Economia
Fiesc entrega nova estrutura do Senai Criciúma
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) entregou, na manhã desta segunda (4), o Instituto de Tecnologia em Cerâmica, um novo edifício, com 1,3 mil m2, e melhorias na estrutura existente do SENAI em Criciúma (rua General Lauro Sodré, 300 – Comerciário). Os investimentos, que totalizam R$ 7 milhões, permitem aperfeiçoar a prestação dos serviços de educação profissional e de tecnologia e inovação.
“Só neste ano, estamos investindo R$ 9 milhões em Criciúma; foram R$ 2 milhões na revitalização da escola do SESI, entregue no final de julho, e R$ 7 milhões na instalação do Instituto de Tecnologia Cerâmica e na ampliação da unidade do SENAI. É a contribuição da FIESC para o desempenho da indústria de Criciúma e região”, salientou o presidente da FIESC, Glauco José Côrte. Ele destacou ainda que o setor cerâmico de Santa Catarina se tornou referência de qualidade, com mais de 35 mil trabalhadores. Em 2016, o segmento exportou 156 milhões de dólares em 2016 e mais de 80 milhões de dólares no primeiro semestre deste ano. “A reputação e a confiança conquistada são importantes, mas é preciso que a indústria cerâmica catarinense se mantenha na linha de frente em relação às mudanças qualitativas que surgem no mundo dos negócios”, acrescentou.
No entendimento do presidente da FIESC, para as empresas, essas transformações impõem readequação da estrutura produtiva em ambientes concorrencialmente crescentes. “Já para os trabalhadores, o desafio está no acompanhamento das qualificações exigidas pelo mercado, seja na formação continuada ou na preparação para atividades específicas, o que impacta diretamente os jovens, que logo se tornarão a força motriz da atividade econômica”, disse. Tanto o SESI quanto o SENAI “cumprem o nosso compromisso permanente de promover o desenvolvimento humano integral, melhorando a vida e a dignidade das pessoas e preparando-os para o novo mundo do trabalho”, finalizou Côrte.
O novo espaço será utilizado para as atividades de educação, incluindo o SENAI Conecte, ensino médio iniciado em 2017 e que promove formação integral e em tempo integral. Da mesma forma que ocorre nas demais unidades da instituição, o SENAI em Criciúma atua na capacitação de profissionais para o setor industrial, incluindo cursos de aprendizagem, técnicos, superiores de tecnologia, pós-graduação e de qualificação e aperfeiçoamento. Em Criciúma, as formações têm ênfase nos segmentos de moda, design, confecção, automação e eletromecânica, entre outras.
O diretor regional do SENAI/SC, Jefferson de Oliveira Gomes, lembrou que o SENAI forma por ano 2 milhões de meio de trabalhadores em todo o País, com índice de empregabilidade de 80%. “Em Santa Catarina, que hoje tem 7 milhões de habitantes, ao longo da história, já formamos mais de 2,5 milhões de pessoas, com esse índice de 80% de empregabilidade”, ressaltou. Gomes destacou ainda que, ao lado da educação profissional, o SENAI passou a investir em inovação e tecnologia para apoiar o setor industrial. “Aqui, no Instituto de Tecnologia em Cerâmica, que estamos entregando hoje, temos o desenvolvimento de telhas com placas de captação de energia solar e de cerâmica que inibe a presença de micróbios”, destacou.
“Trabalhamos em prol do crescimento de Santa Catarina”, afirmou o vice-presidente da FIESC para a região Sul, Diomício Vidal. Ele acentuou que a região alcança excelentes níveis de desenvolvimento por ter “empresários empreendedores e trabalhadores dedicados”.
O prefeito Clésio Salvaro destacou a força do setor cerâmico e dos demais segmentos da indústria da região Sul Catarinense. Ao lembrar da Semana da Pátria, destacou que “liberdade e independência vem através da educação e do trabalho”.
A construção do novo bloco permitiu realocação e melhoria das instalações do Instituto SENAI de Tecnologia em Cerâmica, que integra a rede SENAI/SC de Inovação e de Tecnologia, composta por dez unidades, distribuídas por todas as regiões do Estado. O instituto de materiais ocupa hoje 1,2 mil metros quadrados, onde estão instalados a área de consultorias e o Laboratório de Desenvolvimento e Caracterização de Materiais (LDCM), que possui foco na prestação de serviços de ensaios laboratoriais, desenvolvendo análises químicas, físicas e estruturais para as indústrias dos setores de cerâmica e construção civil.

