Economia
Empresários unem força por mais um Pacto pelo Sul
Os representantes das associações empresariais do Sul estiveram reunidos na noite desta quarta-feira, 28, na sede da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), para unir forças em prol das demandas da região. Com a presença do governador em exercício de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, os empresários expuseram reivindicações e a expectativa de uma atenção especial de Moreira como representante do Sul no comando do Estado.
Um único documento denominado Pacto pelo Sul, contendo demandas nas áreas de infraestrutura, inovação, saúde e educação, foi entregue ao governador do Estado.
“Sempre ouvimos que o Sul é a bola da vez, mas essa bola da vez nunca vem. Assim como nós empresários temos feito um trabalho de guerra para com o desenvolvimento, queremos pedir a reciprocidade do Estado. A oportunidade de ter um governador da nossa regional é de extrema importância porque a sua visão é de conhecimento da nossa realidade. A Serra e o Norte já tiveram o seu momento e nós pedimos que agora seja o momento do Sul”, destacou o vice-presidente Regional Sul da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), Samuel Ramos de Lima.
O governador do Estado garantiu que uma série de ações serão realizadas no Sul. “Vamos lançar uma série de ações para os dez próximos meses. As demandas do Sul serão prioritárias para mim. Vamos lançar a Interpraias e licitar o Centro de Inovação de Criciúma. Quanto a estadualização do Hospital Santa Catarina ainda não podemos estadualizar porque a instituição é um patrimônio da cidade, precisamos resolver isso primeiro”, colocou Moreira.
Reivindicações do Pacto pelo Sul
Educação
Implantação do curso de Medicina na Ufsc – polo Araranguá
Estímulo à educação empreendedora
Estímulo à profissionalização técnica
Saúde
Estadualização do Hospital Materno Infantil Santa Catarina
Rede de Proteção à Vida – Promoção de um movimento contínuo na divulgação de apoio emocional, psicológico e psiquiátrico, buscando a prevenção do suicídio.
Inovação
Construção dos centros de inovação de Tubarão e Criciúma
Região Metropolitana Carbonífera
Projeto de Turismo Regional
Projeto de Vocação Econômica
Política de atração de novas empresas para a região
Infraestrutura
Sinalização da BR-101
Ferrovia Litorânea
Aeroporto Regional
Porto de Imbituba
Rodovia BR-285
Serra do Corvo Branco
Revitalização da SC-445 – Içara
Revitalização da SC-445 – Urussanga/ Morro da Fumaça
Rodovia Ivane Fretta Moreira
Serra do Faxinal

Economia
Medicamentos podem subir até 3,81% a partir desta terça-feira
Índice médio autorizado é de 2,47%, o menor em 20 anos, segundo a Anvisa
Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil podem ser reajustados em até 3,81% a partir desta terça-feira (31). O percentual segue resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, responsável por definir os limites de aumento no país.
O modelo prevê três faixas de reajuste, conforme o nível de concorrência no mercado farmacêutico. Medicamentos com maior competitividade podem ter aumento de até 3,81%. Já os de média concorrência têm teto de 2,47%, enquanto aqueles com pouca ou nenhuma concorrência podem subir até 1,13%.
Algumas categorias, no entanto, seguem regras específicas e não entram nesse cálculo, como medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e parte dos produtos isentos de prescrição com alta competitividade.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o reajuste médio autorizado será de até 2,47% — o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada no período, que ficou em 3,81%.
Em nota, o órgão destacou que a redução do índice desde 2023 está relacionada às políticas de controle da inflação e ao papel da regulação no setor. Nos anos anteriores, os reajustes chegaram a ultrapassar 10%.
Apesar da autorização, o aumento não é automático. Na prática, fabricantes, distribuidores e farmácias podem aplicar índices menores ou até manter os preços atuais, dependendo da concorrência e das estratégias de mercado.
COMO FUNCIONA O REAJUSTE
O reajuste dos medicamentos ocorre uma vez por ano e segue uma fórmula que considera a inflação medida pelo IPCA, descontando ganhos de produtividade da indústria farmacêutica.
A CMED é o órgão federal responsável por regular economicamente o setor, estabelecendo critérios para definição e atualização dos preços. A estrutura é composta por representantes do Ministério da Saúde, Casa Civil e outros ministérios, enquanto a Anvisa atua como secretaria executiva, oferecendo suporte técnico às decisões.
A medida busca equilibrar o mercado, garantindo acesso da população aos medicamentos e, ao mesmo tempo, a sustentabilidade da cadeia farmacêutica no país.

