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Economia

Intercon Acic busca impulsionar a internacionalização de empresas do Sul

Evento aberto ao público ocorrerá na entidade empresarial no dia 29 de agosto e contará com palestras a apresentação de cases

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Estimular a internacionalização de empresas da região, especialmente pequenas e médias, é um dos objetivos da segunda edição do Intercon – Conexões para Negócios Internacionais, promovido pela Associação Empresarial de Criciúma (Acic), no dia 29 de agosto, das 13h30 às 18 horas.

O evento é aberto ao público e contará com a presença de diversos especialistas no assunto, juntamente com a apresentação de cases de empresas, que fornecerão informações e ferramentas sobre o comércio internacional e as oportunidades que ele oferece para tornar as empresas mais competitivas.

“Negócios internacionais são um dos eixos de trabalho da nossa gestão, com o intuito de estimular as operações das empresas com o comércio exterior, seja por meio da exportação, importação ou parcerias estratégicas. A região possui um potencial enorme a ser explorado e queremos incentivar isso”, destaca o presidente da Acic, Valcir José Zanette.

“A expansão internacional cria novas oportunidades de negócios, diversificando os mercados, reduz a dependência no mercado interno, favorece a escalabilidade e aumenta a competitividade. É um eixo estratégico para o desenvolvimento das empresas”, explica Zanette.

Novos mercados

O vice-presidente da Acic, Franke Hobold, também reforça a importância de as empresas buscarem novos mercados. “Toda empresa deveria buscar uma parte da sua receita na exportação. Essa abertura aprimora os controles da empresa, a qualidade dos produtos e abre novos horizontes para a organização”, pontua.

Conforme Hobold, o Intercon é uma oportunidade única para empresas e profissionais. “Durante o evento, teremos a chance de ouvir depoimentos e palestras de empresas que já trilharam esse caminho. Eles compartilharão conosco as estratégias, as ações necessárias e os passos para alcançar o mercado internacional”, detalha.

“O mercado de exportação está aberto, o mundo sempre quer mais opções, e nós temos a oportunidade de atender também o mundo aqui de Criciúma e, por meio do Intercon, aprender um pouco mais sobre como fazer isso”, conclui o vice-presidente da Acic.

Balança comercial

Conforme o boletim de Conjuntura Econômica, contratado pela Acic e elaborado pelos economistas Leonardo Alonso Rodrigues e Alison Fiuza, com base em dados oficiais, as exportações caíram entre janeiro e julho deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado.

Em Criciúma, a queda foi de 3,2%, e em Santa Catarina, de 4,4%, enquanto o Sul do Estado registrou um crescimento de 24,6%. As exportações de Criciúma somaram US$ 65,6 milhões, e Santa Catarina, US$ 8,4 bilhões, com a mesorregião Sul respondendo por US$ 672,8 milhões.

As importações, por sua vez, cresceram 19,9% em Criciúma, 18,6% no Sul catarinense e 16,2% no Estado, resultando em déficit na balança comercial do município e de Santa Catarina, embora o saldo na mesorregião Sul seja positivo. Entre janeiro e julho, Criciúma importou US$ 294,1 milhões, enquanto o Estado totalizou US$ 18,8 bilhões, destacando-se como o segundo maior importador do país.

Grandes nomes do comércio internacional no evento

Para abrir o Intercon, o especialista Osler Desouzart proferirá a palestra “A importância da exportação no desenvolvimento do mercado interno”. Osler Desouzart é conferencista internacional, foi membro da diretoria consultiva do World Agricultural Forum e fundador da OD Consulting Planejamento e Estratégia para o mercado.

“Durante essa palestra, abordarei a importância da exportação para o fortalecimento do mercado doméstico, utilizando como exemplo o sucesso da nossa indústria avícola. Será uma excelente oportunidade para trocar experiências e compartilhar informações”, projeta Desouzart.

Na sequência da programação, o presidente e fundador da Olsen Equipamentos Odontomédicos, Cesar Augusto Olsen, apresentará a palestra “Visão sistêmica sobre a exportação”.

“Quero compartilhar nossas histórias, tanto as bem-sucedidas quanto as desafiadoras, para que todos os participantes deste evento entendam como dar o primeiro passo rumo à exportação. Que as nossas experiências realmente sirvam para embasar empresas, empresários e produtos a se habilitarem ao mercado externo”, coloca Olsen.

Logo após a palestra, será a vez das empresas da região que já atuam no mercado internacional compartilharem suas experiências. As empresas Farben, Icon e Solifes apresentarão seus cases de sucesso.

Secretária de Comércio Exterior do MDIC

Para encerrar o evento, haverá a palestra com a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Lacerda Prazeres, com o tema “Cultura exportadora da indústria catarinense”.

 “Comércio exterior é uma oportunidade para empresas de todo o Brasil. As empresas que exportam remuneram melhor seus empregados, são mais produtivas, inovadoras e resilientes, lidando melhor com as dificuldades. Há um número limitado de empresas no país que exportam, menos de 1% atuam no mercado internacional, e estamos atuando para mudar essa realidade. Existem muitos desafios para isso, mas as recompensas valem a pena”, destaca a secretária.

Inscrições gratuitas


As inscrições para o Intercon são gratuitas e podem ser realizadas pelo link www.acicri.com.br/cursos.

A segunda edição do Intercon é uma realização da Acic, com o patrocínio da Open Market, Plasson do Brasil, IDB do Brasil Trading, Sicredi, Trade Line, Unesc e Peiex, com apoio da Rockfeller.

