilhando.

Isabel, que gosta também da confeitaria, começou as aulas no Bloco S. Enquanto caminhava para a sua sala ela observava cada detalhe feito pelos funcionários e pela direção da Universidade. “Quero aprender mais por mim. Estou muito ansiosa com o que me espera. Vou estudar pela manhã e à tarde vou continuar fazendo os bolos, doces e tortas que tanto gosto também. Poder conciliar essas duas paixões é gratificante”, disse, enquanto carregava o seu caderno que vai receber nas suas lindas e traçadas linhas, uma nova história.

Para garantir a segurança da comunidade acadêmica os espaços da Universidade também seguem com sinalização e monitoramento para evitar aglomerações, além de mapas e monitores para dar todo o suporte aos calouros e veteranos.

Rotina que ganha novo combustível

A jovem Hellen da Silva Berti, 22 anos, está na nona fase do curso de Farmácia e todos os dias ela vem do seu bairro, o Verdinho, em Criciúma, para realizar o seu grande sonho. Para este ano, a felicidade de estar em sala de aula tomou conta da jovem, que pega o ônibus por volta das 7h20 em seu bairro, diretamente para o campus da Universidade. “As aulas presenciais são muito melhores. Não me adaptei às aulas on-line e não via a hora de retornar presencialmente, principalmente porque este semestre vamos ter muitas aulas no laboratório, como de toxicologia e controle de análises clínicas”, contou ela, enquanto se deliciava com uma pipoca que recebeu quando chegou ao Campus.

A jovem, que estuda pela manhã e trabalha no período da tarde em uma farmácia de manipulação no centro de Criciúma, carrega, além dos livros e cadernos, sua lancheira e a roupa de trabalho, materiais necessários para o cumprimento das atividades do dia. “Saio da Unesc, almoço e me troco no serviço. Minha rotina é corrida, mas é prazerosa. Gosto muito da área de manipulação e como estou trabalhando nessa área é uma grande oportunidade”, disse. Ela pretende se especializar cada vez mais e fazer mestrado. “Não vejo a hora de pegar o meu diploma, mas não pretendo parar. Quero me especializar e fazer um mestrado. A Unesc abre muitos caminhos e é um local de muitas oportunidades”, sublinhou. A sua formatura está agendada para início de 2023. 

Preparação intensa para um retorno histórico

Os corredores cheios são motivo de imensa alegria para a reitora Luciane Bisognin Ceretta. Para ela, que esperou ansiosamente pelo dia que fosse possível promover este reencontro, ver os alunos retornando às salas de aula traz o sentimento de alegria e superação. “São os estudantes que conferem vida ao campus. São para eles que dedicamos nossas atenções para dias melhores. Embora estejamos num período de transição dessa crise epidemiológica, nós superamos os momentos mais difíceis com todos os cuidados necessários num Campus absolutamente organizado com processos pedagógicos muito qualificados”, destaca.

A data na qual os espaços voltam a ser ocupados pelos acadêmicos, conforme a reitora, entra para a história de quase 54 anos da Universidade. “Esse dia ficará marcado na história da Instituição e da nossa gestão, que passa por momentos tão desafiadores junto aos nossos estudantes, professores, colegas e colaboradores. Além da alegria do retorno às aulas presenciais é o retorno à vida, à vida bem cuidada, à vida da Universidade, à vida dos processos formativos. É um dia que vai ficar na nossa história”, destacou a reitora.

Perceber a movimentação mais intensa nos corredores, para o diretor de Ensino de Graduação, Marcelo Feldhaus, traz à tona a sensação de energia e novidade. “É como se fosse a primeira vez. Nosso sentimento é de um gostoso reencontro”, destaca. No momento de retorno, conforme Feldhaus, um dos grandes diferenciais que espera os acadêmicos é a implementação do projeto da Graduação Multi, no qual os alunos que chegam terão contato com a resolução de problemas reais desde a primeira fase. “Os estudantes que retornam de fato ao campus estarão envolvidos com situações problema que perpassam a sociedade por meio da universidade, sendo ponto de partida da formação. Experiência e aprendizagem como centro da formação do nosso acadêmico”, pontua.

