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Política

Frente parlamentar discute desassoreamento do Rio Urussanga e articula reunião regional

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A Frente Parlamentar em Defesa da Limpeza e Desassoreamento do Rio Urussanga foi instalada nesta quarta-feira (4) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

O grupo já programou para a próxima semana um novo encontro de trabalho em Morro da Fumaça, reunindo deputados estaduais, prefeitos, vereadores da região, representantes do governo estadual, do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina e das defesas civis municipais. A data da reunião deve ser confirmada até segunda-feira (9).

O coordenador da frente parlamentar, deputado Rodrigo Minotto (PDT), que também coordena a Bancada do Sul na Alesc, pretende ampliar o debate com a participação do Ministério Público Estadual e do Ministério Público Federal.

Também participaram da reunião os deputados José Milton Scheffer (PP) e Pepê Colaço (PP). O encontro lotou a sala de comissões da Assembleia.

Proposta de consórcio entre municípios

Durante o encontro, o prefeito de Morro da Fumaça, Eduardo Guollo (PP), apresentou a proposta de criação de um consórcio específico entre os dez municípios que integram a bacia do Rio Urussanga para viabilizar, de forma conjunta, o desassoreamento.

O prefeito de Criciúma, Vagner Espíndola (PSD), presidente da Associação dos Municípios da Região Carbonífera, colocou a entidade à disposição para auxiliar na estruturação jurídica do consórcio.

Segundo ele, o Sul catarinense possui cerca de 6 mil hectares de área degradada pela mineração de carvão, considerada improdutiva — um passivo ambiental que, segundo o prefeito, supera o registrado no Desastre de Brumadinho.

Também participaram da reunião a prefeita de Urussanga, Stela Maris Talamini (MDB); o prefeito de Jaguaruna, Laerte Silva dos Santos (Podemos); e o prefeito de Balneário Rincão, Carlito Darolt (PSD), além de vice-prefeitos e vereadores da região.

Apoio institucional e busca por recursos

Para executar a limpeza do rio, será necessária uma máquina anfíbia para retirada dos sedimentos, iniciando os trabalhos pela foz do rio, na divisa entre Jaguaruna e Balneário Rincão.

Os deputados se comprometeram a buscar apoio financeiro junto aos governos estadual e federal. O deputado Zé Milton destacou que o governador Jorginho Mello (PP) tem priorizado ações de prevenção a desastres naturais.

Já Minotto propôs diálogo com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes. O deputado Pepê Colaço sugeriu ainda a possibilidade de destinação de recursos pela Bancada do Sul da Alesc.

Os parlamentares também defenderam articulação institucional para superar entraves ambientais, especialmente em relação ao destino dos sedimentos retirados da calha do rio.

“A intenção é unir forças para resolver os problemas de todos os municípios que são impactados pelo rio. Temos várias questões, mas a mais sensível delas é o elevado custo dessa obra. Evidente que precisa ser feito, precisa começa e a frente parlamentar vai buscar alternativas para viabilizar. Já vi obra considerada inviável sair do papel. Tenho certeza que vai dar certo”, argumenta o Deputado José Milton Schefer.

O deputado também ressaltou que a região precisa ficar mobilizada. “Para que essa bandeira, essa prioridade seja apresentada e cobrada dos novos representantes que serão eleitos em outubro”.

Recursos já previstos enfrentam entraves

A engenheira Gisele de Souza Mori, gestora de recursos hídricos da Secretaria de Meio Ambiente e Economia Verde, se colocou à disposição para orientar a análise técnica dos projetos.

O coordenador regional do IMA no Sul do estado, Ibanez Anibal Zanette, afirmou que o governo estadual já reservou R$ 2,5 milhões para o desassoreamento. No entanto, há um impasse sobre a forma de pagamento do serviço — se por metro cúbico de sedimentos retirados ou por área de intervenção do maquinário — questão que está sob análise do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina.

Zanette também destacou a experiência obtida em ação semelhante realizada no Rio Sangão, em Forquilhinha.

Rio sofre com contaminação e assoreamento

O Rio Urussanga nasce em Urussanga, na localidade de Rancho dos Bugres, a partir da confluência dos rios Carvão e Maior. O curso d’água percorre cerca de 47,5 quilômetros até desaguar no litoral, na divisa entre Jaguaruna e Balneário Rincão.