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Economia

Medicamentos podem subir até 3,81% a partir desta terça-feira

Índice médio autorizado é de 2,47%, o menor em 20 anos, segundo a Anvisa

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Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil podem ser reajustados em até 3,81% a partir desta terça-feira (31). O percentual segue resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, responsável por definir os limites de aumento no país.

O modelo prevê três faixas de reajuste, conforme o nível de concorrência no mercado farmacêutico. Medicamentos com maior competitividade podem ter aumento de até 3,81%. Já os de média concorrência têm teto de 2,47%, enquanto aqueles com pouca ou nenhuma concorrência podem subir até 1,13%.

Algumas categorias, no entanto, seguem regras específicas e não entram nesse cálculo, como medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e parte dos produtos isentos de prescrição com alta competitividade.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o reajuste médio autorizado será de até 2,47% — o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada no período, que ficou em 3,81%.

Em nota, o órgão destacou que a redução do índice desde 2023 está relacionada às políticas de controle da inflação e ao papel da regulação no setor. Nos anos anteriores, os reajustes chegaram a ultrapassar 10%.

Apesar da autorização, o aumento não é automático. Na prática, fabricantes, distribuidores e farmácias podem aplicar índices menores ou até manter os preços atuais, dependendo da concorrência e das estratégias de mercado.

COMO FUNCIONA O REAJUSTE

O reajuste dos medicamentos ocorre uma vez por ano e segue uma fórmula que considera a inflação medida pelo IPCA, descontando ganhos de produtividade da indústria farmacêutica.

A CMED é o órgão federal responsável por regular economicamente o setor, estabelecendo critérios para definição e atualização dos preços. A estrutura é composta por representantes do Ministério da Saúde, Casa Civil e outros ministérios, enquanto a Anvisa atua como secretaria executiva, oferecendo suporte técnico às decisões.

A medida busca equilibrar o mercado, garantindo acesso da população aos medicamentos e, ao mesmo tempo, a sustentabilidade da cadeia farmacêutica no país.

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Agronegócio

Safra de arroz em SC chega a 60% da colheita sob forte pressão econômica

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A colheita de arroz da safra 2025/26 avança em Santa Catarina com bons índices de produtividade, mas em um cenário de incerteza financeira. Segundo a Epagri, cerca de 60% dos 143 mil hectares já foram colhidos. A estimativa é de uma produção de 1,2 milhão de toneladas, volume 6,1% menor que o recorde da safra passada, mas ainda entre as maiores médias dos últimos três anos.

Apesar do bom desempenho técnico das sementes, como a SCSBRS126 Dueto, o setor enfrenta uma “tempestade perfeita”: preços em queda no mercado e custos de produção elevados (combustíveis, fertilizantes e defensivos).

Rentabilidade Ameaçada O presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, alerta que o valor de venda atual não compensa o alto investimento feito pelo agricultor. “Vemos dificuldades para o produtor, mas trabalhamos para fortalecer a cadeia. O agricultor forte é essencial para a indústria e para o consumidor”, enfatiza.

Alerta para a Safra 26/27 O desânimo financeiro já impacta o planejamento do próximo ciclo. Produtores relatam um “desafio psicológico” ao ver o preço do grão derreter enquanto o custo dos insumos sobe.

  • Risco de Descapitalização: Especialistas da Epagri alertam que a baixa rentabilidade atual pode tirar o fôlego financeiro para o plantio da safra 26/27.
  • Redução de Investimento: Há o receio de que, sem capital, o produtor diminua o uso de tecnologia e adubação no próximo ano, comprometendo o volume de produção futuro.

“Estamos contentes pelas médias alcançadas, mas preocupados com o que faremos na próxima safra”, resume o agricultor e engenheiro agrônomo Samuel Silveira Zanoni.

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Economia

Nova Veneza conquista Selo Ouro de Alfabetização do MEC pelo segundo ano consecutivo

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Nova Veneza consolidou sua posição como referência educacional ao receber o Selo Ouro Criança Alfabetizada, premiação máxima do Ministério da Educação (MEC). A cerimônia ocorreu nesta segunda-feira, dia 23, em Brasília, e reconheceu os municípios que atingiram as metas do Indicador Criança Alfabetizada (ICA).

Este é o segundo ano que a cidade conquista a categoria ouro, o que demonstra a continuidade e a qualidade das políticas públicas de ensino. “O reconhecimento fortalece a credibilidade da nossa rede e mostra que estamos entre os municípios com melhor desempenho no país”, destacou a prefeita Ângela Ghislandi.

Destaque na Região e no Estado Os números colocam Nova Veneza em um patamar de excelência no mapa catarinense:

  • 1º Lugar na AMREC: O município detém o melhor índice de alfabetização entre as cidades da Região Carbonífera.
  • 12º Lugar em Santa Catarina: Entre os 295 municípios do estado, Nova Veneza figura no “Top 15”.

Trabalho Coletivo A secretária de Educação, Renata Nuernberg, que recebeu o prêmio na capital federal ao lado da coordenadora Ariane Suzin Zanoni, enfatizou que o mérito é de toda a rede. “Este selo reconhece o trabalho coletivo da equipe pedagógica e, principalmente, dos professores alfabetizadores que atuam diretamente com nossas crianças”, ressaltou.

O Selo Ouro faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, programa que visa garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental.

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