Para que a retomada das atividades em ritmo acelerado e presencial seja seguro para todos os envolvidos, uma das grandes preocupações da Universidade se volta aos cuidados de biossegurança. A palavra de ordem para o sucesso também neste sentido, conforme a pró-reitora acadêmica da Universidade, Indianara Reynaud Toreti, é o diálogo. “Essa é sempre nossa principal ferramenta de resolução de assuntos na Universidade. Temos um amplo diálogo com estudantes e professores sobre a importância da biossegurança para todos os envolvidos neste grande universo que é a Unesc”, acrescenta.

A felicidade é compartilhada também pelas lideranças estudantis. Para o presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Vitor Teixeira, é nítida a alegria dos acadêmicos com o retorno ao Campus. “Sentimos um brilho no olhar de quem está retornando para a sala de aula e para aquilo que serve a nossa Universidade, que é estar presente e construindo a educação de forma presencial. Nós vemos nos olhos dos acadêmicos a felicidade e a possibilidade de construir um futuro aqui dentro também. Estamos muito contentes”, comentou ele, lembrando ainda da disponibilidade de vacinas, no campus, para os acadêmicos. “Se vacinar é cuidar do próximo. Fomos atrás, conseguimos a vacina no campus e estamos retornando de forma ainda mais segura. Eu mesmo aproveitei para tomar a terceira dose aqui”, enfatiza.

Suporte

Os estudantes que apresentarem alguma dificuldade de participar das aulas presenciais devem acessar as coordenações dos cursos e apresentar requerimento com justificativa para permanência de modo remoto síncrono. Nestes casos, avaliados pelas coordenações dos cursos, os estudantes devem acompanhar as aulas ao vivo de forma remota.

Matrículas seguem abertas

Apesar de o pontapé inicial já ter sido dado, ainda é possível garantir o ingresso nos cursos de graduação da Unesc. Os interessados devem entrar em contato com a Central de Atenção ao Estudante (Centac), que atende calouros e veteranos pelo contato também no Whatsapp (48) 99644-1887 ou no 3431-2545, das 8h30 às 19h. A equipe está disponível para esclarecimentos sobre o retorno, para atendimentos referentes à renegociação e demais informações sobre matrículas e rematrículas.

Os acadêmicos de cursos em modelo de Educação à Distância (EAD) ou híbridos (semipresenciais) iniciarão as atividades em 2 de março.

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UniSATC recebe 10º Encontro Regional Sul de História da Mídia

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O Centro Universitário SATC (UniSATC) será palco do 10º Encontro Regional Sul de História da Mídia (ALCAR Sul). O evento ocorre nos dias 21 e 22 de setembro e reúne pesquisadores, acadêmicos, professores e profissionais da área da Comunicação. Neste ano, o tema central do evento é ‘Comunicação, territórios e disputas narrativas: a mídia local como palco de identidades, resistências e conflitos históricos’.

O encontro propõe uma reflexão sobre como os discursos midiáticos se relacionam historicamente com os lugares onde são produzidos e circulam. A programação inclui oficinas, mesa-redonda, palestra, sessões de Grupos de Trabalho (GTs) e momentos de troca entre os participantes.

Para a coordenadora do curso de Jornalismo da UniSATC e uma das organizadoras do evento, Marli Vitali, a programação também contribui para aproximar a formação acadêmica dos debates que atravessam o exercício profissional.

“A história da mídia não deve ser compreendida apenas como um olhar para aquilo que já aconteceu. Ela ajuda a entender como práticas, linguagens, escolhas e formas de narrar foram construídas ao longo do tempo e ainda influenciam a comunicação que produzimos hoje. Para os estudantes, o contato com diferentes pesquisas e perspectivas amplia a compreensão sobre esse campo e permite perceber como essas transformações estão relacionadas à sociedade e aos territórios em que vivemos”, afirma.