Economia
Medicamentos podem subir até 3,81% a partir desta terça-feira
Índice médio autorizado é de 2,47%, o menor em 20 anos, segundo a Anvisa
Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil podem ser reajustados em até 3,81% a partir desta terça-feira (31). O percentual segue resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, responsável por definir os limites de aumento no país.
O modelo prevê três faixas de reajuste, conforme o nível de concorrência no mercado farmacêutico. Medicamentos com maior competitividade podem ter aumento de até 3,81%. Já os de média concorrência têm teto de 2,47%, enquanto aqueles com pouca ou nenhuma concorrência podem subir até 1,13%.
Algumas categorias, no entanto, seguem regras específicas e não entram nesse cálculo, como medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e parte dos produtos isentos de prescrição com alta competitividade.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o reajuste médio autorizado será de até 2,47% — o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada no período, que ficou em 3,81%.
Em nota, o órgão destacou que a redução do índice desde 2023 está relacionada às políticas de controle da inflação e ao papel da regulação no setor. Nos anos anteriores, os reajustes chegaram a ultrapassar 10%.
Apesar da autorização, o aumento não é automático. Na prática, fabricantes, distribuidores e farmácias podem aplicar índices menores ou até manter os preços atuais, dependendo da concorrência e das estratégias de mercado.
COMO FUNCIONA O REAJUSTE
O reajuste dos medicamentos ocorre uma vez por ano e segue uma fórmula que considera a inflação medida pelo IPCA, descontando ganhos de produtividade da indústria farmacêutica.
A CMED é o órgão federal responsável por regular economicamente o setor, estabelecendo critérios para definição e atualização dos preços. A estrutura é composta por representantes do Ministério da Saúde, Casa Civil e outros ministérios, enquanto a Anvisa atua como secretaria executiva, oferecendo suporte técnico às decisões.
A medida busca equilibrar o mercado, garantindo acesso da população aos medicamentos e, ao mesmo tempo, a sustentabilidade da cadeia farmacêutica no país.

Agronegócio
Safra de arroz em SC chega a 60% da colheita sob forte pressão econômica
A colheita de arroz da safra 2025/26 avança em Santa Catarina com bons índices de produtividade, mas em um cenário de incerteza financeira. Segundo a Epagri, cerca de 60% dos 143 mil hectares já foram colhidos. A estimativa é de uma produção de 1,2 milhão de toneladas, volume 6,1% menor que o recorde da safra passada, mas ainda entre as maiores médias dos últimos três anos.
Apesar do bom desempenho técnico das sementes, como a SCSBRS126 Dueto, o setor enfrenta uma “tempestade perfeita”: preços em queda no mercado e custos de produção elevados (combustíveis, fertilizantes e defensivos).
Rentabilidade Ameaçada O presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, alerta que o valor de venda atual não compensa o alto investimento feito pelo agricultor. “Vemos dificuldades para o produtor, mas trabalhamos para fortalecer a cadeia. O agricultor forte é essencial para a indústria e para o consumidor”, enfatiza.
Alerta para a Safra 26/27 O desânimo financeiro já impacta o planejamento do próximo ciclo. Produtores relatam um “desafio psicológico” ao ver o preço do grão derreter enquanto o custo dos insumos sobe.
- Risco de Descapitalização: Especialistas da Epagri alertam que a baixa rentabilidade atual pode tirar o fôlego financeiro para o plantio da safra 26/27.
- Redução de Investimento: Há o receio de que, sem capital, o produtor diminua o uso de tecnologia e adubação no próximo ano, comprometendo o volume de produção futuro.
“Estamos contentes pelas médias alcançadas, mas preocupados com o que faremos na próxima safra”, resume o agricultor e engenheiro agrônomo Samuel Silveira Zanoni.

Economia
Nova Veneza conquista Selo Ouro de Alfabetização do MEC pelo segundo ano consecutivo
Nova Veneza consolidou sua posição como referência educacional ao receber o Selo Ouro Criança Alfabetizada, premiação máxima do Ministério da Educação (MEC). A cerimônia ocorreu nesta segunda-feira, dia 23, em Brasília, e reconheceu os municípios que atingiram as metas do Indicador Criança Alfabetizada (ICA).
Este é o segundo ano que a cidade conquista a categoria ouro, o que demonstra a continuidade e a qualidade das políticas públicas de ensino. “O reconhecimento fortalece a credibilidade da nossa rede e mostra que estamos entre os municípios com melhor desempenho no país”, destacou a prefeita Ângela Ghislandi.
Destaque na Região e no Estado Os números colocam Nova Veneza em um patamar de excelência no mapa catarinense:
- 1º Lugar na AMREC: O município detém o melhor índice de alfabetização entre as cidades da Região Carbonífera.
- 12º Lugar em Santa Catarina: Entre os 295 municípios do estado, Nova Veneza figura no “Top 15”.
Trabalho Coletivo A secretária de Educação, Renata Nuernberg, que recebeu o prêmio na capital federal ao lado da coordenadora Ariane Suzin Zanoni, enfatizou que o mérito é de toda a rede. “Este selo reconhece o trabalho coletivo da equipe pedagógica e, principalmente, dos professores alfabetizadores que atuam diretamente com nossas crianças”, ressaltou.
O Selo Ouro faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, programa que visa garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental.

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