O rio sofre impactos ambientais severos decorrentes da mineração de carvão e teve seu curso alterado em vários trechos após as enchentes registradas no Sul catarinense na década de 1970.

Hoje, pontos de assoreamento reduzem a fluidez da água e contribuem para enchentes frequentes. Em períodos de chuva intensa, o transbordamento provoca prejuízos a moradores ribeirinhos, lavouras de arroz e fumo, indústrias cerâmicas, rodovias e à Ferrovia Tereza Cristina.

Cheias se tornaram frequentes

Estudos para recuperação da bacia do Rio Urussanga já foram conduzidos pela Universidade do Extremo Sul Catarinense em 2009. O projeto chegou a contar com Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) elaborado pela então Fundação do Meio Ambiente — atual IMA.

Em 2012, o custo estimado da intervenção era de R$ 120 milhões, valor que acabou inviabilizando a execução do projeto.

Nos últimos meses, as cheias se intensificaram. Desde outubro do ano passado foram registradas cinco inundações, principalmente nos municípios de Morro da Fumaça, Sangão e Jaguaruna.

Segundo a Defesa Civil de Morro da Fumaça, a área atingida pelas cheias pode chegar a 35 quilômetros quadrados.

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Política

Betha Sistemas recebe Moção de Aplauso da Câmara de Criciúma

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A Betha Sistemas recebeu, durante a sessão ordinária desta terça-feira (15), uma Moção de Aplauso da Câmara de Vereadores de Criciúma. A homenagem, de autoria do vereador Marcos Machado (MDB), o Marquinho, reconhece a trajetória da empresa criciumense de inovação, empreendedorismo e contribuição para o fortalecimento da gestão pública brasileira.

Fundada em 1985, em Criciúma, por César Smielevski e Cláudio Balsini, a empresa iniciou sua trajetória no segmento de informática. Ao longo dos anos, direcionou sua atuação para o desenvolvimento de soluções voltadas à gestão pública e tornou-se referência nacional na área.

Com a matriz em Criciúma, a Betha desenvolve tecnologias utilizadas por municípios e órgãos públicos em diferentes áreas da administração, contribuindo para a modernização dos serviços e para uma gestão mais eficiente.

Para o vereador Marquinho, a homenagem representa o reconhecimento do Legislativo a uma empresa que nasceu em Criciúma e levou o nome do município para todo o país. “É uma honra poder homenagear uma empresa que nasceu em Criciúma, cresceu junto com a nossa cidade e hoje é referência nacional em tecnologia para a gestão pública. A Betha representa inovação, empreendedorismo e geração de oportunidades, e merece o reconhecimento desta Casa.”

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Política

Santa Catarina está entre os três estados brasileiros com melhor desempenho no PISA 2025

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Santa Catarina está entre os estados brasileiros com melhor desempenho no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) 2025. Os estudantes catarinenses ficaram acima da média brasileira nas três áreas avaliadas, Ciências, Leitura e Matemática, e alcançaram o 3º melhor desempenho geral entre as Unidades da Federação, considerando os resultados nas três áreas.

Em Ciências, Santa Catarina registrou 430,6 pontos, alcançando a 3ª posição nacional e ficando 22,1 pontos acima da média nacional. Em Leitura, foram 431,7 pontos, também com o 3º melhor resultado entre os estados e 23,7 pontos acima do Brasil. Já em Matemática, o Estado obteve 395,6 pontos, ficando na 4ª posição nacional, com 18,8 pontos à frente do país.

Os resultados catarinenses também se destacam na comparação com os desempenhos dos países latino-americanos participantes do PISA. Em Leitura, Santa Catarina alcançou 431,7 pontos, apenas 4,3 pontos abaixo do Chile, que registrou 436 pontos e teve o melhor resultado latino-americano na área. O desempenho catarinense ficou ainda acima do Uruguai, que alcançou 423 pontos.

Em Ciências e Matemática, Santa Catarina também se aproxima dos resultados de Chile e Uruguai, líderes entre os países latino-americanos avaliados.