Programação

No dia 21 de setembro, o credenciamento começa às 13h30, seguido pelas oficinas, às 14h. Às 16h30, ocorre uma mesa-redonda com as professoras Maria Berenice Machado, Claudia Peixoto de Moura e Valci Zucolotto, presidenta da ALCAR. A mediação será da professora Claudia Nandi Formentin.

A abertura oficial está marcada para as 19h, seguida, às 19h40, pela palestra com o professor Juremir Machado da Silva.

No dia 22, as atividades começam às 9h, com as sessões dos Grupos de Trabalho. O encerramento do encontro está previsto para as 12h. A programação favorece a troca de conhecimentos e experiências entre os participantes, conectando a produção acadêmica às questões que envolvem a comunicação nos territórios.

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Clubes de Mães promovem atividade de autovalorização em Morro da Fumaça

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Os Clubes de Mães de Morro da Fumaça, em parceria com o projeto Mente Livre, realizaram uma atividade voltada à autovalorização e à reflexão sobre a própria história. A proposta convidou as participantes a reservar um momento para olhar para si mesmas, reconhecer suas qualidades e valorizar as experiências que fazem parte de suas trajetórias.

Cada participante recebeu uma folha com mais de 25 frases de afirmação, como “Eu sou feliz!”, “Eu sou amada!”, “Eu sou incrível!”, “Eu sou forte!” e “Eu sou merecedora!”. A partir dessas mensagens, cada uma pôde personalizar a atividade de acordo com a própria história.

A proposta também resultou em momentos de reflexão sobre conquistas e lembranças que possuem significado para cada participante. Para Adriana da Rosa Alves, do Clube de Mães Mãos de Fada, do bairro Vila Rica, a atividade permitiu revisitar momentos importantes de sua vida.

“Foi muito gratificante, porque, às vezes, a gente não consegue analisar a própria vida com calma, nem pensar em tudo o que faz parte da nossa história. Com essa atividade, eu consegui olhar para a minha vida desde a época do meu casamento, há 26 anos, até hoje. Então, eu trouxe para o quadro tudo aquilo que faz parte da minha história e que é importante para mim. Coloquei meus filhos, meu casamento, os primeiros desenhos que eles fizeram, meus pais e meus irmãos. Cada detalhe representa um momento, uma pessoa ou algo que tem um significado muito especial na minha vida”, relata.

A primeira-dama Roberta Ghise Inocêncio ressalta que iniciativas como essa criam uma oportunidade para as mulheres olharem para si com mais carinho. “Na correria do dia a dia, muitas vezes esquecemos o quanto somos fortes, importantes e capazes. Essa atividade trouxe um momento para cada mulher olhar para a própria história, reconhecer tudo o que já viveu e perceber o quanto há de valor em sua caminhada. É importante também lembrar de cuidar de si e reconhecer as próprias conquistas”, afirma.

Já a vice-dama Rozi Pellegrin destaca a forma como as participantes abraçaram a proposta. “Foi muito bonito ver a participação de cada uma. Todas tiveram liberdade para colocar sua personalidade na atividade, escolher o que fazia sentido para sua história e compartilhar um pouco de si. O resultado mostra como um momento simples pode despertar lembranças, emoções e, principalmente, o reconhecimento do próprio valor”, pontua.

Encontros motivacionais 

As produções que mais se destacaram entre os Clubes de Mães foram selecionadas para participar de três encontros motivacionais. O primeiro ocorreu nesta segunda-feira (14), no Salão de Atos Octávio Naspolini, com um momento especial de troca, reflexão e valorização entre as participantes.