Agronegócio
Safra de arroz em SC chega a 60% da colheita sob forte pressão econômica
A colheita de arroz da safra 2025/26 avança em Santa Catarina com bons índices de produtividade, mas em um cenário de incerteza financeira. Segundo a Epagri, cerca de 60% dos 143 mil hectares já foram colhidos. A estimativa é de uma produção de 1,2 milhão de toneladas, volume 6,1% menor que o recorde da safra passada, mas ainda entre as maiores médias dos últimos três anos.
Apesar do bom desempenho técnico das sementes, como a SCSBRS126 Dueto, o setor enfrenta uma “tempestade perfeita”: preços em queda no mercado e custos de produção elevados (combustíveis, fertilizantes e defensivos).
Rentabilidade Ameaçada O presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, alerta que o valor de venda atual não compensa o alto investimento feito pelo agricultor. “Vemos dificuldades para o produtor, mas trabalhamos para fortalecer a cadeia. O agricultor forte é essencial para a indústria e para o consumidor”, enfatiza.
Alerta para a Safra 26/27 O desânimo financeiro já impacta o planejamento do próximo ciclo. Produtores relatam um “desafio psicológico” ao ver o preço do grão derreter enquanto o custo dos insumos sobe.
- Risco de Descapitalização: Especialistas da Epagri alertam que a baixa rentabilidade atual pode tirar o fôlego financeiro para o plantio da safra 26/27.
- Redução de Investimento: Há o receio de que, sem capital, o produtor diminua o uso de tecnologia e adubação no próximo ano, comprometendo o volume de produção futuro.
“Estamos contentes pelas médias alcançadas, mas preocupados com o que faremos na próxima safra”, resume o agricultor e engenheiro agrônomo Samuel Silveira Zanoni.

Economia
Nova Veneza conquista Selo Ouro de Alfabetização do MEC pelo segundo ano consecutivo
Nova Veneza consolidou sua posição como referência educacional ao receber o Selo Ouro Criança Alfabetizada, premiação máxima do Ministério da Educação (MEC). A cerimônia ocorreu nesta segunda-feira, dia 23, em Brasília, e reconheceu os municípios que atingiram as metas do Indicador Criança Alfabetizada (ICA).
Este é o segundo ano que a cidade conquista a categoria ouro, o que demonstra a continuidade e a qualidade das políticas públicas de ensino. “O reconhecimento fortalece a credibilidade da nossa rede e mostra que estamos entre os municípios com melhor desempenho no país”, destacou a prefeita Ângela Ghislandi.
Destaque na Região e no Estado Os números colocam Nova Veneza em um patamar de excelência no mapa catarinense:
- 1º Lugar na AMREC: O município detém o melhor índice de alfabetização entre as cidades da Região Carbonífera.
- 12º Lugar em Santa Catarina: Entre os 295 municípios do estado, Nova Veneza figura no “Top 15”.
Trabalho Coletivo A secretária de Educação, Renata Nuernberg, que recebeu o prêmio na capital federal ao lado da coordenadora Ariane Suzin Zanoni, enfatizou que o mérito é de toda a rede. “Este selo reconhece o trabalho coletivo da equipe pedagógica e, principalmente, dos professores alfabetizadores que atuam diretamente com nossas crianças”, ressaltou.
O Selo Ouro faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, programa que visa garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental.

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