Resultado reforça estratégia de acompanhamento e melhoria da aprendizagem

O desempenho registrado no PISA 2025 se soma a outros indicadores educacionais e reforça a importância de políticas permanentes de avaliação e acompanhamento da aprendizagem. Na rede estadual de ensino de Santa Catarina, a Secretaria de Estado da Educação (SED) utiliza os resultados de avaliações diagnósticas e outros dados educacionais para identificar necessidades, orientar o planejamento pedagógico e apoiar as escolas na definição de estratégias para melhorar o desempenho dos estudantes.

Essa atuação é articulada à formação continuada dos profissionais da educação. Por meio da Escola de Formação de Professores e Gestores Escolares, a SED amplia a oferta de capacitações para professores, equipes pedagógicas e gestores, fortalecendo práticas de ensino, acompanhamento da aprendizagem e uso pedagógico das evidências produzidas pelas avaliações. A estratégia busca aproximar diagnóstico, formação e ação pedagógica, criando condições para que os dados se transformem em intervenções efetivas no cotidiano escolar.

A melhoria da aprendizagem também depende de condições adequadas para ensinar e aprender. Por isso, a SED vem combinando as ações pedagógicas com investimentos na infraestrutura da rede, incluindo reformas, ampliações, e revitalizações das unidades escolares, além da conclusão da climatização de 100% das salas de aula.

Esse conjunto de medidas integra uma estratégia de qualificação da educação catarinense e ocorre em um contexto de avanço dos indicadores, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025, no qual Santa Catarina apresentou os melhores resultados da série histórica em todas as etapas da educação básica. Entre 2023 e 2025, a rede estadual de ensino passou de 5,8 para 6,3 nos anos iniciais, de 4,6 para 5,0 nos anos finais do ensino fundamental e de 3,8 para 4,3 no ensino médio.

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Política

Marcos Pontes critica pressa na votação da escala 6×1 e alerta para risco de perda de empregos

Senador defende redução da jornada, mas afirma que trabalhador e empresa devem ter liberdade para negociar a organização do trabalho

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O senador Marcos Pontes (PL-SP) criticou a possibilidade de uma votação acelerada da proposta que altera a escala de trabalho 6×1 e defendeu que o Congresso Nacional tenha tempo para analisar os impactos da medida.

Em entrevista à Rádio Cidade, Pontes afirmou que considera importante garantir períodos adequados de descanso aos trabalhadores, mas questionou a imposição de uma jornada única por lei.

“Eu concordo com a necessidade e a importância de qualquer pessoa que trabalhe ter o descanso adequado”, afirmou.

Ao mesmo tempo, o senador defendeu que trabalhadores tenham liberdade para negociar com as empresas a forma de organização da jornada.

Senador alerta para impacto nas empresas

Pontes argumentou que uma eventual redução da jornada precisa levar em conta também a realidade financeira das empresas.

Segundo ele, alterações sem estudos aprofundados poderiam provocar consequências como redução de postos de trabalho, aumento de custos de produtos e serviços e pressão sobre a inflação.

“Não se pode pegar uma pauta como essa e querer votar a toque de caixa”, afirmou.

Para o senador, a discussão precisa considerar os efeitos no curto, médio e longo prazo antes de uma decisão definitiva.

“É importante ter liberdade e ter o emprego garantido”

Pontes afirmou que o debate não deveria ser apresentado apenas sob a perspectiva de trabalhar menos e manter a mesma remuneração.

Na avaliação dele, uma mudança desse tipo pode provocar efeitos indiretos sobre o mercado de trabalho.

“É importante que se tenha descanso para o trabalhador, sem dúvida nenhuma. É importante que se tenha tudo isso, mas é importante ter liberdade e ter o emprego garantido”, disse.

O senador também citou mudanças ocorridas nas regras trabalhistas dos empregados domésticos como exemplo do que considera uma alteração que pode produzir efeitos diferentes dos inicialmente esperados.

Segundo Pontes, parte dos trabalhadores teria migrado para o trabalho como diaristas após as mudanças.

Discussão depois das eleições

Pontes defendeu que o debate sobre a escala 6×1 continue após as eleições, para evitar, segundo ele, que a pauta seja utilizada com finalidade eleitoral.

O senador afirmou que é necessário apresentar à sociedade os possíveis impactos da mudança antes da votação.

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