“Essa iniciativa surgiu a partir da ideia de trabalhar um pouco mais a positividade e valorizar as coisas boas. Foi assim que surgiu o quadro ‘Eu Sou’. Começamos com as monitoras e todo mundo gostou muito da proposta, então decidimos levar a ideia para todos os grupos. Imprimimos as folhas, disponibilizamos os materiais e cada uma teve a liberdade de decorar e personalizar o próprio trabalho. Foi uma atividade simples, mas que trouxe um momento muito especial de reflexão e valorização”, explica a responsável pelo projeto Mente Livre, Margarete Ricken.

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Educação Financeira estimula planejamento entre alunos do 2º ano do Colégio SATC

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Aprender sobre dinheiro também faz parte da formação para a vida. No Colégio SATC, os alunos do 2º ano do Ensino Fundamental Anos Iniciais participam de um projeto de Educação Financeira que apresenta conceitos como consumo consciente, organização e a importância de guardar recursos para o futuro. A proposta integra as atividades desenvolvidas em sala de aula e busca transformar situações do cotidiano em oportunidades de aprendizagem. O trabalho está relacionado ao projeto literário desenvolvido pelas turmas, que aborda a temática financeira por meio de histórias e atividades práticas.

A partir das propostas, os estudantes são incentivados a refletir sobre a diferença entre aquilo que querem e o que realmente precisam, além de compreender que algumas escolhas exigem planejamento. “Nosso projeto literário trabalha um pouco essa questão da Educação Financeira para as crianças entenderem o valor do que eu quero e do que eu desejo. Será que realmente preciso comprar o que desejo? A proposta veio contribuir com esse trabalho para que também possam entender o valor de guardar um pouquinho para o futuro”, destaca, a professora do 2º ano A, Deisi Leandro.

Entre as atividades está a construção de cofrinhos, que permite aos alunos relacionarem o conteúdo trabalhado com uma experiência concreta. A temática também dialoga com o projeto literário desenvolvido pelas turmas, que inclui a história ‘Os Três Cofrinhos e o Lobo’.

Além das atividades realizadas pelas professoras, os estudantes tiveram contato com uma profissional que atua diretamente na área de Educação Financeira.

Para os alunos, a proposta também ajuda a compreender situações que fazem parte da rotina. A estudante Luiza Scarduelli Roque, do 2º ano A, percebeu a importância de reservar dinheiro para situações futuras. “Às vezes, ano que vem ou outro dia, nós temos que usar urgentemente o dinheiro. Então, temos que guardar para esses momentos”, comenta.

Despertar para as finanças

A mentora financeira e empresária, Juliana Lara Goulart, apresentou às turmas um exemplar de seu livro infantil sobre o assunto e levou a proposta para os alunos.

“A ideia é que a Educação Financeira chegue ao maior número de pessoas possível e, quanto antes chegar, melhor. Para mim, estar aqui falando com crianças é uma oportunidade importante para inserir esse conhecimento desde cedo”, explica Juliana.

A profissional destaca ainda que o contato com o tema durante a infância pode contribuir para que os estudantes desenvolvam, ao longo da vida, uma relação mais consciente com o dinheiro. O aprendizado também pode ultrapassar o ambiente escolar, já que as atividades propostas envolvem a participação dos pais.

“O livro tem atividades para as crianças fazerem com os pais, justamente para despertar esse interesse. Quando falamos sobre guardar dinheiro, algumas coisas ainda são muito precoces para eles, mas pode surgir o interesse de fazer perguntas aos pais. Assim, o conhecimento não fica somente aqui, mas também chega às casas e às famílias”, acrescenta a profissional.

Para a professora do 2º ano C, Rosangela Vieira, trazer esse conhecimento para dentro da escola amplia as possibilidades de aprendizagem. “Trabalhamos diariamente com esse tema e acreditamos ser importante trazer alguém com um conhecimento mais específico para trabalhar com os alunos. Esse momento tornou a experiência mais interessante e completa aquilo que já estamos desenvolvendo em sala de aula”, afirma.

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